1.2. Ksenobiyotik Metabolizması
1.2.3. Glutatyon ve Glutatyon S-Transferazlar
A formação pessoal e social foi uma área trabalhada durante o estágio pedagógico e teve como principal objetivo permitir que os alunos aprendessem valores cívicos, contribuindo para a construção do bem próprio e coletivo. Esta construção é defendida pelo PCE da Nazaré, no qual está explícito que pretendem que os alunos sejam capazes de respeitar regras importantes para a convivência em sociedade.
A escola não tem apenas o papel de formar os alunos num contexto formativo, mas também de permitir
61 (…) o desenvolvimento global da personalidade, ao especificar uma acção orientada também para o progresso social, expressa ainda a importância de promover o desenvolvimento do espirito democrático e pluralista, o respeito pelos outros e pelas suas ideias, e a abertura ao diálogo e à livre troca de opiniões. (Fragateiro, Cadima, Cotrim, Leão & Nunes, 1995, p.11).
Considerando o comportamento dos alunos aquando a primeira semana de estágio pedagógico foi importante arranjar estratégias para que melhorassem os seus comportamentos, principalmente ao nível do respeito pelos outros e da responsabilidade na realização de tarefas.
Assim, implementou-se um sistema de avaliação diária do comportamento, completada no final de cada aula. Para esta avaliação cada aluno tinha uma ficha de comportamento individual (ver apêndice 2) onde através da colagem de etiquetas (ver apêndice 3) descrevia o seu desempenho em cada dia da semana. Tendo em conta o desempenho que o aluno tivesse merecia um sorriso vermelho, amarelo, verde ou dourado.
O sistema de cores apresentado consiste em que o aluno com um sorriso vermelho tinha um mau comportamento, com amarelo um comportamento razoável, com verde um bom comportamento e com dourado um excelente comportamento. Denoto que a avaliação ocorria no final da aula sendo cada aluno chamado a identificar o comportamento que merecia, refletindo sobre o que tinha feito bem e o que tinha feito menos bem. A colagem das etiquetas do desempenho de comportamento e do trabalho realizado, ocorriam com o auxílio de cada aluno, na sua vez de ser avaliado.
Os alunos, em geral, aderiram bem à iniciativa, tendo em conta que normalmente durante a pré-escolar já vivenciam este sistema de avaliação de comportamento. Em termos gerais o comportamento melhorou, principalmente na entrada após o intervalo, uma vez que a avaliação estava mais próxima.
Com o decorrer do estágio e pelo facto de os alunos melhorem o seu comportamento apenas após o intervalo porque a avaliação seria realizada após aquele momento, foi criada uma tabela geral (ver apêndice 4) em que foi anotado o comportamento dos alunos. Este momento ocorria antes da saída para intervalo e no final da aula, com o preenchimento das fichas individuais.
Saliento que o mais importante não foi apenas a melhoria de comportamento mas também a justificação e a oportunidade que os alunos tinham para dialogar sobre o que achavam que tinham feito bem e menos bem e o que mereciam, ou seja, uma oportunidade de
autorreflexão. Algumas vezes gerava-se um pouco de conflito entre os alunos, pelo facto de alguns alunos adquirem a mesma avaliação no comportamento, quando o comportamento tinha sido diferente.
Deste modo, os alunos foram “(…) formados com métodos de diálogo e análise racional dos problemas, mas, principalmente, formados no sentido de assumirem eles próprios um compromisso.” (Andrade, 1992, p.13).
Este facto advém da necessidade de respeitar as diferenças de cada aluno e as suas capacidades. Considerando o aluno hiperativo, este quando melhorava o seu comportamento adquiria uma avaliação adequada ao seu comportamento base e às suas especificidades. Através do diálogo e da argumentação foi possível que os alunos percebessem as diferenças entre todos e começassem a criar um sentido de respeito pelo outro.
Para que os alunos melhorassem os seus comportamentos foi importante coloca-los em relação concreta com a situação, pois
unicamente a vida social entre os próprios alunos, isto é, um autogoverno levado tão longe quanto possível e paralelo ao trabalho intelectual em comum, poderá conduzir a esse duplo desenvolvimento de personalidades donas de si mesmas e do seu respeito mútuo. (Piaget, 1972, p.77).
Duas estratégias foram desenvolvidas ao longo da prática pedagógica e foram implementadas em simultâneo, sendo uma referente à colocação de música relaxante no início da aula e a outra alusiva ao plano de aula para os alunos.
A música relaxante foi colocada no início de cada aula, sendo, por vezes, colocada após o intervalo. O objetivo principal foi que os alunos tivessem um momento de relaxamento importante para a recuperação física e emocional, acalmando o sistema nervoso, sendo que “o relaxamento progressivo de seus músculos diminui a frequência cardíaca e a pressão sanguínea, bem como a transposição e o ritmo respiratório.” (Davis, Eshelman & MacKay, 1996, p.29).
Após o relaxamento os alunos estariam predispostos a aprender e concentrar-se em novas atividades que permitiriam a aquisição de conhecimentos.
Aquando a música, os alunos foram levados a colocar a cabeça sobre a mesa, fechar os olhos e criar libertação do controlo sobre o corpo, tranquilizando a mente. Neste momento eu ou o meu par pedagógico, consoante o responsável pela aula, escrevia no quadro o plano de aula.
63 O momento da música de relaxamento foi acolhido por alguns alunos como um momento para descansar e recuperar energia enquanto outros mostraram-se menos recetivos. No entanto foi solicitado que os alunos que não queriam usufruir da música colocassem-se em silêncio com o intuito de não perturbar os colegas.
O plano de aula foi escrito num espaço do quadro e de onde não foi apagado, pois continha os principais temas que iriam ser trabalhados ao longo da aula e à medida que foram trabalhados iam sendo assinalados como tal.
Após terminar a música, o plano de aula foi lido para os alunos e, por vezes, discutido aspetos, pois alguns alunos colocavam questões relacionadas com os temas que iriam ser abordados. No primeiro dia em que o plano de aula foi escrito no quadro denotei um grande interesse dos alunos no mesmo, principalmente quando apercebiam que estavam noutro ponto do plano e questionavam com o intuito de ser anotado no plano os pontos já realizados.
A utilização desta estratégia foi uma mais-valia, pois os alunos mostravam-se motivados e empenhados em conseguir terminar os pontos do plano. Quando chegava o fim da aula, muitas vezes, comentavam se tinham trabalhado bem ou não consoante as tarefas que conseguiram cumprir. Deste modo, cada aluno foi levado a “(…) construir ela[e] própria[o] os instrumentos que irão transformá-la[o], partindo do interior, ou seja, realmente e não mais apenas superficialmente.” (Piaget, 1972, p.84).
Os alunos conheciam o que iriam fazer sendo o fator supressa o modo como iam trabalhar os temas e não os temas. Como refere Lopes & Silva (2010) é importante que o professor comunique os objetivos do trabalho que pretende realizar com os alunos, facilitando a aprendizagem dos mesmos.
As atividades proporcionadas ao nível da formação pessoal e social revelaram-se importantes na medida em que foram ao encontro de alguns objetivos do ensino básico traçados pelo ME nas OCPEB. Sendo esses objetivos a criação de condições para “(…) o desenvolvimento global e harmonioso da personalidade, mediante a descoberta progressiva de interesses, aptidões e capacidades que proporcionem uma formação pessoal, na sua dupla dimensão individual e social” (ME, 2004, p.13) e proporcionar oportunidades para que os alunos desenvolvam os valores, atitudes e desenvolvam o sentido de participação consciente na sociedade democrática.