3. YÖNTEM
3.3 Granger Nedenselli ği ve VAB (Vektör Ardışık Bağlanım) Modelleri
No pensamento de Henrique & Henrique Neto (2012) a prescrição médica informatizada, ou prescrição eletrônica, surgiu como meio de mudança na prática médica, onde na adoção dessa tecnologia, “vislumbra-se a capacidade do profissional de associá-la no seu dia-a-dia para atingir melhorias para o paciente, para a instituição e para si”.
Para Cassiani, Gimenes & Freire (2010) é impreciso determinar o início dos sistemas de e-
utilização do sistema foi ganhando proporção, houve uma preocupação em avaliar a eficiência destes. Assim, estudos passaram a ser feitos na intencionalidade de determinar suas vantagens e desvantagens.
Crosson et al. (2012) corroboram com Henrique & Henrique Neto (2012) e esclarecem que “o uso da prescrição eletrônica pode melhorar a segurança e reduzir os custos do cuidado ao paciente”. Ainda conforme a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (2012), “a adoção de sistemas de prescrição eletrônica auxilia na garantia da qualidade e segurança da assistência dos pacientes, bem como, de recursos para prestação de serviços”. A prescrição eletrônica reduz a frequência de erros, principalmente pela melhor legibilidade, e é chave também para a qualidade do atendimento.
“Quando informatizada, a prescrição possibilita a recuperação instantânea de qualquer prescrição armazenada, implementação de prescrição provisória para validação posterior, padronização de medicamentos de estoque, facilitação para utilização de nomes genéricos e verificação de equívocos decorrentes de possíveis erros de digitação” (SBIS, 2012).
Benefícios semelhantes foram achados em um estudo feito por Duffy et al. (2010) numa pesquisa desenvolvida no estado do Alabama – Estados Unidos da América (EUA), com o objetivo de medir a melhoria prática com o resultado da implementação da prescrição eletrônica. Os autores descobriram que o e-prescribing foi recebido positivamente pelos médicos e pacientes, Houve uma redução no acionamento da empresa fornecedora do software devido ao treinamento eficiente. No entanto, houve um aumento das dúvidas sobre os medicamentos cadastrados no sistema, como por exemplo: efeitos colaterais e interações.
No Brasil, especificamente na cidade de Curitiba, Joia & Magalhães (2009) analisaram a implementação de um sistema de e-prescribing em um hospital e acharam resultados que divergem de Duffy et al. (2010) no que concerne à adoção dos profissionais médicos ao sistema de prescrição eletrônica.
“O estudo demonstra que, para o caso analisado, as principais causas para resistência a esse sistema foram: ausência de treinamento dos usuários médicos; faixa etária dos médicos; problemas no desenho e segurança do sistema; infra-estrutura tecnológica inadequada; vínculo empregatício dos médicos; e interferência do sistema na autonomia e poder dos médicos. O estudo conclui que para haver uma implantação bem sucedida de um sistema de prescrição eletrônica é importante que o contexto intra-organizacional hospitalar seja analisado de forma sistêmica, de modo a compreender como o
sistema será aceito e utilizado por seus potenciais usuários, no caso os médicos” (JOIA & MAGALHÃES, 2009 p. 82).
Em seu artigo, Cassiani, Gimenes & Freire (2010) apresentam os resultados de uma pesquisa desenvolvida, onde um dos objetivos foi o de verificar as vantagens e desvantagens do sistema de prescrição eletrônica utilizado. Abaixo observa-se uma adaptação em gráfico dos resultados encontrados pelas autoras no que concerne às vantagens do sistema de prescrição eletrônica.
Gráfico 3 – Distribuição de respostas sobre as vantagens da prescrição médica eletrônica segundo os profissionais entrevistados.
Fonte: Adaptado de Cassiani, Gimenes & Freire, 2010.
Segundo as autoras, os funcionários mencionaram a facilidade de leitura dos dados contidos na prescrição médica eletrônica como sua principal vantagem e isto mostra a grande importância do entendimento adequado da prescrição para que os medicamentos sejam administrados também de forma adequada. O tempo gasto para prescrever é menor, segundo a opinião dos profissionais. Isso é importante na medida em que, muitas vezes, a necessidade de alguns medicamentos é imediata por parte dos pacientes e isto acaba agilizando a administração do medicamento; além disso, a disponibilidade de tempo dos médicos para o atendimento ao paciente aumenta. Afirmam, ainda, que este tipo de prescrição é mais organizada e prática, quando comparada ao tipo anteriormente utilizado, que seria em papel.
A diminuição na possibilidade de erros também foi citada como vantagem desse tipo de prescrição, tais como o nome do medicamento, frequência com que ele é administrado e a dose a ser administrada. O sistema permite maior agilidade com a farmácia, segundo relatam os
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Facilidade de leitura Rapidez com que a prescrição é feita e liberada Maior organização e praticidade Diminuição no n° de erros na prescrição Agilidade com a farmácia Padronização de medicamentos Contém o nome da pessoa que prescreve Ficha de antimicrobiano inclusa
Arquivamento de dados Outros
profissionais, já que, a requisição de medicamentos é feita eletronicamente à farmácia. Foi citada, também, pelos entrevistados a padronização de medicamentos como uma vantagem do sistema, as autoras entendem que os medicamentos padronizados, geralmente, são aqueles de custo mais baixo, porém com a mesma eficácia daqueles de preço mais elevado. Uma das vantagens citadas foi que as prescrições eletrônicas continham o nome do médico que as prescreveu, isso é positivo para os profissionais identificarem o autor da prescrição e poderem esclarecer dúvidas, se houver.
A presença da ficha de antimicrobianos no sistema computadorizado foi uma inovação da prescrição eletrônica encontrada pelas autoras. Esta permite que haja o controle das fichas, o que acaba contribuindo para a redução do uso indiscriminado de antibióticos. Outra vantagem referida foi o arquivamento de dados, permitindo a recuperação de qualquer prescrição, a modificação ou manutenção para a geração de uma nova, a qualquer momento. As autoras alertam que, todavia, esta pode não ser uma prática adequada se, ao resgatar-se as prescrições e se estas não forem revistas, ocorrerá a manutenção das medicações que já não são mais necessárias ao tratamento do paciente.
Ainda no mesmo estudo, abaixo veremos uma adaptação em gráfico, dos resultados da pesquisa no que concerne às desvantagens encontradas com a utilização do sistema de prescrição eletrônica.
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Repetição de prescrições de dias anteriores sem revisão Informações escritas de forma incorreta Falta de receituário feito eletronicamente Alterações nas prescrições realizadas manualmente Custo elevado Perda de dinamismo em situações de emergência O computador pode falhar As vezes a prescrição fica confusa
Outros
Gráfico 4 – Distribuição das respostas sobre as desvantagens da prescrição médica eletrônica segundo os profissionais entrevistados.
A desvantagem mais mencionada pelos profissionais foi a repetição de prescrições de dias anteriores sem revisão. Isto ocorre por uma possibilidade do sistema que é a recuperação de prescrições de dias anteriores às quais ficam arquivadas no computador, o que torna-se inadequado se o medicamento já suspenso manualmente é impresso na prescrição atual. Sendo assim, muitas vezes, o paciente acaba recebendo medicamentos cujo uso foi suspenso, caso não se atente para essa possibilidade. As autoras frisam que essa desvantagem está no uso incorreto e não no sistema de prescrição.
Outra desvantagem desse sistema, na opinião dos funcionários, é que ele permite que informações como dose do medicamento, via e frequência de administração sejam digitadas de forma inadequada. Isso comprova a opinião de Lesar, Briceland & Stein (1997), segundo a qual "os avanços tecnológicos, em particular o sistema computadorizado da prescrição da medicação, reduz a frequência de muitos, mas não de todos os erros". A falta de receituário feito eletronicamente foi citada como desvantagem deste tipo de sistema, ressaltando que eles são utilizados, principalmente, para a requisição de psicotrópicos à farmácia.
Outra desvantagem mencionada foi que as alterações na prescrição acabam sendo realizadas de forma manual. Se, depois de a prescrição ser impressa, ocorre uma alteração nas condições do paciente, a saída encontrada foi a de redigir o nome do medicamento ou, então, suspendê-lo. Essa prática conduz a dificuldades caso não ocorra comunicação do médico com a enfermagem ou farmácia.
O custo elevado do sistema computadorizado de prescrições também foi referido. Não obstante, a informatização e a implantação de outras tecnologias nos hospitais se fazem necessárias na medida em que proporcionam melhoria na qualidade do cuidado. Somado a isso, as autoras exprimem que de acordo com dados obtidos na seção de informática do hospital em estudo, o sistema é de fácil reprodução devido aos custos não muito elevados.
A perda de dinamismo em situações de emergência também foi citada. O médico, nestas situações, precisaria acessar o sistema para prescrever um medicamento de necessidade imediata e isso levaria mais tempo em detrimento da prescrição manual.
A possibilidade de falha do computador também é apontada, já que, os computadores existentes hoje no mercado, apesar de avançados em sua tecnologia, não excluem as possibilidades de falha.
Alguns funcionários relataram que uma desvantagem deste tipo de prescrição é que, às vezes, ela se torna confusa, pois algumas prescrições são feitas com déficit de informações o que acaba ocasionando dificuldade de entendimento por parte daqueles que as manipulam.
Reeve & Sweidan (2011) lembram que o sistema de e-prescribing ideal deve registrar os dados clínicos, tais como diagnósticos, medicamentos e alergias em um formato que permita a integração com outros sistemas utilizados pela empresa, possibilitando a troca dos dados do paciente que interessam ao corpo clínico, por exemplo, o sistema de prescrição associado ao sistema de registros pessoais do paciente para auxiliar a terapêutica recomendada. O sistema deve garantir que os processos sejam seguros, além de constar sinais de alerta quando houver algum tipo de interação medicamentosa.
Diante de uma perspectiva de implantação de um software que é direcionado para uma área específica da prática multiprofissional em saúde, deparamo-nos com alguns resultados observados por Devine et al. (2011) no que concerne à implantação do e-prescribing. Os autores encontraram algumas consequências não intencionais oriundas da implantação, que eles chamam de “consequências adversas”. São elas:
1. Mais trabalho para os médicos. 2. Fluxo de trabalho desfavorável.
3. Problemas relacionados com a persistência de papel. 4. Dificuldades de comunicação.
5. As emoções negativas.
6. Geração de novos tipos de erros. 7. Mudanças na estrutura de poder. 8. Dependência excessiva de tecnologia.
Em meio à descoberta das consequências adversas, os referidos autores comentaram que foram desenvolvidas estratégias de superação, que consistiam na resolução de questões
organizacionais, tais como: estimular a colaboração, reorganização cultural e controle. Essas medidas foram fundamentais para uma adoção bem sucedida.
Alcântara & Cassiolato (2009) alertam que apesar dos sistemas computadorizados de prescrições representarem um grande avanço dentro das estratégias utilizadas para minimizar erros decorrentes de prescrições mal formuladas, ele não erradica a possibilidade de ocorrência de erros de medicação, visto que outros podem surgir. Especula-se que tais erros possam ser decorrentes de etapas do processo da prescrição.