3. YABANCILARIN SOSYAL GÜVENLİK HAKKI
3.1. İç Hukuk Kuralları
3.1.3. Genel Sağlık Sigortası
A Avaliação de Equidade Ambiental (AEA) propõe embasar políticas públicas, contrapondo-se ao tradicional Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) no processo de licenciamento ambiental, e converge com mais quatro projetos de AEA da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
O licenciamento ambiental é uma:
[...] obrigação legal obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como uma de suas mais expressivas características a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de Audiências Públicas como parte do processo (IBAMA, 2012).
No Brasil, o Governo Federal, com o objetivo de dar maior celeridade às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem pressionado, juntamente com o lobby de
empreiteiras, e particularmente o setor de licenciamento do IBAMA, para liberação de licenças ambientais e flexibilização de normas, as primeiras necessárias para construção de obras de infraestrutura (FASE; ETTERN, 2011)
Dado ilustrativo desta afirmação mostra que de 2007 a 2008 aumentou em 100 o número de licenças ambientais expedidas pelo IBAMA. Obras das hidrelétricas de Santo Antônio e Jiraú no rio Madeira (RO) e da usina nuclear de Angra 3 têm licenças questionadas na justiça. Nessa visão, o licenciamento ambiental e os cuidados com o meio ambiente são considerados entrave ao crescimento e ao desenvolvimento (RIGOTTO, 2009; FASE; ETTERN, 2011).
Outro questionamento feito por grupos ambientalistas é a qualidade dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e dos Relatórios de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA). Nestes, há separação entre aspectos biofísicos e sua significação nos modos de vida das comunidades. A dimensão social e cultural não é considerada, em detrimento à restrição aos elementos da fauna e da flora, sobressaindo o interesse econômico e político de empresários, gerando desemprego e deslocalização de grupos que migrarão para periferia de cidades e que serão assistidos por programas sociais (FASE; ETTERN, 2011).
Não sendo mais aceita tamanha pressão e artifícios para flexibilização da legislação ambiental pelo lobby empresarial e pelo Estado, este tendo se ausentado na proteção aos mais vulneráveis, a Rede Brasileira de Justiça Ambiental tem proposto a AEA. Acreditamos que a proposta de AEA esteja de acordo com um Estado de fato democrático e lutamos para que seja viabilizada como meio de promover a democracia, sabendo que correlações de força estarão em disputa na viabilidade desse instrumento e dessa política.
Acselrad (apud PROJETO de avaliação de equidade ambiental como instrumento de democratização dos procedimentos e avaliação de impacto de projetos de desenvolvimento, 2011, p. 40) definiu AEA, como um meio “[...] de promoção da justiça ambiental que visa fortalecer os movimentos e os grupos sociais atingidos nos processos de participação e tomada de decisão sobre empreendimentos que podem afetar seu modo de vida de forma direta ou indireta”.
[...] um novo instrumento de avaliação, complementar aos EIA/RIMA, que chamamos de “Avaliação de Equidade Ambiental (AEA)”, como saída para modernização e democratização dos procedimentos de avaliação de impactos de projetos de desenvolvimento (FASE; ETTERN, 2011, p. 14).
A noção de Justiça Ambiental:
implica, pois, o direito a um meio ambiente seguro, sadio e produtivo para todos, onde “o meio ambiente” é considerado em sua totalidade, incluindo suas dimensões ecológicas, físicas construídas, sociais, políticas, estéticas e econômicas. Refere-se, assim, às condições em que tal direito pode ser livremente exercido, preservando, respeitando e realizando plenamente as identidades individuais e de grupo, a dignidade e a autonomia das comunidades. A noção de justiça ambiental afirma, por outro lado, o direito de todo trabalhador a um meio ambiente de trabalho sadio e seguro, sem que ele seja forçado a escolher entre uma vida sob risco e o desemprego. Afirma também o direito dos moradores de estarem livres, em suas casas, dos perigos ambientais provenientes das ações físico-químicas das atividades produtivas (ACSELRAD; MELLO; BEZERRA, 2009, p.16-17).
[...] a condição de existência social em que se verifica igual proteção aos distintos grupos sociais com relação aos danos ambientais, por intermédio de leis e regulações democraticamente concebidas, que impeçam ao mercado impor decisões discriminatórias com base em raça, cor, nacionalidade ou status socioeconômico (FASE; ETTERN, 2011).
A injustiça ambiental deriva da maior carga de danos ambientais de grandes empreendimentos a populações alijadas do processo decisório e do planejamento destas obras, excluindo-os do seu modo de vida dependente da relação com o meio ambiente, como caiçaras, ribeirinhos, quilombolas, marisqueiros, de modo a não desfrutar dos dividendos dos investimentos, seja eles públicos e/ou privados. O processo dar-se desconsiderando haver uma desigualdade de forças e assim privilegiando os donos do capital ou o interesse do Estado (ACSELRAD; MELLO; BEZERRA, 2009).
Nessa nova proposta de AEA quatro dimensões são centrais, quais sejam: análise histórica do empreendimento, identificação das territorialidades, análise do EIA/RIMA e a caracterização do processo na perspectiva dos diferentes atores. Deste modo, a Justiça Ambiental seria garantida pela plena participação dos atores envolvidos, com acesso em linguagem compatível com o modo de vida e este considerado nas tomadas de decisões. Decisão esta pautada na participação pública que deve estar garantida, viabilizada e facilitada pelo poder público (FASE; ETTERN, 2011).
Rigotto (2009), estudando um caso de licenciamento ambiental referente à instalação de uma termelétrica a carvão, que parte de uma mesma estratégia desenvolvimentista do PAC, destaca a inserção da saúde no EIA/RIMA, entendendo-a não apenas como ausência de doença, mas como um processo “determinado por dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais” e “construída a partir de políticas públicas oriundas
de vários setores – indústria e comércio, agricultura e pecuária, turismo, ambiente, educação e outros” (p. 2054).
Em seu trabalho, propõe considerar grupos populacionais expostos de formas variadas, desde o trabalhador da obra aos moradores das comunidades, assim como as “externalidades e seus custos para o setor público e para a população”. Deve ser pensado em alternativas e, na possibilidade de se evitar danos ambientais, não deixar de escolher por caminhos no qual a contaminação esteja dentro dos parâmetros da legislação ambiental (RIGOTTO, 2009, p. 2055).
A inclusão da saúde numa dimensão ampliada permitirá, além de prevenção e promoção da saúde, evidenciando as inter-relações produção, ambiente e saúde, produzir informações para vigilância em saúde – ambiental, sanitária, epidemiológica, do trabalhador (RIGOTTO, 2009).