BÖLÜM III MATERYAL METOD
3.1 Grafen Karakterizasyon Yöntemleri
Entre outubro de 2011 e janeiro de 2012, a Fundação Europeia para a Saúde e Segurança no Trabalho (EU-OSHA) desenvolveu um estudo acerca da segurança e saúde ocupacional em 36 países europeus. Os resultados gerais demonstraram que o stress é um risco emergente da segurança e saúde ocupacional; de acordo com a perceção de oito em cada dez europeus, o número de pessoas que sofrem de stress relacionado com o trabalho irá aumentar (77%) nos próximos 5 anos. Neste mesmo estudo, em Portugal, a amostra representativa foi de 1003 indivíduos (com mais de 18 anos), tendo em conta género, idade e região. Os resultados para Portugal demonstram que oito em dez portugueses esperam que o stress relacionado com o trabalho aumente cerca de 84%, nos próximos 5 anos; os portugueses consideram que as boas práticas de segurança e saúde no trabalho são um pilar importante na competitividade económica.
Os objetivos propostos para esta intervenção comunitária foram atingidos, uma vez que se efetuou a avaliação e identificação da gravidade da vulnerabilidade ao stress do grupo de enfermeiros do ACES de A. (utilizando a metodologia do Planeamento em saúde e o Modelo de Sistemas de Betty Neuman). Segundo vários autores, os profissionais de saúde, mais propriamente os enfermeiros, apresentam uma maior probabilidade de não conseguirem manter o equilíbrio interno face aos inúmeros fatores de stress a que se encontram expostos diariamente. Os métodos de redução do stress em enfermagem são os que se centram no reforço dos mecanismos de adaptação individual. Um dos primeiros passos na tarefa adaptativa é identificar a origem do stress. Cabe, não só ao próprio enfermeiro, como às instituições, elaborar estratégias para prevenir e combater o stress.
Por outro lado, o enfermeiro especialista em Enfermagem Comunitária deve orientar a sua intervenção em grupos e comunidades, de modo a capacitar os indivíduos a lidar com as fontes de stress, conseguindo, assim, restaurar um novo equilíbrio saudável, com um ínfimo de danos causado pela exposição ao risco. Através da prática de Yoga do Riso, como estratégia para lidar com a vulnerabilidade ao stress, houve contribuição para reforçar a linha flexível de defesa dos enfermeiros do ACES de A. O feed-back dos enfermeiros que participaram na atividade de Yoga do Riso foi muito positivo, principalmente quanto à apreciação da sua utilidade, continuidade e
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avaliação global, tendo havido solicitação de mais sessões semanais, sendo um grande suporte e talvez um aspeto essencial na continuidade deste projeto. Destaca-se ainda a sensibilização da parte dos enfermeiros, que participaram nas sessões de Yoga do Riso, para a problemática da vulnerabilidade ao stress e principalmente a utilização do Yoga do Riso como terapia complementar ao nível dos cuidados de enfermagem.
Os profissionais envolvidos nos cuidados de saúde enfrentam a necessidade de adequar a crescente tecnologia ao desenvolvimento dos meios diagnósticos, à evolução das técnicas de intervenção, à qualidade de vida dos utentes e à humanização da assistência. Deste modo, a prestação de cuidados menos fria e impessoal, mais recetiva e individualizada, permite aos utentes e às equipas multidisciplinares um maior sentimento de segurança, tranquilidade e, consequentemente, menor impacto emocional.
Em Portugal, a cultura na profissão de enfermagem relaciona diretamente a competência profissional a uma postura corporal disciplinada, formal, rígida e até mesmo sisuda, evitando o riso e as manifestações a ele associadas. Está na hora da mudança de atitudes! Os enfermeiros podem, e devem, tomar decisões e conquistar um espaço, de modo a executar intervenções específicas e com a respetiva visibilidade.
Porque não usar o riso como técnica de aperfeiçoamento do cuidar?
Porque não considerar a utilização do Yoga do Riso como intervenção de
enfermagem?
O efeito terapêutico do Yoga do Riso, com os seus inúmeros benefícios (a capacidade promotora de comunicação e alegria, libertador de tensões, alívio de dor e sofrimento), deve ser tido em conta pelos enfermeiros, valorizado e, porque não, colocado na prática profissional. A utilização de Yoga do Riso como intervenção de enfermagem pode ser uma ideia arrojada, mas pode ser assimilada no futuro próximo através do ensino e da prática do riso como competência de enfermagem. Uma intervenção de enfermagem pressupõe uma avaliação da situação, um diagnóstico, um planeamento intencional (sendo necessário conhecer o grupo alvo), execução e avaliação da intervenção, tal como se efetua no Yoga do Riso.
O grupo de enfermeiros que participou nas sessões de Yoga do Riso mostrou vontade e entusiasmo para fundar um clube de riso (espaço onde um grupo de
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pessoas se encontra com regularidade para realizar sessões de riso), uma vez que o espaço físico se encontra disponível.
Segundo CAMAROTTI E TEIXEIRA (1996), os stressores no trabalho interferem com a saúde psíquica dos enfermeiros, contribuindo para a insatisfação no trabalho, para o absentismo e má qualidade dos cuidados prestados. Assim, o ambiente descontraído existente entre os elementos da equipa de enfermagem reflete-se na prestação e qualidade de cuidados e contagia positivamente os utentes.
No decurso desta intervenção encontraram-se algumas dificuldades que condicionaram de certa maneira a implementação de todo o projeto. A delimitação temporal condicionou e impediu a observação do impacto a nível dos resultados da atividade de Yoga do Riso, só verificáveis cinco a dez meses após a intervenção e com nova aplicação da 23 QVS. A dificuldade que surgiu para que todos os enfermeiros pudessem participar da atividade revelou ser um fator de limitação, ou seja, a compatibilidade entre o horário de trabalho e o horário das sessões nem sempre foi possível para alguns profissionais. Por último, mas não menos importante, foi difícil convencer alguns profissionais de enfermagem acerca das vantagens da utilização regular do Yoga do Riso como terapia complementar, na área da saúde, e mais especificamente na vulnerabilidade ao stress.
No decorrer do estágio e implementação da intervenção de enfermagem comunitária, também encontrámos alguns aspetos facilitadores e positivos. Assim, o apoio da enfermeira responsável de estágio, bem como do conselho clínico do ACES de A., foi sem dúvida uma mais-valia no desenrolar de toda a intervenção, através da disponibilização do espaço físico e no incentivo na participação dos profissionais.
As principais competências desenvolvidas ao longo do estágio provêm da utilização da Metodologia do Planeamento em Saúde, nomeadamente na avaliação do estado de saúde de grupos, na elaboração do projeto, articulando esta metodologia com modelos de intervenção de enfermagem comunitária, mais especificamente o Modelo de Sistemas de Betty Neuman.
A nível organizacional, o conselho clínico do ACES de A. demonstrou interesse em manter sessões de Yoga do Riso como uma terapia complementar para os membros da organização (todos os trabalhadores). Foi solicitada, pelo conselho clínico, a marcação de uma data para uma sessão de Yoga do Riso a decorrer no mês de abril
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de 2012. Este poderá ser o primeiro passo para a organização do serviço de Saúde Ocupacional inexistente atualmente.
A fim de mensurar os ganhos em saúde e dar seguimento ao projeto, constituirá um compromisso aplicar indicadores de impacto em agosto de 2012 (cerca de seis meses após a intervenção comunitária). Deste modo, tendo em conta a continuação da prática regular de Yoga do Riso, em agosto de 2012 deverá ser aplicada a escala 23 QVS e comparados os resultados com os obtidos em janeiro de 2012, verificando as alterações nos valores da vulnerabilidade ao stress nos enfermeiros.
Em termos de investigação, consideramos que seria interessante verificar qual a relação entre a intervenção de enfermagem, através do Yoga do Riso, e a produtividade/qualidade na prestação de cuidados de enfermagem. Há necessidade de investir na evolução dos enfermeiros como profissionais interessados, num cuidar
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