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8. UYGULAMA

8.6. Mevcut Süreçlerin ĠyileĢtirilmesi

8.6.4. GeliĢtirilmiĢ Sürecin Ġrdelenmesi

A ordenação legal do Direito Aeronáutico tem seu início na Convenção de Chicago, ocorrida a 7 de dezembro de 1944. Essa Convenção constituiu um marco fundamental na evolução do Direito Internacional Aéreo, em um momento no qual o mundo saía da segunda Grande Guerra. Coube, assim, à Conferência de Chicago a tarefa de estabelecer um novo esquema no tratamento jurídico-internacional da navegação aérea internacional, assim como as atividades relativas ao setor (SALINAS, 1993).

Além disso, ficaram estabelecidas a organização e a finalidade do órgão que, ainda hoje, norteia todas as questões relacionadas à aviação internacional, inclusive questões acerca da formação/capacitação de pilotos, a International Civil Aviation Organization - ICAO – ou Organização da Aviação Civil Internacional - OACI (SALINAS, 1993).

A ICAO teve seu estatuto elaborado durante a Convenção de Chicago, e com ele passou a ter a finalidade, de acordo com o art. 44, do Tratado, de aperfeiçoar os princípios e a técnica da navegação aérea internacional e a de estimular o mercado aeronáutico (ICAO, 2006). De acordo com Monteiro (2007), os artigos definidos e anexos decorrentes entraram em vigor em 1947. Dos 18 anexos definidos desta convenção, o Anexo I trata especificamente das Licenças de Pessoal do setor aeronáutico.

Em atendimento aos anexos que estabelecem as diretrizes basilares da aviação, reorientadas pelo DOC7300/9 da OACI, legalmente, no Brasil, o sistema aeronáutico foi orientado, após a Convenção, pelo Código Brasileiro Aeronáutico – CBA (BRASIL, 1986).

De acordo com o CBA, Lei n° 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que deve atender aos requisitos estabelecidos em acordos internacionais (BRASIL, 1986, p. 22):

Art 100. Os programas de desenvolvimento de ensino e adestramento de pessoal civil vinculado à infra-estrutura aeronáutica compreendem a formação, aperfeiçoamento e especialização de técnicos para todos os elementos indispensáveis, imediata ou mediatamente, à navegação aérea, inclusive à fabricação, revisão e manutenção de produtos aeronáuticos ou relativos à proteção.

Em 2007, o Conselho de Aviação Civil – CONAC, no uso das atribuições, resolve aprovar diretrizes referentes à formação e capacitação de recursos humanos para a aviação civil, expressas na Resolução n° 011/2007, de 20 de junho, diretrizes que norteariam novas ações referentes ao sistema aéreo para o fomento do setor e atendimento de novas demandas do mercado.

Tais diretrizes se referem à formação e capacitação de recursos humanos para a aviação civil. Têm o escopo de estimular as universidades públicas e os colégios técnicos federais e instituições de ensino vinculados aos órgãos e às entidades que integram o sistema de aviação civil para oferecimento de cursos afins, com especial atenção às regiões mais carentes. Incentivam a realização de estudos com vistas a propor uma Lei de Incentivo à Formação e Capacitação de Recursos Humanos para Aviação Civil, de forma a viabilizar investimentos de pessoas físicas e jurídicas em projetos de instrução e treinamento.

Em 2009, é aprovada a Política Nacional de Aviação Civil (PNAC) – que tem como principal propósito (BRASIL, 2009b, p. 1):

[...] assegurar à sociedade brasileira o desenvolvimento de sistema de aviação civil amplo, seguro, eficiente, econômico, moderno, concorrencial, compatível com a sustentabilidade ambiental, integrado às demais modalidades de transporte e alicerçado na capacidade produtiva e de proteção de serviços nos âmbitos nacional, sul-americano e mundial.

Para alcançar tal objetivo, o desenvolvimento da aviação civil brasileira, a PNAC (BRASIL, 2009b) admite que, diante da complexidade do setor aéreo, é necessária uma adequada coordenação das atividades da indústria aeronáutica, da formação de profissionais em todos os níveis, da infraestrutura aeronáutica civil e dos serviços aéreos.

Uma vez mais, nos termos expressos na PNAC, o grande beneficiário dos avanços tecnológicos deverá ser o gerenciamento moderno e dinâmico do tráfego aéreo, capaz de minimizar as limitações impostas ao usuário do espaço aéreo.

A segurança constitui o objetivo permanente que orienta e aprimora as ações da aviação civil, sendo considerada pré-requisito para o funcionamento do setor. O marco regulatório da aviação civil, em todos os segmentos, deve ser desenhado de maneira a buscar maior eficiência econômica, novamente sem prejuízo da segurança e observados os interesses estratégicos do País (BRASIL, 2009b).

Dentre as ações estratégicas propostas pela PNAC para a manutenção da segurança no setor aéreo, está a promoção da formação, da capacitação e da atualização dos profissionais, de forma a garantir a implementação adequada de medidas em proveito da segurança.

No tocante à formação, capacitação e atualização de recursos humanos, a PNAC propõe fomentar a adequada formação de recursos humanos, visando atender às necessidades nacionais e regionais do sistema, ampliar continuamente as ações de formação e capacitação de recursos humanos, inclusive por meio de novos recursos e parcerias; estimular a formação de profissionais por meio de incentivos às instituições de ensino, da ampliação de programas governamentais de concessão de bolsas de estudo e do fomento à instalação de polos de qualificação profissional.

Da mesma forma que, para a infraestrutura Aeronáutica Civil, propõe, entre outras questões, garantir a constante modernização dos sistemas de gerenciamento do tráfego aéreo, mantendo-os em conformidade com as mais avançadas tecnologias e padrões internacionais. Para alcançar com sucesso os objetivos propostos, faz-se necessário e fundamental coordenar essas diversas ações.

Possivelmente, segurança, formação/capacitação, economia e avanço tecnológico devam caminhar com estratégias inter-relacionadas, a fim de se obter um desempenho positivo no desenvolvimento do setor aeronáutico.

No Brasil, atendendo também a exigências internacionais, ninguém pode atuar como piloto em comando ou copiloto a bordo de aeronaves civis registrados no Brasil, a menos que seja detentor de uma licença de piloto expedida em conformidade com o RBHA-61, na graduação apropriada à função que desempenha a bordo (BRASIL, 2006a).

Da mesma forma, nenhuma pessoa pode atuar como piloto de um avião monomotor ou multimotor homologado para ser operado por um só piloto, sem uma “habilitação técnica de classe”, nem tão pouco atuar como piloto de um tipo de avião homologado para ser operado por uma tripulação mínima de dois pilotos, ou de qualquer helicóptero, sem uma ‘habilitação técnica de tipo’ (BRASIL, 2006a).

Atentando para a finalidade deste trabalho, com o intutito de apontar de quais Políticas está a se tratar o objetivo proposto, foram consideradas “Políticas” o conjunto de documentos que compreende a PNAC (Decreto), Resoluções, Regulamentos e manuais que orientam a formação do piloto.