METALAŞMA: META BİÇİMİNİN GELİŞİMİ
METALAŞMA SÜREÇLERİNE ALTERNATİF BİR YAKLAŞIM
3. Genelleşmiş Meta Üretim
3.5. Genelleşmiş Metalaşma Sürec
Para poder coletar os dados é necessário identificar o universo e a amostra dos sujeitos que fornecem as informações que possibilitam dar respostas às interrogações propostas pela pesquisa. O universo que compõe os sujeitos desta pesquisa são gestores e técnicos do DEMHAB, e usuários atendidos pelas ações do departamento na área habitacional. O universo da pesquisa correspondeu a dois gestores ligados ao DEMHAB, nove técnicos de nível superior de formação envolvidos com a execução da ações do DEMHAB e duzentos e noventa e quatro famílias atualmente inseridas nos projetos habitacionais desenvolvidos pelo Município. A seleção dos sujeitos foi feita por meio de uma amostragem intencional,
na qual o pesquisador “está interessado na opinião (ação, intenção etc.) de determinados elementos da população [...] tendo sua validade dentro de um contexto específico” (MARCONI, LAKATOS, 2002, p.52).
As entrevistas6 foram desenvolvidas com o Gestor Municipal, o Diretor- Presidente e os coordenadores dos setores envolvidos com projetos habitacionais, que estiverem em exercício no momento da etapa da coleta de dados, os técnicos (Assistentes Sociais, Arquitetos, Engenheiros, Psicólogos, Contadores, etc.) e os cidadãos de Gravataí que foram inseridos em algum projeto habitacional. Do universo apresentado, selecionou-se uma amostra que em termos numéricos, foi composta conforme segue:
Dois Gestores (Diretor-Presidente do DEMHAB, Coordenador de Regularização Fundiária e Ação Social);
Cinco técnicos do DEMHAB; Treze usuários.
Como critério de inclusão, definiu-se a inserção do usuário em projetos de provisão de moradia ou reassentamento realizado pelo DEMHAB, entre os anos de 2008 e 2011. No que tange à exclusão dos mesmos da pesquisa, utilizou-se o critério da posse regular do domicílio; foram excluídos aqueles que não possuíam a posse. A posse regular pressupõe que os usurários disponham do Termo de Compromisso para o Uso da Moradia, concedido pelo DEMHAB. No momento das entrevistas, solicitou-se o Termo para verificar a regularidade e proceder à coleta de dados. Esse critério de exclusão foi utilizado tendo em vista que a posse irregular do domicílio (que pode ocorrer por comercialização do imóvel, que não é permitida, por exemplo) tende a dificultar a comprovação de residência, necessária para, por exemplo, solicitar a contratação dos serviços de água e energia elétrica.
A coleta de dados foi feita por meio da técnica de entrevistas e análise documental. A entrevista, como fonte de informação, aproxima o pesquisador do sujeito que presta as informações com o fornecimento de dados primários e secundários, revelando situações e valores de caráter tanto objetivo quanto subjetivo (MINAYO, 1994). As entrevistas foram feitas com roteiros compostos por perguntas
6 Os Apêndices 1, 2 e 3 apresentam os instrumentos que servirão de roteiro para as entrevistas com os gestores, técnicos e usuários, respectivamente.
abertas, predominantemente. A predominância das perguntas abertas nos formulário se deu pela opção de que a pesquisa apresentasse ao máximo os significados que os sujeitos (usuários, técnicos, e gestores) dão às situações vivenciadas, no que concerne à avaliação das ações desenvolvidas pelo DEMHAB, as quais podem garantir o direito à cidade.
Para a análise documental, selecionou-se o Plano Local de Habitação de Interesse Social – PLHIS, elaborado no período de 2007 a 2010, que foi analisado a fim de se verificar como as orientações da Política Nacional de Habitação foram incorporadas nesse documento7. Ainda, no PLHIS, procurou-se identificar se aparecem referências ao Estatuto da Cidade e se o direito à cidade é mencionado, como princípio norteador ou como objetivo das ações na área da habitação, por exemplo.
A análise documental “favorece a observação do processo de maturação ou de evolução de indivíduos, grupos, conceitos, conhecimentos, comportamentos, mentalidades, práticas, entre outros” (SÁ-SILVA; ALMEIDA; GUINDANI, 2009, p. 2). Na análise de documentos, o pesquisador tenta identificar, através dos objetivos da pesquisa, as relações que se estabelecem entre o tema em estudo e o que foi produzido sobre o mesmo, seja em termos de produção de conhecimento e ou legislação pertinentes.
A etapa de análise dos documentos propõe-se a produzir ou reelaborar conhecimentos e criar novas formas de compreender os fenômenos. É condição necessária que os fatos devem ser mencionados, pois constituem os objetos da pesquisa, mas, por si mesmos, não explicam nada. O investigador deve interpretá-los, sintetizar as informações, determinar tendências e na medida do possível fazer a inferência (SÁ-SILVA; ALMEIDA; GUINDANI, 2009, p. 10).
As informações coletadas pelas entrevistas foram submetidas aos procedimentos de análise de dados. Os dados quantitativos foram submetidos a tratamento estatístico simples. Dessa forma, serão construídos gráficos e tabelas para apresentar os percentuais de frequência das respostas oferecidas e servirão para apresentar, de forma numérica, os dados quantitativos facilitando a comparação.
Para o tratamento dos dados qualitativos, utilizou-se a análise de conteúdo com base em Bardin (1979). A análise de conteúdo é entendida como técnica de compreensão, interpretação e explicação das formas de comunicação, tendo como objetivos centrais: ultrapassar as evidências imediatas; aprofundar a percepção da realidade – através de leituras sistematizadas; verificar a pertinência e desvelar a estrutura das mensagens. Para a realização da análise de conteúdo, o pesquisador deve ter um olhar que observe e compreenda o real, através do enunciado da mensagem emitida pelo sujeito – atores da pesquisa.
Juntamente com a análise de conteúdo, os dados foram submetidos à triangulação. Com essa técnica almeja-se uma maior amplitude na descrição, explicação e compreensão do fenômeno em estudo (TRIVIÑOS, 2007). Essa técnica sustenta-se na premissa de que existe uma realidade mais ampla da qual o fenômeno participa numa trama de relações. Tal técnica está sustentada em princípios que identificam que “é impossível conceber a existência isolada de um fenômeno social, sem raízes históricas, sem significados culturais e sem vinculações estreitas e essenciais com uma macrorrealidade social” (TRIVIÑOS, 2007, p. 138).
Os dados são analisados em três aspectos, daí o nome triangulação, onde primeiro se analisam as percepções dos sujeitos, seus comportamentos e ações; em seguida, num segundo momento, são analisados os elementos produzidos pelo meio tais como: documentos, instrumentos legais, estatísticas que têm relação com os fenômenos em estudo; no terceiro momento é feita a ligação dos primeiros momentos com os processos relacionados ao contexto social mais amplo, ao modo de produção vigente e às relações sociais em curso (TRIVIÑOS, 2007). Assim, parte-se de uma análise singular até que se chegue ao contexto mais amplo para depois retornar ao micro, sempre demonstrando as relações entre um aspecto e outro. O quadro 2, a seguir, apresenta a síntese da pesquisa em seus aspectos metodológicos.
Quadro 2 – Delineamento da pesquisa
Tipo de pesquisa Avaliativa ex-post formativa
Método Dialético-crítico
Lócus de investigação Departamento Municipal de Habitação de
Gravataí
Sujeitos Gestores, técnicos e usuários da Política de
Habitação de Interesse Social – Gravataí
Amostra 02 Gestores
05 Técnicos 13 Usuários
Coleta de dados Entrevistas
Análise Documental
Análise dos dados Análise de Conteúdo (BARDIN, 1979)
Triangulação (TRIVIÑOS, 2007) Fonte: O autor (2012).