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5.REZİSTİN 5.1 Yağ Dokusu

III. GEREÇLER VE YÖNTEM

O movimento sindical é um campo de relações políticas, no qual são produzidos arrazoados que buscam legitimar os interesses da classe trabalhadora, em oposição ao sistema de exploração da força de trabalho pelos detentores do capital. Na categoria docente, os discursos produzidos e/ou compartilhados no campo das ações coletivas de professores visam instituir novas realidades no setor educacional, contribuindo com a construção de identidades sócio-profissionais condizentes com as necessidades educativas em cada contexto histórico e social, o que implica um processo de profissionalização da docência, ou seja, a construção da profissão docente.

Obviamente, não se trata de uma identidade profissional estática, e sim, “transitória” como nos mostra Santos (1999). Isso nos leva a afirmar que as identidades sócio-profissionais dos docentes se modificam na relação espaço-tempo, nessa relação, o movimento dos professores desempenha papeis diferenciados como ator coletivo em diferentes contextos sócio-histórico-culturais, no processo de profissionalização da categoria docente. No mundo ocidental, as organizações de professores tiveram um peso significativo na configuração dos novos modelos da profissão professor, uma vez que se constituíram o espaço da discussão, de onde emerge a reivindicação do status profissional e do reconhecimento social.

A configuração dos novos modelos da profissão docente passa pela necessidade de superação dos modelos vigentes, cujos pressupostos e sua prática não dão mais conta de propor soluções para os problemas emergentes na realidade contextual, em permanente mudança. Foi assim na transição do período medieval para uma concepção moderna de sociedade, na qual o caráter profissional ligado ao sentido religioso - cujo termo profissão significava professar a fé cristã, movido pelo desprendimento dos bens materiais – foi cedendo lugar a uma concepção laica da educação, transformando a prática educativa numa atividade remunerada, vinculada ao Estado.

Vale ressaltar que as demandas sócio-educacionais da população, do mercado e do Estado em diferentes períodos históricos têm exigido o aperfeiçoamento constante das instituições de ensino, requerendo destas, a adoção de novos padrões organizacionais e o estabelecimento de um novo perfil do professorado que nela atua. Nesse movimento,

emergem construções heurísticas que definem os modelos de professores, ideais para atuar na formação de indivíduos necessários à sociedade em diferentes contextos.

Num permanente processo de transição em que as identidades profissionais estão sempre em construção, os modelos de professores são estabelecidos de acordo com as características do agir docente e, também, do perfil ideal necessário ao enfrentamento dos desafios emergentes em uma nova realidade social, cultural, política e econômica. Nesta, convivem elementos de uma tradição presente nas organizações burocráticas do ensino e no fazer diário dos professores, em contraposição às necessidades de inovar a gestão e as práticas pedagógicas, caracterizando assim o conflito entre velho e novo, o qual representa um campo potencial na construção de novas identidades sócio-profissionais que definem o ser professor. Com a compreensão de que as organizações representantes do coletivo docente cumprem um papel significativo no processo de construção dessa profissão, examinamos o caráter e a importância dessa contribuição por parte dos sindicatos que atuam como entidades representativas dos professores públicos no Vale do São Francisco. Para tanto, partimos, inicialmente, dos argumentos utilizados pelos professores sindicalistas entrevistados, ao responderem a questão que buscava evidenciar a visão compartilhada no sindicato, quanto ao significado de ser um professor profissional. Nossa intenção com esse questionamento era identificar nos termos constitutivos de seus discursos o sentido da profissão docente para esses professores sindicalistas.

Observamos nas respostas do grupo entrevistado, um discurso recheado de termos que qualifica o professor profissional como alguém, competente, capaz, conhecedor, facilitador da aprendizagem, assíduo, responsável, vocacionado para o magistério, solidário, ético, comprometido, crítico, bem remunerado e dedicado exclusivamente ao magistério. São termos que expressam sentidos relacionados às diferentes tipologias do professor abordadas no primeiro capítulo, ou seja, o sentido atribuído por esses professores à profissão docente não se restringe a um, ou outro modelo, ele se compõe de modo entrelaçado, numa convergência de significados na qual se mantém vivos os aspectos presentes tanto na concepção de professor improvisado, sacerdote, artesão, marcantes no período de transição da época medieval para a modernidade; quanto nas tipologias do professor como técnico, trabalhador, profissional, concebidos no contexto da consolidação do capitalismo na sociedade moderna e nas configurações contemporâneas.

Os termos utilizados nas respostas qualificam professor profissional como um sujeito que age no seu campo de atuação profissional, tendo como base uma competência cognitiva e compromissos de caráter moral e político. Assim, o professor profissional é entendido como

alguém que deve estar qualificado para o exercício do magistério, sendo um profundo conhecedor do ofício de educar, ter domínio dos conteúdos das disciplinas que ministra, sendo capaz de explicitar o método de abordagem utilizado na sua prática, assim como criar estratégias para facilitar a aprendizagem dos alunos nas suas aulas.

Os professores sindicalistas entrevistados demonstram, no conjunto de suas falas, o entendimento de que os conhecimentos mobilizados no ato de ensinar implicam em compromissos morais e políticos assumidos pelo professor, e que a relação educador/educando deve ser pautada no respeito mútuo, na compreensão, solidariedade e ética, tendo como elemento fundamental a consciência de que sua ação pedagógica tem como fim o desenvolvimento humano dos indivíduos e dos valores sociais definidos na convivência em sociedade.

Portanto, os professores devem demonstrar, no exercício de suas funções, comprometimento com a formação do aluno, mediando aprendizagem do saber científico e tecnológico que contribuirá com o seu desenvolvimento pessoal e inserção no mundo do trabalho, assim como desenvolver ações pedagógicas capazes de formar cidadãos críticos e conscientes da realidade social e dispostos a transformá-la. Na opinião dos sindicalistas o professor terá possibilidade de desenvolver essa capacidade, dedicando-se exclusivamente ao magistério, ao estudo dos problemas relacionados à educação, para compreender a natureza dos desafios da profissão e enfrentá-los no sentido de melhorar sua condição profissional.

Ao levantar essa questão, os entrevistados se reportam aos casos característicos no magistério, nos quais os professores além de exercer a docência desenvolvem outras atividades em setores diversos, não conseguindo se dedicar exclusivamente ao sistema de ensino por causa dos baixos salários. Assim, a função de professor é exercida visando um complemento do salário, não havendo em alguns casos um sentimento de pertença à categoria docente. Isso contribui negativamente para que o docente não se desenvolva profissionalmente, como sujeito no processo de construção identitária do “ser” professor,

pois, apenas “estar” professor, o que implica uma condição momentânea motivado pela

necessidade de sobrevivência econômica, embora essa possa perdurar por todo um ciclo de vida profissional sem que este se reconheça de fato um educador.

Vale salientar que essa lógica afeta também os professores que se dedicam exclusivamente ao exercício do magistério em dois turnos, uma vez que a intensificação da sua jornada de trabalho cria embaraços à melhoria de sua qualificação, um aspecto cada vez mais necessário diante da complexidade das relações sociais. Essa intensificação ocorre, tanto pelo acúmulo de tarefas às quais o professor é submetido no cotidiano da escola, como pela

necessidade que ele tem de complementar sua renda numa outra jornada, no magistério ou não, comprometendo seu rendimento no trabalho pedagógico, já que o mesmo chega a ter uma carga horária semanal de até oitenta horas.

A intensidade da jornada de trabalho dos professores, principalmente, de quem exerce outras atividades fora do magistério, muitas vezes os afasta da possibilidade de frequentar cursos de formação, aprofundar os estudos sobre sua disciplina e o próprio processo educacional. Isso ocorre principalmente com as professoras que, muitas vezes, além de trabalhar dois ou três turnos em diferentes escolas, ainda cumpre a jornada de trabalho doméstico como mães e esposas. Essa situação, tão comum no magistério, contribui para que os professores, na maioria dos casos, assumam só a função de transmissor de conteúdos sem uma reflexão crítica sobre os assuntos trabalhados em suas aulas, além de não compreender a complexidade que os envolvem como docentes1.

O discurso emergente na fala dos entrevistados nos levou a inferir que os sindicatos de professores na região do São Francisco compreendem a necessidade de se estabelecer um novo perfil do educador. É um discurso que até certo ponto converge com os interesses do Estado e do mercado, no entanto, estes têm se pautado por uma perspectiva economicista que procura responsabilizar o professor individualmente por seu desenvolvimento profissional. Esse é um dos aspectos responsáveis por desencadear os conflitos que se estabelecem na relação sindicatos e governos, uma vez que os primeiros reivindicam aos últimos, como representação política da sociedade, as condições efetivas para que os professores possam se desenvolver profissionalmente.

Para tanto, os sindicatos procuram legitimar através de suas lutas políticas a construção das identidades profissionais dos professores, com base no desenvolvimento de um campo de conhecimentos e saberes específicos da docência, bem como no reconhecimento e valorização social, ou seja, um processo de profissionalização que contemple tanto a dimensão interna da profissionalidade, como a dimensão externa do profissionalismo.

Desse modo o foco nas lutas e ações desenvolvidas pelos sindicatos docentes na região do Vale do São Francisco, visando o desenvolvimento profissional dos professores se baseia-se em aspectos como: a) a luta por avanços na formação profissional; b) a busca de melhores condições de trabalho; c) a valorização salarial; d) a negação do caráter sacerdotal na atividade docente; e) a mobilização coletiva como elemento formador.

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Gatti (2000) aborda essas questões ao discutir os paradoxos que envolvem a formação e a carreira dos professores no Brasil.

4.1 - A luta por avanços na formação profissional

O discurso dos professores entrevistados deixa evidente que ao agir na luta por avanços na formação profissional dos professores, os sindicatos têm caminhado em duas direções que convergem ao mesmo ponto, qualificar melhor o professor para o desempenho da prática docente. Nesse sentido, desenvolvem ações como a realização de seminários, encontros e conferências para discutir as questões educacionais, e reivindicam dos poderes públicos os investimentos na formação inicial e continuada dos professores.

Tais ações partem do princípio de que a complexidade do processo educacional tem gerado nos professores um sentimento de despreparo2 - constatado também em Juazeiro e Petrolina - para lidar com uma nova realidade no cotidiano da atividade docente, pois a maioria daqueles que atuam no campo da educação não desenvolve uma ação reflexiva de caráter filosófico, sociológico e psicológico na e sobre sua prática pedagógica. Muitos professores não conseguem argumentar de modo consistente e convincente, sobre as bases teóricas que fundamentam o seu agir profissional, ao oferecer de modo verbal ou escrito as explicações relacionadas: ao currículo escolar; aos problemas da aprendizagem; à avaliação e gestão dos processos pedagógicos. Ou seja, não racionaliza o saber produzido em sua prática cotidiana3.

Na verdade, esse discurso se fundamenta numa gama de estudos sobre a qualidade da educação na América Latina, que apontam o fraco desempenho profissional dos docentes como uma das causas do baixo nível de aprendizagem dos estudantes na escola básica. Isso

fez despertar “uma consciência generalizada de que a formação de professores é um desafio

relacionado com o futuro da educação básica, esta, por sua vez, intimamente vinculada com o

futuro de nosso povo e a formação de nossas crianças, jovens e adultos” (FREITAS, 1999,

p.29). Há, portanto, uma mobilização no âmbito das políticas do Estado, da produção acadêmica, das associações de educadores e sindicatos de professores, voltada para a questão formação.

Os educadores e lideranças sindicais na região do Vale do São Francisco, entrevistados nessa pesquisa, fazem referência à formação enfatizando a necessidade de cursos que elevem a sua capacidade de perceber e solucionar os problemas relacionados ao

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Vaillant (2003) afirma em seu estudo sobre o estado da prática na formação de formadores na América Latina, que “em vários estudos empíricos se assinala que os docentes têm consciência de sua preparação insuficiente”. 3

Em outro trabalho sobre o estado da formação docente na América Latina, Messina (1999) faz referência à constatação de várias pesquisas, sobre a fragilidade dos professores quanto a sua formação e conhecimento das bases teóricas que fundamentam a sua prática.

cotidiano profissional dos professores, possibilitando-lhes ampliar a visão do fenômeno educativo na sua totalidade e complexidade. O trecho da fala de uma das professoras entrevistadas a seguir é um exemplo das preocupações de quase totalidade dos entrevistados.

[...] Na época que nós estávamos na direção, a nossa proposta era que sempre houvesse cursos que realmente viessem favorecer a um aprendizado maior, porque a gente sente muita dificuldade. Principalmente nos dias atuais, em que acho que o aluno já não está interessado em aprender, os pais já não têm condições nenhuma de assistir seus filhos, porque tanto o pai, quanto a mãe precisam trabalhar, [...] a maior dificuldade hoje que a gente tá encontrando é ausência dos pais, acarretando a falta do incentivo do próprio alunado, falta de estímulo.4

Supõe-se que níveis mais elevados de qualificação, adquiridos mediantes a participação em programas de formação, melhoram o desempenho dos professores no enfrentamento dos desafios complexos vivenciados na instituição escolar. Uma vez que esta se encontra diante de situações problemáticas, cujas soluções extrapolam a sua dimensão interna, como por exemplo, esse distanciamento entre pais e educadores, implicando a falta de sintonia entre esses dois agentes fundamentais na educação das novas gerações. A solução desse problema demanda, por sua vez, uma articulação interna no plano da gestão escolar, e externa com a normatização do sistema educacional de modo a estabelecer políticas capazes de estimular uma maior participação de pais, professores, alunos e a comunidade nas decisões da escola.

As angústias reveladas pelos professores demandam, também, os desafios dos processos educacionais desenvolvidos na escola, frente à concorrência com atrativos proporcionados pelas novas tecnologias da comunicação e informação, ou seja, toda uma programação interativa veiculada na televisão, rádios e internet, que despertam muito mais o interesse do aluno do que as aulas ministradas pelos professores. Fato esse que não deixar de evidenciar o atraso da escola em relação ao ritmo da evolução tecnológica, tanto pela resistência de alguns professores, como pelas próprias dificuldades dessa instituição em se equipar com as ferramentas necessárias ao desenvolvimento de novas linguagens e formas utilizadas nos processos comunicacionais, interativos e educativos.

Essa situação gera uma demanda formativa para os professores, os quais precisam se qualificar continuamente, passando a se constituir uma das preocupações dos sindicatos, que além de reivindicar programas de formação junto às secretarias de educação, promovem ações

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de caráter formativo no sentido de oferecer aos professores elementos para que eles possam desempenhar um papel relevante na educação de seus alunos, fazendo-os compreender criticamente a nova realidade social e o papel que lhes cabe como cidadãos numa sociedade planetária.

Nos depoimentos, os entrevistados revelaram sua compreensão quanto às dimensões dos problemas relacionados ao ensino, que na percepção desses professores, não se restringem à atividade em sala de aula, e sim, insere-se num conjunto de questões de natureza interna e externa do fazer docente. Assim, ao mesmo tempo em que os desafios dos docentes se relacionam à aquisição dos conhecimentos e saberes específicos disciplinares e didático- pedagógicos que o professor mobiliza para ensinar aos seus alunos, tem a ver também, com o desenvolvimento da competência política e da autonomia coletiva para avaliar criticamente os programas direcionados a sua formação, as práticas de gestão administrativa e pedagógica, bem como o estabelecimento de diretrizes na organização do sistema educativo.

No intuito de contemplar essas duas dimensões do desenvolvimento profissional docente, que correspondem à profissionalidade e ao profissionalismo, as lideranças ligadas aos três sindicatos aqui estudados afirmam já terem promovido ações coletivas voltadas para o debate das questões educacionais, no sentido de favorecer a conscientização da categoria quanto à importância de se manter num permanente processo de formação, incluindo esta como direito que deve ser assegurado pelo Estado.

[...] Nós fazíamos seminários da categoria, [...] nesses seminários ocorria discussão pedagógica da política curricular, temas que eram mais direcionados para a gestão do ensino, do conhecimento, da formação de professores. Eu participei das conferências de educação, eu participei de umas duas ou três, uma delas foi aqui, em Petrolina, por sinal, bons temas eram discutidos, e nós levamos essa idéia para a APLB, fizemos ainda alguns, um ou outro, parece que foi até em Campo Formoso, uma experiência desse tipo, também de formação de seminário de encontro com a participação da APLB. [...] A conferência de educação era um momento que se fundia política com o pedagógico, [...] trazia palestrantes que tinha uma preocupação sobre as políticas de educação, e essas coisas ficavam bem próximas, era uma proposta interessante, mas que na época a gente também achava que o Estado teria que ter também uma responsabilidade sobre isso com a formação do professor. Além de fazer o seminário, a conferência que também era de formação sobre o estatuto da educação, o conjunto das coisas, nós deveríamos também colocar isso, alias sempre depois dessas conferências saía uma proposta para o Estado, uma ação propositiva [...] não era apenas uma preocupação com oficinas, não era só isso, era também pra você criar uma política da educação do Estado e construir isso do ponto de vista do professor. 5

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Os seminários e conferências aos quais o entrevistado se reporta ocorreram com maior freqüência entre o final dos anos 1980 e a primeira metade dos anos 1990, quando tanto a Delegacia Regional da APLB em Juazeiro, como a do SINTEPE em Petrolina, mostraram-se mais envolvidas no debate educacional tendo priorizado as questões pedagógicas. Nesse período, o SINDSEMP ainda não se mostrava expressivo nessa discussão, tendo em vista a pouca participação dos professores como lideranças deste sindicato.

A referência a essa forma de ação na APLB é feita por militantes antigos que fizeram parte da Diretoria Regional, considerando o marco dessas realizações um seminário regional e o IV Congresso Estadual da APLB que aconteceram em Juazeiro, respectivamente em 1989 e 1991.

[...] A gente conseguiu ainda realizar aqui em Juazeiro dois seminários de educação, o primeiro seminário nós fizemos um certificado, aconteceu em oitenta e nove, [...] cada delegacia procurou fazer dentro dos seus núcleos, aí trazia outros palestrantes, trouxemos palestrantes de Salvador, daqui mesmo nós pegamos pessoas capacitadas na educação, pra fazer palestras e nesses seminários [...] a gente discutia as questões da conjuntura nacional, política educacional, como é que a gente estava vendo a educação, o que era que a gente precisava fazer pra melhorar, quais as propostas de trabalho e dentro disso aí, claro a gente discutia as questões financeiras econômicas. O que fazer também pra melhorar a condição e a valorização dos professores. [...] Em noventa e um, nós realizamos aqui em Juazeiro o VI Congresso Estadual de Educação, esse aí sim foi de base, foi estadual, nós conseguimos reunir no ginásio de Esporte, Luiz Viana aproximadamente dois mil professores de todo o Estado da Bahia, trouxemos palestrantes até de São Paulo, trouxemos de Salvador certo, trouxemos do Rio Grande do Sul, através da APLB. A APLB entrou em contato e trouxe esse pessoal. E também fizemos oficinas, onde nós discutíamos, por sinal uma de nossas oficinas era a questão da mulher na sociedade, discutimos também a questão de como trabalhar o infantil, a alfabetização, então cada uma dessas salas tinha oficinas voltadas justamente pra questão profissional. E realizamos esse seminário, esse Congresso, graças a Deus com muito custo, mas conseguimos. 6

A organização de encontros dessa natureza possibilitou aos professores da região

Benzer Belgeler