3 GEREÇ VE YÖNTEM
E: Erkek, K: Kız, VKİ: Vücut kitle indeksi, KB: Kan basıncı
4.8 Genetik verilerin değerlendirilmes
O tipo de desastre e sua extensão determinam a dificuldade da operação logística de resposta e a estratégia logística a ser adotada (APTE, 2009). Os tipos de materiais a serem utilizados, assim como suas necessidades temporais, diferem
conforme a complexidade do desastre (MSF, 1997). Através de uma curva de sobrevivência, Fiedrich; Gehbauer e Rickers (2000) mostram que a probabilidade de sobrevivência diminui severamente após as primeiras 72 horas. Em algumas situações, nesse período, os suprimentos de alívio necessitam ser enviados sem uma avaliação adequada das necessidades, pois não existe tempo, tampouco recursos físicos e humanos disponíveis. A Figura 10 ilustra o grau de dificuldade encontrado conforme esses fatores.
Figura 10 – Nível de dificuldade da operação de resposta. Fonte: Apte (2009).
Atividades de preparação e pré-posicionamento reduzem essas dificuldades. Apte e Yoho (2011) descrevem quatro estratégias fundamentais que podem ser empregadas na resposta a desastres naturais: pré-posicionamento; envio antecipado (proativo) de materiais; envio gradual de bens e suprimentos; e aumento rápido de capacidade dos locais próximos ao desastre. A Tabela 2.5 resume e exemplifica a essas estratégias, que podem ser utilizadas individualmente ou em conjunto, conforme a fase do desastre.
Tabela 2.5 - Estratégias Logísticas X Desastres. Estratégia Logística
Extensão e modo de inicio
Fase Disperso e
súbito Localizado e súbito Disperso e lento Localizado e lento
Pré-posicionamento Preparação
Envio antecipado Preparação
Envio gradual Resposta e recuperação
Aumento rápido Resposta
Exemplo Tsunami do Oceano Índico 2004
Terremoto
no Haiti 2010 Pandemia de H1N1 2009 Katrina 2005 Furacão
Não desejável Desejável Muito desejável
Fonte: Adaptado de Apte e Yoho (2011).
2.3.2.1 Pré-posicionamento
O pré-posicionamento de materiais é a armazenagem de suprimentos de alívio em quantidade e locais previamente definidos para atendimento a prováveis desastres. Adequado quando o lead time de abastecimento dos suprimentos ultrapassa o período de tempo em que podem ser necessários ou quando é importante preservar os recursos de transporte. Na determinação onde pré-posicionar materiais os trade- offs entre a redução de tempo de distribuição e o risco associado se estiver próximo a uma potencial zona de perigo devem ser considerados. Capacidade para pré- posicionamento não é obtida através de terceirização ou colaboração (APTE; YOHO, 2011). Campbell e Jones (2011) descreveram um método para determinar onde pré-posicionar suprimentos em antecipação a um desastre, considerando-se vários cenários diferentes. Procuraram incorporar o risco associado com a colocação de material em uma área que pode ser afetada pelo desastre, bem como o inventário necessário para responder eficazmente a um desastre.
Pré-posicionamento é desejável nos casos em que o desastre pode ser localizado e súbito, pois proporciona agilidade no processo de resposta. Em casos de desastres dispersos o pré-posicionamento pode não pode ser viável, pois pode requerer
grandes quantidades de estoques para abastecer uma vasta região, incorrendo em altos custos. Pré-posicionamento seria uma estratégia logística desejável para desastres como o tsunami do Oceano Índico em 2004, o terremoto no Haiti em 2010 e o furacão Katrina em 2005, pois encurtaria o tempo de abastecimento. Holguín- Veras et al. (2014) também recomendam o pré-posicionamento, principalmente, para utilização na resposta imediata a uma catástrofe. A viabilidade econômica de manter suprimentos de emergência por um longo período de tempo também deve ser considerada (CAMPBELL; JONES 2011).
Para dimensionamento das áreas de armazenagem para pré-posicionamento de materiais e também como uma referência para estabelecimento de critérios de decisão sobre o assunto, o estado norte-americano da Flórida (FDEM, 2005) estabelece requisitos construtivos e operacionais “ideais” para um armazém com esta finalidade: 4.600 m2 de área adequada ao armazenamento; 14.000 m2 de pátio para estacionamento e manobras; pelo menos uma doca para carga/descarga (preferencialmente duas); uma área de 30 x 30m livres de cabos e que permita pouso de helicóptero; uma empilhadeira; e, pelo menos, duas paleteiras; disponibilidade de sistemas de comunicação e de água potável, além de estar localizado em região segura e próximo a rodovias.
2.3.2.2 Envio antecipado (proativo) de materiais
Uma alternativa ao pré-posicionamento é o envio de suprimentos de alívio para uma área próxima a um eventual desastre, segura e não susceptível, após a emissão de alerta ou perigo eminente, com o objetivo de reduzir os lead times de abastecimento e de atendimento às vítimas. Também denominado de envio proativo, pois é realizado com antecedência visando reduzir futuros problemas. Envio antecipado (proativo) de materiais deve ser utilizado para desastres de início lento, pois permitem o planejamento e resposta. Com os avanços obtidos nas ciências de previsão os organismos podem antecipar os recursos na expectativa de um desastre, ao invés de esperar a solicitação da área de impacto potencial (APTE;
YOHO, 2011). Um exemplo de possível utilização desta estratégia seria o furacão Katrina, em 2005, pois sua chegada era conhecida com antecedência, entretanto não foi utilizada (CAMPBELL; JONES 2011).
2.3.2.3 Envio gradual de bens e suprimentos
Envio gradual de materiais refere-se à entrega de suprimentos para uma área afetada por desastres, de acordo e na quantidade necessária ao atendimento. Análogo ao just in time tem a vantagem de evitar o excesso de estoques e atender somente os tipos e quantidades de materiais necessários. Este tipo de estratégia também impede a zona de desastre de ser saturada com materiais não necessários, que poderiam reduzir a eficácia global do processo de resposta. As estratégias anteriormente apresentadas requerem áreas de armazenamento e equipes para realizar o transporte, entretanto quando esses recursos não estão plenamente disponíveis, o envio gradual é uma estratégia recomendada. Quando também as necessidades na área de desastre não são conhecidas ou alteram-se ao longo do tempo a estratégia de envio gradual é uma alternativa viável. Indicada quando existem restrições de transporte e armazenagem de materiais, como, por exemplo, o terremoto no Haiti, em 2010, onde havia portos danificados, falta de capacidade das pistas de pouso, bem como equipamentos de movimentação e diversos tipos de donativos aguardando para serem enviados (APTE; YOHO, 2011).
2.3.2.4 Aumento rápido de capacidade
Um aumento na capacidade de transporte, mão de obra e equipamentos em locais fora da área do desastre é uma alternativa para abastecimento aos locais afetados. Nessa estratégia, após o desastre, localidades não afetadas, próximas ao local, têm sua capacidade incrementada e passam a abastecer esses locais atingidos por desastre. Essa estratégia é o último recurso quando o pré-posicionamento ou envio
proativo de materiais não são viáveis. É indicada para desastres de início rápido quando ocorrer um déficit de capacidade de resposta ou as necessidades tiverem um aumento durante a operação (APTE; YOHO, 2011).