3. GERĠLĠM ÇOKLAYICILAR
3.3. Gerilim Çoklayıcı Devrelerin Kurulumunda Dikkat Edilecek Hususlar
O V PNPG (2011-2020), até o presente momento, não foi promulgado oficialmente, mas está em vigor desde o ano de 2011. Com vistas ao esclarecimento, foram realizados diversos contatos telefônicos com a CAPES e a Secretaria Executiva da Presidência, após efetuar diversas pesquisas em seus arquivos, informou à pesquisadora que o PNPG 2011-2020 havia entrado em vigor de forma automática desde 2011, sem que tivesse havido um decreto ou uma portaria ministerial. Segundo as informações obtidas no mês de janeiro de 2015, o PNPG 2011-2020 começou a ser formulado juntamente com o PNE 2011-2020 e, como o PNE somente foi promulgado em 2014 (com três anos de atraso), o PNPG passou a vigorar desde 2011, a data prevista. Em virtude dessa perda de sincronicidade, o PNPG 2011-2020 vem recebendo adaptações para melhor adequar-se ao novo PNE que, pela primeira vez, contemplou a pós-graduação em seu teor e isso exigiu uma série de novos alinhamentos. Em dezembro de 2010, a CAPES publicou o Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020, em dois volumes, que são o documento de referência empregados a partir do no ano seguinte, 2011.
A metodologia adotada na consecução desse Plano conduziu à criação de três Comissões, com funções diferentes, porém com ações articuladas e complementares: uma Comissão Nacional, com funções deliberativas, constituída por autoridades e especialistas, provenientes de órgãos de governo, universidades e da sociedade; uma Comissão Coordenadora, com funções de consultoria e apoio acadêmico; uma Comissão Técnica, com funções de suporte operacional, nomeadas pelas Portarias 36, de 05 de fevereiro de 2010 e 165 de 20 de agosto de 2010 (CAPES, 2010). A exemplo do Plano anterior, com o intuito de ouvir diferentes segmentos da comunidade acadêmica e da própria sociedade, foram convidadas, para enviar sugestões, as sociedades científicas, associações de pós-graduação, universidades e pró-reitorias, entre outros. Além disso, foram convidados a dar a sua contribuição, mediante estudos e sugestões, eminentes especialistas de diferentes áreas do conhecimento e do ensino. Esses estudos de especialistas estão disponíveis na Parte 2 do Plano Nacional de Pós Graduação 2011-2020.
O Plano, então, ainda em fase de aprimoramento, apresenta prioridades expressas em metas e estratégias que apontam para a maior integração com o setor produtivo e a flexibilização do sistema de pós-graduação brasileiro, com fins de expandi-lo, ao mesmo tempo em que aumenta a inserção da pós-graduação como agente do desenvolvimento
econômico e social conforme os objetivos do governo. Tem sido alvo de críticas, pelo posicionamento da pós-graduação e da pesquisa em favor dos interesses do mercado e por imprimir cunho utilitarista à pesquisa e, com isso, inspirar a criação de critérios produtivistas no sistema de avaliação da CAPES.
O Plano está organizado em cinco eixos: 1 – a expansão do Sistema Nacional de Pós- Graduação (SNPG), a primazia da qualidade, a quebra da endogenia e a atenção à redução das assimetrias; 2 – a criação de uma nova agenda nacional de pesquisa e sua associação com a pós-graduação; 3 – o aperfeiçoamento da avaliação e sua expansão para outros segmentos do sistema de C,T&I; 4 – a multi e a interdisciplinaridade entre as principais características da pós-graduação e importantes temas da pesquisa; 5 – o apoio à educação básica e a outros níveis e modalidades de ensino, especialmente o ensino médio.
Esses eixos, de uma forma ou de outra, já estavam presentes nos Planos anteriores, especialmente o último, mas, agora, darão lugar a programas específicos ea novas metas. O 1º Plano (1975-1979), por exemplo, teve como principal missão introduzir o princípio do planejamento estatal das atividades da pós-graduação, então recentemente implantada em âmbito federal, integrando-as na graduação e fomentando a pesquisa, com o objetivo de formar especialistas – docentes, pesquisadores e quadros técnicos – para o sistema universitário, o setor público e o segmento industrial. Por sua vez, o 2º Plano (1982-1985), manteve as ênfases do Plano anterior, e acrescentou-lhe o crivo da qualidade nas atividades da pós-graduação, tendo como instrumento a avaliação, que já existia em estado embrionário desde 1976 e que será então aperfeiçoada e institucionalizada.
Em contraste, ao sofrer os influxos da época e do ambiente político (Nova República), tendo como valor axial a conquista da autonomia nacional, o 3º Plano (1986-1989) subordinou as atividades da pós-graduação ao desenvolvimento econômico do país, mediante a integração das atividades ao sistema nacional de ciência e tecnologia. Já o 4º Plano, aquele que não foi promulgado, mas cujas diretrizes foram adotadas pela CAPES, se caracterizou pelas ênfases na expansão do sistema, na diversificação do modelo de pós-graduação, na introdução de mudanças no processo de avaliação e na inserção internacional do SNPG.
Os cinco Planos anteriores foram protagonistas de cinco importantes etapas na história da pós-graduação brasileira: a capacitação dos docentes das universidades, formando o primeiro contingente de pesquisadores e especialistas em âmbito federal; a preocupação com
o desempenho e a qualidade; a integração da pesquisa desenvolvida na universidade com o setor produtivo, visando o desenvolvimento nacional; a flexibilização do modelo de pós- graduação, o aperfeiçoamento do sistema de avaliação e a ênfase na internacionalização e a introdução do princípio de indução estratégica, o combate às assimetrias e o impacto das atividades de pós-graduação no setor produtivo e na sociedade, resultando na incorporação da inovação no SNPG e na inclusão de parâmetros sociais no processo de avaliação. Destaca-se assim um forte componente de continuidade na gestão e na condução das atividades da agência face à sua missão institucional, aí incluída a efetiva participação da comunidade científica.
As duas Comissões encarregadas da formatação do Plano 2011-2020 levaram em consideração todos os legados e trataram de trazer as contribuições encaminhadas pelas autoridades e especialistas para o novo contexto e o novo horizonte temporal. Assim, ao introduzir as inflexões e as novas ênfases, não se procurou repudiar os legados ou abandonar as conquistas, mas conservá-las e abrir novas rotas para o SNPG, em grande parte viabilizadas pelos Planos anteriores. O contexto é o Brasil, seu imenso potencial, os desafios da atualidade, a situação da pós-graduação e os gargalos do sistema (CAPES, 2010).
Em nível conceitual, a principal novidade do novo Plano é a adoção de uma visão sistêmica em seus diagnósticos, diretrizes e propostas. Esse processo deverá dar origem a um conjunto de programas e ações de governo em termos de políticas públicas, com suas ferramentas e seus dispositivos. Essa nova visão proposta deve ser entendida como articulação e o emaranhamento de temas e processos, em vez de seu desmembramento e inserção em caixas de conteúdo definidos. Assim, a divisão em capítulos é para dar ênfase, através dos títulos, ao tema principal. Na nucleação dos cursos de pós-graduação, além dos campos disciplinares e seus objetos recortados, haverá os temas e os problemas, dando vazão a cursos inter e multidisciplinares (CAPES, 2010)
O PNPG 2010-2020 propõe-se, então a prosseguir com as estratégias do Plano anterior e organizar a agenda nacional de pesquisa, indexada por temas e de acordo com a relevância para o país e pelas oportunidades que se avizinham, além de combater as assimetrias regionais e orientar o foco para as mesorregiões, macrorregiões e nos Recursos Humanos para empresas e Recursos Humanos para programas nacionais (saúde, energia, etc.), os quais exigirão nova visão da avaliação e de modelos/processos na pesquisa e na formação de quadros, colocando
no centro do sistema a multi e a interdisciplinaridade, dois outros temas de vulto no PNPG 2011-2020.
A agenda de pesquisa, organizada por relevância para o país, já está determinada para os próximos dez anos do PNPG: a agricultura, a Amazônia e o mar ( Amazônia Azul), o programa espacial, a política nuclear, a saúde pública, o desafio urbano, o ensino médio e a educação básica, os problemas ligados ao clima, à energia, ao pré-sal e às questões sociais pertinentes. Além de levar ao adensamento de pesquisas multi e interdisciplinares, esses temas conduzirão à formatação de novas engenharias institucionais, favorecendo a formação de redes de pós-graduação e da pesquisa, a exemplo do programa RENORBIO. Estimuladas por seu êxito, outras experiências poderão ser incentivadas pelos órgãos de governo, resultando na criação de programas similares para o Cerrado, os Pampas, o Pantanal, a Amazônia e a Mata Atlântica.
Ainda assim, as demandas diferenciadas que emergem de cada região/estado/programa, que não têm encontrado apoio suficiente para serem levadas adiante em função do modelo atual, acarretam desafios e demandam a maior flexibilização do modelo de pós-graduação, a fim de permitir o crescimento do sistema e a atuação em rede, para diminuir os desequilíbrios regionais na oferta e desempenho da pós-graduação e atender às novas áreas de conhecimento.
É inegável, no entanto, que a ideologia neoliberal na Universidade tem se traduzido numa lógica empresarial imediatista, em contraposição ao médio e longo prazos característicos da lógica institucional universitária. O viés pragmático imposto à avaliação, por sua vez, exerce um impacto imediato em relação às prioridades docentes e discentes. Estamos na era da tecnologia da informação, quando os resultados devem ser imediatos e regulares. O desempenho considerado é aquele que melhor corresponde aos parâmetros da avaliação. Nesse sistema, surge uma balança que pode pesar para o lado não necessariamente de quem mais trabalha, mas sim de quem produz provas de seu trabalho. Disso decorreriam desafios postos à qualidade do ensino e da pesquisa na pós-graduação e da pesquisa avaliados pela CAPES.
O planejamento estratégico e a qualidade aferida por índices e resultados de impacto passaram a conferir a gestão da pós-graduação praticamente os mesmos parâmetros de eficiência e eficácia do setor privado. A indução, por meio do fomento e da avaliação, para
que os programas e pesquisas se articulassem às demandas produtivas também é uma marca da política de pós-graduação que vem se intensificando e materializando na legislação e nos mecanismos das agências de fomento como a CAPES e o CNPq.
Em síntese, pode-se dizer que o I PNPG apresentou o conjunto de atividades desenvolvidas nas instituições de ensino superior e nas instituições de pesquisa em nível de pós-graduação. Apresentou, também, um conjunto de análises e estratégias que deveriam servir como referências para medidas tomadas em todos os níveis institucionais de coordenação, planejamento, execução e normalização das atividades de pós-graduação durante 5 anos, a partir de 1975. Esse plano retomou as funções gerais da pós- graduação formar professores para o magistério universitário, a fim de atender à expansão do ensino superior em quantidade e qualidade; formar pesquisadores para maior incremento do trabalho científico e preparar profissionais de nível elevado, em função da demanda de mercado de trabalho nas instituições privadas e públicas. Tudo isso considerando que o sistema de pós-graduação, exercendo adequadamente suas funções, conseguiria chegar ao objetivo fundamental de transformar as universidades em verdadeiros centros de atividades criativas permanentes. Os destaques principais da política de pós-graduação nesse documento eram a capacitação dos docentes das universidades e a integração da pós-graduação ao sistema universitário, além da preocupação com as ciências básicas e com as disparidades regionais, que deveriam ser evitadas
Já o II PNPG continuou evidenciando preocupação com os desníveis entre regiões e instituições, decorrentes da heterogeneidade da realidade brasileira. É interessante notar que, em período de recursos escassos, o plano tenha dado ênfase à qualidade do ensino superior e da pós-graduação. Além do que, buscou adequar este último às necessidades do país em termos de produção de ciência e tecnologia, reafirmando, de modo bastante evidente, sua vinculação com o setor produtivo. A partir de então, o foco da pesquisa passou a ser, subjetivamente, orientado para o mercado e para a produtividade, sendo ciência e tecnologia traduzidas por uma compreensão quantitativa de desempenho e indicadores de desenvolvimento do país.
O III Plano Nacional de Pós-Graduação, por sua vez, foi formulado tomando como premissa básica a constatação de que os objetivos centrais do I e do II PNPG, isto é, a consolidação e o fortalecimento qualitativo, não foram plenamente alcançados. Daí que estabeleceu como objetivo geral a transformação dos cursos de pós-graduação em autênticos
centros de pesquisa e de formação de docentes / pesquisadores. Para isso, reconheceu a necessidade de estabelecer mecanismos que assegurassem a efetiva participação da comunidade científica na composição dos comitês e órgãos de decisão das agências de fomento da pesquisa e na definição de diretrizes de distribuição de recursos.
Após esse período existiu ainda um quarto plano, que tramitou nas discussões nacionais mas não foi formalizado, o que não significa ausência de políticas públicas para o setor. ―Embora não houvesse formalmente, nos anos de 1990, um IV PNPG, houve um conjunto de medidas que constituíram uma política para a pós-graduação mas, na prática, os debates em torno da formulação do IV PNPG sugeriram que o mesmo contemplasse dois princípios básicos: autonomia institucional e flexibilização. Isso significava que cada universidade deveria assumir a responsabilidade pela gestão de seu sistema de pós-graduação e propor modelos abertos de acordo com seus objetivos e sua vocação específica. Foram propostas que se adequavam ao direcionamento imprimido às políticas públicas pelos dois governos de Fernando Henrique Cardoso. Tratava-se das tentativas de diminuição das responsabilidades da União com as políticas, particularmente com as políticas sociais, como era o caso das políticas para a educação. Não houve, no período, um salto qualitativo e quantitativo na pós-graduação no Nordeste e no Norte – ao contrário: deu-se uma restrição no número de bolsas de estudo, nos programas de apoio e fortalecimento dos cursos e nos projetos de qualificação dos docentes do ensino superior.
Ou seja; até o IV PNPG, embora tenha havido o reconhecimento de que o fortalecimento qualitativo era necessário, nenhuma ação realmente transformadora foi adotada e a hegemonia quantitativa permaneceu, passando o foco dos PNPG´s seguintes para outras prioridades. Pode-se perceber que neste ponto nasceram muitos desvios e assimetrias que passaram a impactar muitos Programas de pós-graduação. Apenas o reconhecimento da necessidade de intensificação das características qualitativas da pós-graduação, sucedido pela assunção, no IV PNPG, de que tal meta não havia sido alcançada – não bastou. Contudo, esse reconhecimento, de certo modo, de um placebo que induz a comunidade acadêmica a crer que, uma vez que a Capes reconhece o problema, algo em breve será feito. Os posteriores PNPG´s mostraram que essa realidade não se apresentou até o momento.
O V PNPG, em vigor atualmente, traz a proposta de que a pós-graduação tem a tarefa de produzir profissionais qualificados para atuar em diferentes espaços sociais, contribuindo para a modernização do país. Ao reconhecer que a pós-graduação é a etapa da educação mais
bem-sucedida no conjunto do sistema educacional brasileiro, destaca que essa condição foi fruto de políticas indutivas desenvolvidas nos últimos anos com o apoio da sociedade acadêmica brasileira. Após a costumeira celebração dos resultados anteriores, o V PNPG apresenta como um dos seus objetivos fundamentais a expansão do sistema de pós- graduação, que levará ao expressivo aumento do número de pós-graduandos requeridos para a qualificação do sistema superior do país, do sistema de ciência e tecnologia e do setor empresarial.
Como fica claro, o V PNPG fortalece a abordagem quantitativa e despreza, uma vez mais, as considerações qualitativas já deficitárias nos PNPG´s anteriores. As preocupações intensificaram-se ao redor do crescimento numérico dos Programas de pós-graduação – o que continua a influenciar fortemente a lógica de avaliação realizada pela Capes nos Programas de Pós-graduação.
E, novamente, há a constatação da continuidade das assimetrias regionais, pois os documentos do V PNPG apresentam um diagnóstico da situação atual da pós-graduação no Brasil, admitindo que, apesar dos avanços quantitativos, continua existindo, tal como nos planos anteriores, a distribuição desigual do sistema em termos de distribuição dos cursos entre as regiões.
Os dados dos documentos do V PNPG indicam, também, uma correlação entre as variáveis PIB, número de docentes na pós-graduação e valor nos investimentos efetuados em bolsas pelas agências de fomento, de forma que o investimento por docente da pós-graduação seja comparativamente semelhante de uma região para outra. Observa-se, contudo, uma histórica maior concentração de investimentos públicos onde existe maior capacidade instalada de recursos humanos qualificados e de infraestrutura e, em virtude disso, o crescimento de Programas emergentes é prejudicado por essa também histórica tendência das políticas públicas canalizarem parte significativa dos investimentos nos Programas mais consolidados.
A figura a seguir demonstra, com bastante clareza, as principais características dos PNPG´s e seus movimentos contraditórios, facilitando a comparação entre as prioridades definidas antes e depois da transição do regime militar para a Nova República e, posteriormente, as tendências adotadas entre três gestões distintas: dos presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio da Silva e Dilma Roussef.
I PNPG (1975-1980) II PNPG (1982-1985) III PNPG (1986-1989)
Regime militar - implantado com abundantes recursos - expansão dos cursos de mestrado e doutorado Política indutiva fomentada pelo Estado
- havia 5 cursos de Mestrado no Nordeste
Últimos anos do regime militar - ênfase à qualidade do ensino superior e da pós- graduação - racionalização dos investimentos
- aumentar a rede de cursos para fazer o Nordeste reduzir a dependência regional
primeiro governo civil após regime militar - estreitar relacionamento entre a universidade, a pós- graduação e o setor produtivo - aumento da relevância da pesquisa - busca da fixação de
pessoal no Norte e Nordeste - tentativa do governo federal de reduzir seu papel ANOS DE 1990
governo de FHC - Não houve um PNPG oficial mas um conjunto de medidas para a pós-
graduação
- intensificação da capacidade docente nas IES IV PNPG (2005-2010) governo Lula - sistema educacional anunciado como estratégico para o desenvolvimento científico e tecnológico do país - reconhecimento dos desafios para a região Nordeste
V PNPG (2011-2020) governo Dilma Roussef - ênfase no sistema de avaliação - internacionalização e cooperação internacional - interdisciplinaridade na pós-graduação
Quadro 07- Resumo das principais características e contradições dos PNPG´s Fonte: Adaptado de Capes, 2010
Ao longo dos quarenta anos de existência do sistema de pós-graduação no Brasil, o histórico de suas contradições, determinações históricas e luta de forças, nos permite observar que nos primeiros dez anos desse período a comunidade científica brasileira expandiu-se e ganhou legitimidade, gerando um crescimento das sociedades científicas, do quadro docente universitário e das Associações de Pós-Graduação, num dos momentos de maior repressão e controle militar. Paradoxalmente, a partir dos anos de 1980, com a retomada da democracia, inaugurou-se um momento de redução do financiamento público para a educação, de ampliação das relações com o setor produtivo, de burocratização e rigidez das estruturas.