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Gezi Parkı Kalkışması ve Hükümete Boyun Eğdirme Girişimi

2. BÖLÜM

3.4. Gezi Parkı Kalkışması ve Hükümete Boyun Eğdirme Girişimi

O pensamento racionalista aplicado à arquitetura teve um grande desenvolvimento entre os anos de 1800 e 1850, em parte devido à grande insatisfação dos críticos com a arquitetura que vinha sendo produzida. Em oposição ao romantismo, o racionalista acreditava que os instrumentos da razão eram suficientes para solucionar os problemas que eram apresentados. É importante observar que, em oposição à crítica estabelecida, a clientela

neoclássica não estava insatisfeita, mas antes continuava demandando um tipo de arquitetura de aparências que pudesse expressar algo externo à arte da construção: o poderio de uma classe social emergente. Para esta, a produção e manutenção do decoro eram instrumentos de poder.

A pressão por uma postura mais ética por parte de alguns críticos e artistas preocupados com a gênese da forma incentivou uma nova maneira de projetação, que teve como princípio a primazia da estrutura como determinante da forma. A arquitetura racionalista procurou gerar a forma a partir do pensamento arrazoado, ao invés do recurso ao sentimentalismo (atitude não-científica ou comensurável calcada na expressão da subjetividade) ou do hábito, que até recentemente unira significados a significantes.

Esse procedimento desdobrou-se em duas atitudes opostas. De um lado, os racionalistas clássicos procuraram reinterpretar o repertório formal clássico sob uma nova ótica, sem desenvolver novas formas. Segundo Collins (1988, p. 205), as principais preocupações dos racionalistas clássicos eram "reavaliar as proporções de elementos estruturais das obras de arquitetura a partir da ciência da resistência dos materiais, propor uma abordagem lógica ao planejamento de espaços e também às noções clássicas de composição".

De outro lado, os racionalistas estruturais propuseram formas desenvolvidas a partir da observação de como se dera a gênese da forma no período gótico, em uma pesquisa que escolheu uma época dentre outras como aquela em que a “verdade” estrutural foi tomada como evidente. A cisão que inaugura a distinção entre essas duas posturas ocorreu quando os racionalistas góticos não aceitaram a concessão estrutural feita pelos racionalistas clássicos ao arco plano. Este não era considerado como expressão de uma maior adequação de uma forma a sua função de estrutura, que poderia ser desempenhada com maior eficiência através do emprego de formas curvas.

Viollet-le-Duc (1814-1879) apareceu, nesse cenário, como o homem que instituiu o gótico como o único sistema racional de construção. Engenheiro, republicano e avesso ao romantismo,10 ele também não tinha compromisso com a doutrina clássica humanista e, no

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O conceito de romantismo, oposto ao de racionalismo, é aqui utilizado de acordo com as acepções comuns de Ferreira e Houaiss. “Romantismo: 1- Liter. Importante movimento de escritores que, no princípio do século

seu trabalho como restaurador de monumentos, ele redescobriu os processos construtivos como uma chave para a articulação da forma arquitetural. Para ele, então, o gótico foi o processo mais científico de construção em pedra. Para desenvolver sua teoria, ele ateve-se às considerações sobre as particularidades do material empregado, pesquisando a técnica gótica de criar edifícios, em que a forma era fruto de considerações orgânicas. Ele remeteu-se ao que acreditava ser o princípio medieval de construção, ou seja, a submissão de materiais, formas, planos e detalhes ao crivo da razão. Com uma postura que se deteriorou no subseqüente

revival gótico, ele partiu do estudo dessa relação forma-material-sistema construtivo para

propor novas possibilidades de articulação da forma, baseada no uso do aço, material que começou a ser utilizado na construção.11 Dizia ele: “dá-me um sistema estrutural e eu encontrarei formas que resultam dele” (COLLINS, 1988, p. 214). Assim, em uma lógica ainda que positivista e causal, ele inaugurou uma abordagem que entrevia a possibilidade da criação das novas formas tão ansiadas em arquitetura a partir do emprego de um determinado tipo de estrutura. A forma já não era mais dada a priori, mas fruto de pesquisa. O conhecimento prático da construção passou então a semear possibilidades de conformação distintas daquelas ditadas pelo repertório clássico.

Contemporâneos a Viollet-le-Duc, os ingleses Ruskin (1819-1900) e Morris (1834- 1896) afastaram-se do excesso racionalista daquele, enveredando-se por outros caminhos. Reagindo contra o capitalismo em sua busca desenfreada pelo lucro e conseqüente manipulação da sociedade consumidora, eles buscaram, na arquitetura vernacular e no contextualismo, possibilidades de criação de formas em arquitetura. Mas, nesse campo, foi outro o arquiteto que trouxe à luz, de maneira inequívoca, uma abordagem completamente nova sobre o assunto.

XIX, abandonaram as regras de composição e estilo dos autores clássicos, pelo individualismo, pelo lirismo e

pelo predomínio da sensibilidade e da imaginação sobre a razão. 2. Art. Plást. Escola estética surgida, paralelamente ao romantismo (1), como reação ao classicismo e ao neoclassicismo, e que se caracterizou pelo subjetivismo, pela liberdade de assuntos, de composição, de colorido, etc., como meios de expressão e sentimentos de estado de alma. 3- e 4- Filos. Movimento de reação ao iluminismo [...] que, na busca da unidade com o Absoluto, preconizava a volta aos temas medievais, a inspiração nas religiões orientais, a exaltação dos instintos, dos sentimentos, da imaginação e da fantasia, e a valorização dos transportes místicos”. (FERREIRA, 1986, p. 1780). “Romantismo: 1- Art. Plást. Lit. Mus. Grande movimento intelectual e artístico que, a partir do final do século XVIII, fez prevaleceram, como princípios estéticos, o sentimento sobre a razão, a imaginação sobre o espírito crítico, a originalidade subjetiva sobre as regras estabelecidas pelo Classicismo, as tradições históricas e nacionais sobre os modelos da Antigüidade, a imaginação sobre o racional, na literatura, na música, nas belas artes e em outras manifestações intelectuais”. (HOUAISS, 2001, p. 2472).

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