BÖLÜM 2: GEMİ YÖNETİMİ
2.6 Gemi Yönetiminin Sektör Yapısı ve Gelişimi
Nas seções anteriores,mostramos a apa idade da RMN de preparar estados ini iais
eimplementaroperaçõesunitáriasutilizandopulsos de RF.No entanto, umaoutraetapa
importante no pro essamento da informação quânti a é a ara terização dos estados -
nais,ouseja,aleituradoresultado. Emgeral,nãoémandatórioo onhe imento ompleto
do estado quânti o para se determinar o resultado de uma operação lógi a, porém para
determinar a delidade dos estados produzidos e das operações realizadas sobre eles, é
ne essário a re onstrução ompleta do estado. Em RMN, isso signi a que para ar-
a terização dos resultados não e su iente medir somente o espe tro orrespondente ao
estado. O pro esso de tomograa do estado quânti o tem o objetivo mapear a matriz
densidade de um sistema quânti o, oque emoutras palavras signi adeterminar osseus
elementos. Como isso é ne essário para determinar a qualidade dos estados gerados e
doefeito das portas e algoritmosapli adosé um ferramenta fundamentalneste trabalho.
Comodis utido no apítulo2,a re onstruçãodamatrizdensidade de umsistemaenvolve
a exe ução de uma série de leituras, que ombinadas levama obtenção de todos os ele-
mentos da matriz. Em RMN, os métodos de tomograa da matriz densidade envolvem
a exe ução de rotações unitáriasnositema de spins eobtenção dos respe tivosespe tros
resultantes. Opro essoérealizadováriasvezes variandoasfasesdospulsos(denominados
pulsos de tomograa) e, após um erto número de exe uções, as intensidade das linhas
são medidas e os resultados são ombinados de modo a obter um onjunto de equações
ujasoluçãoprovêoselementodamatrizdensidadedosistema. EmRMN,forampropos-
tos vários métodos que tem omo objetivo realizar TEQ (60, 33). Espe i amente para
nú leos quadrupolares, os primeirosmétodos de QST foram desenvolvidos para spin 3/2
por Kampermann e Veeman (32) e aperfeiçoados por Bonk et al. (34). Esses métodos
eramadaptaçõesdiretasdosmétodosutilizadosparaspin 1/2,porém omousodepulsos
rotaçõesimplementadas é mais difí il. Alémdisso, a extensão destes métodos para spins
7/2 é, de fato, muito difí il, pois exige a apli ação de uma seqüên ia om muitos pulsos
para a realização do pro esso de tomograa. Um avanço neste sentido foi onseguido
no trabalho de Teles e olaboradores (35), que props um método onde a tomograa
damatriz densidade é realizadautilizandorotações globais nosistema de spins, ou seja,
somente pulsos não seletivos. Este métodode tomograa foi testado experimentalmente
ini ialmentepara spins 3/2 e emseguidapara spins 7/2 (36).
Nesta seção o método de tomograa do estado quânti o (QST, do inglês "Quantum
StateTomography")utilizadoparare onstruçãodooperador
∆ρ
serábrevementedes rito.Ométodode tomograautilizadoparaspin 7/2foidesenvolvidonotrabalhode mestrado
de Carlos Alexandre Brasil (36), o qual foi baseado no método geral desenvolvido no
trabalho de doutorado de João Teles de Carvalho Neto (35). A des rição detalhada
deste método pode ser en ontrada nas referên ias (36) e (35) e não será repetida aqui.
Basi amente, o método envolve a apli ação de
Np
pulsos não seletivos om fasesφn
e ânguloderotaçãoθ
adequadamentees olhidos,sendoqueapós adapulsoosinalémedidoemquadratura de fase (48) om a fase dodete tor apropriada
αn
. Em seguida,os sinais obtidossão somados. A es olha das fases utilizadaspara os pulsos e re eptor é talque asomados sinais sódepende de uma dada ordemde oerên iam,ou seja,um esquemade
seleção de oerên ia é exe utado. Supondo que desejemos sele ionar o sinal referente as
oerên ias de ordem m,o númerode pulsos utilizados,
Np
e a fasedon
-ésimo pulsoφn
e dore eptorαn
são es olhidas de modoque:φn= 2πn/Np+ π/2
(3.62)αn= 2πn (m− 1) /Np
(3.63)Np
≧ 1 + m + 2I
(3.64)um sistemade spins 7/2sódependa dos elementos de ordemm=0damatrizdensidade,
utilizamosno mínimo oitopulsos de RF om fases de 135, 180, 225, 270 e 315, 0, 45, 90
grause adquirimosossinais omas fasesdore eptorde -90, -135,-180,-225,-270,-315,0,
-45 graus. Com as fases es olhidas de a ordo om (3.64) a intensidade da k-ésima linha
Sk(m)
doespe tro somadoapósNp
pulsos édada por (35, 36):Sk(m) =
X
l
a∗lmdl1,m(θ)A[l]k
(3.65)A[l]k
= [I+]k,k+1[Tl,1]k,k+1
onde os[Tl,1]k,k+1
éum tensor esféri o irredutível de polar- ização(58),d
l
1,m(θ)
éumafunçãodeWigner(58)ealm
éumelementodamatrizdensidade. Note quepelaequação (3.65) osinal obtidoapós a il agemde fasessó depende de umadada ordem de oerên ia m, logo a i lagem de fase faz om que o sinal obtido só de-
pendadoselementosdamatrizdensidade orrespondenteaessaordemde oerên ia. Mais
ainda, a equação (3.65) se trata de um onjunto de equações do tipo
A· X = B
ondeX é o produto
a
∗
lmdl1,m(θ)
. Assim, om osSk(m)
, amplitudes das linhas dos espe tros, podem ser medidas e osA[l]k
são elementos de operadores onhe idos, o sistema pode ser resolvido para determinara
∗
lmdl1,m(θ)
. De fato,se o ângulode rotação do pulsoθ
for onhe ido, a função de Wignerd
l
1,m(θ
pode ser determinadao que permite determina os elementos da matriz densidadealm
. Além disso, omo noexperimento de RMN o ângu- lode rotaçãoθ
pode ser ontrolado om boapre isão, este pode ser es olhido de modo aprivilegiarosinaldeum ertoelemento
alm
oqueéimportanteparaminimizaroserrosno pro esso(35 ). De fato,narealização datomograa, um onjunto de ângulosθ
ótimos sãoutilizados para diminuir os erros inerentes ao pro esso. Um outro detalhe importante é
que, omosomenteamatrizdensidadededesvio ontribuiparaosinaldeRMN,ométodo
de tomograa permite a re onstrução somente da matriz de desvio. Na gura (9) esta
mostradoumgrá odebarrasrepresentadoumamatrizdensidadededesviotomografada
à partirdo estadode equilíbriotérmi ode RMN. Noteque amatriz densidade de desvio
Figura9. Matrizdensidadededesviodoestadodeequilíbrioparaospin7/2obtidapelométododeTEQ.
3.8 Considerações nais
Neste apítulo, mostramos as prin ipais ara terísti as dos experimentos de RMN,
enfatizando aquelas importantes para o pro essamento de informação quânti a. Foi
mostradoqueaRMN tem ara téristi asbastantedesejáveispara osexperimentos, omo
o ontrole ompletodasrotaçõesunitáriasimplementadaspelospulsosderadiofreqüen ia.
Aliadas a analiti idade dos Hamiltonianos que denem as interação de RMN, isso torna
a té ni a bastante versátil para as implementações de CQ e IQ. O prin ipal problema
do método nessas implementações é a utilização de estados que não são puros de fato,
mas apossibilidadede riaçãode estados queevoluem efetivamente omo estamos puros
(os hamdados estados pseudo-puros) tornam a té ni a bastante interessante pra testar
aimplementaçãode operaçõeslógi asquânti as. Como nestestestes de implementaçãoé
fundamentalse onhe er deforma ompletaosestadosenvolvidos, apresentamostambém
um método de tomograa de estado quânti o que pode ser apli ado e ientemente para
dis utir métodos e ientes para a riação de estados pseudo-puros e realização de oper-
ações lógi as utilizandos pulsos de RF otimizados numeri amente, assim omo testar a
4 Pulsos fortemente modulados
Como vimos anteriormente, para pro essarmos a informação quânti a pre isamos de
um sistemanoqualtenhamos ontrole su iente dohamiltoniano,paragerar pelomenos
um onjuntodeportasuniversais. EmRMN,usamosumpulsodeRFformatadode forma
agerar exatamente aoperação unitáriaque ne essitamos.
Dada uma seqüên ia de pulsos onseguimos al ular o hamiltoniano dependente do
tempo e, logo, a evolução temporal determinada por ele. É possível então saber om
fa ilidadeque operaçãounitária elerepresenta. Porém, mais importantequeisso ésaber
qual seqüên ia de pulsos é ne essária para gerar a operação que queremos, e isso é uma
tarefamaisdifí il,poisnãoexisteummétodoanalíti osimplesparaseresolvereen ontrar
oformato dopulso para qualquer operação.
Neste apítulo apresentamos a des rição de um método de otimização numéri a que
vem sendo utilizado om esse m. A idéia do método é que partindo do suposto que
se olo armos parâmetros de ontrole emsu iente número poderemos de alguma forma
representar qualquer tipo de evolução temporal, podemos utilizar um método de bus a
numéri oqueen ontrequaissão osparâmetrosne essáriosparagerarumadadaevolução.
Portanto, o métodode bus a pre isa pro urar dentre todas as possíveis ombinações de
parâmetrosaquelaquesejaa maisapropriadapararepresentaraoperaçãoquequeremos.
Com isso, um pulso de RF modulado em fase freqüên ia e amplitude pode ser obtido
numeri amente espe i amente para realizar uma evolução pré-determinada. Tais pul-
sos são denominados pulsos fortemente modulados (SMP, do inglês Strongly Modulated
4.1 Idéia geral do método
Um operador de evolução temporal pode ser usado para representar uma operação
lógi a quânti a. Sabendo que operação lógi a se deseja, sabe-se qual evolução temporal
deve ser produzida. Conhe endo o hamiltoniano do sistema, pode-se simular o efeito da
evolução temporal e determinar que operação ela representa. Tendo um método para
determinaradelidadedaoperação,ouseja,determinaroquãobemaevoluçãotemporal
produzida representa a operação lógi a desejada, podemos utilizar um métodode bus a
numéri o para en ontrar os parâmetros ideais dopulso SMP. A vantagem desse método
sobre qualquer método analíti opara onstrução do pulso é que operações em seqüên ia
ou algoritmos ompletos podem ser al ulados om a mesma fa ilidade e o pulso nal
a aba om uma duração muito inferior. A duração de um SMP para realização de uma
porta lógi a simples é em torno de 10vezes menor que um pulso tradi ional e a duração
de um SMP de algoritmo ompleto tem em geral durações bem próximas, podendo ser
até menores, queum SMP de uma úni aporta lógi a.