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GENEL BİLGİLER

Belgede ÇİN ÜLKE PROFİLİ T.C. (sayfa 3-6)

Os três eixos curriculares – Fundamentos Teórico-Práticos (FTP), Interações Culturais e Humanísticas (ICH) e Projetos de Aprendizagem (PA) circulam nos diversos grupos de trabalho, ou seja, grupos de docentes, discentes e técnicos reúnem-se nas três instâncias, por meio das reuniões de Câmaras dos Cursos, do Grupo de Interações Culturais e Humanísticas (GICH) e do Grupo de Projetos de Aprendizagem (GEPA).

Na pesquisa em campo, a pesquisadora pôde participar ou conhecer esses três momentos e entender como ocorre a participação do docente, foco desta pesquisa, nesses espaços também formativos para o professor.

Ao participar da reunião de câmara, foi possível observar que cada professor participa de duas câmaras: uma do curso no qual ingressou em outra com a qual possui interface. Neste espaço, professores socializam projetos educacionais e experiências em grupos de estudo/trabalho; discutem currículo como projeto em construção. Debateu-se, na ocasião, a preparação de uma semana de estudos intensivos, na qual professores e alunos discutiram, interdisciplinarmente, problemas reais e temas transversais. As discussões das câmeras promovem as próximas vivências e ações concretas. Professores retornam aos seus teóricos de referências para resolverem problemas do cotidiano. A interação do grupo promove aprendizagem, reflexão, ressignificação, acesso à informação, possibilidade de novas práticas. É considerado, pelos participantes que se manifestaram oralmente, um efetivo espaço de formação devido à possibilidade do encontro semanal, do caráter interdisciplinar e da diversidade de formação dos educadores. Um professor relata que, ao falar, contribui e ao ouvir, aprende.

Em outra câmara observada, o grupo discutiu sobre o evento que decidirá as ações concretas relativas ao desastre ambiental, ocorrido na região, por ocasião das

chuvas de 11 de março de 2011. Grupos de alunos e professores mediadores discutem, desde então, a respeito. O evento organizado é um fórum interdisciplinar que visa promover o diálogo e resolver os problemas reais da região e das pessoas, com a colaboração de órgãos públicos e dirigentes políticos. Outro ponto de pauta foi a semana de projetos, na qual alunos iniciantes e concluintes socializam suas vivências, aprendizagens, conhecimento construído e projetos. O módulo Intercursos também foi tema em debate, visando ao reconhecimento do Litoral por turmas mistas, de alunos de diferentes cursos, com a mediação de professores. Os mesmos discutiram a necessidade de formação de professores mediadores para atuarem neste módulo. O problema, no processo de aprendizagem de alguns alunos, também é pauta desta câmara e gera discussões, mais uma vez, sobre a mediação pedagógica, bem como sobre o processo de avaliação, sobre o percurso de formação do aluno, os entraves e encaminhamentos, o que, na opinião de alguns professores, contribui para a formação contínua do professor. Professores relatam que, enquanto discutem informes, eventos, projetos, surgem espontaneamente temas para aprofundamento e quando não há tempo nas reuniões semanais, outros momentos são marcados para as discussões temáticas. Uma professora relata que a formação docente ocorre coletivamente e individualmente, em um processo subjetivo, não formalizado, mas fortalecedor do grupo e das ações concretas.

Com relação ao Grupo das Interações Culturais e Humanísticas - GICH, foi possível entrevistar um de seus integrantes, que ingressou na universidade como técnico administrativo em 2006. Menciona que “não havia sala de aula. Houve todo um esforço para consolidar o Projeto Político Pedagógico (PPP) – o documento, para quem viesse após, tivesse como norte o PPP”. O entrevistado mencionou que lhe foram apresentadas algumas escritas do PPP, porque o documento foi divulgado somente em 2008. E um dos espaços que mais lhe sensibilizou foram as ICHs, por serem um espaço, na universidade, de discussão sobre questões relativas ao ser humano, antes de trabalhar especificamente a técnica. “Muitos cursos de formação profissional se preocupam mais com a técnica do que com a formação profissional no sentido de com quem ele irá interagir e se relacionar”. Em 2006, conta, que as ICHs (Interações Culturais e Humanísticas) eram espaços a palestras, para grandes grupos, exigindo que os estudantes realizassem conexões entre a palestra e as discussões especificas do seu curso. Por exemplo, relata o entrevistado, “o palestrante era da geologia e o estudante técnico em enfermagem deveria refletir

sobre a ocupação do território local e as repercussões na sua área específica de atuação”. Outro movimento das ICHs foi de estudantes, mediados por um professor; eles escolhiam temas para debates, em grupos menores, sobre política, economia, independentemente do curso ao qual estavam vinculados. E no terceiro momento, havia as oficinas, relacionadas a grandes temas, como: meio ambiente, artes, filosofia; eram, contudo, oficinas de curta duração, com quatro encontros. Posteriormente, utilizaram oficinas de maior duração, em vista da interação e do vínculo entre as pessoas envolvidas. O objetivo era formar grupos de compromisso e cooperação. Nesse momento, as oficinas eram propostas pelo professor, para depois, serem propostas pelos alunos; estes convidavam professores para a mediação pedagógica. Atualmente, em mais um momento de transição, visa-se o diálogo entre estudantes e professores, no processo de construção da atividade. Ao ser questionado como o espaço das ICH poderia ser considerado formativo, também para o docente como mediador, o sujeito entrevistado responde: “o grupo de ICH é um lugar para se deslocar, um lugar para realizar os sonhos que você traz da sua história de vida, que não necessariamente estão na sua história acadêmica. O sujeito olha pra tese e diz: “eu sempre quis fazer outras coisas” e as ICH são espaços de outras coisas que podem ou não estar vinculadas às atividades acadêmicas”. Refere ainda “o único limite é não transformar o espaço no exercício da técnica pela técnica. Você pode discutir a técnica, mas ela pressupõe o seu relacionamento com o outro”. As atividades promovidas no primeiro semestre de 2011 encontram-se em anexo.

Também foi possível entrevistar uma integrante do Grupo de Estudos de Projetos de Aprendizagem (GEPA) que relata ter visto a divulgação do processo seletivo da UFPR Litoral e chamada pelo PPP, com a expectativa de que “era possível fazer algo diferente”. A entrevistada menciona que, para ela, o eixo “projeto de aprendizagem foi construído para viabilizar que o aluno seja protagonista do seu estudo. O professor pode mediar um projeto sobre qualquer tema, desde que seja algo que lhe instigue. Ele pode mediar até dezoito alunos, por exemplo, seis grupos de três alunos. Ou seja, pode mediar seis projetos. Gera protagonismo no professor, no aluno e sustentabilidade no entorno, no sentido de empreendedorismo, de criar possibilidades de vida para outras pessoas (...). O projeto não precisa ser rigorosamente escrito, pode ser apresentado como teatro, banda de música. Por

isso não é somente interdisciplinar, com a troca de conhecimento, mas transdisciplinar porque liga-se à filosofia, às artes”.

Com relação ao GEPA, a entrevistada responde:

O GEPA também é um grupo de estudos, e lemos textos juntos, nos reunimos a cada quinze dias. As reuniões agora são para organização da mostra de projetos. Um momento anual, em que o aluno apresenta o seu processo de aprendizagem. O grupo é formado por um professor de cada curso e três técnicos, mas é aberto a outras pessoas. Esse grupo elege o coordenador por dois a três anos. Na mostra, há salas interdisciplinares e salas temáticas. Dois professores e um técnico mediam as apresentações, de dez minutos, de cada aluno.

Belgede ÇİN ÜLKE PROFİLİ T.C. (sayfa 3-6)

Benzer Belgeler