• Sonuç bulunamadı

2.5. X-IŞINI KIRINIM VERİLERİNE ETKİYEN GEOMETRİK VE FİZİKSEL ETKENLER VE HAM VERİLERİN İNDİRGENMESİ

2.5.1. Geometrik Etkenler ve Düzeltilmeleri

Os estágios sejam eles obrigatórios ou não realizados pelos estudantes do ensino superior são regidos, salvo raras exceções, pela Lei 11.788/2008 e este trabalho é um estudo dos estágios não obrigatórios realizados pelos estudantes de secretariado executivo à luz da Lei citada, pois é muito importante para ter-se um referencial desse instituto no ensino superior da graduação em secretariado da UFC.

Este trabalho se propôs a analisar algumas vertentes que já foram ditas na introdução sob a forma de objetivos e pode-se detectar que os estágios contribuem para uma melhora na assimilação de conteúdos e melhoras no networking de seus adeptos, quanto às influências negativas a pesquisa apontou um menor tempo do estagiário para se dedicar aos estudos mesmo tendo estágios em sua grande maioria de vinte horas semanais.

Em relação à motivação da procura por estágios houve uma constatação da busca devido à possibilidade de desenvolverem-se profissionalmente mesmo as atividades desempenhadas mostrarem-se pouco influentes no aprendizado que no geral se resumem a técnicas de secretariado.

Nesse contexto esta pesquisa constata a necessidade de esclarecer as organizações concedentes de estágios o perfil atual que se espera de um estagiário de secretariado que devem durante a realização de estágios serem moldados através de atividades mais sólidas. Portanto, é necessário que todas as partes envolvidas nas relações de estágios tenham claramente definido seus direitos e obrigações, principalmente os estudantes estagiários que devem procurar empresas onde possam ter atividades que estejam à altura da grade curricular do curso para que haja um aproveitamento significativo desse estágio.

A pesquisa foi aplicada a uma amostra considerada pequena tendo em vista serem apenas trinta estudantes participantes, no entanto, a intenção era uma quantidade maior de pesquisados, mas devido à impossibilidade de contactar os estudantes a amostra possível foi à utilizada neste trabalho.

Com isto o objetivo da pesquisa foi atingido na medida em que se pode identificar a possibilidade a ser confirmada por uma pesquisa mais aprofundada que os estágios acadêmicos realizados pelos estudantes de secretariado estão tendo pouco conteúdo para

acrescentar a vida acadêmica, pois as atividades que estão desempenhando, em sua grande maioria, são repetitivas e metódicas não fazendo jus a grade curricular da graduação que é tão dinâmica. Porem fica a sugestão para futuros trabalhos nessa área de pesquisa visando aprofundar o tema descobrindo novas vertentes.

REFERÊNCIAS

Borges Ed .Carreira em destaque: profissionais do secretariado. Jornal o povo, Fortaleza, 22 de outubro de 1012. Caderno cursos em emprego. Disponível em: internanoticiaconcursos, 1819/carreira- em-destaque-profissionais-do-secretariado.shtml. Acesso em: 30 de janeiro de 2013.

BR.ANDÃO, Márcia Nogueira. Formação do profissional Secretário executivo na UFC: currículo, competência e cidadania. Disponível em:

http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/handle/123456789/3535. Acesso em 28 de janeiro de 2013. BRASIL. Consolidação das Leis de Trabalho. Dispõe sobre que é considerado empregado. Disponível em: <http://cltonline.blogspot.com.br/2010/02/art-3.html>. Acesso em 13 de janeiro de 2013.

_______. Decreto Lei 4053 de 30 de janeiro de 1942 que dispõe sobre a lei orgânica ensino industrial;Disponívelem:<http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/fontes_escritas/5_Gov_V argas/lei%20organica%20ensino%20industrial%201942.htm>.Acesso em 06 de novembro de 2012.

_______. Decreto nº 69.927 de 13 de janeiro de 1972 que dispõe sobre estágio; Disponível em <http://www2.camar a.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-69927-13-janeiro-1972- 418292-publicacaooriginal-1-pe.html>.Acesso em 05 de novembro de 2012.

_______. . Lei 6.494 de 7 de dezembro de 1977 que dispôs sobre os estágios em estabelecimentos de ensino superior e de ensino profissionalizante disponível em:< http://www.fssestagio.uerj.br/legislacao/lei6494.pdf>Acesso dia 06 de novembro de 2012. _______. Lei 6.556 de, 6 de setembro de 1978. Dispõe sobre a lei de estágio. Disponível em: http://www.fenassec.com.br/b_osecretariado_historico.html. Acesso em: acesso em 29 de janeiro de 2013 primeiro documento que reconhecia a profissão.

_______. Lei 7/2009 de 12 de fevereiro DE 2009 que aprova a revisão do Código do Trabalho.

BRASIL. Lei nº 9.261, de 10 de janeiro de 1996. Regulamenta a profissão de secretariado. Acesso em 13 de janeiro de 2013 em: <http://www.

http://www.sinsesp.com.br/secretariasos/70/271-lei7377.

_______. Lei nº. 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes. _______. . Resolução nº 32 de 30 de outubro de 2009; Disciplina o programa de estágio curricular supervisionado para os estudantes dos cursos regulares da UFC. Disponível em:

<http://www.estagios.ufc.br/arquivos/UFC_Resolucao_32_CEPE_30.10.2009_Estagio.pdf>Acesso em 06 de novembro de 2012.

CEARÁ Carreira em destaque: profissionais do secretariado em 2012. O Povo, Fortaleza, 22 de outubro de 2012. Disponível em:

<http://concursoseempregos.opovo.com.br/app/empregos/noticias/2012/10/22 >. Acesso em: 30 de outubro de 2012.

CERVO, Amado Luiz.; BERVIAN.; Pedro Alcino.; SILVAS, Roberto da. Metodologia científica. 6. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

DRABACH, Neila Pedrotti et al. Globalização e educação: como ficam as políticas educacionais - UFSM.Rio Grande do Sul. p. 2, 2006. Disponível em

http://www.ufsm.br/gpforma/2senafe/PDF/012e5.pdf acesso em 29 de janeiro de 2013.

GIBSON, I, D, K et al. Organizações comportamento, estruturas e processos. 12ª Ed. McGraw-Hill, 2006.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projeto de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2008. GOMES, Maria Clarisse Ferreira. O estágio curricular: sua proposta e dinâmica nos cursos de graduação da UFC Fortaleza UFC, 1988.88p. Dissertação (Mestrado em educação) Faculdade de Educação, Universidade federal do Ceará, 1988.

LIMA, D. R. A. et al. O profissional de secretariado e as competências demandadas pelas empresas que praticam a responsabilidade social: um estudo na Companhia Elétrica de Pernambuco - CELPE. Pernambuco, p. 5, 2006. Disponível em: www.aedb.br/artigoAcesso em 13 de janeiro de 2013.

MARTINS, Pinto Sérgio. Estágio e ralação de emprego. 2º ed. Atlas, 2010.

MAXIMIANO Antônio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração. 2º ed. Atlas, 2000. MORAIS, Diana Maria Cavalcante, As competências profissionais demonstradas pelos egressos de administração da Universidade Federal do Ceará oriundos dos programas de estágio. Fortaleza UFC, 2008. Dissertação (Mestrado em administração) Faculdade de Economia, Administração, Atuárias, Contabilidade e Secretariado Universidade federal do Ceará, 2008.

NASCIMENTO, João Paulo Rodrigues do. Secretariado Executivo: Perfil profissiográfico dos discentes Graduados pela UFC comparado aos dispositivos legais regentes da categoria profissional, monografia de graduação (Bacharelado em Secretariado Executivo) Fortaleza, CE – 2006.

NATHANAEL, Paulo, NISKIER Arnaldo. Educação, Estágio & Trabalho. São Paulo, ed. Integrare 2006.

NEVES, Maria da Conceição de Oliveira.; Introdução ao Secretariado Executivo. 6. Ed. Rio de Janeiro: T8 LTDA, 2007.

SANTOS. Gabriela Magalhães Ribeiro dos. Desvirtuação do Contrato de Estágio. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/desvirtuacao-do-contrato-de-estagio/Cora. Acesso em 28 de janeiro de 2013.

SENA, A.; CASTRO, M, G, S,; LOPES, R. R, S,. A ascensão da carreira de profissionais de secretariado a cargos de gestão em Salvador. Bahia, v. 14, p. 5. Disponível em:

<http://://www.dasecretariado.ufba.br/art%20rosa. pdf>. Acesso em: 15 de janeiro de 2012.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, Faculdade de Economia, administração,

Atuárias, Contabilidade e Secretariado Executivo. Projeto Político- Pedagógico do curso de Secretariado Executivo, Fortaleza: UFC 2006. Disponível em: prograd. ufc.br/índex. Acesso em 05 de novembro de 2012.

_______. , Faculdade de Economia, administração, Atuárias, Contabilidade e Secretariado Executivo. Dispõe a respeito dos formulários de estágios. Disponível em:

<http://www.prex.ufc.br/formularios/estagios/legislacao/portaria1002.pdf>. _______. . Revistas das profissões. Disponível em

http://www.estagios.ufc.br/arquivos/Revista+das+Profissoes+2011+UFC.pdf. Acesso em 11 de janeiro de 2013 em UFC http://www.estagios.ufc.br/Estagios.htm.

VASCONCELOS, Michele de Oliveira. Contribuição dos estágios na formação do profissional da informação. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2010 p. 19. Disponível em:<

http://rabci.org/rabci/sites/default/files/Trabalho%20de%20Conclus%C3%A3o%20de%20Curso_Mic hele%20Vasconcelos.pdf. Acesso em: 16 de janeiro de 2013.

VILARINHO, Murilo. Mulher brasileira: da inserção no mundo do trabalho à luta pela equidade de gênero. Universidade Federal de Goiás, 1988.88p. (Mestrando em sociologia). Disponível em: http://strabalhoegenero.cienciassociais.ufg.br/uploads/245/original_Murilo.pdfv .Acesso1em 10 de janeiro de 1013.

ANEXO A. CAPÍTULO I

DA DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E RELAÇÕES DE ESTÁGIO.

Art. 1o Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.

§ 1o O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando.

§ 2o O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho.

Art. 2o O estágio poderá ser obrigatório ou não-obrigatório, conforme determinação das diretrizes curriculares da etapa, modalidade e área de ensino e do projeto pedagógico do curso.

§ 1o Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma.

§ 2o Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.

§ 3o As atividades de extensão, de monitorias e de iniciação científica na educação superior, desenvolvidas pelo estudante, somente poderão ser equiparadas ao estágio em caso de previsão no projeto pedagógico do curso.

Art. 3o O estágio, tanto na hipótese do § 1o do art. 2o desta Lei quanto na prevista no § 2o do mesmo dispositivo, não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, observados os seguintes requisitos:

I – matrícula e freqüência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino;

II – celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino;

III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso.

§ 1o O estágio, como ato educativo escolar supervisionado, deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e por supervisor da parte concedente, comprovado por vistos nos relatórios referidos no inciso IV do caput do art. 7o desta Lei e por menção de aprovação final.

§ 2o O descumprimento de qualquer dos incisos deste artigo ou de qualquer obrigação contida no termo de compromisso caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária.

Art. 4o A realização de estágios, nos termos desta Lei, aplica-se aos estudantes estrangeiros regularmente matriculados em cursos superiores no País, autorizados ou reconhecidos, observado o prazo do visto temporário de estudante, na forma da legislação aplicável.

Art. 5o As instituições de ensino e as partes cedentes de estágio podem, a seu critério, recorrer a serviços de agentes de integração públicos e privados, mediante condições acordadas em instrumento jurídico apropriado, devendo ser observada, no caso de contratação com recursos públicos, a legislação que estabelece as normas gerais de licitação.

§ 1o Cabe aos agentes de integração, como auxiliares no processo de aperfeiçoamento do instituto do estágio:

I – identificar oportunidades de estágio; II – ajustar suas condições de realização; III – fazer o acompanhamento administrativo;

IV – encaminhar negociação de seguros contra acidentes pessoais; V – cadastrar os estudantes.

§ 2o É vedada a cobrança de qualquer valor dos estudantes, a título de remuneração

pelos serviços referidos nos incisos deste artigo.

§ 3o Os agentes de integração serão responsabilizados civilmente se indicarem estagiários para a realização de atividades não compatíveis com a programação curricular estabelecida para cada curso, assim como estagiários matriculados em cursos ou instituições para as quais não há previsão de estágio curricular.

Art. 6o O local de estágio pode ser selecionado a partir de cadastro de partes cedentes, organizado pelas instituições de ensino ou pelos agentes de integração.

CAPÍTULO II DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

Art. 7o São obrigações das instituições de ensino, em relação aos estágios de seus educandos:

I – celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu representante ou assistente legal, quando ele for absoluta ou relativamente incapaz, e com a parte concedente, indicando as condições de adequação do estágio à proposta pedagógica do curso, à etapa e modalidade da formação escolar do estudante e ao horário e calendário escolar;

II – avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do educando;

III – indicar professor orientador, da área a ser desenvolvida no estágio, como responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades do estagiário;

IV – exigir do educando a apresentação periódica, em prazo não superior a 6 (seis) meses, de relatório das atividades;

V – zelar pelo cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro local em caso de descumprimento de suas normas;

VI – elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus educandos;

VII – comunicar à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações escolares ou acadêmicas.

Parágrafo único. O plano de atividades do estagiário, elaborado em acordo das 3 (três) partes a que se refere o inciso II do caput do art. 3o desta Lei, será incorporado ao termo de compromisso por meio de aditivos à medida que for avaliado, progressivamente, o desempenho do estudante.

Art. 8o É facultado às instituições de ensino celebrar com entes públicos e privados convênio de concessão de estágio, nos quais se explicitem o processo educativo compreendido nas atividades programadas para seus educandos e as condições de que tratam os arts. 6o a 14 desta Lei.

Parágrafo único. A celebração de convênio de concessão de estágio entre a instituição de ensino e a parte concedente não dispensa a celebração do termo de compromisso de que trata o inciso II do caput do art. 3o desta Lei.

CAPÍTULO III DA PARTE CONCEDENTE

Art. 9o As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional, podem oferecer estágio, observadas as seguintes obrigações:

I – celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando, zelando por seu cumprimento;

II – ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, profissional e cultural;

III – indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente;

IV – contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso;

V – por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho;

VI – manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio;

VII – enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de 6 (seis) meses, relatório de atividades, com vista obrigatória ao estagiário.

Parágrafo único. No caso de estágio obrigatório, a responsabilidade pela contratação do seguro de que trata o inciso IV do caput deste artigo poderá, alternativamente, ser assumida pela instituição de ensino.

CAPÍTULO IV DO ESTAGIÁRIO

Art. 10. A jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo entre a instituição de ensino, a parte concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar do termo de compromisso ser compatível com as atividades escolares e não ultrapassar:

I – 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos;

II – 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular.

§ 1o O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais, poderá ter jornada de até 40 (quarenta) horas semanais, desde que isso esteja previsto no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino.

§ 2o Se a instituição de ensino adotar verificações de aprendizagem periódicas ou finais, nos períodos de avaliação, a carga horária do estágio será reduzida pelo menos à metade, segundo estipulado no termo de compromisso, para garantir o bom desempenho do estudante.

Art. 11. A duração do estágio, na mesma parte concedente, não poderá exceder 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência.

Art. 12. O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, sendo compulsória a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na hipótese de estágio não obrigatório.

§ 1o A eventual concessão de benefícios relacionados a transporte, alimentação e saúde, entre outros, não caracteriza vínculo empregatício.

§ 2o Poderá o educando inscrever-se e contribuir como segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social.

Art. 13. É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares.

§ 1o O recesso de que trata este artigo deverá ser remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de contraprestação.

§ 2o Os dias de recesso previstos neste artigo serão concedidos de maneira proporcional, nos casos de o estágio ter duração inferior a 1 (um) ano.

Art. 14. Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho, sendo sua implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio.

CAPÍTULO V DA FISCALIZAÇÃO

Art. 15. A manutenção de estagiários em desconformidade com esta Lei caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária.

§ 1o A instituição privada ou pública que reincidir na irregularidade de que trata este artigo ficará impedida de receber estagiários por 2 (dois) anos, contados da data da decisão definitiva do processo administrativo correspondente.

§ 2o A penalidade de que trata o § 1o deste artigo limita-se à filial ou agência em que for cometida a irregularidade.

CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 16. O termo de compromisso deverá ser firmado pelo estagiário ou com seu representante ou assistente legal e pelos representantes legais da parte concedente e da instituição de ensino, vedada a atuação dos agentes de integração a que se refere o art. 5o desta Lei como representante de qualquer das partes.

Art. 17. O número máximo de estagiários em relação ao quadro de pessoal das entidades concedentes de estágio deverá atender às seguintes proporções:

I – de 1 (um) a 5 (cinco) empregados: 1 (um) estagiário; II – de 6 (seis) a 10 (dez) empregados: até 2 (dois) estagiários;

III – de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) empregados: até 5 (cinco) estagiários;

IV – acima de 25 (vinte e cinco) empregados: até 20% (vinte por cento) de estagiários.

§ 1o Para efeito desta Lei, considera-se quadro de pessoal o conjunto de trabalhadores empregados existentes no estabelecimento do estágio.

§ 2o Na hipótese de a parte concedente contar com várias filiais ou estabelecimentos, os quantitativos previstos nos incisos deste artigo serão aplicados a cada um deles.

§ 3o Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo resultar em fração, poderá ser arredondado para o número inteiro imediatamente superior.

§ 4o Não se aplica o disposto no caput deste artigo aos estágios de nível superior e de nível médio profissional.

§ 5o Fica assegurado às pessoas portadoras de deficiência o percentual de 10% (dez por cento) das vagas oferecidas pela parte concedente do estágio.

Art. 18. A prorrogação dos estágios contratados antes do início da vigência desta Lei

Benzer Belgeler