RĠSK DEĞERLENDĠRME TABLOSU Alt Sistem: Yıkım
5.1.3.3 Genel ÇalıĢma Planının Belirlenmesi
Na visão de Gopal et al (2002), com o crescimento da indústria, a utilização da medição está cada vez mais sendo considerada como uma parte vital da engenharia de software. Para García et al (2007) a medição pode ajudar no tratamento de problemas críticos do desenvolvimento e manutenção de software, facilitando a tomada de decisões.
Entretanto, apesar do valor percebido das iniciativas de medição, estudos a respeito da utilização de programas de medidas de software apontam para a dificuldade de obter o sucesso desejado com estas iniciativas. O estudo realizado por Hetzel (1990), aponta que menos de 10% da indústria classificava seu programa de medidas como de sucesso. Pesquisas conduzidas por Fenic (1990) apontam que 2/3 (dois terços) dos programas de medição não sobrevivem ao segundo ano de uso.
Para Schalken e Vliet (2008), muitas das sugestões propostas na literatura com o objetivo de aumentar o sucesso da medição de software dizem respeito à utilização de uma abordagem orientada a objetivos na seleção das medidas. Rifkin (2001) acrescenta, na mesma linha, que é fundamental o entendimento dos objetivos estratégicos da organização antes de iniciar na prática um programa de medidas de software.
A abordagem orientada a objetivos consiste na definição das medidas de avaliação baseado nos objetivos para a medição, como forma de buscar a completude e relevância destas medidas. Alguns dos métodos de medição comumente utilizados, e que se baseiam no estabelecimento de objetivos para a medição, são o GQM (Goal-Question-Metric), inicialmente proposto por Basili e
Rombach (1994), o GQ(i)M (Goal-Driven Software Measurement), proposto Park, Goethert e Florac (1996) e o PSM (Practical Software Measurement), desenvolvido por McGarry et al (2001).
Para Abib e Kirner (1999), o propósito principal do GQM é servir como uma ferramenta de suporte na elaboração e implementação de um programa de medição definido para avaliar aspectos de qualidade do processo e produtos de software. De forma geral, esta abordagem possui como passos a definição dos objetivos da medição, a especificação de questões que enderecem estes objetivos e finalmente, a identificação de medidas que visem responder a estas questões.
De acordo com Park, Goethert e Florac (1996), o GQ(i)M está baseado em dez passos. São eles: (i) Identificar os objetivos de negócio, (ii) Identificar o que se quer saber ou aprender, (iii) Identificar sub-objetivos, (iv) Identificar entidades e atributos relacionados aos sub-objetivos, (v) Formalizar objetivos de medição, (vi) Identificar questões quantificáveis e os indicadores relacionados que serão usados para ajudar a alcançar os objetivos de medição, (vii) Identificar elementos de dados que serão coletados para construir os indicadores que ajudarão a responder às questões, (viii) Definir medidas a serem usadas e tornar essas medições operacionais, (ix) Identificar as ações a serem tomadas para implementar essas medições e (x) Preparar um plano para implementar as medições.
O PSM visa auxiliar os gerentes de projetos a obter informações objetivas sobre os projetos em andamento, para que estes atinjam suas metas estabelecidas de prazo, custo e qualidade. Para McGarry et al (2001), o PSM endereça o desenvolvimento de uma estrutura de informações de medição de projetos, utilizando um “Modelo de Informações para Medição” (Measurement Information
relaciona com as necessidades de informação dos seus gestores e um “Modelo de Processo de Medição” (Measurement Process Model), composto das fases de planejamento da medição, execução da medição, avaliação da medição e estabelecimento e manutenção do compromisso do programa de medição.
Neste estudo, a abordagem GQM é utilizada como instrumento auxiliar na definição das medidas de gestão úteis à monitoração da deterioração de sistemas (ver capítulo 4). A seguir, os conceitos da abordagem GQM serão apresentados.
2.3.1 Abordagem GQM (Goal-Question-Metric)
Na visão de Basili e Rombach (1994), para que uma organização possa medir de maneira eficiente, ela deve primeiro especificar os objetivos para si e seus projetos, associar estes objetivos a dados que possam defini-los operacionalmente, e por fim, prover um framework para auxiliar na interpretação destes dados com relação aos objetivos definidos.
Para Abib e Kirner (1999), o principal propósito do GQM é servir como suporte na elaboração e implementação de programas de medição definidos para avaliar aspectos de qualidade de processos e produtos de software.
De acordo com estes autores, o GQM é uma estrutura hierárquica que trabalha com três níveis, a saber:
• Conceitual - neste nível ocorre a definição dos objetivos da medição;
• Operacional - definição das questões que visam definir e quantificar os objetivos especificados no nível anterior; e
• Quantitativo - neste nível ocorre a definição das medidas que visam responder quantitativamente às questões do nível anterior.
A Figura 1 ilustra o fluxo de utilização do GQM, desde os objetivos definidos (nível conceitual) até as medidas selecionadas (nível quantitativo).
Objetivo 1 Objetivo 2
Questão 1.1 Questão 1.2 Questão 2.1
Medida M1 Medida M2 Medida M3 Medida M4
Nível Conceitual Nível Operacional Nível Quantitativo
Figura 1 - GQM - Hierarquia entre Objetivos, Questões e Medidas.
Soligen e Berghout (1999) propõem o seguinte processo para a utilização da abordagem GQM:
• Planejamento – está é a fase responsável pela mobilização da equipe que participará do GQM, seleção da área que se deseja melhorar, identificação dos projetos que farão parte da aplicação do método e treinamento da equipe nos conceitos necessários para a aplicação do GQM;
• Definição – nesta fase são definidos os objetivos do GQM, as questões a serem respondidas, identificação e refinamento das medidas;
• Coleta de dados - nesta fase os dados são coletados, com base nas medidas definidas na fase anterior; e
• Interpretação – elaboração das conclusões acerca dos dados coletados pela equipe de GQM. Com base nestas informações, as questões definidas podem ser respondidas.
Como ferramenta de apoio às reuniões que ocorrem na etapa de definição de objetivos, questões e medidas, utiliza-se os abstraction sheets. Para Briand, Differding e Rombach (1997), o abstraction sheet é um instrumento de suporte à interação entre os responsáveis pela medição, sendo utilizado como instrumento de registro e aquisição de conhecimento. A Figura 2 apresenta a estrutura do
abstraction sheet, de acordo com a proposta de Soligen e Berghout (1999):
• Foco da qualidade – onde são registradas as possíveis medidas para o objeto em estudo;
• Linha de base (baselines) – representam as expectativas em relação aos possíveis valores relacionados às medidas;
• Fatores de variação – identificação de quais fatores podem influenciar as medidas a serem coletadas; e
• Impacto nas linhas de base (baselines) – registros de como os fatores de variação influenciam as medições realizadas e os tipos de dependência que existem entre as medidas e estes fatores de variação.
Impacto nas linhas de base Linha de base Fatores de variação Foco da qualidade Ponto de vista Foco da qualidade Propósito Objeto
Impacto nas linhas de base Linha de base Fatores de variação Foco da qualidade Ponto de vista Foco da qualidade Propósito Objeto