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7.2 Değerlemede Kullanılan Yaklaşımların/Yöntemlerin Analizi

7.2.2 Gelir Kapitalizasyonu (Geliştirme) Yaklaşımı

7.2.2.1 Genel Varsayımlar

A produção de jornais no espaço territorial onde hoje se localiza o Estado do Acre é anterior à anexação da referida região ao Brasil, fato que aconteceu em 24 de janeiro de 1903. O primeiro jornal em terras acreanas foi fundado no primeiro semestre de 1902, em Xapuri, a mesma cidade onde 86 anos depois seria assassinado o líder seringueiro Chico Mendes. Esse primeiro jornal chamava-se El Acre e era produzido pelos bolivianos que moravam na localidade que, à época, era denominada Mariscal Sucre. Tanto o jornal quanto Mariscal Sucre deixaram de existir quando, na madrugada de 6 de agosto de 1902, o coronel José Plácido de Castro, liderando uma tropa de seringueiros, tomou a localidade, iniciando o que viria a se chamar posteriormente pelos historiadores de Revolução Acreana.

Durante os seis anos seguintes, enquanto se organizava o novo território, Xapuri ficou sem um jornal. Em 1907, como que para suprir com abundância essa lacuna, surgiram de uma só vez dois periódicos: O Acre e Acreano. Foi uma espécie de salto nas comunicações locais, uma vez que a cidade não dispunha, então, de nenhum outro meio de informação, “além de cartas bilhetes, ou recados que eram confiados aos comandantes de navios cargueiros, aos regatões, comboieiros ou aos membros da antiga Guarda Nacional” (ASSMAR, 2002, p. 120). Estes últimos, ainda no dizer de Assmar, “só exerciam a função de carteiros quando a mensagem dizia respeito à comunicação oficial” (2002, p. 121).

Depois de 1907, o que os anos seguintes presenciaram no novo espaço territorial brasileiro foi uma abundância de iniciativas jornalísticas em Xapuri, que, dessa forma, passou à história como o berço da revolução dos acreanos e da imprensa regional. Três anos depois, surgiu outro jornal na cidade. Chamava-se Correio do Acre e o seu primeiro número circulou ao mesmo tempo em que foi lançada a pedra fundamental do templo maçônico Loja Acre. O novo jornal tratou desde o seu primeiro número de reservar um espaço para a divulgação dos interesses da Maçonaria, sob o título de Coluna Maçônica. Coincidência ou não, explica

Assmar, “uma boa parcela dos escritores e colaboradores dos jornais de Xapuri eram maçons” (2002, p. 121).

A estes três jornais sucederam-se vários outros em Xapuri, nos primeiros anos do século XX. Casos de O Alto Acre (1913), O Paladino (1913) (quando a cidade contava com apenas 19.500 habitantes, dos quais somente 2.010 na zona urbana), Commercio do Acre (1915), Gazeta do Acre (1917), Fitas (1919), A Coisa (1919), Talisman (1919), O Sporte (1921), A Ordem (1923), Boletim Oficial (1932), Gazetilhas Xapurienses (1937) e O Oeste (1949).

Em Rio Branco, capital do Estado, o primeiro jornal de que se tem notícia data de 1908. Chamava-se O Rio Acre e circulou até 1929, quando surgiu O Acre, primeiro veículo de divulgação das atividades oficiais, idealizado pelo governador Hugo Carneiro. No lapso de tempo entre as criações de O Rio Acre (1908) e O Acre (1929) circularam os seguintes jornais: Cidade da Empreza (1910), Folha do Acre (1910-1931), Acreano (1911-1912), O Rebate (1912-1913), O Pium (1913), O Autonomista (1914-1915), Boletim Official (1915- 1918), O Prego (1915), Jornal do Acre (1916), O Inseto (1916-1917), Reforma (1916-1917), O Futuro (1919-1921), Noroeste (1917), O Foguetão (1917), A Notícia (1918-1919), O Norte (1921), A Capital (1921-1922) e o Jornal Official (1925-1926).

De 1929 até 1962, quando o Acre passou à categoria de Estado, explica Assmar, “os jornais apresentam forte caráter apelativo, revelado em textos, ora a defender causas ditas como coletivas, como no caso da autonomia, ora a ocultar os reais problemas da sociedade da época” (2007, p. 44-45). Iniciada com a Revolução de 1930, essa não foi uma fase de criação de muitos periódicos. Apenas seis merecem algum destaque: Jornal do Povo (1952-1955), O Esportivo (1953), O Bandeirante (1953), Renovação (1953-1956), O Liberal (1956-1965) e O Estado (1958-1965).

De 1963 até 1984, os múltiplos veículos que surgiram adotaram outro tipo de fazer jornalístico, com a produção de textos mais concisos e mais voltados para a apuração da notícia. “O padrão em vigor nesse momento (...) são as matérias mais concisas e diretas, com menos adjetivação e maior grau de precisão” (ASSMAR, 2007, p. 45). “Essa fase”, ainda segundo Assmar (2007, p. 45) “inicia-se após a emancipação política acreana e estende-se até a consolidação da República Nova, que marcou o fim da ditadura militar no Brasil”.

Foi mais um período de profunda ebulição no fazer jornalístico acreano, com a circulação de quarenta e dois veículos diferentes: Vanguarda (1963), O Grêmio (1964), O Estudante (1965), Jornal do Acre (1966), Correio do Oeste (1966), A Folha Acadêmica

(1967-1968), Notícias do Acre (1967-1968), Boletim da Associação Comercial do Acre (1967), A Bola (1967-1968), Jornal do Servidor (1968), O Imparcial (1968), O Normalista (1969), A Folha (1969), O Rio Branco (1969 até os dias presentes), O Acre em Revista (1971), Nós Irmãos (1971-1983), O Acre (1972), O Pop (1973), O Chute (1973), Educação (1974), O Jornal (1974-1981), Boletim da Assessoria de Comunicação Social (1976), Terra (1976), O Berracão (1977), Acre Rotário (1977), Varadouro (1977-1981), Envelope (1977- 1978), Jornal 3 de Março (1978), A Gazeta do Acre (1978-1983), O Estado do Acre (1978), Alternativa (1978), O Manifesto (1982), Diário do Acre (1982-1984), O Gafanhoto (1982), Folha do Acre (1983-1986), O Cipó (1984), Acre Hoje (1984), O Hidrômetro (1984), Tribuna do Povo (1984), Informativo Municipal (1984), Repiquete (1984-2985) e Informativo Voz do Campo (1984).

De 1985 até os dias atuais, os recursos da informatização produziram grandes mudanças gráficas nos jornais, além de uma mudança acentuada no conteúdo ideológico das matérias, percebendo-se “um caráter mais voltado para a defesa das causas sociais, engajando-se nos embates políticos de forma mais latente” (ASSMAR, 2007, p. 45). Do ponto de vista da elaboração do texto, afirma Assmar, passa a predominar “a dessacralização da linguagem, revelada na adoção de termos populares, com o intuito de fazer chegar com maior rapidez a mensagem ao público visado” (2007, p. 45). Quatro são os jornais que circulam no Acre hoje, todos produzidos a partir da capital Rio Branco: O Rio Branco (1969), A Gazeta (1986), A Tribuna (1994) e Página 20 (1995).

Em linhas gerais, dividindo-se a história da imprensa no Acre em dois momentos distintos, percebe-se que a produção jornalística local ganhou um incremento significativo após a mudança político-administrativa de Território Federal a Estado. Assmar (2007, p. 89) explica esse fenômeno.

Comparando a produção jornalística do Acre Território com a do Acre Estado, nota-se que este segundo período é marcado por um crescimento significativo no tocante ao número de jornais existentes (...). Dado o grande número de jornais que surgem após o advento da autonomia, conclui-se que o jornalismo riobranquense se finca como atividade profissional a partir de 1963, recebendo influências diretas do contexto histórico em sua configuração. (ASSMAR, 2007, p. 89)

Entretanto, a produção jornalística somente atingiu seu auge a partir de 1970, devido ao enorme, “contingente de pessoas que vieram para Rio Branco, impulsionados tanto pela

implantação da agropecuária e o consequente êxodo rural quanto pela perspectiva de melhoria de vida, com a oportunidade de os filhos estudarem” (ASSMAR, 2007, p. 89-90).

Benzer Belgeler