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3. BÖLÜM:

3.10. Höyük, 2013

O investimento florestal pode ser classificado como forest investment, que se refere ao investimento em produção florestal (sobretudo produtos madeireiros), colheita, transporte e processamento ou forestry investment, que corresponde aos investimentos em produção madeireira, excluindo os investimentos na indústria (Castrén et al., 2014). De acordo com Blinkey et al. (2006), forestry investment consiste na aquisição de propriedades (ou timberlands) que incluem, tanto a terra, quanto as árvores sobre ela. Às vezes, a propriedade da terra e das árvores são separadas, como nos casos de arrendamento ou contratos de fomento florestal. Ressalta-se que, nessas situações, o investidor possuirá apenas as árvores ou apenas a terra. Excluem-se, portanto, unidades de beneficiamento e manufatura de madeiras, como: serrarias, fábricas de celulose e papel, fábrica de painéis, entre outras.

As timberlands são usualmente classificadas quanto à sua origem2, naturais ou plantadas, ou quanto às espécies utilizadas3, coníferas ou folhosas (Binkley et al., 2006). Essas diferenças entre tipos de florestas se refletem nos bens e serviços que cada ativo florestal pode oferecer, na estrutura de custos de implantação e na manutenção do projeto de investimento (Perman et al., 2003; Binkley et al., 2006).

Quanto ao retorno financeiro de um investimento, Healey et al. (2005) apontam três determinantes básicos da rentabilidade de um projeto florestal: !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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"As" florestas" naturais" correspondem" às" comunidades" clímaces," formadas" por" diversas" espécies" vegetais,"animais"e"de"outros"seres"vivos,"e"que"surgiram"por"meio"do"processo"natural"de"sucessão" ecológica." Já" as" florestas" plantadas" se" referem" aos" povoamentos" florestais" plantados" pelo" homem," que"podem"ser"compostos"por"espécies"nativas"ou"exóticas,"oriundas"de"outros"biomas."

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"Enquanto" as" coníferas" representam" as" gimnospermas" arbóreas," como" os" pinheiros," as" folhas" correspondem"às"angiospermas,"como"o"mogno."

crescimento biológico, preços dos produtos florestais e variações do preço de mercado da terra.

A Figura 4 mostra a participação relativa de cada determinante no

retorno financeiro de um ativo florestal. Vale ressaltar que essa proporção pode variar entre projetos de investimento e também que outras fontes de retorno podem ser relevantes, como, por exemplo, o estabelecimento de um esquema de pagamento por serviços ambientais ou recreação (IWC, 2013).

Figura 4. Determinantes do retorno do investimento florestal. Fonte: IWC: (2013).

O crescimento biológico é o principal determinante do rendimento financeiro do ativo florestal e corresponde à maior parte da rentabilidade total do investimento (Garner e Brittain, 2012). Segundo Healey et al. (2005), esse fator é o responsável por diferenciar as florestas dos outros tipos de commodities e demais tipos de investimento. A medida que as árvores crescem, os investidores podem explorar novas oportunidades de uso da madeira, de maior valor agregado (Garner e Brittain, 2012). De acordo com Whately (2008), o crescimento biológico estabelece um piso para o retorno do investimento florestal, ou seja, o ativo florestal se valorizará, no mínimo, na mesma proporção que o crescimento da floresta ceteris paribus. Essas características, aliadas ao grau de previsibilidade na estimação do estoque futuro de produtos florestais por meio de funções de produção, conferem aos ativos florestais certa estabilidade frente a eventuais turbulências que podem

atingir outras classes de ativos (Campanale, 2009; Sanquetta et al., 2009; Garner e Brittain, 2012).

Os preços dos produtos florestais também são responsáveis por determinar o retorno financeiro do investimento florestal e estão sob a influência de fatores sociais e macroeconômicos, tais como: PIB per capita, taxa de juros, nível de atratividade econômica e da construção civil, crescimento populacional, entre outros (Leskinen e Kangas, 2001; IWC, 2013). Isso ocorre porque uma gama de bens e serviços florestais são transacionados em mercados.

Garner e Brittain (2012) apontam para uma tendência de valorização do preço da madeira para as próximas décadas. Segundo Whately (2008), esse comportamento do preço da madeira no longo prazo seria reflexo da disponibilidade de terras. O argumento se baseia na ideia de que, apesar da floresta ser um recurso renovável, as áreas para plantio são limitadas. Dessa forma, apesar da elevação da oferta ocasionada pelos ganhos em produtividade, o aumento da demanda em todo o mundo por produtos florestais, fibras e combustíveis teria como consequência preços mais elevados ao longo do tempo (Lopez et al., 2010). Um exemplo disso é a demanda de madeira para uso industrial e geração de energia, que deve

chegar a 5,2 bilhões de m3 por ano por volta de 2050, correspondendo a um

acréscimo de 40% nos próximos 40 anos (IBÁ, 2014).

Garner e Brittain (2012) ressaltam que apesar da tendência de valorização dos produtos florestais no longo prazo, podem ocorrer quedas significativas na performance do investimento em períodos no curto prazo, como em períodos de crise. Nessas situações, a flexibilidade da colheita florestal permite, no entanto, atenuar os efeitos negativos da queda dos preços, pois é possível suspender o corte das árvores e realizá-lo em um momento mais favorável. Também é importante observar que o crescimento biológico da floresta proporciona a redução dos impactos da oscilação dos preços dos produtos florestais (IWC, 2013).

Em relação à contribuição do valor da terra para o retorno final de um investimento florestal, isso ocorre porque o espaço que as florestas ocupam possui valor econômico e, logo, existe a possibilidade de apreciação com o passar do tempo. Assim, o aumento da competição por terras para

agricultura, produção de biocombustíveis ou recreação com a atividade florestal apresentam um potencial de crescimento baseado na valorização da terra (IWC, 2013).

De acordo com Whately (2008), se a floresta estiver, por exemplo, próxima a centros urbanos e, com a expansão das cidades, o investidor pode vender sua propriedade para alguém que queira construir algum empreendimento. Verifica-se esse tipo de comportamento entre as Timber REITs norte-americanas, que exploram as oportunidades de valorização imobiliária de suas propriedades florestais.

Além do crescimento biológico, do preço dos produtos florestais e do valor da terra, alguns tipos de ativos florestais proporcionam outras possibilidades de retorno financeiro como consequência do caráter multifuncional das florestas. Nesse contexto, Toppinen et al. (2010) destacam que o valor de algumas propriedades florestais estão se elevando em decorrência de serviços específicos, como a recreação e a conservação ambiental.

Whately (2008) chama a atenção para a prestação de serviços ambientais como uma fonte de retorno que se torna gradativamente mais importante. Nessa categoria, encontram-se, por exemplo, os mercados de carbono, a conservação de recursos hídricos e a preservação da biodiversidade. Para cada um desses serviços, existem instrumentos específicos para viabilizar a transação, como o REDD+ e instrumentos adotados como o pagamento por serviços ambientais em alguns países e regiões (Sterner e Coria, 2012).

Benzer Belgeler