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SF 36-Yaşam Kalitesi Ölçeği Kısa Form (Short Form) (Ek 3)

4.2. Gruplara Göre Eğitim Öncesi ve Eğitim Sonrası Bilgi Düzeylerinin Değerlendirmes

Através da conversa, as pessoas ajustam continuamente sua afiliação ou desafiliação em relação ao outro, configurando diferenças entre “rir de” e rir com”, entre o poder do riso para promover o distanciamento, depreciação ou sentimentos de superioridade, ou, inversamente, para promover a ligação e a afiliação.

Glenn (1995, p. 43) analisa e mostra como os participantes utilizam os vários recursos disponíveis sobre vários turnos de fala para negociar o status de afiliação ao riso, e estabelece quatro dimensões para observar as filiações e desfiliações ao riso:

1) O que nos faz rir: certos contextos parecem propensos a tornar o riso

relevante, especificamente contextos de “rir de”, em que é nomeado um risível,

ou seja, algum(s) copresente(s) é/são alvo(s) da brincadeira ou da piada, e os

outros “riem de”.

2) Primeiro riso: aquele que iniciou a brincadeira ou piada pode convidar outros para o riso acrescentando partículas de riso dentro ou após o enunciado em andamento (Jefferson, 1979). Nestes casos, o locutor atual faz rir com o que é explicitamente relevante e outros ingressam ao riso, ratificando a afiliação. 3) Segundo (possível) riso: nas interações entre várias pessoas, o segundo riso

pode ser dado por alguém que reforça o “rir de” algum alvo ou “rir com”

aquele que iniciou a brincadeira; por outro lado, na conversa entre duas

pessoas, o “rir de” pode não ser compartilhado e só teremos nessa configuração o “rir com”.

4) Atividades subsequentes: a orientação dos participantes para um potencial risível, estabelecendo os enquadres de “rir de” e “rir com”, dependerá de uma ampla gama de condições, incluindo o ambiente sequencial (contexto), a concepção e execução da fala imediatamente anterior ou concomitante e a possível presença de risos e elementos multimodais associados a ele, como gestos, entonação.

Diante de tais fundamentos, estamos a assistir ao riso em suas formas humanas, unificadas por certas características distintivas. Canonicamente, o riso é a presença de

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reiteração, ritmo aspirado, som tipo “rá, rá” e suas manifestações visuais que a maioria das pessoas pode reconhecer imediatamente como riso. No entanto, “a aparente unidade e clareza deste assunto começa a diluir-se em cima de um exame mais detalhado” (GLENN & HOLT, 2013), pois uma variedade de condições devem ser consideradas para se fazer uma descrição de como o riso ocorre em relação aos turnos.

Perguntas do tipo: “Quem ri?”, “Por que ri?”, “Quem acompanha o riso e por que o faz?” são feitas e resgatadas a todo momento durante a interação, o que torna a análise

do riso na conversa um estudo complexo, mas ao mesmo tempo interessante.

Na tentativa de caracterizar associações entre as ações produzidas pelos diferentes interlocutores e o riso no momento da interação, Glenn & Holt (2013, p. 5) trazem algumas descrições de como o riso pode ocorrer:

1) Riso em sequência: A ligação mais forte entre as ações por diferentes oradores é o par adjacente (SCHEGLOFF, 1968), isto é, uma relação sequencial na qual a ocorrência do primeiro item faz o segundo relevante e, se não for fornecida a segunda parte, a ausência torna-se visível e digna de inferências de significado. Considerar ou não a primeira risada como um convite requer explorar as questões que são pertinentes para analisar a possibilidade de uma resposta ao riso e o risível anterior tomar a forma de uma parte do par adjacente.

2) Riso compartilhado: Quando uma risada é recíproca, os participantes compartilham o riso, e isso não demonstra concorrência de turnos, pois um dos atributos distintivos do riso é que as pessoas podem fazer isso juntas, em contraste com a fala, em que os participantes se esforçam para tomar o turno um de cada vez.

3) O riso e os momentos delicados: Muitas pesquisas apontam que há uma relação recorrente entre risos e ambientes que é, em certo sentido, delicada, complicada, ou de alguma outra forma problemática. Há muitas razões por que o riso é um dispositivo potente em momentos delicados. Uma delas tem a ver com a ambiguidade e entendimentos na ação do riso (VÖGE, 2010). A segunda é a sua capacidade de modificar ou mitigar ações potencialmente problemáticas. A terceira é a associação entre o riso e a aafiliação ou alinhamento.

4) Riso, afiliação e alinhamento: O riso pode ser de afiliação/desafiliação, alinhamento/não alinhamento ou pode estar em algum lugar entre esses dois pólos, demonstra a complexidade e natureza multifacetada do riso, e a necessidade de analisar casos individuais nos termos da sequência maior. O

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riso pode fornecer maneiras sutis em que os destinatários possam manter concordância social, ao mesmo tempo, evitar a colaborar totalmente em uma atividade delicada.

5) Riso e frames: Qual o papel que o riso tem no entendimento dos participantes de sua situação, o que eles estão fazendo, e quem são eles? Em outras palavras, como é que o riso contribui ou cria um contexto? De uma perspectiva da ACE, falar (incluindo risos) é ao mesmo tempo confirmação e renovação de contexto (DREW & HERITAGE, 1992; HERITAGE, 1984). Cada ação é exibida e contribui para a sensação de desdobramento do que está acontecendo. Ao mesmo tempo, os entendimentos dos participantes, as ações e expectativas são confirmadas e, portanto, as características de contexto, podem persistir.

Segundo Glenn & Holt (2013), há alguns anos atrás, poderiam ter acrescentado que o riso é misterioso e pouco entendido, mas já não é o caso. Os autores se basearam em décadas de estudos através de uma série de disciplinas que têm rendido resultados duráveis e significativos sobre o papel do riso na comunicação humana, introduzindo uma pesquisa inovadora, produzindo resultados convincentes sobre as formas como o riso se desenrola em dramas sociais, da conversa cotidiana à transmição de notícias, de entrevistas de emprego a exames médicos.

Como a nossa análise será de um corpus que retrata a interação em sala de aula, nossa discussão se baseia no trabalho de Jacknick (2013), que examina como o riso contribui para uma sequência em que os papéis institucionais dos participantes em sala de aula, com suas atividades correlatas, tornam-se problemáticos. Os participantes deste estudo são alunos matriculados no nível avançado de um curso de inglês como segunda língua, de um programa de linguagem na comunidade, e sua instrutora, de 24 anos, estudante de pós-graduação em um programa de Ensino de Inglês como segunda língua, de descendência coreana. Este estudo dá mais peso à sugestão de que o riso é regularmente associado a problemas interacionais (GLENN, 2003) e, mais especificamente, oferece uma análise detalhada de como o riso torna-se saliente em sequências que envolvem problemas de interação relacionados aos papéis institucionais.

O riso revela '"entendimentos em curso das restrições e obrigações dos seus papéis" (GLENN, 2010, p. 1.497), e a análise de Jacknick (2011) demonstra como o riso dos participantes reflete sua orientação para os seus papéis institucionais. Em aulas de gramática, o professor de Inglês como segunda língua pode razoavelmente

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reivindicar o status epistêmico privilegiado sobre o conteúdo do curso derivado de "conhecimentos pedagógicos e conhecimentos profissionais (de expert/de especialista no assunto)" (HALL, 2011, p. 7). No entanto, os trechos analisados mostram que os alunos exigem a igualdade de direito a esse estatuto epistemológico e desafiam, assim, o professor. Estes desafios são seguidos de risos (tanto dentro quanto no final do turno). Glenn (2003) observa que o riso pelo falante atual pode orientar para a necessidade de se trabalhar com "dificuldades interacionais" (p. 105), incluindo preocupações de proteção de face, e no caso do artigo de Jacknick (2011), o riso seguinte do estudante desafia o alvo dessas dificuldades. Ao traçar a ocorrência de risos ao longo de interações estendidas, sua análise mostra o uso diferencial do riso pelo professor e alunos em diferentes ambientes discursivos, e as consequências de interação na presença ou ausência de riso. Este estudo contribui para a pesquisa atual, tanto no discurso de sala de aula, descrevendo as funções do riso na interação com toda a turma, bem como a pesquisa sobre o riso na interação institucional, identificando funções interacionais de riso na interação institucional multipartidária. Ao examinar o riso na sequência de impugnação de estudantes, essa análise identifica como o riso indica resistência por parte dos alunos, bem como pelo professor.

O professor e os alunos na sala de aula produzem riso em muitas lições diferentes e em diferentes contextos sucessivos. Por exemplo, tanto o professor quanto os alunos foram encontrados produzindo primeiros risos como convite ao riso compartilhado, apoiando a afirmação de Glenn (2003) de que o riso é usado para exibir afiliação. No entanto, o riso também funcionou para marcar dificuldade interacional de um tipo ou outro e para difundir ou aliviar a tensão resultante destes conflitos. O riso ocorreu dentro de sequências que envolviam turnos desafiadores produzidos pelos estudantes, incluindo aqueles nos quais a discordância era abertamente marcada por palavras constrastivas como não e mas (SCHIFFRIN, 1987), bem como aqueles em que os estudantes reinvindicavam autoridade epistêmica por discordar do professor e da resposta do livro. Tais desafios dos estudantes foram considerados ações despreferidas, dado o fato de que turnos anteriores do professor não convidam o estudante ao acompanhamento, muito menos ao desacordo; contudo, há a falta dos desafios que a habitual marcação de turnos despreferidos, incluindo indiretas, elaboração estrutural e atraso (BROWN & LEVINSON, 1987). Em vez disso, os estudantes reivindicam acesso à autoridade epistêmica diretamente e sem demora. O riso que se segue a partir do professor ou alunos destaca a dificuldade interacional, desafiando o representante institucional desta maneira direta. Em resumo, o artigo

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examina o trabalho realizado pelo riso, particularmente após problemas de interação, relacionados aos papéis institucionais e à autoridade epistêmica.

A autora chega à conclusão de que o riso é um marcador claro de problemas de interação - em alguns casos, mostrando a orientação dos participantes a atos problemáticos (desafios dos estudantes), e em outros que constituem o ato em si (as explicações do professor). Risos seguintes dos estudantes também mostram resistência à autoridade epistêmica do professor (quando os alunos riem), bem como a resistência do professor ao desafio do aluno (quando o professor ri). Apesar das tentativas do professor para convidar o riso de afiliação, os alunos não produzem o riso ou sorrisos recíprocos para indicar reconhecimento (conforme citado em Haakana, 2010), e em vez disso, buscam o desafio. Este estudo sugere que, em interação institucional multipartidária, o riso compartilhado entre alguns participantes pode ser insuficiente para solucionar as dificuldades interacionais; em vez disso, o fechamento do tema e o riso verdadeiramente compartilhado (a maioria dos estudantes sorriem ou riem juntos com o professor) só vem quando a disputa da brincadeira fica resolvida. Além do papel do riso na rescisão do tópico multipartidário, esta análise também demonstra como os participantes usam o riso para negociar seus papéis institucionais. O professor reinvindica autoridade epistêmica sobre gramática em aulas de Ensino de inglês como segunda língua, e sua risada na sequência da impugnação dos estudantes a essa autoridade reflete a natureza problemática e potencialmente ameaça a face dos estudantes. Se o riso do professor ocorre como autodepreciação ou em resposta aos desafios próprios, isso demonstra as dificuldades interacionais. O fracasso do aluno para rir junto ressalta a vontade de prosseguir com os seus desafios. Curiosamente, tanto o professor quanto os alunos fundamentam as suas pretensões de autoridade epistêmica em referência ao livro, uma fonte externa de autoridade. Este foco na autoridade externa permite que professor e alunos desafiem a autoridade epistêmica do outro enquanto protegem a sua face, colocando a responsabilidade das informações incorretas no livro didático, ao invés de um no outro. Além disso, enquanto as perguntas dos professores muitas vezes são consideradas poderosos movimentos discursivos, controlando a trajetória do discurso (conforme citado em Markee, 1995), os trechos transcritos mostram que o professor está fazendo perguntas referenciais aos alunos, cujas respostas estão teoricamente dentro de seu domínio de experiência como professor. Essa análise revela que, apesar das expectativas com base em papel institucional, autoridade epistêmica não é propriedade de um partido ou de outro; ao contrário, ela é reivindicada pelos participantes com diferentes funções (ou seja,

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professores e alunos) de maneiras diferentes, e o riso é fundamental para a exibição de (des) alinhamento às reinvindicações.