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Genel ve Kuru Dökme Yük Terminali ve Operasyonları

TERMİNAL OPERASYONLARI VE YÜK ELLEÇLEME EKİPMANLAR

3.1. TERMİNAL TİPLERİ VE OPERASYONLAR

3.1.2. Genel ve Kuru Dökme Yük Terminali ve Operasyonları

Apesar de ter manifestado repúdio ao livro de Wenceslau Escobar através de poucos artigos publicados no jornal Correio do Povo do mês de março de 1920, o marechal João Sampaio também divulgou seu posicionamento através da publicação de um livro.

Na obra titulada “O Coronel Sampaio e os “Apontamentos” do Dr. Wenceslau

Escobar” o contraditor tratou das causas da revolução de 1893, alguns tipos de violência que

foram praticadas nesse período e o tipo de historiador que foi Wenceslau Escobar. Entretanto, apesar de o título do livro fazer referência aos “Apontamentos” de Wenceslau Escobar, o marechal João Sampaio dispensou o maior número de páginas para contradizer um folheto escrito pelo general Carlos Telles.

No que tange a obra de Wenceslau Escobar, o marechal João Sampaio iniciou a publicação alertando que havia escrito em tom de desabafo. A seguir, afirmou que os “Apontamentos do Dr. Escobar” eram suspeitos porque a história da revolução de 1893 deveria ser narrada por pessoa imparcial e não por alguém que participou do movimento e que ainda em 1920:

(...) após o longo período de 25 anos, revela-se ferrenho, odiento partidário, como salta aos olhos de qualquer pessoa (...). Narrando acontecimentos dessa época, relativamente remota, refere-se aos adversários de então, de modo a não ocultar o profundo ressentimento, rancor e ódio que, ainda hoje, lhes vota.409

Em páginas posteriores enfatizou que “no intuito de acusar seus adversários como causadores da desgraça que foi a revolução (...), Wenceslau Escobar “deu-se ao meticuloso trabalho de procurar, nos vários municípios do Estado, os nomes de seus correligionários indicados como tendo sido assassinados pelos castilhistas”, entretanto, o autor teria esquecido de publicar também os nomes daqueles republicanos que foram assassinados por forças federalistas. 410

408 ESCOBAR, Wenceslau. Réplica a todos os contraditores de meus Apontamentos para a História da

Revolução Rio-Grandense de 1893. Op. cit., p. 173.

409 SAMPAIO, João Cezar. O Coronel Sampaio e os “Apontamentos” do Dr. Wenceslau Escobar. Porto Alegre:

Globo, 1920, p. 7.

Um dos trechos publicados por Wenceslau Escobar sobre a conduta do marechal João Cezar Sampaio diz respeito a fatos ocorridos nos meses finais de 1893, pois segundo o autor:

Por este tempo foram presos em Pelotas, segundo se disse por ordem dr. Piratinino de Almeida e Pedro Osório, e entregues ao coronel Sampaio, o major Antônio José de Azevedo Machado Filho (...) e outros pelo único crime de serem federalistas (...). Conta-se que estavam destinados, em caso de luta, a serem postos na primeira linha, a fim de que fossem vitimados pelas balas dos próprios correligionários.411

A esta afirmação o marechal João Sampaio atribuiu a qualificação de “fantasia perversa do apontador” e que “é verdade que me entregaram seis [revolucionários], se não me engano, não para serem vitimados”.412

De outra parte, o livro do marechal Cezar Sampaio também provocou que Wenceslau Escobar reagisse às acusações. No livro que escreveu para replicar seus contraditores, o autor de “Apontamentos” dedicou, aproximadamente, 100 páginas para rebater as afirmações de João Cezar Sampaio aproveitando a ocasião para reforçar o discurso construído no livro “Apontamentos”.

Assim, como o marechal João Sampaio explanou sobre muitos assuntos como o contexto político que precipitou a revolução de 1893, as ações de ambos os grupos em combate e a postura do autor de “Apontamentos”, diferente dos outros contraditores que basicamente trataram de assuntos específicos, surgiu a oportunidade de Wenceslau Escobar reforçar seu posicionamento através de diferentes assuntos.

O tom da réplica de Wenceslau Escobar pode ser percebido através da leitura de três trechos significativos que reportam a aspectos normalmente referidos pelos contraditores de “Apontamentos”. O primeiro deles refere-se ao partidarismo de Wenceslau Escobar, que segundo o marechal João Sampaio tornava-o suspeito para escrever o livro. Sobre isso o autor afirmou que foi o “primeiro a confessar que não tinha a pretensão d’escrever com absoluta isenção de ânimo”, mesmo procurando ser imparcial.413

O segundo aspecto diz respeito ao discurso de que os republicanos eram combatentes cruéis. Nesse ponto, o autor salientou que havia uma diferença na prática de

411 ESCOBAR, Wenceslau. Apontamentos para a História da Revolução Rio-Grandense de 1893. Op. cit., p.

182-183.

412 SAMPAIO, Op. cit., p. 69-70.

413 ESCOBAR, Wenceslau. Réplica a todos os contraditores de meus Apontamentos para a História da

atentados à vida, isto é, os crimes “praticados pelos federalistas foram por ocasião de dissolução de grupos (...) que revolucionariamente se punham em armas, enquanto que a série aterradora de crimes, praticados pelos castilhistas, foi depois de terem as forças de Tavares deposto armas”.414

Essa referência está atrelada ao trecho citado acima em que o marechal João Sampaio contradisse a questão do fuzilamento de federalistas. De acordo com Wenceslau Escobar, nos meses finais de 1893 “foram quatro os fuzilamentos mandados fazer pelo coronel Sampaio, durante a revolução, trazidos a público; se outros mandou fazer, ficaram sepultados no silêncio perpétuo dos ermos”.415

O terceiro e último aspecto é a crítica aberta ao governo republicano de Júlio de Castilhos e por extensão ao governo de Borges de Medeiros. Tratando da mudança de posição política de João Sampaio, Wenceslau Escobar afirmou: “Pouco me importa com as rápidas evoluções do Sr. Sampaio; que fosse ontem monarquista, hoje republicano e que amanhã

possa ser adepto da ditadura em todo o Brasil, como foi ou ainda é no Rio Grande” 416