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4. ARAŞTIRMA BULGULARI

4.5. Gerilim Çökmeleri ve Kesintiler

Para se obter uma melhor compreensão do sistema que se quer analisar é de grande importância a categorização dos indicadores segundo algum modelo. BAKKES et. al. (1994) enfatizam que a classificação representa não apenas uma atividade inte- lectual, mas algo que permite a sistematização de objetivos propostos e descritos na literatura.

Segundo MACLAREN (1996), a classificação de indicadores pode seguir as seguintes abordagens:

Causais, que se orientam pela noção de causa e efeito;

Baseada em domínio, que se estruturam a partir das dimensões chave, quer seja, ambiente economia, sociedade, entre outras;

Baseada em metas, que partem da identificação das metas, por exemplo, a capacidade de suporte às necessidades humanas básicas, à manutenção de um sistema, participação do governo, dentre outros exemplos;

Setoriais, que definem indicadores para cada setor sob a responsabilidade do governo, como gestão, desenvolvimento de políticas públicas, ambiente, desenvol- vimento econômico; e

As baseadas em assuntos de interesse da comunidade como o manejo do lixo, do uso da água, educação, poluição, etc..

Nesse sentido, são apresentadas a seguir algumas estruturas metodológicas de classificação de indicadores. O modelo P.E.R – Pressão – Estado – Resposta desen- volvido pela OECD (1994) vem sendo aceito e utilizado mundialmente (Figura 13) . Tal modelo de classificação se baseia no princípio de causalidade, ou seja: as atividades hu- manas exercem Pressão sobre o ambiente promovendo alterações, qualitativas ou quan- titativas nos recursos naturais, gerando mudanças no seu Estado, e em Resposta a tais mudanças a sociedade procura promover ações, políticas ambientais, econômicas ou setoriais no intuito de amenizar e/ou combater tal conjuntura.

Se por um lado a adoção desse modelo pode sugerir um processo linear e pouco interativo entre suas partes, deve-se considerar que as relações entre as mesmas existem intrinsecamente e de forma complexa que suas relações se processam. O ponto inicial na concepção do modelo matricial P.E.R foi o surgimento das seguintes pergun- tas, independentemente da escala territorial adotada:

O que está acontecendo ao meio ambiente? (estado); Por que está acontecendo? (pressão);

O que pode ser feito e o que está sendo feito ou poderá ser feito? (res- posta).

Figura 13 – Modelo – Pressão – Estado – Resposta (P.E.R) Fonte: OECD (1994).

Através deste modelo, são propostas três categorias de indicadores, sendo estas:

Indicadores de pressão ambiental – descrevem os impactos21 das ativida-

des humanas sobre o ambiente, apresentando as causas dos problemas ambientais; Indicadores de estado, situação ou condições ambientais – referem-se à qualidade do ambiente e a qualidade e quantidade dos recursos naturais;

Indicadores de resposta sociais – são as medidas que mostram a resposta da sociedade às mudanças ambientais. Estas podem estar relacionadas à mitigação ou prevenção dos efeitos negativos da ação do homem sobre o ambiente, à paralisação ou prevenção dos efeitos negativos da ação antrópica sobre o ambiente, à paralisação ou reversão de danos causados ao meio, e à preservação e conservação da natureza e dos recursos naturais.

Entretanto, GALLOPÍN (1996) alerta que, no uso de tal modelo os usuários, muitas vezes, podem ser tentados a utilizá-lo dentro de uma visão mecanicista, enten-

21 Vale salientar, que se assume impacto ambiental tal qual MENIN (2000), toda ação ou atividade, natu- ral ou antrópica, que produz alterações bruscas em todo o ambiente ou apenas em alguns de seus compo- nentes.

dendo a pressão como causa, o estado como efeito, e a resposta como uma retroalimen- tação reguladora. O autor salienta ainda que o meio ambiente não é um receptor passivo das influências humanas, tanto quanto subsistemas ambientais, pois como o humano, estes apresentam dinâmicas que resultam em efeitos que não são simples funções diretas nos mecanismos de entrada dos sistemas (inputs).

Outras cinco propostas de classificação e uso de indicadores são menciona- dos em BAKKES et. al., (1994): na avaliação das condições ambientais e das tendências em escala nacional, regional ou global; na comparação entre espaços de países ou regi- ões; na elaboração de prognósticos; no fornecimento de informações preventivas; e na avaliação das condições existentes em relação às metas estabelecidas.

Tais propósitos de uso de indicadores são associados, pelo autor, a três dife- rentes fases de implementação de uma política: na identificação dos problemas, na for- mulação de políticas e no monitoramento do desempenho da política adotada.

Mediante a implementação da Agenda 21, as Nações Unidas através do De- partamento de Coordenação Política e Desenvolvimento Sustentável – DPCSD, propôs a classificação de indicadores segundo o modelo D.P.S.I.R - Força Motriz – Pressão – Estado – Impacto – Resposta (Figura 14), uma adaptação do modelo P.E.R. Tal modelo foi proposto como mais apropriado para integrar indicadores econômicos, sociais e ins- titucionais (MORTENSEN, 2001).

O modelo apresenta os seguintes componentes, segundo MORTENSEN (2001) e SHAH (2000):

Força Motriz – (Driving Force), referem-se a atividades humanas, pro- cessos e padrões que exercem impactos sobre o desenvolvimento sustentável. (O desen- volvimento econômico, social e demográfico da sociedade e suas correspondentes mu- danças nos estilos de vida, nos níveis de consumo, padrões de produção e consumo de recursos naturais);

Pressão – (Pressure), descreve as variáveis que causam ou podem causar problemas ambientais. São informações que abordam esse propósito: emissões de polu- entes; aplicação de agentes químicos e biológicos, uso do solo e de outros recursos natu- rais (a produção e o consumo da sociedade são transformados em uma grande variedade de processos naturais que podem resultar em mudanças no padrão de um sistema ambi- ental);

Estado – (State), tal componente fornece informações sobre o nível, a qualidade e/ou quantidade de fenômenos físicos, químicos e biológicos que têm atuado em dada área num período estabelecido (mostram a condição atual do meio ambiente);

Impacto – (Impact), as mudanças no estado do meio ambiente podem ge- rar impactos econômicos e ambientais sobre os ecossistemas, direta ou indiretamente, sobre a saúde e bem estar dos humanos, na produção de uma atividade, dentre outras formas (apresenta informações em geral que a mudança de estado promoveu, descre- vendo efeitos finais ou contínuos de tal alteração);

Resposta – (Response), medidas políticas, reações da sociedade aos im- pactos, a fim de prevenir, mitigar, melhorar ou mesmo adaptar-se a tais impactos de- monstram esforços da sociedade – decisores, públicos em geral, representantes, atores – na resolução de problemas ambientais.

Figura 14 – Fluxograma das relações causais do modelo D.P.S.I.R Fonte: Adaptado de SHAH (2000).

Os indicadores selecionados, segundo o modelo de classificação D.P.S.I.R, devem explicitar as relações causais e analisar as relações entre as variáveis. Segundo SHAH (2000), em muitos casos as relações entre as variáveis não são lineares e o uso de tal modelo irá organizar a informação de maneira sistemática. De qualquer forma, a visualização de algumas interações e relações existentes, possibilita uma visão de con- junto acerca do desenvolvimento e sua relação com o meio ambiente.

Apesar da essencialidade de modelos que direcionem a seleção e o desen- volvimento de indicadores, deve-se reconhecer que nenhum modelo é uma ferramenta perfeita para se organizar e expressar a complexidade das inter-relações possíveis por um sistema ou subsistemas ambientais ou humanos. A escolha de um modelo deve to- mar como referência as necessidades e prioridades dos responsáveis, em última instân- cia, pela utilização desse conjunto de informações.

Benzer Belgeler