1. BÖLÜM
2.2. Türkiye’de Konut Talebini Belirleyen Faktörler
2.2.1. Ekonomik Faktörler
2.2.1.2. Gelir ve Tüketim
Mesmo usando o modelo de Wilson para fundamentar a construção dos instrumentos de coleta de dados, devemos mencionar que nos últimos anos houve um crescimento dos estudos relacionado com a Information literacy. Esse termo tem sido traduzido para o português como “competência informacional” (DUDZIAK, 2003). No entanto, o termo autorizado no DeCS é “competência em informação”, e apenas um dos sinônimos em português recomendado é “competência informacional”, como mostrado na figura 5. Mesmo assim, utilizaremos o termo “competência informacional” neste trabalho por ser esse o termo mais utilizado nos trabalhos publicados no Brasil.
Figura 5 - Descritor DeCS em português para “Information Literacy”
Fonte: DeCS, 2015. Disponível em http://decs.bvsalud.org/cgi-bin/wxis1660.exe/decsserver/
Dudziak (2003) apresenta uma evolução histórica desses estudos no Brasil e no mundo. Nesse trabalho a autora define competência informacional como
[...] o processo contínuo de internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades necessário à compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida (DUDZIAK, 2003, p.28).
A competência informacional assim definida enfatiza a mobilização de um amplo espectro de recursos cognitivos, atitudinais e comportamentais, bem como a necessidade de uma aprendizagem contínua ao longo da vida para a aquisição dessa competência. Depreende-se dessa definição que a competência informacional não é uma habilidade única, mas sim um conjunto coordenado de várias habilidades e comportamentos, entre eles o comportamento informacional, que contribuem para tornar o sujeito competente.
A competência informacional inclui, então, o comportamento de busca informacional, mas é muito mais amplo do que este. Isso pode ser comprovado analisando o conjunto de normas elaboradas pela ACRL (Association of College and Research Libraries) e disponibilizada pela American Library Association (ALA, 2000). Essas normas especificam padrões e indicadores de desempenho para a competência informacional (Information Literacy Competency Standards for Higher Education). Essas normas estabelecem cinco padrões e 22 indicadores de desempenho que podem ser utilizados na avaliação do desenvolvimento dessa competência nos estudantes. Para cada indicador de desempenho a norma especifica um conjunto de resultados que são os comportamentos que o estudante competente informacionalmente deve poder executar. Os indicadores abrangem um conjunto muito amplo de comportamentos, o que torna muito difícil o desenvolvimento de instrumentos de avaliação que cubram todos os aspectos dessa competência. Isso é comprovado pelos trabalhos de Santos e Casarin (2014) e Cavalcante et al. (2012) revisados abaixo.
De acordo com Santos e Casarin (2014) o desenvolvimento da competência informacional exige um momento de avaliação. Para isso, instrumentos de avaliação apropriados devem ser desenvolvidos. Essas autoras relatam a inexistência no Brasil de instrumentos validados para a avaliação da competência informacional e, por isso, avaliam apenas instrumentos desse tipo desenvolvidos em âmbito internacional. Nos instrumentos de avaliação da competência informacional identificados por essas autoras, elas realizam uma análise de conteúdo das
questões presentes nos instrumentos. Nessa análise elas verificaram que em todos os instrumentos as questões relacionadas com o padrão 2 da norma da ACRL eram as mais frequentes. Esse padrão especifica os comportamentos relacionados com a identificação das fontes apropriadas, a especificação das estratégias de busca e avaliação dos resultados recuperados. Nos instrumentos avaliados havia também, embora em menor número, questões sobre o padrão 1 (o estudante competente informacionalmente determina a natureza e o nível de sua necessidade de informação) e sobre o padrão 3 (o estudante competente informacionalmente avalia a informação e suas fontes de forma crítica e incorpora a informação selecionada a seus conhecimentos básicos e a seu sistema de valores).
O quadro 1 mostrado a seguir apresenta o padrão 2 dessa norma e seus indicadores de desempenho.
Quadro 1 - Padrão 2 da norma da ACRL e seus indicadores de desempenho
(Continua)
Padrão 2
O estudante competente em informação acessa a informação que necessita de maneira efetiva e eficiente.
Indicadores de desempenho
O estudante competente em informação:
1. seleciona o método de investigação ou o sistema de recuperação da informação mais apropriado para acessar a informação desejada.
Resultados:
a. Identifica o método de investigação apropriado.
b. Pesquisa os benefícios e a aplicabilidade dos vários métodos de investigação.
c. Investiga a extensão, o conteúdo e a organização dos sistemas de recuperação de informação.
d. Seleciona de maneira efetiva e eficiente a abordagem para acessar a informação
necessária a partir do método de pesquisa ou sistema de recuperação da informação. 2. constrói e implementa eficazmente as estratégias de busca projetadas.
Resultados:
a. Desenvolve um plano de pesquisa apropriado aos métodos de investigação.
b. Identifica palavras-chave, sinônimos e termos relacionados para a informação desejada.
c. Seleciona vocabulário controlado específico à disciplina ou à fonte de recuperação da informação.
d. Constrói estratégias de pesquisa usando comandos apropriados para o sistema de recuperação de informação selecionado (p. ex., operadores Booleanos, truncamento e proximidade para motores de busca; organizadores internos como índices para livros). e. Implementa a estratégia de pesquisa em vários sistemas de recuperação de
informação usando diferentes interfaces de usuários e motores de busca, com diferentes comandos de linguagem, protocolos, e parâmetros de pesquisa.
f. Implementa a busca usando protocolos de investigação apropriados à disciplina. 3. recupera a informação online ou de fontes pessoais usando uma variedade de
métodos. Resultados:
a. Usa vários sistemas de busca para recuperar informações em uma variedade de formatos.
b. Usa vários esquemas de classificação e outros sistemas para localizar recursos informacionais dentro de bibliotecas ou para identificar sites específicos para exploração.
c. Usa serviços online especializados ou serviços pessoais disponíveis na instituição para recuperar a informação que necessita.
d. Usa questionários, cartas, entrevistas e outras formas de consulta para recuperar a informação primária.
Quadro 1 - Padrão 2 da norma da ACRL e seus indicadores de desempenho
(Conclusão)
Padrão 2
O estudante competente em informação acessa a informação que necessita de maneira efetiva e eficiente.
Indicadores de desempenho
O estudante competente em informação:
4. se necessário, refina a estratégia de busca. Resultados:
a. Avalia a quantidade, qualidade e relevância dos resultados da busca, para determinar se um sistema de recuperação de informação ou métodos de investigação alternativos devem ser utilizados.
b. Identifica lacunas na informação recuperada e determina se a estratégia de busca deve ser revisada.
c. Repete a busca usando a estratégia revisada quando necessário. 5. extrai, armazena e gerencia a informação e suas fontes de informação.
Resultados:
a. Seleciona entre várias tecnologias a mais apropriada para a tarefa de extrair a informação que necessita (p. ex., a função copiar/colar do programa, xerox, escaneamento, equipamento audiovisual).
b. Cria um sistema de organização da informação.
c. Diferencia entre os tipos de fontes citadas e entende os elementos e a sintaxe correta da citação para uma ampla gama de meios.
d. Registra e grava toda a informação pertinente para futura recuperação. e. Usa várias tecnologias para gerenciar a informação selecionada e organizada.
Fonte: ALA (2000). Disponível em http://www.ala.org/acrl/sites/ala.org.acrl/files/content/ standards/standards.pdf. Adaptado pela autora.
Cavalcante et al. (2012), em um trabalho sobre competência informacional de estudantes da área da saúde, na Universidade Federal do Ceará, relatam os resultados dessa pesquisa relacionados com o comportamento informacional desses estudantes. O artigo mencionado não apresenta o instrumento utilizado, e nem as evidências que indicam a sua validade, o que corrobora a afirmativa de Santos e Casarin (2014) sobre a inexistência de trabalhos realizados no Brasil que utilizem instrumentos validados. No entanto, as informações dadas sobre o conteúdo das questões indicam que também esse instrumento está focado nas habilidades de pesquisa bibliográfica relacionadas com o padrão 2 das normas da ACRL. Embora o título desse trabalho use o termo “competência informacional” concluímos, pelos resultados apresentados no trabalho, que o tema da pesquisa está relacionado com apenas um dos aspectos da competência informacional, que é o comportamento de busca informacional.
Uma consulta às normas das ACRL, bem como a leitura de trabalhos sobre competência informacional (CAVALCANTE et al., 2012; DUDZIAK, 2003; SANTOS; CASARIN, 2014), mostram que o desenvolvimento da competência informacional abrange um conjunto de habilidades muito mais amplas do que as habilidades de pesquisa presentes no padrão 2. Identificamos o padrão 2 como sendo o comportamento de busca informacional, que é o foco desta dissertação. Com isso, o nosso trabalho, assim como os trabalhos mencionados nos parágrafos anteriores, não tratam da competência informacional como um todo, e sim de um aspecto dela relacionado com o comportamento de busca informacional, como definido na seção anterior. Ou seja, competência e comportamento informacional têm uma relação de inclusão, sendo o comportamento um aspecto da competência. Com isso, o nosso trabalho está relacionado com o comportamento informacional e não com a competência informacional, que é mais ampla.
Convém mencionar que a ACRL está desenvolvendo uma nova estrutura para o conceito de competência informacional, com objetivo de reformular essas normas anteriores (KNAPP; BROWER, 2014). Essa nova estrutura consiste em seis conceitos limites (threshold concepts), que são mais flexíveis do que as normas originais. Essa reformulação ainda está em andamento e não identificamos outros trabalhos que utilizaram essa nova estrutura, além do trabalho de Knapp e Brower mencionado neste parágrafo.
2.3 Treinamentos em habilidades de pesquisa e seu impacto no