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1.2.1.2. Görülme Sıklığı

1.2.1.6.11. Hızlı Üst Çene Genişletmesinde Kullanılan Apareyler

As organizações gestoras possuem origem e estruturas diferentes, e podem ser constituídas no Brasil ou no exterior. Suas categorias são:

Independente Não pertence a nenhuma instituição fi nanceiro ou grupo empresarial, e possui equipe de gestão (os chamados gestores de PE/VC) totalmente independente. Essas organizações têm seu capital fechado ou, em vários casos, aberto em bolsa de valores. A estrutura independente de capital fechado é a categoria mais típica de organizações gestoras de

PE/VC ao redor do mundo.

Corporate Venture São estruturas de corporações ou conglomerados empresariais que alocam recursos a

um determinado departamento ou divisão com o intuito de realizar investimentos de PE/

VC, normalmente em negócios nascentes ou pequenas empresas inovadoras de alto im-

pacto. Note que alocações de recursos de empresas ou conglomerados empresariais em fundos de PE/VC geridos por terceiros não são corporate ventures. Intel Capital, Google Ventures, Siemens Venture Capital, Dow Venture Capital e Votorantim Novos Negócios são exemplos de corporate ventures.

Instituição Financeira Alguns bancos e instituições fi nanceiras atuam na indústria de PE/VC diretamente ou por meio de um departamento, divisão, subsidiária ou dentro de sua estrutura de adminis- tração de recursos (asset management).

Setor Público Embora o setor público atue, prioritariamente, como investidor, terceirizando a gestão de suas alocações de recursos em PE/VC, algumas instituições públicas fazem esses in- vestimentos em empresas diretamente. No Brasil, temos o BNDES como uma estrutura típica do setor público.

2.3.1.1. Perfil dos Gestores

As organizações gestoras são conduzidas por times de profi ssionais altamente qualifi cados e expe- rientes, denominados gestores, que possuem extensa rede de relacionamentos profi ssionais. Os gestores são os profi ssionais da organização gestora de PE/VC que dirigem e possuem poder de decisão em pelo menos uma das seguintes etapas-chave: captação de recursos (fundraising), originação e seleção do fl uxo de oportunidades de negócios (deal fl ow), negociação e estruturação de investimentos (investment), monitoramento e acompanhamento das empresas do portfólio (monitoring) e saída (exit) durante o ciclo de PE/VC.11

Os gestores, que podem ou não ser sócios das organizações gestoras, contam com uma equipe de apoio especializada, a qual atua sob suas orientações e engloba analistas, controllers, trainees/esta- giários e secretárias, etc. A equipe de apoio não possui poder de decisão em nenhuma das etapas do ciclo de PE/VC. Existe, nesta indústria no Brasil, em média, menos de um profi ssional de apoio para cada gestor.12

Tabela 2.3 – Nível de Instrução dos Gestores e Sócios-Gestores Grau de Escolaridade 2004 2008 % % Acum. % % Acum. PhD 3% 3% 4% 4% Mestrado/MBA 55% 58% 57% 61% Especialização 15% 73% 13% 74% Superior Completo 25% 98% 26% 100%

Sem Ensino Superior 2% 100% 0% 100%

Total 100% 100% 100% 100%

Fonte: Ramalho e Furtado (2008)13

Na indústria brasileira de PE/VC, 52,4% dos gestores possuem Administração como área de atuação e conhecimento (formação acadêmica) e 36,4% apresentaram origem profi ssional no setor fi nanceiro e auditoria14. Essa concentração refl ete o fato de essa atividade exigir o domínio de diversos campos do

conhecimento empresarial, tais como estratégia, marketing, gestão de recursos humanos, fi nanças, con- tabilidade e controladoria, etc.

2.3.1.2. Experiência dos Gestores

As experiências das gestões de Private Equity e Venture Capital são fundamentais para o sucesso dos investimentos de PE/VC. Os resultados históricos (track record) de uma organização gestora são um bom sinalizador sobre o potencial de retorno futuro para os investidores e o valor adicionado aos empreendi- mentos por ele investidos.

Os aspectos que infl uenciam o histórico de organizações gestoras também infl uenciam positivamente o sucesso de um determinado veículo de investimento. Do ponto de vista prático, esta conclusão implica que um veículo de investimento terá maior probabilidade de sucesso se a organização gestora tiver um histórico de desempenho bem sucedido. Dessa forma, um empreendedor deve também levar em consi- deração o histórico de resultados da organização gestora antes de aceitar uma proposta de aporte de capital, não focando apenas em termos fi nanceiros e negociais da proposta.15

Para ilustrar a importância do histórico de resultados da organização gestora, podemos citar a fi losofi a de investimentos em PE/VC do endowment da Universidade de Yale, chefi ado por David Swensen. Este investidor tem como fi losofi a aplicar seus recursos em organizações gestoras com histórico de resultados bem sucedidos e com times de profi ssionais com capacidade comprovada na criação de valor para o negócio e consequente alto retorno do capital aos investidores.16

2.3.1.3. Remuneração dos Gestores

O sistema de remuneração da organização gestora é composto de uma parte fi xa, a taxa de ad- ministração (management fee), e de uma parte variável que depende do desempenho do veículo de investimento, a taxa de performance, mais conhecida na indústria de PE/VC como carried interest ou simplesmente ‘carry’. Ambas as taxas são estabelecidas para cada um dos veículos de investimento sob a responsabilidade da organização gestora.

Taxa de Administração Receita das organizações gestoras para cobrir, basicamente, os custos fi xos e outras des- pesas da administração e gestão do veículo de investimento. É normalmente cobrada sobre o capital comprometido pelos investidores que é administrado pela organização gestora, normalmente 2% ao ano, durante o período de investimento do veículo e, após este, sobre o capital efetivamente investido. A variação desta taxa, para mais ou menos, se desdobra de acordo com a tradição e porte de cada organização gestora, bem como o volume de recursos do próprio veículo de investimento.

Taxa de Performance A taxa de performance tem como objetivo o alinhamento de interesses entre os gestores e os investidores do veículo. Na prática, distribuindo parte dos lucros para os gestores, os investidores esperam que eles busquem maximizar o valor das empresas em portfólio e consequente retorno dos seus investimentos. Parte dos ganhos de capital acima da Taxa Mínina de Atratividade (hurdle rate) exigido pelos investidores do veículo é destinada para a organização gestora. Normalmente essa participação dos gestores, nos retornos obtidos pelos investimentos, é de cerca de 20%, porém depende do regulamento do veículo.

Benzer Belgeler