• Sonuç bulunamadı

De acordo com a afirmação acima, podemos concluir que nos dias de hoje os comportamentos das pessoas podem ser influenciados pelo que é transmitido nos media, neste caso, na televisão.

Por exemplo, Denzin (tal como parafraseia Flick, 2005, p.156) faz distinção entre duas leituras nos filmes. Na leitura realista, o filme é encarado como uma descrição verídica de um fenómeno, tal como são os filmes aqui escolhidos para o demonstrar, sendo que a interpretação do mesmo, serve para validar o que este retrata sobre a realidade. Queremos com isto dizer, que os filmes escolhidos para retratar o tema da discriminação étnica no trabalho, não são apenas "filmes", são representações da realidade. Já a leitura subversiva trata-se da interpretação do autor sobre a realidade que vai influenciar o filme, assim como as ideias dos espectadores influenciam a interpretação do filme, mostrando que existem várias interpretações sobre o mesmo assunto. Esta diversidade de interpretações pode ser comparada e analisada como diferentes construções da realidade.

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Sendo assim, apresentamos um conjunto de filmes que retratam a realidade no mundo do trabalho de quem é discriminado etnicamente e por todas as formas de racismo que temos conhecimento. São filmes baseados em histórias verídicas e que mostram o que por vezes não está visível aos nossos olhos. Poderíamos escolher entre vários filmes que tratam o problema do racismo no geral mas, propomo-nos a fazer referência a 3 filmes que apresentam o problema, mais específico, da discriminação étnica no trabalho e que pensamos serem os melhores pois, estão relacionados com toda a temática que pretendemos resolver através do marketing social e porque pensamos que seja uma forma mais fácil de demonstrar o que em tempos acontecia e que infelizmente ainda hoje acontece de forma menos explícita.

• Hidden Heart: é um filme que retrata a história verídica de Hamilton Naki, um jardineiro da Universidade da Cidade do Cabo em África, que depois começou a participar nas intervenções cirúrgicas feitas aos animais cobaias do laboratório. Reconhecido o seu potencial por parte do primeiro médico a realizar um transplante de coração bem sucedido, Hamilton começa a trabalhar como técnico de laboratório de pesquisa da Faculdade de Medicina. Devido ao racismo que já se vivia, não podia trabalhar com corpos humanos, apenas podia ensinar. A verdadeira dúvida que se impunha era se este teria participado ou não na cirurgia de primeiro transplante de coração bem sucedido. Por ser negro, não podia ter contacto com pacientes nem podia aparecer em fotografias. Hamilton chegou a confirmar a sua participação na cirurgia, mas não existem registos desse momento. Finalmente ficou reconhecido e tornou-se famoso mundialmente (Sinopse do site Geledés, 1988).

Direção: Cristina Karrer e Werner Schweizer Elenco: Christian Barnard, Hamilton Naki, 2008

• Twelve Years a Slave – 12 anos escravo: é a história de vida verdadeira de um escravo e um filme dramático que retrata a altura da escravatura em 1841 e a vida de um homem livre, que vive com a sua mulher e filhas até ao dia em que é enganado por dois homens que o convidam para ir em digressão devido aos seus dotes de violinista. A partir desse dia, é raptado e vendido como escravo e obrigado a esconder a sua identidade até

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ao dia em que não se contenta em apenas sobreviver e consegue finalmente, depois de 12 anos, voltar a ser um homem livre (Sinopse do site Cinecartaz, 2011).

Realizador: Steve McQueen

Elenco: Chiwetel Ejiofor, Michael K. Williams, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Brad Pitt, Paul Giamatti, Paul Dano e LupitaàN o g o

GB/EUA, 2013

• Hidden Figures – Elementos Secretos: é um filme de Drama que retrata o fenómeno da Guerra Fria e a altura em que os russos e os americanos disputavam a corrida até à lua (década de 1960) e em que havia muita segregação, discriminação racial e de género. Várias mulheres negras trabalhavam na NASA, mas num edifício à parte e na altura havia muito preconceito sobre a possibilidade (ou não) de as mulheres terem cargos tão importantes (neste caso, fazer contas importantes para o lançamento de foguetões para levar homens à lua). Para além de serem mulheres, eram negras e havia o estigma de que estas não podiam ser tão ou mais inteligentes que os homens, não podiam beber café da mesma cafeteira, não podiam usar as mesmas casas de banho que as mulheres brancas, não podiam comer no mesmo refeitório, não podiam subir de cargo e não podiam estudar em escolas para brancos. Numa altura em que até mesmo a ui a à seà o eça aà aà so epo à aoà Ho e ,à ãoà h à adaà aisà i falí elà ueà osà cérebros femininos que estão por detrás de todos os feitos que se alcançaram nessa altura (Sinopse do site Cinecartaz, 2011).

Realizador: Theodore Melfi

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst

EUA, 2016

Com estes 3 filmes podemos ter uma visão imaginária do que se trata a discriminação étnica no trabalho. No primeiro filme, assistimos a um exemplo em que um técnico de laboratório de pesquisa é impedido de trabalhar com corpos humanos e tirar fotografias simplesmente por ser negro. Para além disso viveu ainda com a desconfiança por parte de várias pessoas, quanto à sua participação na primeira cirurgia de um

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transplante de coração bem sucedido. No segundo filme, (um filme forte e com impacto) podemos assistir a um violinista que foi submetido, contra vontade, à escravatura. Neste filme podemos ter ideia do que se tratava esta forma de discriminação enquanto trabalho. No terceiro filme, assistimos a um 2 em 1 pois, não só nos é possível ter uma noção da discriminação étnica/racial, como também podemos ter uma ideia do que se tratava a discriminação de género. Ou seja, estes génios femininos sofriam de multidiscriminação por serem ao mesmo tempo mulheres e negras.

Ao observarmos as ideias que estes filmes nos transmitem, podemos verificar que todas estas pessoas tiveram que enfrentar grandes obstáculos para terem futuros de sucesso que, à partida, seriam fáceis de conquistar devido à sua inteligência, talento e agilidade. No entanto, o caminho traçado para cada um deles, foi um caminho atribulado devido a características que os próprios não escolheram e das quais não sentem vergonha. Mesmo assim, conseguiram sempre ultrapassar esses obstáculos.

Benzer Belgeler