4. KİTLESEL BİREYSELLEŞTİRME AMAÇLI EVRİMSEL YAKLAŞIM
4.1 Evrimsel Bilgi İşleme
4.1.4 Genetik Algoritmalar
A análise dos documentos que envolvem as ações de formação na rede paulistana, permite agrupá-los em três grandes categorias quanto aos grupos de profissionais que atuam nas unidades educacionais: os professores, os gestores e os demais funcionários que apoiam a ação educativa.
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45%
Profissionais de apoio Assistente Pedagógico Auxiliar de Desenvolvimento Infantil Coordenador Pedagógico Diretor de Escola Diretor e Assistente Pedagógico Diretor, Coordenador e Professor Coordenador e Professor de Informática Grupo de Apoio Pedagógico da DREM Professor, Diretor, Coordenador e Supervisor Professores e Mães Monitoras Sem descrição Supervisor, Diretor e Assistente Pedagógico
Porcentagem de documentos P úb li co al v o a te nd ido 2001-2004 1993-2000 1983-1992 1970-1982 0% 10% 20% 30% 40% 50% Educadores da Rede Municipal Professor e Coordenador Pedagógico Professor, Diretor e Coordenador Professor, Diretor, C.P. e Supervisor Professores Professores e Mães Monitoras Profissionais de Educação Infantil P o rc e nt ag e m de do cum e nt o s
Público alvo atendido envolvendo professor
1970-1982 1983-1992 1993-2000 2001-2004
A análise foi pautada nos mesmos documentos da MTD analisados na subseção anterior, mas nesta serão analisados quanto ao público de profissionais envolvidos na formação. O Gráfico 9 apresenta os a síntese desses públicos.
Gráfico 9 - Distribuição percentual dos documentos sobre a formação da educação infantil na
Rede Municipal Paulistana, por público alvo atendido (1970-2004)
Fonte: Organizado pela autora a partir dos arquivos da Memória Técnica Documental da SME/SP
Os documentos que tratam de ações de formação exclusivas para o primeiro grupo de profissionais, os professores, indicam que até 1999 estes compõem, em média, 35% do público da formação, enquanto que nos anos 2000 esse percentual cai para 17% (Gráfico 10).
Gráfico 10 - Distribuição percentual dos documentos sobre a formação da educação infantil
na Rede Municipal Paulistana, cujo público alvo continha o Professor, por públicos atendidos, por períodos de 1970 a 2004
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Coordenador Pedagógico Coordenador Pedagógico e Professor Coordenador, Diretor e Professor Coordenador, Professor, Diretor e Supervisor Equipe Técnica/Especialistas DRE P o rc e nt ag e m de do cum e nt o s
Público alvo atendido envolvendo coordenador pedagógico
1983-1992 1993-2000 2001-2004
Essa redução das ações formativas destinadas exclusivamente aos professores não pode ser compreendida como um decréscimo da importância na formação dessa categoria profissional para os administradores da rede pública municipal. Pode ser fruto de duas mudanças significativas ocorridas em relação a esse público na SME/SP.
A primeira, foi o crescimento da rede. Em 1974 o número de equipamentos de educação infantil era de 109 unidades, entre parques e recreios infantis e, em 2010, esse número subiu para 867 unidades, incluindo CEI e EMEI28, revelando um crescimento de 800% em três décadas, dificultando a formação direta dos profissionais. A segunda, se refere à constituição de equipes gestoras29 nessas unidades. As equipes passaram a contar com um coordenador pedagógico e isso demandou formação com foco nesse profissional, o qual passou a responsabilizar-se diretamente pela formação dos professores nas próprias unidades de trabalho. Por esse motivo, a SME/SP passou a atuar indiretamente na formação dos professores.
A criação do cargo de coordenador pedagógico para a educação infantil ocorre na gestão Mário Covas, por meio da Lei n.º 9874/85, momento em que esse profissional passa a compor de forma cada vez mais recorrente o público envolvido na formação proposta pela rede municipal paulistana (Gráfico 11).
Gráfico 11 - Distribuição percentual dos documentos sobre a formação da educação infantil
na Rede Municipal Paulistana, cujo público alvo continha o Coordenador Pedagógico, por público atendido, por período (1983-2004)
Fonte: Organizado pela autora a partir dos arquivos da Memória Técnica Documental da SME/SP
28 O número de unidades de educação infantil da rede paulistana em 1974 e em 2010 foi obtidos a partir da
consulta ao documento: SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Almanaque 75 anos de Educação Infantil: conviver e aprender na cidade de São Paulo. São Paulo: SME/DOT, 2010. p. 18-19.
29 Equipe gestora: composta pelos gestores de cada unidade educacional – Diretor de Escola, Assistente de
Essas duas mudanças, o crescimento da rede e a integração do coordenador pedagógico na equipe gestora, fez com que as ações de formação centralizadas pela SME/SP não fossem mais realizadas diretamente com os professores, pois é o coordenador pedagógico que passa a ter a incumbência de articular a formação dos professores no interior de cada unidade educacional e as ações de formação em nível centralizado passam a ocorrer para esses profissionais, prioritariamente. No entanto, embora em menor número, ações de formação propostas pela SME/SP que envolvam professores ainda são mantidas, junto àquelas que abrangem os gestores escolares (diretores e coordenadores pedagógicos) e outros educadores e/ou profissionais de educação, conforme apresentado no Gráfico 10, especialmente após os anos 1990.
Os programas de formação da SME/SP passaram a ter o coordenador pedagógico como foco da formação. Esse profissional é que, a partir desse período, estabeleceria a conexão entre as ações da SME/SP e das DRE com o espaço da escola. Seus parceiros de formação são privilegiadamente os professores, desde a criação do cargo em 1985.
Outro profissional da equipe gestora que sempre esteve presente como público alvo nas formações encontradas nos documentos foi o diretor de escola. Até a criação dos cargos de coordenador pedagógico, era este o profissional que sempre constava como público alvo nos documentos sobre a formação da rede.
Conforme mostra o Gráfico 12, no período de 1970 a 1982, que antecede a criação do cargo de coordenador pedagógico, o diretor, o assistente e os professores eram os públicos privilegiados nas ações de formação. Nos períodos seguintes, os documentos apontam que o público de diretor foi paulatinamente substituído pelo coordenador pedagógico. A função de diretor de escola existe na rede municipal desde os primeiros equipamentos educacionais e passou por diferentes denominações ao longo dos tempos. As atribuições desse profissional também sofreram transformações ao longo do tempo e as propostas de formação podem desvelar as mudanças no papel do diretor de escola (Gráfico 12).
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35%
Diretor de Escola Diretor e
Assistente de Diretor Diretor e Professor de Ed. Infantil Diretor, Coordenador e Professor Diretor, Coordenador, Professor e Supervisor Diretor, Supervisor e Coordenador P o rc e nt ag e m de do cum e nt o s
Público alvo atendido envolvendo diretor
1970-1982 1983-1992 1993-2000 2001-2004
Gráfico 12 - Distribuição percentual dos documentos sobre a formação da educação infantil
na Rede Municipal Paulistana, cujo público alvo continha o Diretor, por público atendido, por período (1970-2004)
Fonte: Organizado pela autora a partir dos arquivos da Memória Técnica Documental da SME/SP
Até o início dos anos 1980, período em que havia predominância de documentos que apresentavam formações no formato de treinamentos, o público alvo dessas formações eram os diretores e, em alguns casos, desses juntamente com os professores. Os documentos apontam para os primeiros, que o conteúdo da formação invariavelmente era sobre a organização do trabalho do diretor, os procedimentos da avaliação e os distúrbios de aprendizagem, bem como organogramas e planos de trabalho. Nos documentos cujas formações envolviam conjuntamente os diretores e os professores, os conteúdos consistiam em treinamentos para prescrição de atividades a serem desenvolvidas com as crianças e sobre as perspectivas do desenvolvimento infantil.
Importante ressaltar que no período que antecede a criação do cargo de coordenador pedagógico em 1985 cabia ao diretor as funções administrativa (dos procedimentos) e pedagógica (da orientação aos professores) e por isso era envolvido em atividades formativas juntamente com os professores.
A partir de 1985 as formações conjuntas de diretor e professores diminuem, evidenciando o foco no profissional que passa a ser responsável pelas questões pedagógicas no espaço escolar – o coordenador pedagógico.
Essa diminuição, observada no Gráfico 12, é indicadora de uma visão administrativa do papel do diretor na gestão da escola. Essa visão é característica de uma proposta tecnicista,
que em análise anterior, mostrou-se própria da gestão da década de 1970 e do início dos anos 1980. Sua função pedagógica nas propostas de formação parece ter sido ainda mais dirimida com a chegada dos coordenadores pedagógicos, haja vista a extinção das ações de formação exclusivas para este público a partir dos anos 2000. Esse fato pode indicar uma concepção de gestão marcada pela cisão entre o administrativo e o pedagógico, que até os dias de hoje é tida como desafio a ser superado na gestão escolar.
Cabe ainda destacar a ocorrência de poucos documentos que tratam de formações da rede municipal paulistana com público alvo diferente dos gestores ou professores (em nenhum período superior a 4%). Tratam-se de documentos onde o público alvo envolvia os agentes de apoio à ação educativa (auxiliares administrativos, agentes escolares, merendeiras, dentre outros) que, pela escassez, indica que a formação continuada desse tipo de profissional não foi objeto de preocupação para a administração municipal ao longo dos anos.
Na subseção seguinte, serão apresentados os tipos de documentos encontrados nos arquivos da MTD e o agrupamento dos assuntos contidos nas suas respectivas ementas, complementando as informações sobre o histórico da formação na rede paulistana no que tange aos profissionais envolvidos e aos formatos adotados pela rede para a formação de seus profissionais.
2.2.3 Os documentos e os conteúdos da formação da educação infantil na rede municipal