2. Teolojik Hermeneutiğin Gelişimi
2.5. Gerhard Ebeling’e Göre Teolojik Hermeneutik
No contexto territorial de Barroquinha, torna-se necessário estabelecer áreas de especificidade de uso. Zonas de usos diferenciados de tabuleiro litorâneo, incluindo toda a superfície correspondente ao tabuleiro litorâneo, ocupado principalmente por atividades agropecuárias. Deve-se direcionar a expansão residencial para esse ambiente, organizando-se a estruturação e funcionalidades das novas áreas residenciais, dando-se ênfase especial ao saneamento ambiental. Outras atividades produtivas, devem assimilar tendências de produção ecológica e orgânica, buscando alternativas para uma sustentabilidade socioambiental.
Em razão de sua maior estabilidade geoecológica, as áreas de tabuleiro devem ser o território indicado para uma ocupação mais densa e diversificada atuando como uma faixa de tamponamento ecológico para os geoecossistemas ambientalmente mais frágeis e instáveis.
as de acondicionamento urbano, expansão residencial, receptivo turístico, arborização viária, uso industrial, polo de serviço e infraestrutura, aterro sanitário e lagoa de estabilização.
Áreas de acondicionamento urbano correspondem à sede municipal de Barroquinha, Bitupitá, Araras e Curimã, nos núcleos habitacionais, implantam-se políticas públicas, no sentido de definir terras da prefeitura, estado, união que possam ser utilizadas em parques, áreas de lazer, equipamento esportivo e servidão educacional e de saúde. Implementação de participação de programas de coleta de lixo seletivo, arborização urbana. Ética e educação ambiental, protegendo áreas verdes e planícies fluviais.
Promoção de centros sociais, no atendimento à terceira idade, jovens e crianças, por meio de atividades lúdicas, esportivas, educativas e profissionalizantes. Praças e logradouros públicos fazem-se ambiente de lazer, aprendizagem e prática cidadã. Problemas de saneamento básico de núcleos habitacionais solucionam-se por meio de alternativas individuais (unifamiliares) e / ou coletiva (rede de esgotamento sanitário, sistema de coleta de resíduos sólidos, abastecimento hídrico), conforme a realidade e decisão da comunidade. Gestão participativa desenvolve a população, na busca de soluções.
Código de postura e padrão de construção, disposição de calcamento e arruamento, devem ser devidamente estabelecidos, de forma a propiciar melhor acessibilidade e trânsito viário. Arborização de rua e praça e terreno púbico devem ser formatados, de maneira a otimizar a qualidade da paisagem urbana.
Áreas de expansão residencial, se desenvolvam em ambiente estável, no entorno de núcleos residenciais, ao longo do sistema viário do município. A expansão residencial e urbana se concentre principalmente em superfície de tabuleiro, preservando- se distância legal pertinente ao corpo hídrico, como planície fluvial, lacustre e fluviomarinha.
Superfícies não ocupadas, recebem infraestrutura prévia de arruamento e de localização de instalação de abastecimento energético, hídrico, esgotamento sanitário serviços e equipamento necessários ao desenvolvimento urbano. Prioriza-se a pavimentação por meio de calçamento com pedras, devido à elevada permeabilidade do terreno, evitando-se asfalto.
Construção de praça e área verde necessário para a organização urbana. Além da implementação de cisternas de placa para captação de água da chuva, oferece possibilidades de melhor gestão do consumo dos recursos hídricos.
Trechos litorâneos de conjunto e entorno de núcleos de residências de Bitupitá e Curimã, têm o potencial para desenvolvimento do turismo. Para tanto, se recomenda implementação de políticas públicas, para o desenvolvimento do turismo sustentável e o incentivo à implantação de pousadas e restaurantes familiares como receptivo turístico, com capacitação de guia de turismo, para a implementação de trilhas ecoturísticas, passeio de jegues e de jangada, barco, no mar e manguezal.
A construção de centros receptivos, em Bitupitá e Curimã, pode ser acompanhada de políticas públicas de fomento à produção e comercialização de produtos artesanais, elaborados pelos próprios moradores. A participação dos residentes nas atividades turísticas necessita da realização de capacitação adequada à proposta apresentada. Produtos agroextrativistas podem ser elaborados e comercializados diretamente com turista, por meio de cooperativa, em destaque, subproduto do caju (cajuína, castanha, doce), da mandioca (beiju, bulim) e do coco (cocada, doce).
Vias secundárias de Barroquinha podem ser arborizadas, com árvores nativas. cajueiro (Anacardium occidentale), goiabeira (Psidium quajajara), azeitona roxa (Syzygium cumini), cajá (Pondias tuberosa) e sapoti (Manilkara achras). O procedimento deve ser executado incluindo a população, estudantes de escola pública, resultando em melhoramento da qualidade paisagística.
Na proximidade de polo de pesca, instalação de equipamento industrial, no sentido de se beneficiar produto de pesca e oferecer condições de refrigeração e gelo para o pescador artesanal, devendo ser instalado em ambiente estável.
O núcleo urbano de Bitupitá deve aprimorar infraestrutura e serviços, de forma a ser autônomo em atendimento à população, incluindo comunidade distante, facilitando acessibilidade viária e de serviço de transporte. Atendimento de ordem financeira/bancária, educação, saúde, entre outros, devem ser aprimorados, de forma que a população de Barroquinha não tenha que deslocar-se a municípios.
Por meio do Plano Diretor Municipal, desenvolvido com efetiva base científica (profissionais interdisciplinares), apoio político-administrativo (câmara municipal/poder executivo) e envolvimento participativo (população), é possível a consolidação de adequado planejamento e gestão.
financeiro, estadual e federal, buscando consolidação de infraestrutura e serviço, em destaque, aterro sanitário e usina de coleta seletiva de resíduos sólidos, lagoa de estabilização, estação de tratamento de água, hospital municipal e escola profissional ou instituto tecnológico federal, orientando práticas produtivas de pesca e navegação marítima.
8 CONCLUSÃO
O litoral cearense tem ampla diversidade de paisagens e ecossistemas de grande importância regional, considerado unidade geossistêmica de interface continente- oceano, sujeita, a intenso intercâmbio de fluxo de matéria e energia. O fato leva a níveis de instabilidade natural, bastante frágeis, em que manejo adequado de ecossistemas é necessário à conservação dos recursos naturais e do espaço geográfico litorâneo.
Entre ambientes naturais de importância ecológica e econômica, destacam-se ambientes estuarinos, na maior parte, ocupados pelos manguezais, em áreas intertropicais, tidos como um dos maiores responsáveis pela produtividade pesqueira e estabilidade da linha de costa. Sua conservação está intrinsecamente relacionada à harmonização paisagística (atrativo ao turismo) e à produção biológica (pesca e aquicultura), sendo justificáveis a realização de pesquisas que visem compreensão de estrutura e processo atuantes, bem como à análise de atual estágio das formas de uso e ocupação.
Compreende-se que espaços litorâneos, de ambiente estuarino, são ecodinamicamente bastante instáveis, em razão de intenso fluxo e refluxo de matéria e energia, entre meios terrestre, fluvial, marinho e atmosférico (MEIRELES, 2017). Efetivamente, o planejamento ambiental considera particularidades que refletem na intensidade de ações geomorfogênicas que, por sua vez, atuam diretamente na configuração de paisagens naturais e culturais.
Desenvolve-se enfoque geoecológico que abrange escalas de caráter municipal (Barroquinha) e local (distritos), pela análise e diagnóstico integrado que subsidiaram a elaboração de estratégias propositiva e cartografia temática voltada à aplicabilidade de ações de planejamento ambiental.
Sistemas, respectivas subunidades e feições geoecológicas, representados cartograficamente, geram informações substanciais sobre condições geoecológicas e formas de uso e ocupação. Considera-se que diagnóstico de definição, de problemas, limites e potencialidades naturais foi essencial ao estabelecimento de zoneamento funcional de Barroquinha.
O objetivo do estudo geográfico foi alcançado, com intenção de oferecer proposta técnica de zoneamento funcional que posteriormente, possa ser discutida de forma participativa para efetivação de planejamento e gestão das comunidades litorâneas e entorno espacial. Com mapa de zoneamento funcional proposto, oferecem-se aportes como modelo para elaboração e atualização do Plano Diretor de Barroquinha.
Ambiental Delta do Parnaíba, por isso ações e políticas públicas de proteção ao meio ambiente devem estar em consonância com as características da unidade de conservação e o plano de manejo da unidade de conservação.
A Geoecologia das Paisagens propicia delineamento teórico-metodológico que possibilita análise, diagnóstico e planejamento de território de diferente dimensão espacial. A espacialização cartográfica de unidade geoecológica da paisagem é de fundamental importância ao planejamento, em diferentes escalas e possibilidades de âmbitos nacional, regional, estadual e municipal.
Por outra parte, geotecnologias vêm se aperfeiçoando, com inovações tecnológicas, em níveis de precisão e eficiência, como recurso para leitura e interpretação da realidade. Possibilidade de efetivação de leitura espaço-temporal com imagens de satélite e de quantificação da dinâmica, têm trazido significativos avanços ao planejamento ambiental, na elaboração de diagnóstico, plano de gestão, como também na definição de prognóstico e criação de prováveis cenários paisagísticos futuros.
Os resultados de análise e zoneamento geoecológico ofereceram contribuição na construção de metodologia aplicada, em que se integram recursos tecnológicos e técnicas de geoprocessamento e processamento digital de imagem com dados de sensoriamento remoto e instrumento de geotecnologias, na realização de métricas da paisagem, com aplicabilidade metodológica da Geoecologia da Paisagem, na organização e planejamento do espaço geográfico.
A perspectiva da Geoecologia da Paisagem como instrumento de planejamento e gestão ambiental participativa têm enfoque pautado na integração dos elementos e na compreensão de todo sistêmico, onde a estrutura espacial e ambiental e social e os efeitos das ações socioeconômicas sobre a paisagem.
Com análise e diagnóstico geoecológico foi possível subsidiar as devidas estratégias voltadas ao ordenamento territorial. Nesse sentido, além do embasamento de conhecimento das condições e limitações naturais, é necessário considerar contextos de relações de interesse, conjugação e antagonismos de forças políticas, econômicas e sociais, identidade cultural de comunidades e populações, demandas e ânsias de indivíduos/categorias que compõem o território de Barroquinha.
Assim, o processo de planejamento ambiental é o passo que antecede a construção do plano de gestão. A gestão ambiental constitui processo de ordenamento de
uso, administração e aproveitamento racional de recursos e serviços de diferentes ambientes que integram o município e, no caso especifico, uma das compartimentações. O processo histórico de ocupação do território ocorre de forma totalmente desordenada, e que essa tendência prossegue no contexto atual. Para que haja uma reversão desse processo e se estabeleça um planejamento ambiental coerente e aplicado, necessita-se de um envolvimento de comunidades locais através de um planejamento participativo e o empoderamento da população local, nas decisões sobre o sistema de gestão do território.
Os resultados da dissertação de mestrado fornecem informações importantes. Propiciam formação de banco de dados sobre sistema ambiental, forma de uso e ocupação do município de Barroquinha. Assim, diagnóstico e propostas servem de referência para distrito litorâneo.
Para tanto, é necessário atrelar ações de planejamento e gestão, envolvendo os setores de forma conjunta. Tendo em vista regras administrativas de municípios da região, faz-se esforço comum no estabelecimento de programas de gestão de caráter comum e de visão da sustentabilidade socioambiental.
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