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2. SOSYAL GÜVENLĠK REFORMU

2.1. Sosyal Güvenlik Reform Düzenlemeleri

2.1.4. Genel Sağlık Sigortası

A literatura mostra várias perspectivas dos fatores que fomentaram a tendência mundial de reestruturação do setor elétrico.

Por trás desta mudança está a transformação do Estado, decorrente do acirramento da crise socioeconômica que se instalou nos países desenvolvidos e sub- desenvolvidos a partir dos anos 70 e da ascensão das idéias neoliberais. Nesta vertente, a privatização de empresas públicas foi empregada amplamente para reduzir o tamanho do aparelho burocrático do Estado, bem como limitar seu grau de intervenção na economia (LIMA, 1984).

No que diz respeito à necessidade de redução do preço da energia, Lima (1984) argumenta que, além dos ganhos adicionais de eficiência, é mais fácil sustentar uma precificação eficiente da energia sob um empreendimento privado em face às pressões políticas e da sociedade.

Dentre os vários benefícios da privatização pregados pelos teóricos do assunto, estão o levantamento de fundos e a redução de empréstimos para melhoria da gestão fiscal e macroeconômica de uma nação; o aumento da eficiência para o nível do empreendimento privado; a redução da burocracia e interferência do governo no dia- a-dia do empreendimento; uma maior participação da iniciativa privada; a criação de competição no mercado; e a promoção da disciplina no mercado (FERREIRA e FUKUSAKU, 2002).

No Brasil, a primeira iniciativa concreta em direção ao movimento de privatização de empresas públicas ocorreu em 1981, quando foi criada a “Comissão Especial de Privatização”. Entretanto, este movimento não teve êxito devido à falta de um compromisso político pois, o Governo, à época, estava tentando, basicamente,

restringir a expansão das despesas das empresas estatais para reduzir o consumo interno e não alterar a intervenção do Estado na economia como tal.

A partir do Governo Federal eleito em 1994, teve início uma série de reformas na economia brasileira, sendo que uma das mais importantes foi a redução de sua participação em vários setores da atividade econômica. Segundo Ferreira e Fukusaku (2000), no ano de 1995, o Congresso aprovou a Lei Geral das Concessões (oficialmente a Lei 8.987) que alterou a Constituição Federal e, com isso, foi permitido que empresas privadas aumentassem sua atuação em vários segmentos de infra-estrutura, incluindo o setor elétrico.

Complementando a base estabelecida pela Lei 8.987, a Lei 9.074 foi aprovada em meados do mesmo ano, estabelecendo vários princípios relativos à renovação das concessões no setor elétrico; as concessões antigas poderiam ser renovadas ou novas concessões concedidas após o desmembramento das atividades de geração, transmissão e distribuição.

As tarifas para novas concessões ou para sua renovação deveriam ter como base a estrutura de custos de cada segmento do mercado de energia elétrica - geração, transmissão e distribuição; a tarifa de suprimento original deveria ser dividida em custos separados e visíveis de geração e de transmissão de energia elétrica.

Ferreira e Fukusaku (2002) lembram ainda que a privatização do setor elétrico brasileiro e a implementação de um novo modelo para este setor são parte da transição econômica do modelo de crescimento impulsionado pelo Estado para o crescimento impulsionado pelo mercado.

Também é consistente com a necessidade do setor de serviços públicos de aumentar a produtividade e reduzir os custos através do aumento da eficiência, um objetivo a ser atingido pela economia como um todo, para uma integração bem- sucedida no mercado global.

A privatização do setor também ajuda a reduzir a dívida do setor público, contribuindo para o ajuste fiscal necessário para a sustentação do crescimento do país a longo prazo. Do ponto de vista macroeconômico, estes objetivos podem não diferir daqueles de outros países da América Latina ou da Europa que adotaram a privatização.

No entanto, certas características singulares do setor elétrico, como a predominância de uma matriz energética de origem hidrelétrica, decorrente da vasta rede de recursos hídricos, impediram que o país, simplesmente, copiasse os modelos do setor de serviços públicos bem-sucedidos em outros países.

Para Pires (2000), a proposta de modelagem de privatização do setor elétrico adotou uma estratégia gradualista, visando, de forma concomitante, reduzir a dívida pública e melhorar a eficiência produtiva e a capacidade de investimento das empresas. O governo priorizou a venda das empresas do segmento de distribuição por entender que dificilmente conseguiria atrair interessados para os ativos de geração, caso não houvesse a perspectiva de um mercado atacadista privado de energia, no qual estariam eliminados os riscos de calote nas transações de venda de energia.

Desta forma, além de privatizar as distribuidoras federais, Light e Escelsa, o governo procurou estimular a venda de distribuidoras estaduais, criando o Programa de

Estímulo às Privatizações Estaduais (PEPE), pelo qual o BNDES antecipava recursos financeiros aos Estados, por conta do que seria obtido nos leilões, após aprovação do plano de privatização pelas Assembléias Legislativas Estaduais.

Como resultado destes estímulos, 22 concessões destinadas à exploração do serviço de distribuição de energia elétrica foram transferidas para a iniciativa privada, com participação expressiva de grupos norte-americanos e europeus, representando assim uma entrada de recursos de R$ 25 bilhões para a nação (FERREIRA e FUKUSAKU, 2002).

Com a formação das novas distribuidoras de energia elétrica, também foi criada formalmente a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) em 1995, uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos. A Associação reúne 44 concessionárias de distribuição de energia elétrica, estatais e privadas, atuantes em todas as regiões do país, responsáveis pelo atendimento de 97% do mercado brasileiro de energia.

Na tabela 2 é apresentada uma tabela contendo todas as privatizações das distribuidoras de energia elétrica no Brasil:

Data de

Área de

Serviço Preço

Distribuidora Privatização (Estado) Comprador

R$ Milhões

ESCELSA 12/jul/95 ES

IVEN S. A , GTD

Participações 385,00

CSN. CERJ 20/nov/96 RJ Endesa(Sp); Enersis; Ed. Port. 605,30 COELBA 31/jul/97 BA Iberdrola; BrasilCap; Previ; BBDTVM 1.730,90

AES SUL 21/out/97 RS AES 1.510,00

RGE 21/out/97 RS CEA; VBC ; Previ 1.635,00

CPFL 05/nov/97 SP

VBC ; Previ; Fundação

CESP 3.015,00

ENERSUL 19/nov/97 MS Escelsa 625,60

CEMAT 27/nov/97 MT Grupo Rede; Inepar 391,50

ENERGIPE 03/dez/97 SE Cataguazes; Uptick 577,10

COSERN 11/dez/97 RN Coelba; Guaraniana; Uptick 676,40 COELCE 02/abr/98 CE Consórcio Distriluz (Enersis Chilectra, Endesa, Cerj) 867,70 AES

ELETROPAULO 15/abr/98 SP Light 2.026,00

CELPA 09/jul/98 PA QMRA Participações S. A. (Grupo Rede e Inepar) 450,30 ELEKTRO 16/jul/98 SP / MS Grupo Enron Internacional 1.479,00

CACHOEIRA

DOURADA 05/set/97 GO

Endesa / Edegel /

Fundos de

Investimentos 779,80

GERASUL 15/set/98 RS Tractebel(Belga) 945,70

BANDEIRANTE 17/set/98 SP EDP (Portugal) - CPFL 1.014,00

CESP Tiête 27/out/99 SP AES Gerasul Emp 938,07

BORBOREMA 30/nov/99 PB Cataguazes-Leopoldina 87,38

CELPE 20/fev/00 PE Iberdrola/Previ/BB 1.780,00

CEMAR 15/06/00 MA PP&L 552,80

SAELPA 31-11-2000 PA Cataguazes-Leopoldina 363,00

TOTAL 24.665,50

Fonte: ABRADEE (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Energia Elétrica) - disponível em: http://www.abradee.org.br

Tabela 2: Privatizações de Distribuidoras de Energia Elétrica do Brasil

De acordo com Andrade (2005), estudos sobre a versão brasileira da privatização demonstram que, embora tenham ocorrido problemas iniciais de operação, os primeiros resultados obtidos foram considerados ótimos para a sociedade como um todo, especialmente para o consumidor direto.

Entretanto, para que esta estrutura funcione de maneira eficiente, é necessário que se tenha um órgão regulador cada vez mais forte e independente, com poder de autonomia para regular, fiscalizar e tomar decisões cabíveis, e que permita, através dos mecanismos de consulta e avaliação, a participação constante dos consumidores.