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BÖLÜM 1: ARAŞTIRMANIN TEORİK ÇERÇEVESİ

2.6. Genel Değerlendirme

Os estratos de função laboral demonstraram associação com o presenteísmo. Os horistas apresentaram nota de desempenho maior que os mensalistas, mas não houve diferença entre os executivos. Possivelmente isto tenha ocorrido pela menor amostragem neste último estrato.

A função laboral também demonstrou associação com absenteísmo e com demanda por atendimento médico, mas na análise univariada. Os executivos e mensalistas tiveram chance reduzida para absenteísmo comparados aos horistas, e os executivos tiveram chance reduzida para demanda por atendimento médico comparativamente aos horistas. Na análise multivariada, a associação não permaneceu. Os desfechos estudados mostram-se diferentes entre os vários estratos de função laboral. Talvez a associação verificada na análise univariada possa ser explicada pela idade dos empregados, e não pela função na empresa.

A variável idade demonstrou associação inversa com absenteísmo e procura por atendimento médico na análise multivariada, isto é, quanto maior a idade dos empregados, menor a chance de absenteísmo e procura por atendimento médico. Este aparente paradoxo pode ter explicação nas causas externas (acidentes ou traumas ortopédicos) que não foram contempladas pelo questionário na coleta de dados. Além disso, a população é ativa e jovem para a presença de doenças crônicas ou problemas agudos respiratórios que poderiam impactar nos desfechos.

Outro estudo demonstrou a mesma associação inversa entre idade e absenteísmo, e observou também que empregados ligados à função de maior demanda física foram associados à maior absenteísmo, em comparação com os de funções administrativas e sedentárias (Taimela et al., 2007).

A morbidade referida apresentou associação com o absenteísmo e com a procura por atendimento médico na análise multivariada, mas não com o presenteísmo. Este resultado era esperado, uma vez que os dois desfechos associados estão intimamente ligados à presença de doenças. Estudo conduzido entre trabalhadores de quatro ocupações diferentes levantou a relação entre condições crônicas de saúde e desempenho no trabalho, avaliado pelo absenteísmo e presenteísmo relatado, e foi observado que condições crônicas tiveram maior impacto negativo consistente sobre o absenteísmo que sobre o presenteísmo (Wang et al., 2003). Mais uma vez, na presente pesquisa, ficou demonstrada a associação entre morbidade referida e o absenteísmo, mas não desta com o presenteísmo.

Na literatura está bem estabelecida a associação do IMC com custos de saúde, mas apresentando diferenças com os achados da presente pesquisa, uma vez que nesta não foi verificada a associação do IMC com nenhum dos desfechos estudados. Este é o fator de risco que mais apresenta relação com os desfechos de custos da saúde, tal como relatado por Pronk et al. (2004), em cuja pesquisa a obesidade aparece relacionada à perda de dias trabalhados. Yen et al. (1992), por sua vez, comentam que,

embora fatores de risco colaborem significantemente para o surgimento de doenças cardiovasculares, estes podem não contribuir com a mesma significância para o custo total da saúde, devido à limitada participação destas doenças nas despesas, dado medido pelos pesquisadores.

No presente trabalho não foi encontrada associação entre morbidade cardiovascular referida e os desfechos. Eventualmente, o comentário acima citado poderia ser também a explicação para a não significância estatística na presente pesquisa das relações entre escore de atividade física habitual, escore atividade de locomoção e lazer e escore de exercício físico de lazer com os desfechos. A atividade física realizada de forma mais dinâmica, com utilização de maiores grupamentos musculares, tais como atividades de deslocamento, esportes e exercícios físicos, afetam diretamente os marcadores biológicos de risco cardiovascular e, como já dito, limita-se a participação das doenças cardiovasculares nos custos totais relacionados à saúde do empregado.

Pode-se tentar entender a colaboração dos diferentes tipos de doenças para o absenteísmo, já que este é o fator que mais contribui para o custo total relacionado à saúde. Possivelmente, as doenças cardiovasculares não levam o indivíduo a se ausentar de seu trabalho, como outros tipos de problemas de ordem osteomusculares ou psicossomáticas, por exemplo. Pesquisa realizada em Bauru (SP), com o objetivo de verificar as alterações nos recursos financeiros empregados no tratamento de pacientes portadores de hipertensão arterial antes e após intervenção por meio de atividade física no período de 12 meses, constatou redução de 35,8% nos custos totais do

tratamento (consultas e outros serviços, exames e distribuição de medicamentos) de pacientes com esta morbidade. A economia foi proveniente da redução da pressão arterial sistólica e diastólica constatada após a intervenção. A projeção foi de redução de R$ 28.887,00/100 pacientes no ano (Rolim et al., 2007). O fato de este estudo analisar exatamente os custos associados ao tratamento da hipertensão arterial num centro de saúde o diferencia da análise de custos com saúde de empregados. Para a empresa, outros aspectos podem pesar mais, como a redução da produtividade associada às doenças, e à qual se atribuem as maiores perdas econômicas, além da presença de outras doenças.

A atividade física ocupacional pode ser destacada como tendo alguma relação entre as variáveis de medidas de produtividade relacionadas à saúde do empregado, bem como à presença de doenças, já que se demonstrou praticamente associada aos desfechos estudados e morbidades referidas. Foi observada associação positiva entre atividade física ocupacional intensa e altos níveis de capacidade física em jovens trabalhadores (Tammelin et al., 2002), mas talvez nem sempre esta possa estar associada a bons resultados para a saúde. A atividade física executada durante a jornada de trabalho se apresenta em destaque para ser investigada. Por outro lado, o exercício físico de lazer deve ser estimulado, na tentativa de minimizar sobrecargas musculares provenientes da função laboral, reduzindo o risco de sintomas ortopédicos e a ausência no trabalho por problemas de saúde, assim como morbidades

musculoesqueléticas em trabalhadores sedentários (van den Heuvel et al., 2005; Hildebrandt et al., 2000).

Benzer Belgeler