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Tip 4: Kemik oluşumu dolgun ve radyolojik olarak ankiloze kalça.

2. GEREÇ ve YÖNTEM

6.3.1 Desenvolvimento das competências organizacionais nos períodos de estudo

Após a definição dos períodos de estudo, a identificação das principais competências organizacionais do TRE-RS e a descrição dos fatos relacionados ocorridos nestes períodos, apresenta-se como próximo passo deste trabalho, a análise da situação destas competências nos três períodos de estudo.

Para isso, buscaram-se na fundamentação teórica conceitos relacionados à evolução das competências organizacionais, que podem ajudar a entender o comportamento das mesmas na organização estudada. Além disso, foi construído um quadro que resume a situação de cada uma das competências organizacionais do TRE-RS nos diferentes períodos de estudo.

Na teoria encontram-se diferentes formas de análise da evolução das competências organizacionais de uma instituição, onde vários autores sugerem etapas para esta evolução. Post (1997) apresenta aquela que seria a primeira etapa, a construção de competências, que se revela em qualquer processo pelo qual a firma alcança mudanças qualitativas no seu estoque de ativos e capacidades existentes, fazendo nascerem novas competências organizacionais, que ajudam a organização a buscar seus objetivos.

Outra etapa observada por alguns autores, como Büttenbender e Figueiredo (2002), é a chamada acumulação, que representa a forma como as competências evoluem com o passar do tempo, agregando novos elementos e virtudes. Em outras palavras, seria o crescimento de cada competência organizacional.

Post (1997) e Sanchez e Heene (1997) sugerem um outro momento na evolução das competências, a alavancagem, que, segundo eles, é a aplicação das competências organizacionais existentes nas oportunidades oferecidas pelo mercado, de forma que não seja necessário realizar mudanças qualitativas nos ativos e nas capacidades já existentes na empresa, ou seja, as competências já existem, mas podem ser utilizadas de forma diferente, a partir de decisões estratégicas.

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Por fim, Helfat e Peteraf (2003) propõem a existência de um ciclo de vida das competências, onde, após as fases de construção e desenvolvimento, a competência passaria por sua “morte”, a partir da qual poderiam acontecer diferentes situações: o declínio da competência até seu desaparecimento; a reaplicação, desdobramento ou recombinação, que se assemelham à alavancagem citada pelos demais autores; e a renovação, que seria uma espécie de renascimento da competência, com suas principais características renovadas e mais apropriadas a uma nova realidade.

Conforme descreve o Quadro 7, as três competências organizacionais do Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Sul desenvolveram-se de forma diferente no decorrer do tempo, porém, seguiram um padrão muito semelhante ao descrito pelos teóricos, composto de um período de construção, seguido de acumulação e alavancagem.

A competência relacionada à agilidade e qualidade de atendimento ao público, passa, no primeiro período, por um momento de construção, pois, embora os servidores enfrentassem limitações físicas e tecnológicas, demonstravam esforço para prestar um bom atendimento aos cidadãos e classe política. Já no segundo período, de 1996 a 2003, essa competência firma-se e torna-se reconhecida pela sociedade. A tecnologia colabora em muito com essa evolução e aos poucos novos serviços são agregados, qualificando ainda mais o atendimento. Portanto, pode-se dizer que este é um momento de acumulação dessa competência. Finalmente, no período mais atual o desenvolvimento desta competência caracteriza-se pela alavancagem, pois ela passa a ser vista sob uma nova perspectiva, inserida num contexto maior de gestão pública voltada aos seus clientes, que utilizam seus serviços e esperam sempre o melhor atendimento possível.

No que diz respeito à formação e desenvolvimento da competência “qualidade na execução do processo eleitoral”, pode-se notar um comportamento diferente da competência anterior. Neste caso, o primeiro período demonstra uma situação de construção e

acumulação. No início deste período, havia um grande esforço dos servidores para realizar o

processo com qualidade e confiabilidade; com o passar do tempo, melhorias começaram a ser implantadas acrescentando mais qualidade ao processo eleitoral. No segundo período de estudo, esta competência sofre um considerável fortalecimento, com investimentos em tecnologia, maior controle e organização do processo, passando, portanto, por uma etapa de

acumulação da competência. A grande diferença da evolução desta competência está no

último período de estudo, quando ela começa a passar por um momento de renovação, onde existe uma percepção de que apenas a qualidade na execução do processo não é suficiente,

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sendo necessário haver eficiência nesta execução, com otimização de resultados e redução de custos.

A competência de capacidade de desenvolvimento tecnológico apresenta uma característica diferente das demais, pois, embora reflita diretamente na imagem do Tribunal perante o público, tem considerável importância, também, no suporte para as demais competências e para o bom desempenho dos processos internos de trabalho do Tribunal. Ou seja, é uma competência que atua como propulsora para o desenvolvimento das outras competências organizacionais do Tribunal.

Esta competência apresenta uma evolução mais rápida do que as demais, pois surge efetivamente, apenas no segundo período, embora alguns fatos ocorridos no primeiro período já contribuíssem para seu aparecimento, como pode ser visto no Quadro 7. No segundo período, além de firmar-se como uma das principais competências organizacionais do TRE- RS, a capacidade de desenvolvimento tecnológico, evolui muito rápido, passando por um processo de construção seguido de acumulação, onde se destacam os investimentos e o desenvolvimento da área de tecnologia da informação e a alta qualificação dos servidores especializados. Finalmente, no terceiro período, essa competência passa por um momento de

alavancagem, onde, ao contrário dos períodos anteriores em que ela era mais direcionada

para as atividades fins do Tribunal, agora, ela dissemina-se por todas as operações e processos internos de trabalho, tornando-se fundamental em quase todas as atividades realizadas nos diferentes setores do TRE-RS.

1° Período – 1986 a 1995

Competência Situação Etapa de

Evolução 1. Qualidade e

agilidade no

atendimento ao público

Esta competência era quase inexistente:

• No início do período, o cadastro de eleitores era manual, feito em fichas.

• Atendimento era lento.

• Havia demora na emissão do título (cerca de 15 dias). • A agilidade jurisdicional já existia no julgamento de processos eleitorais.

Construção

2. Qualidade na

Benzer Belgeler