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Relatório de ocorrências da 1ª Reunião de Trabalho com a Equipa D (1ª e 2ª Sessões)

(1ª Sessão)

No início da reunião foi feita a explicação do Projeto, referindo-se a sua génese no âmbito do Mestrado sob a orientação da Professora Pereira Lopes, e que, após ter sido apresentado e aceite pela Enfermeira-Chefe da Urgência Geral, passou a ser assumido como um Projeto do Serviço. A Enfermeira Cristina Amaral foi apresentada como parceira na dinamização do Projeto e justificada a sua ausência.

Apesar de estarem preconizados dois momentos de reunião, apenas se concretizou um momento, dado o número de enfermeiros da equipa presentes naquele dia (os restantes haviam trocado o turno com colegas de outras equipas) ser reduzido, permitindo que nos reuníssemos num momento único. Contudo, dos 8 enfermeiros escalados, apenas 6 participaram na reunião, sendo que 1 deles teve que abandonar a reunião no seu início, devido a ser necessária a sua presença na Sala de Emergência; aos 2 enfermeiros restantes, devido ao elevado afluxo de doentes e carga de trabalho inerente, não lhes foi possível ausentarem-se do posto de trabalho e, pelo mesmo motivo, não foi possível ao Enfº chefe de equipa mobilizar outros enfermeiros para os substituir.

A reunião não se iniciou à hora programada, apesar da “chamada” para a reunião ter sido feita atempadamente. Contudo, existem sempres atrasos, seja para se realizar um procedimento solicitado no momento, para administrar alguma terapêutica “que não pode mesmo ser adiada”, para terminar um registo, para orientar a transferência/alta de algum doente, seja por o colega que vai ficar responsável não estar ainda disponível para receber os doentes. Foi necessário voltar aos vários sectores e renegociar a vinda dos enfermeiros, “pressionando” a sua saída do posto de trabalho, porque “ há sempre trabalho para fazer” e não se quer estar a “ deixar tudo para o colega (que fica sozinho) fazer”.

No decorrer da reunião houve algumas interrupções, mas as mesmas eram já esperadas, não tendo constituído transtorno de maior. A reunião foi feita na Sala de Pausa de Enfermagem, que fica estrategicamente localizada na entrada da UO, em frente às Salas de Emergência, permitindo controlar todas as entradas/saídas de doentes. Com a chegada de doentes Emergentes, existe uma campainha que toca dentro da Sala de Pausa de Enfermagem, o que aconteceu durante a reunião. Também o telefone tocou, tendo sido atendido e transferida a chamada para outra extensão; depois desse telefonema, o telefone ficou desligado durante o resto da reunião. O Enfº chefe de equipa também teve que se ausentar algumas vezes, para responder a solicitações que lhe foram feitas (contudo, esteve presente nos momentos de discussão e decisão).

Apesar de também eu ir tirando notas, solicitei a uma das colegas presentes (com Especialidade em Enfermagem Médico-Cirúrgica) para colaborar na reunião como secretária, anotando as ideias chave resultantes dos momentos de discussão, garantindo assim que as ideias não se perdiam. Para além

deste propósito, esta colaboração foi estrategicamente pensada, no sentido de atribuir um papel com maior destaque a essa colega, conseguir o seu maior envolvimento e direccionar as suas capacidades a favor do Projeto.

Finda a reunião, foi contactada a Enfermeira Cristina Amaral e comunicadas as ocorrências e os resultados da reunião. De modo a colmatar as ausências dos enfermeiros da Equipa D na reunião e na tentativa de contornar o momento de maior atividade no Serviço, foi avançada a hipótese de se realizar nova reunião de trabalho no próximo turno da Noite, dia 14 de Outubro, altura em que se verificou estarem escalados todos os enfermeiros da equipa que não estiveram presentes nesta 1ª reunião à excepção de 3 enfermeiros que se encontram de férias. O turno da Noite (apesar de não haver garantias), por norma, possibilita momentos de maior acalmia no Serviço, pelo que poderá proporcionar um ambiente mais adequado à realização da reunião e integrar com maior brevidade no Projeto os restantes enfermeiros da Equipa. A ideia foi bem recebida pela Enfermeira Cristina Amaral. O chefe de equipa foi informado desta situação, tendo também concordado.

(2ª Sessão)

Dadas as condicionantes do Serviço, com afluxo elevado de doentes e sobrecarga de trabalho, foi necessário aguardar até às 02h40 para que se pudesse dar início à reunião. Ainda assim, não foi possível reunir todos os enfermeiros da equipa num mesmo momento, tendo sidos necessários 2 momentos de reunião para abarcar todos os enfermeiros.

Da minha análise constato que dei liberdade para que os momentos de discussão se alongassem, o que levou a que o 1º momento de reunião fosse mais longo. Caso tivesse sido mais rigorosa com os tempos, poderia ter terminado a reunião antes da chegada do doente que determinou a saída antecipada das 2 colegas. Contudo, este alargamento do tempo de discussão foi feito em consciência, e justificado pelo facto de:

• Permitir uma maior sensibilização dos enfermeiros para a temática da contenção e para o Projeto;

• Constatar a construção de uma discussão progressivamente mais rica e participada;

• Permitir uma análise mais aprofundada e crítica das práticas dos enfermeiros no âmbito da contenção de doentes;

• Constituir um momento de reflexão, de partilha e de confronto no grupo.

Pelo acima descrito, considero ter tomado a opção correcta, pois proporcionei um momento para a auto-análise dos enfermeiros em relação às suas práticas e um momento para análise reflexiva, protagonizado pelo grupo, acerca dessas mesmas práticas (e estas são ocasiões que escasseiam!).

Seguindo as indicações da Professora Pereira Lopes, não questionei os colegas relativamente a eventuais necessidades formativas, apesar de ter expressado a minha disponibilidade para esclarecer dúvidas ou questões inerentes ao Projeto e à sua temática. Caso surja essa necessidade no decurso do Projeto, e a mesma seja manifestada pelos enfermeiros, atuarei em concordância. Penso que será no confronto com a prática que se identificarão as dificuldades, pelo que, questionar os enfermeiros, nesta fase, acerca das suas necessidades formativas é, de facto, prematuro.

Apesar de considerar que houve uma boa aceitação do Projeto por parte do grupo, identifiquei 2 colegas que me pareceram menos motivados. Apesar desta avaliação se basear apenas na minha percepção, procurarei acompanhar mais de perto estes colegas.

Penso que o turno da Noite se revelou uma boa opção para a realização desta reunião, permitindo integrar com maior brevidade no Projeto os restantes enfermeiros da Equipa e proporcionando um tempo mais tranquilo e menos condicionado para a sua concretização, apesar da imprevisibilidade do Serviço de Urgência ter de ser sempre tida em conta.

Benzer Belgeler