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GENEL SONUÇLAR VE DEĞERLENDİRMELER

O terceiro incidente onde White se deparou com o tema da santificação ocorreu em 1850, quando White visitou a cidade de Camden, Nova Iorque. Ali ela conheceu uma mulher que testemunhava publicamente ter “perfeito amor e gozava santidade de coração, que não tinha provas, nem tentações, mas fruía perfeita paz e se submetia à vontade de Deus”. Posteriormente, sua verdadeira vida acabou vindo à tona quando ela foi levada a confessar um relacionamento adúltero que mantinha com outro homem (Ibid., p. 132-133).

Outra situação descrita por White foi em Vermont, quando dois homens passaram a “ensinar a doutrina da extrema santificação, pretendendo não poderem pecar e estarem preparados para a trasladação. Praticavam o magnetismo e pretendiam receber iluminação divina ao estarem numa espécie de êxtase”. Estes homens “não se ocupavam com o trabalho regular, mas em companhia de duas mulheres, que não eram suas esposas, viajavam de um lugar para o outro [...] vestidas de alvo linho e com os longos cabelos negros soltos sobre os ombros. Os vestidos de linho branco deveriam simbolizar a justiça dos santos” (Ibid., p. 138).

Refletindo sobre estas experiências que White teve com afirmações de santificação e perfeição cristã, Whidden acerta no ponto quando mostra que um dos motivos para ela ter se

distanciado dos aspectos mais importantes da morfologia americana da santidade e perfeição foi o impacto destas experiências negativas. Ela rejeitava especialmente a necessidade do crente professar uma experiência “instantânea” e as expectativas emocionais ligadas à experiência da santificação que parecia estar em alta durante sua época (Ibid., p. 58).

Em 1862, James e Ellen foram convidados a viajar para o estado de Wisconsin para lidar com um movimento que promovia idéias acerca da santificação. Ellen White considerou este movimento como “estranho fanatismo” (WHITE, 2000, v. 1, p. 322). Foi durante esta época que encontramos uma de suas declarações mais conhecidas sobre santificação:

A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia. É um contínuo crescimento na graça. Não sabemos em um dia quão forte será nossa luta no dia seguinte... Enquanto Satanás reinar, teremos de subjugar o próprio eu, teremos assaltos a vencer, e não há lugar de parada, nenhum ponto a que possamos chegar e dizer que o atingimos plenamente (Ibid., p. 340).

Durante a década de 1880, também podemos observar um desenvolvimento na teologia da santificação em Ellen White. Durante este período, encontramos uma série de artigos sendo publicados a partir de 1881 na Review & Herald, o principal periódico denominacional. Estes artigos foram publicados em 1889, em forma de livreto, intitulado Bible Sanctification. Posteriormente, foi publicado como The Sanctified Life em 1937 (sua tradução para o português aparece em 1949 como Santificação). Nesta obra, White procura apresentar seus conceitos sobre santificação analisando a vida de Daniel e o discípulo João.

White abre sua obra defendendo que “a santificação exposta nas Sagradas Escrituras tem que ver com o ser todo – as partes espiritual, física e moral” (WHITE, 1980, p. 7). Muitos professam santificação sem, no entanto, possuir a genuína santificação. O cristão que busca o perfeito caráter cristão jamais afirmará estar sem pecado. “Sua vida pode ser irrepreensível; podem estar vivendo como representantes da verdade que aceitaram; porém, quanto mais consagram a mente para se demorar no caráter de Cristo e mais se aproximam de Sua divina imagem, tanto mais claramente discernirão Sua imaculada perfeição e mais profundamente sentirão seus próprios defeitos” (Ibid., p. 7-8).

Ela relembra que a verdadeira santificação significa “inteira conformidade com a vontade de Deus. Pensamentos e sentimentos de rebelião são vencidos e a voz de Jesus suscita uma nova vida, que penetra todo o ser”. Estes não devem se estabelecer como norma ou exemplo a ser seguido (Ibid., p. 9). Ela rejeita novamente a relação entre santificação e emoção. Segundo White, muitos erram neste conceito. “Fazem dos sentimentos o seu critério. Quando se sentem elevados ou felizes, julgam-se santificados. Sentimentos de felicidade ou a ausência de gozo não é evidência de que a pessoa esteja ou não santificada” (Ibid., p. 10).

O conceito de santificação instantânea é completamente rejeitado em White. “A verdadeira santificação é obra diária, continuando por tanto tempo quanto dure a vida”. Deve ser uma batalha constante “contra tentações diárias, vencendo as próprias tendências pecaminosas e buscando santidade do coração e da vida” (Ibid., p. 11). Os frutos da verdadeira santificação podem ser observados durante os momentos de dificuldade e luta. Enquanto que os que professam falsamente a perfeição em suas vidas são traídos por seu comportamento nos momentos de dificuldade, aqueles que verdadeiramente “cobrem-se do manto da justiça de Cristo” refletem a verdadeira perfeição tanto “na prosperidade como na adversidade”. Aquele que está experimentando a verdadeira santificação demonstra “renúncia própria, sacrifício pessoal, benevolência, bondade, amor, paciência, magnanimidade e confiança cristã” diariamente. “Seus atos podem não ser publicados ao mundo, mas eles

mesmos estão diariamente lutando contra o mundo e ganhando preciosas vitórias sobre a tentação e o mal”. Os resultados da verdadeira santificação não aparecem instantaneamente, “é preciso o tempo probante para revelar no caráter o ouro puro do amor e da fé” (Ibid., p. 12).

Devido aos diferentes exemplos negativos observados por White de “falsa santificação”, é comum notar sua ênfase na religião interior. Para ela, existe um contraste marcante entre aquele que se dá “ao trabalho de chamar a atenção para suas boas obras, constantemente falando de seu estado sem pecado e esforçando-se por salientar suas consecuções religiosas” e o homem verdadeiramente santificado que “anda inconsciente de sua bondade e piedade” (Ibid., p. 13-14). O fruto que distingue um do outro é a mansidão. Um exemplo bíblico que ela oferece é o de Daniel.

Daniel possuía a graça da genuína mansidão. Era verdadeiro, firme e nobre. Procurava viver em paz com todos, ao mesmo tempo que era inflexível como o cedro altaneiro, no que quer que envolvesse princípio. [...] O caráter de Daniel é apresentado ao mundo como um admirável exemplo do que a graça de Deus pode fazer de homens caídos por natureza e corrompidos pelo pecado (Ibid., p. 22).

Em sua obra, White apresenta um aspecto peculiar sobre a santificação. Ela relaciona ao processo da santificação o aspecto do apetite e da temperança. Segundo ela, os hábitos alimentares afetam diretamente o processo de santificação. “Qualquer hábito que não promova a saúde, degrada as mais elevadas e nobres faculdades. Hábitos errôneos no comer e beber, conduzem a erros no pensar e agir. A condescendência com o apetite fortalece as propensões animais, dando-lhes a ascendência sobre as faculdades mentais e espirituais”. White acredita que seja “impossível a qualquer pessoa gozar da benção da santificação enquanto é egoísta e glutona” (Ibid., p. 27). Conforme ela defende, erros alimentares podem prejudicar, enfraquecer e diminuir a força física, mental e moral do indivíduo. Para ela, santificação envolve o ser humano de forma holística, abrangendo assim os aspectos físicos da individualidade humana.

Ela também adverte contra a separação que pode ser feita entre santificação e a obediência à Lei de Deus.

Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará, enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará àqueles que O honram (Ibid., p. 102-103).

Ellen White costumava viajar muito com seu esposo, porém sempre dentro dos Estados Unidos. Foi apenas após a morte de seu esposo, em 1881, que ela começou a viajar para fora do país e espalhar seus conselhos e Testemunhos além mar. Em 1885 ela viajou para a Europa, passando pela Inglaterra, Dinamarca, Suécia, Noruega, Itália, França e Suíça, onde fixou residência em Basiléia. Ela ficou ali por dois anos ajudando no desenvolvimento da igreja (WHITE, 1984, p. 3:316-373). Durante este período, foi lançado The Great Controversy between Christ and Satan (1888; traduzido para o português em 1921 como O Grande Conflito). Este é considerado por muitos como um dos livros mais influentes entre todas as obras que ela escreveu. Trata-se de um desenvolvimento cronológico e temático do grande conflito entre o bem e o mal (Cristo e Satanás). Nesta obra, White desenvolve a história da luta entre o bem e o mal pelos séculos, passando pela igreja cristã primitiva, a Idade Média, os reformadores e finalmente o movimento millerita. Na ultima seção do livro ela apresenta as mensagens destinadas à humanidade que vive nos “últimos dias”, concluindo com a vitória do bem sobre o mal e a erradicação do pecado do universo. Apenas na língua portuguesa, este livro já teve 43 edições, tendo mais de um milhão e meio de cópias vendidas (WHITE, 2006, p. i).

Benzer Belgeler