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Ao largo da borda oeste daAmeri a doSul, de a ordo om WOOSTER &GIL-

MARTIN (1961) e WYRTKI (1963), o transporte de massa de água na Corrente

Peruanaéde aproximadamente10a15milhõeston/s,sendo balançadapor ontra-

orrentes subsuper iais intensas. Com base nas análises de dados, esses autores

observaram que os me anismos que mantêm a ressurgên ia ao longo da osta pe-

ruanasão: aCorrenteCosteiraPeruana(CCP),aforçade arrastodos ventosalísios

de sudeste (SE) eas orrentes subsuper iais (ZUTA &GUILLÉN, 1970).

ACorrenteCosteiraSuper ial(CCS),queuiemdireçãoaoEquadoreparalela

àlinhada osta, tem suaorigem naCorrenteCir umpolarAntárti a(CCA)doPa-

í osul, atingindoa ostaegirandoemdireçãoaonortepróximodalatitude

45

S.

Essa orrente transporta a massa de Água Sub-Antárti a (ASA), aqual estende-se

ao longo da osta do Chile até os

20

S. Ao norte desta latitude e paralela à linha

da osta peruana,a temperatura dasuperfí iedomar (TSM) e asalinidadesofrem

mudanças. De a ordo om WOOSTER &GILMARTIN(1961), asub orrentesul é

onhe idatambém omoaSub orrentePeru-ChileoudeGunther,abaixodaqualse

lo alizaa Água IntermediáriaAntárti a(AIA), ara terizadaporser pou ointensa

WOOSTER&GUILLÉN(1974) ombasenosresultadosobtidosporWOOSTER

(1960)e BJERKNES(1961, 1966) veri aram que oenfraque imentoda ir ulação

dos ventos alísios do HS traz as seguintes onseq

ên ias: (1) diminui ou essa a intensidade da ressurgên ia osteira; (2) as águas equatoriais de alta temperatura

e baixa salinidade se afastam de seu lugar de origem. Na osta norte peruana, no

mês de fevereiro de 1972 o evento EN foi evidente, sendo dete tadas massas super-

 iais de água de baixa salinidade (

34,5) até os

10

S e elevadas anomalias de

temperatura de superfí ieaté os

12

S.

A ressurgên ia osteira que o orre ao norte do Peru (

4

S-

6

S) tem espe ial in-

teresse porque inter-atua om a dinâmi afísi a daregião equatorial, omo a frente

equatoriale aSub orrente Equatorial. As utuações da orrentenum períodode 5

dias são denominadasporondas onnadas na osta (CTW),as quaistransportam

energiaaosul, provo andoutuaçõesnaintensidadedaressurgên ia(FAHRBACH,

1981). Aáguaressurgidaprovémde umaprofundidadedequase 70m,enquantoem

outrasregiõesa partirdos 200 m. Comoa velo idadedovento émenos variávelna

regiãodoPeru,aressurgên ianãoseapresentadeforma laranosdiferenteseventos:

adireçãoda orrentesuper ialmédiaésempreopostaàdovento,sendoaforçante

geradora da ressurgên ia. No período de março a setembro de 1976, BRINK et al.

(1978)observaramapresençade uma orrente onsistenteeemdireçãosulaolongo

da ostaperuana (

12

Sa

16

S); oventosoprando emdireçãonorteea ressurgên ia

geradao upando seu espaço (BOWDEN, 1983).

BRINKetal.(1983a),veri aramqueavelo idadeda orrenteaolongoda osta

era inuen iada pelo vento próximo à superfí ie. O ampo da temperatura a 30 m

é inuen iado pelo vento, ressurgên ia e pelo afundamento da amada de mistura.

ontrolado pelaCTW.

De a ordo om BRINK (1983b), ainda, próximo à superfí ie a área da ressur-

gên ia osteira pode oin idir om a amada de Ekman super ial turbulenta. A

ressurgên ia osteirao orregeralmenteemregiões om profundidadelo almédiade

10 a 30 m, sendo o lo al onde o uxo do transporte de Ekman (TE) ao largo da

osta éforçado pelos ventos lo ais.

O uxo ao largo da osta requer de um ampo de uxo-ressurgên ia om om-

pensação horizontal e verti al para onservar o volume de água. BRINK (1984),

estudando a ressurgên ia osteirana zona próxima a Point Con eption, Califórnia,

nos meses de março e abril de 1981 veri ou que a ressurgên ia não foi forçada

somentepelaTCV lo al.

O padrão da TSM média mostrou a existên ia de um entro de ressurgên ia

entre Point Arguello e Con eption. Estudos feitos durante o programa CUEA no

períodode 1976 a 1977 aolargo da osta peruana, próximo dos

15

S,evidençaram

a existên ia de um entro de ressurgên ia osteira que possui estrutura altamente

variável no tempo, e uja intensidade e tamanho dependem prin ipalmente dos -

ventos lo ais (BRINK et al.,1981; STUART, 1981;BOYD & SMITH, 1983).

Autores omo BARTH & BRINK (1987), estudando a dinâmi a o eâni a om

base nos dados obtidos om o perlador de orrentes DOPPLER, observaram a

presença de uma língua de água fria próxima da zona de ressurgên ia de Point

Con eption,que se estendeu até 80 kmao largo da osta, gerando o bombeamento

de Ekman (BE).

ROJAS DE MENDIOLA et al. (1985) estudando a variação da intensidade da

orrente marinha e da ressurgên ia osteira durante os eventos El Niño (EN) e La

tração do toplân ton. HUYER et al. (1987) obtiveram dados da ondutividade,

temperatura eprofundidade (CTD) em radiaisao largo daPlataforma Continental

(PC)peruana(

5

Sa

12

S),de novembro1981 amaio 1984,e on luiramque: oEN

o orreuem1982-1983equeoníveldomar,entre

5

Se

12

S, omeçouaelevar-seno

iní io de outubro de 1982, retornando à normalidade em julho de 1983. De a ordo

omosrelatosdessesautores, ainda,osventos osteirosforamnormaisemoutubro

de1982, menosintensos queonormalemTalara(

4, 6

S)ePaita(

5

S)de novembro

de 1982 a maio de 1983, e mais intensos que o normal na região de Callao (

12

S).

Entre março e abril de 1983, o vento e a ressurgên ia a

5

S forammenos intensos.

Noentanto,novasmediçõesfeitas omCTDnessaradialpermitiramdete tarapre-

sença de ressurgên ia ativa nessa área. Aos

10

S, o vento permane eu favorável à

ressurgên iaduranteao orrên iado ENem ambas radiais

5

Se

10

S.Emmaio de

1983,apesar doventoser favorável, a ressurgên iaa

10

Sfoi pou o intensadevido,

provavelmente, ao gradiente de pressãoao longo da osta que persistiu de março a

junho de 1983.

AanálisefeitaporDESER&WALLACE (1987),sobreosresultadosde WOOS-

TER(1960)eBJERKNES(1961),mostraramqueoaque imentodaságuas osteiras

foi produzido pelo enfraque imento da omponente meridionalda TCV, a qual re-

duziuaárea daressurgên ia osteiraefavore euaentrada damassade águaquente

ao largo da osta, bem omo o deslo amento da ontra- orrente osteira mais ao

sul. De a ordo om WYRTKI & MEYERS (1975), os ventos osteiros do sudeste

tendem a ser ligeiramentemenos intensos durante o EN. A massa de água fria su-

per ial próxima à osta peruana é produzida pela ressurgên ia osteira e o upa

uma faixa de 50 km (SMITH, 1981; GUILLÉN & CALIENES, 1981). Essa massa

de temperatura anual é relativamentefra a. A diminuição das anomalias da TSM

duranteo inverno,ao quetudo indi a,estaria rela ionadaà profundidadede distri-

buiçãoda amadademistura,aqualselo alizaentreos40e60m(WYRTKI,1964).

Assim,aTSM ésensívelàsanomaliasde alordasuperfí ieede misturaverti alno

inverno. No verão, quando a amadade mistura super ial é aproximadamente 20

m e a estrati ação intensa, as anomalias de alor super ial e de mistura verti al

podem provo ar fortes mudanças na TSM.

BAKUN & NELSON (1991), analisaram os dados históri os do vento e ara -

terizaram a distribuição sazonal do rota ional da TCV sobre as quatro prin ipais

regiões de orrente da borda leste dos o eanos do mundo (Sistemas da Califórnia,

Canárias, Benguela e Peru/Humboldt). A menor intensidade da TCV em direção

à osta delimita uma região do rota ional da TCV i lni o, onde a ressurgên ia

osteiraé intensi ada pelobombeamento de Ekman (BE).

O rota ional da TCV sobre a superfí ie do mar é um agente forçante funda-

mentalpara ospro essosdinâmi oso eâni os. Esse mesmopro esso,levando-seem

onsideração a estrutura verti al no ampo do uxo, apare e omo a divergên ia

do TE super ial. O rota ionalda TCV asso iada à adve ção em regiõesao largo

da osta, produz efeitos na borda osteira om onsequên ias para o e ossistema

marinho(YOSHIDA, 1955;YOSHIDA & TSUCHIYA, 1957; SMITH, 1968).

Para restabele er o equilíbrio, a atmosfera gera um evento inverso onhe ido

omoLaNiña,noqualaTSMémaisbaixa(PHILANDER,1992;LUKAS&WEBS-

TER,1992). Apósao orrên iadoENnoinvernode 1987veri ou-se areduçãodas

áreasde ressurgên ia,a onte endo o ontráriodurante oeventoLaNiñanoinverno

de 1988. Nesse mesmo período, foiobservada aampliaçãodaárea de o orrên ia da

aASS predominaramemtoda aárea no inverno de 1987 (RAMIREZ, 1994).

Estudosfeitossobrea ir ulaçãoanmalade largaes alanaAméri adoSul,du-

rante oseventos de EN, mostraramfeiçõesbemdenidas que sugerem tele onexões

entre oPa í oEquatorial ea regiãosudeste daAméri adoSul (LENTINI, 1997).

OENéumamanifestaçãolo aldoENSO, om interaçõesdinâmi asde larga es ala

entre os entros de pressãoatmosféri adas baixas latitudesea ir ulação termoha-

lina dos grandes giros o eâni os através dos O eanos Pa í o (OP) e Índi o. De

a ordo om GLYNN (1990), as onseq

ên ias mais omuns sobre a osta noroeste daAméri a doSul são:

Aque imento anmalodaTSM;

Reduçãodaressurgên ia;

De línio a entuado da produtividade primáriae, onseq

entemente, sobre os estoques pesqueiros;

Aumento donível domar na osta e

A rés imo napluviosidade emalgumas áreas (ROPELEWSKI &HALPERT, 1987)

Com o enfraque imento e a diminuição da intensidade dos ventos alíseos no

Pa í o entral e oeste noiní io do ano de 1997, o orreu o aque imento rápido da

TSMnabordaleste. Aságuassuper iais omtemperaturasde

29

Cdeslo aram-se

em direção leste (Pa í o entral e leste) o upando o espaço da língua fria. Entre

junho e dezembro de 1997 desenvolveu-se o EN, ara terizado por apresentar uma

das maiores temperaturas já registradas. Em dezembro de 1997, registraram-se

temperaturas de

28

C a

29

médios de aproximadamente

4

C, indi ando a hegada das ondas de Kelvin (OK)

equatoriaisintra-sazonais, afundando a termo lina noPa í oleste, até 90m.

A intensidade do EN 1997-1998 foi muito similar ao de 1982-1983, apesar da

diferença sazonal. Os ventos frente à osta norte de Chile, om velo idade mensal

média de 3 a 6 m

s

−1

, tiveram sua máxima intensidade no verão austral. Na osta

peruanaondeosventossão maisintensosnooutonoeinverno,de velo idadebaixae

om i losazonalpou ointensononordeste,ondeamudançadalinhada ostavaria

de zonal para meridional. Os ventos em direção ao equador geram a ressurgên ia

osteira, transportando os nutrientes para a superfí ie e possibilitando a produção

dotoplân ton.

Os ventos na zona entral do Peru (SMITH, 1983) durante os eventos quentes

1976 e 1982-1983 foram ventos meridionais intensos aos

12

S e menos intensos aos

5

S.HUYERetal.(1987)eFONSECA(1985)observaramqueapesardoenfraque i-

mentodoAPSdurantepartedoeventoEN1982-1983,oventomeridional ontinuou

intensosobre a osta, omesmo quearessurgên ia osteira. SHAFFER(1999), om

base nos dados geradospelos orrentmetroslo alizadosaolargo da osta doChile

(

30

S) durante o evento EN 1991-92,o ventolo al, bem omo oníveldo mar, esti-

mou a velo idade do uxo da sub orrentemédia Peru-Chile em12 m

s

−1

e10 m

s

−1

emdireçãoaopolo. Dea ordo om HUYER et al.(1991),no taludeinterno da

PC, à profundidadede 150 m otransporte foide aproximadamente1Sv.

NoPa í ooeste,atermo linadeslo ou-sedos20mde profundidadeparaos40

m e as ondas de Rossby, ex itadas pelo enfraque imento ini ial dos ventos alíseos,

propagaram-se em direção à Indonésia e Nova Guiné. A TSM diminuiu devido à

a entuada evaporaçãoeà grandemisturadas águas subsuper iaisfriasnoo eano.

ser atribuidos, em parte, à interação não linear da altafreq

ên ia davariabilidade limáti aea baixafreq

ên ia da dinâmi ao eano-atmosfera.

No períodode 1960 a 1990 foram feitos estudos sobre as anomalias da TSM, a

partir dos dados obtidos em estações distribuidas ao longo da osta peruana, bem

omo as geradas dentro Projeto JOINT II, os quais ontribuiram para melhorar o

onhe imentodavariabilidadeda intensidade daCorrenteCosteiraPeruana(CCP)

eda CorrenteSubsuper ial Peruana (CSSP) asso iadas à ressurgên ia osteira.

A importân iadaressurgên iana e onomiaperuanaestimulouos estudossobre

as ondiçõeshidrográ aseadinâmi adospro essosfísi osqueo orremaolongoda

ostaperuana. Entre2000e2002foirealizadoumprojetomultidis iplinarnan iado

peloBan oMundial(BM), omoobjetivode estudaroeventoENutilizando-seum

modelo numéri oo eâni o(Tabela1).

Segundo MUNCHOW (2000), nazona de Point Con eption, Califórnia, na pri-

mavera de 1983, o BE, om velo idade média de 4 m

dia

−1

, ontribuiu para a

dinâmi alo al. Durante aspersistentes e intensas ressurgên ias o BE atingiu20 m

dia

−1

, resultando naelevação das isopi naisaté asuperfí ie.

AUSTIN&BARTH(2002)dete taramavariaçãodapi no linapróximaà osta,

já que a ressurgên ia permanente gera uma frente de ressurgên ia de águas ri as

em nutrientes que favore em o desenvolvimento do to e zooplân ton (SMALL &

MENZIES,1981). COLLINSetal.(1968),utilizaramotermopi no linapermanente

paradesignar aintensa pi no linaen ontrada aolargo da osta doOregon entre os

100 m e150 mde profundidade. A intensidade da ressurgên iafoi omparada om

a TCV ao longo da osta, a qual é assumida omo sendo a prin ipal forçante da

geração da ressurgên ia na PC. Comparando o TE super ial de vários sistemas

esperado (EKMAN, 1905):

T E =

τ

s

ρ

o

f

[T E] = L

2

T

−1

(1.1) Onde:

τ

s

=TCV super ial;

ρ

o

=densidadeda água ef=parâmetro de Coriolis.

KELLY (1983) utilizando imagens de satélite mostrou o deslo amento do TE

quanti ouapenaso ampodetemperatura,umavezqueasobservaçõesdasimagens

pode ser di ultada pela oberturade nuvens. Essa obertura pode induzira erros

nas estimativas dos valores da TSM e naidenti açãoda ressurgên ia forçada pelo

vento (AUSTIN, 2000).

KESSLER (2002) obteve a média limatológi a da ir ulação geostró a tridi-

mensionaldonordeste doPa í otropi al(SudoestedoMéxi oeAméri a entral),

baseado emdadoshistóri osobtidos om es atermetro. SILVA &VALDENEGRO

(2003),analisaramaressurgên ia osteirabaseadanadistribuiçãoespa ialetempo-

ralde dados omo: temperatura, salinidade, teor de oxigênio dissolvido, nutrientes

(nitrato,fosfatoesili ato),ventoeTE, bem omo nas imagensde satélitedaTSM.

Osresultados mostraram que osventos foramvariáveis e vindos prin ipalmentedo

sulesudoeste(SO),permitindoobservarasfasesdedesenvolvimentoderessurgên ia

osteira.

A fase ini ial da ressurgên ia ara terizou-se pelo aumento do vento sul SO e

doTE, provo ando aelevaçãodatermo linaesta ionáriapróximaà ostaede uma

línguade águafriasuper ial(

< 14

C)emdireção

45

-

55

dalinhada osta. Afase

de desenvolvimento foi ara terizadapelapresença de ventosintensos (

>

10m

s

−1

),

om elevados valores médios doTE (

>

1.000

m

3

s

−1

/1.000 m de osta), diminuição

datemperatura(

< 14

C) eteor de oxigêniodissolvido(

<

4ml

L

−1

valores de salinidade(

>

34,4) na zona osteira.

A fase de de línio foi observada par ialmente devido ao pou o relaxamento do

ventonoperíododeamostragem. Asimagensde satélitedaTSMdos diasseguintes

mostraramadiminuiçãodaárea obertapelaságuas friasde ressurgên ia. Amassa

de água deslo ada ao largo da osta tinha ara terísti as daASA, enquanto a que

as endeu da AESS. A distribuição verti al datemperatura apresentou uma termo-

lina esta ionária bem denida na região o eâni a om um gradiente máximo de

0, 4

C

m

−1

, o qual de linouaté

0, 1

C

m

−1

emdireção à osta. Tambémas massas

de água apresentaram uma distribuição horizontalestrati ada om nú leos de va-

loresmáximos de 30

%

daAST nasuperfí iee de70

%

daASA edaAESS próximos aos 25m e100 mdaprofundidade, respe tivamente.

No Oregon o vento osteiro é importante para gerar a ir ulação osteira do

o eano, sendo por isso quali ada e quanti ada a TCV (PERLIN et al., 2004).

No estudo de PALMA & APABLAZA (2004) sobre a península de Mejillones (ao

norte de Chile,

23

S), zona de permanente ressurgên ia, a intensidade do evento

é maior na primavera, o que favore e a elevação das taxas de produção primária

(GONZÁLEZ et al., 1998). Na amada super ial de 0 a 25 m, foi identi ada a

presençadaAST eentreos100e400maAESS (SIEVERS&SILVA,1982;STRUB

et al.,1998; PALMA &APABLAZA, 2004).

TAKESUE et al. (2004), observaram que a ressurgên ia osteira produz altos

níveisde produtividadebiológi anas orrentes daCalifórniaede Peru-Chile,sendo

o desembarque de peixes nas regiões da ressurgên ia osteira do Pa í o leste de

quase 20

%

da aptura do peixe no mundo (FAO,1998). Os estudos realizados por HUYER et al. (1983), STRUB et al. (1987, 1998) e BAKUN & NELSON (1991),

e os eventos La Niña fra o 1998-99 e forte 1999-2000, veri ou-se que o ENSO

afetou as propriedades o eano-atmosféri as ao longo da osta sul ameri ana om a

hegada das OK osteiras(HOREL & WALLACE, 1981; EMERY & HAMILTON,

1985;SHAFFERet al.,1999;HORMAZABAL etal.,2002; SCHWINGetal.,2002;

STRUB &JAMES, 2002).

CROQUETTE et al. (2004), estudaram a ir ulação no Pa í o sudeste (SEP)

e a ressurgên ia osteira do Peru-Chile, utilizando dados de satélite e um modelo

regional de resolução média, sendo os dados de vento obtidos pelos es aterme-

tros ERS-1 e ERS-2 e os daTSM (SST) do radimetro de alta resolução avançada

(AVHRR).Foram al ulados eanalisados oTE eBE, sendoos resultados ompara-

dos om élulas zonais daressurgên ia obtidas dos dados da TSM. Na zona norte,

os i los sazonaisdaTSM e o BE não estiveram orrela ionados,enquantonazona

sulo TE, BE e a extensãozonal da TSM apresentaram forte orrelação.

Benzer Belgeler