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GELİR VERGİLERİ (ERTELENMİŞ VERGİ VARLIK VE YÜKÜMLÜKLERİ DAHİL) Şirket’in vergi gideri (veya geliri) cari dönem kurumlar vergisi gideri ile ertelenmiş vergi giderinden (veya

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35 GELİR VERGİLERİ (ERTELENMİŞ VERGİ VARLIK VE YÜKÜMLÜKLERİ DAHİL) Şirket’in vergi gideri (veya geliri) cari dönem kurumlar vergisi gideri ile ertelenmiş vergi giderinden (veya

Constitui o consentimento real uma expressão de liberdade que exclui a tipicidade, ao passo que o consentimento presumido é uma construção normativa acerca

245 MAURACH, Reinhart. Tratado de derecho penal. Tradução de Juan Córdoba Roda. Barcelona: Ariel, 1962, p.

404-407. Tradução livre.

246 BRUNO, Aníbal. Direito penal – parte geral. Introdução – norma penal – fato punível. 2.ed., t.2., Rio de Janeiro:

Forense, 1959, p.403-406.

247 JESCHECK, Hans-Heinrich. Tratado de derecho penal – parte general. 4.ed. Tradução de José Luis Manzanares

Samaniego. Granada: Comares, 1993, p.354. Tradução livre.

248 ROXIN, Claus. Derecho penal – parte general, fundamentos. La estructura de la teoria del delito. t.I. 2.ed.

das características psicológicas da vítima sobre a existência objetiva de consentimento, a qual atuaria como causa supralegal de justificação.249

A análise do consentimento real impõe a observância dos seus requisitos de eficácia, âmbito de aplicação (causa justificante ou exclusão de tipicidade) bem como de seus limites.250

Será considerado válido o consentimento real exarado em relação a um bem pessoal e não coletivo ou difuso, pois neste caso, o bem não estará na sua esfera de disponibilidade.

Preconiza Claus Roxin que nem sempre o consentimento do portador do bem jurídico excluirá a tipicidade, como por exemplo ocorre no caso de crimes sexuais, nos quais o legislador contesta a possibilidade de a vítima consentir, seja pela sua inexperiência, debilidade mental, já proclamando no tipo a ineficácia do consentimento; no caso do bem jurídico ‘vida humana’, onde a vítima carece ser protegida de si mesma além do caso da lesão, exceto quando o consentimento não avilte os bons costumes.251

A seu turno, René Ariel Dotti, ao refletir sobre a divergência doutrinária acerca da natureza jurídica do consentimento, sustenta que alguns doutrinadores situam o consentimento presumido entre o consentimento real e o estado de necessidade, enquanto outros o defendem como uma combinação do estado de necessidade, do consentimento real e da gestão de negócio.252

O consentimento presumido constitui uma causa de justificação de natureza particular, pois se trata do caso em que o consentimento, que poderia ser prestado, eficazmente, não existe ou tampouco não pode ser buscado a tempo, seja porque o titular do bem jurídico ou seu representante não resultam localizados ou porque doente, carecendo urgentemente de tratamento, tenha perdido o conhecimento, mas cuja manifestação tenha sido seguramente previsível segundo uma consideração objetiva e anterior a todas as circunstâncias.253 Compreende-se que se trata de um consentimento que não é oferecido, mas a análise das circunstâncias revela que se houvesse oportunidade, teria se concretizado, conforme leciona Santiago Mir Puig:

249 SANTOS, Juarez Cirino dos. Direito penal: parte geral. 3.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008, p.491.

250 DIAS, Jorge de Figueiredo. Direito penal: parte geral, questões fundamentais a doutrina geral do crime. t.I.

Coimbra: 2007, p.471

251 ROXIN, Claus. Derecho penal – parte general. t.I. 2.ed. Madrid: Civitas, 1997. Tradução de Diego Manuel Luzón

Peña, Miguel Díaz y García Conlledo e Javier de Vicente Remesal, p.528-529.

252 DOTTI, René Ariel. Curso de direito penal – parte geral. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.491.

253 JESCHECK, Hans-Heinrich. Tratado de derecho penal – parte general. 4.ed. Tradução de José Luis Manzanares

Em alguns casos, o titular de um bem jurídico determinado não pode manifestar seu consentimento, porém resulta certo que prestaria se pudesse. Isto pode ocorrer quando o titular esteja ausente ou inconsciente. Se, em tal caso, outra pessoa intervém em seus direitos na certeza de que seu titular o consentiria se pudesse, atua amparado pelo chamado consentimento presumido.254

Em virtude do consentimento presumido ser controverso em relação ao real, assume caráter eminentemente subsidiário, devendo ser utilizado somente quando não seja possível constatar o consentimento real, conforme dispõe Figueiredo Dias: “como com igual razão se pode falar a propósito do caráter subsidiário do consentimento presumido, no sentido de que este só entre em jogo quando não for possível obter a manifestação expressa da vontade ou houver perigo sério na demora.”255

Nesta seara, o consentimento presumido depara-se com fundamentos e justificativas dissemelhantes. Existe o fundamento de que o fato típico seria condizente com a vontade da vítima, pois o consentimento presumido labora com a possibilidade de ser do interesse do ofendido a implementação do fato típico.256

De outra banda, como fundamento diverso, aponta-se uma equiparação entre o consentimento presumido e o real, carecendo apenas a exteriorização do consentimento que indubitavelmente teria ocorrido se o ofendido tivesse conhecimento do fato.257 Neste caso, lida-se com uma suposição razoável, objetivando abarcar as situações que embora tenham sido desconhecidas pelo ofendido, revelam a concordância quase que de forma incontestável.

Em análise crítica, Francisco de Assis Toledo pondera que embora o consentimento presumido seja adotado pela doutrina alemã, para sanar entraves na área das intervenções cirúrgicas, como por exemplo no caso do aborto necessário em casos de emergência, hipótese disciplinada por nossa legislação consoante os arts.128, I e 146,§3º, I do CP, não haveria necessidade de sua admissão no direito brasileiro.258

254 MIR PUIG, Santiago. Derecho penal – parte general. 8.ed. Montevideo-Buenos Aieres: B de F, 2008,

p.521.Tradução livre.

255 DIAS, Jorge de Figueiredo. Direito penal: parte geral, questões fundamentais a doutrina geral do crime. t.I.

Coimbra: 2007, p.490.

256 DIAS, Jorge de Figueiredo. Direito penal: parte geral, questões fundamentais a doutrina geral do crime. t.I.

Coimbra: 2007, p.490.

257 DIAS, Jorge de Figueiredo. Direito penal: parte geral, questões fundamentais a doutrina geral do crime. t.I.

Coimbra: 2007, p.491.

258 TOLEDO, Francisco de Assis. Princípios básicos de direito penal: de acordo com a Lei nº7209, de 11-7-1984 e

A despeito das discussões doutrinárias e dos posicionamentos divergentes, resta inexorável que a teoria do consentimento adquire salutar importância em questões pontuais referentes à repressão penal do tráfico de seres humanos.

6.3 Consentimento da vítima no tráfico de pessoas para fins de exploração

Benzer Belgeler