VII. TEFSİR MUKADDİMELERİNE GENEL BAKIŞ
2.1. RÛHU’L-MEÂNÎ TEFSİRİ
2.1.6. Geçmiş Tefsirlerin Rûhu’l-Meânî Tefsirine Etkisi
Neste estudo exploratório, foi realizado um tratamento qualitativo dos dados secundários e primários obtidos, mediante sua organização, redação, classificação, análise e descrição, utilizando o método de análise de conteúdo, visando, dentre outros objetivos, identificar os padrões de comportamento e tendências dominantes como respostas dadas às entrevistas, no intuito de atender aos objetivos específicos da pesquisa.
A análise de conteúdo mostra-se adequada como metodologia de tratamento dos dados obtidos, pois o fenômeno a ser observado é a comunicação advinda das entrevistas e da análise documental, conforme define Bardin (1988, p.198):
“Trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (qualitativos ou não) que permitem a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (variáveis inferidas) dessas mensagens.”
Para a melhor compreensão do tratamento de dados realizados pelo pesquisador, o procedimento foi dividido em duas etapas.
Na primeira etapa , procedeu-se à discussão dos resultados, a analise e discussão das características da indústria e das organizações em análise, sob a forma de narrativa, com destaque para os acontecimentos que constituem as respostas à questão básica da pesquisa. Para tal, foi utilizado um conjunto de técnicas, como memórias, sumários e displays (MILES e HUBERMAN, 1994).
Na segunda etapa, foram tratados qualitativamente os dados das entrevistas pelo método de análise de conteúdo, com o intuito de explorar os atributos específicos de um relacionamento
organizacional e suas variáveis contextuais, visando caracterizar os relacionamentos e descrever, à luz das teorias estudadas, como tais atributos podem explicar a criação de benefícios de valor, a partir da atmosfera relacional estabelecida nas díades.
O princípio do método de análise de conteúdo é calcado na desconstrução da estrutura do conteúdo a ser analisado e seus elementos, para que se possam esclarecer suas diferentes características e extrair suas significações (LAVILLE e DIONNE, 1999). Segundo Bardin (1988), este método propicia não apenas descrever o conteúdo, mas também descobrir o que eles podem dizer depois do tratamento dos dados.
A aplicabilidade dessa técnica é bem variada, compreendendo a análise de cartas, diários, notícias, atas de reuniões e sonhos (BARDIN, 1988), como também a investigação de questões como valores, atitudes, mentalidade e ideologias, sendo bastante útil para esclarecer fenômenos sociais (LAVILLE e DIONE, 1999).
Bardin (1988) enumera diversas técnicas desenvolvidas para a análise de conteúdo que atuam no sentido de promover o alcance e a compreensão dos significados nos documentos. Dentre as várias técnicas utilizou-se a análise temática ou categorial com uma abordagem qualitativa.
A categorização funciona por operações de desmembramentos do texto em unidades ou categorias segundo reagrupamentos analógicos. Dentre as diferentes possibilidades de categorização, a investigação de temas é considerada rápida e eficaz na condição de se aplicar a discursos diretos e simples (BARDIN, 1988).
Bardin (1988) descreve as etapas pelas quais os processos de explicitação, sistematização e expressão do conteúdo das mensagens são organizados em: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados e interpretação. Nesta pesquisa adotou-se o uso conjunto dos modelos de Bardin (1988) na pré-análise e exploração do material e o de Laville e Dione (1999) no tratamento dos resultados.
A Figura 6 ilustra o esquema de análise de conteúdo de Bardin (1988), em que a etapa de operações estatísticas no tratamento de resultados foi excluída pelo pesquisador, devido ao caráter estritamente qualitativo da pesquisa.
FIGURA 6: Organização da análise de conteúdo Fonte: BARDIN (1988, p. 102).
A leitura flutuante das empresas a serem pesquisadas, como também de revistas, anuários e livros sobre o tema da dissertação, confirmaram ações na etapa de pré-análise. Em seguida,
Leitura flutuante Formulação das hipóteses e dos objetivos Dimensão e direções de análise Escolha de documentos Constituição do corpus Preparação do material Referenciação dos índices Elaboração dos indicadores Regras de recorte, categorização e codificação
Texting das técnicas EXPLORAÇÃO DO
MATERIAL Administração das
técnicas sobre o
corpus
TRATAMENTO DOS RESUSLTADOS E INTERPRETAÇÕES
PRÉ-ANÁLISE
Operações estatísticas
Síntese e seleção dos resultados
Inferências e interpretações Outras orientações
para uma nova análise
Provas de validação
Utilização dos resultados de análise com fins teóricos ou
estabeleceu-se a escolha dos documentos a serem analisados, com base no conteúdo das entrevistas semi-estruturadas realizadas nas quatro empresas, bem como nas fontes secundárias.
A partir daí, estabeleceu-se o corpus da pesquisa, ou seja, as entrevistas com as unidades de observação definidas pelo pesquisador. Seguiram-se a regra da exaustividade, relativa à identificação de todos os elementos a serem analisados; a da representatividade, que relata a amostra representativa do universo inicial; a da homogeneidade, que impõe aos documentos retidos a obediência a critérios precisos de escolha; e da pertinência, em que os documentos retidos são adequados como fontes de informação.
As entrevistas gravadas foram transcritas para posterior tratamento e análise dos dados. Como se trata de uma pesquisa qualitativa não foram formuladas hipóteses, sendo considerada nesta etapa a pergunta da pesquisa e seus objetivos.
Após a formulação do problema de pesquisa e dos objetivos, estabeleceu-se as definições das categorias analíticas. De acordo com o modelo misto proposto por Laville e Dione (1999), as categorias foram selecionadas a partir do quadro teórico, porém o pesquisador permitiu a si mesmo modificá-las em função da análise que se pretendia realizar.
Na etapa de referenciação dos índices e na elaboração de indicadores, efetuou-se, primeiramente, a organização da etapa de codificação ao recortar os conteúdos em elementos que poderão ser ordenados dentro das categorias.
Laville e Dione (1999) descrevem os elementos recortados como unidades de registros ou de classificação. Além disso, segundo as autoras, esses elementos são temas que podem aproximar o pesquisador do conteúdo, na medida em que se vê obrigado a construir suas unidades de análise a partir da compreensão do conteúdo.
Bardin (1988) sugere considerar a unidade de contexto, para servir de compreensão, a fim de codificar a unidade de registro que corresponde ao segmento da mensagem, como afirmações e parágrafos.
A categorização foi procedida pela definição do recorte de conteúdos, considerando um a um os elementos à luz dos critérios da grade de análise para escolher a categoria que melhor convém, utilizando o critério semântico.
O Quadro 8 resume as etapas de codificação e da categorização descritas até então, de acordo com Bardin (1988).
QUADRO 8: Etapas de codificação e categorização
Fonte: Bardin (1988)
As categorias e suas subcategorias do modelo de análise em estudo são ilustradas no Quadro 9.
Unidade de análise ou de registro Tema
Unidade de contexto Parágrafos ou afirmações Modelo utilizado Misto
Critério de categorização Semântico Recorte dos
conteúdos 1. Codificação
QUADRO 9: Categorias analisadas na pesquisa
Fonte: Elaborado pelo autor
A etapa de exploração do material consiste simplesmente na administração das decisões tomadas na pré-análise, compreendendo as operações de classificação, codificação e categorização do material.
O tratamento dos resultados baseou-se no modelo de Laville e Dione (1999), em função da abordagem qualitativa da pesquisa, a fim de conservar a forma literal dos dados e permitir ao pesquisador prender-se às nuanças de sentido entre as unidades, aos elos lógicos entre essas unidades ou às categorias que as reúnem.
Dentre as estratégias de análise e de interpretação citadas por essas autoras (emparelhamento, análise histórica e construção iterativa de uma explicação) utilizou-se o emparelhamento, pois é considerado o mais apropriado para associar os dados recolhidos ao modelo teórico proposto, a fim de compará-los, pressupondo a existência de uma teoria sobre o qual o pesquisador se apóia a fim de elaborar um modelo da situação em estudo.
Pelo caráter exploratório desta pesquisa empírica e da utilização de estudo casos múltiplos, o pesquisador procurou descrever de forma concisa e com um detalhamento o mais rico
1. Ambiente de negócios 2.1 Suprimentos 2.2 Comercial 3.1 Produtos e tecnologia 3.2 Financeiros 3.3 Sociais 3.4 Conhecimentos 3.5 Informações 3.6 Serviços logísticos 4.1 Elementos característicos 4.2 Fatores de formação e influência 5. Benefícios de valor criados
3. Episódios de trocas 2. Estratégias corporativas
possível como ocorre o relacionamento entre as empresas das díades pesquisadas e quais são seus elementos mais determinantes. Para isso, realizou-se uma triangulação dos dados secundários e primários, dos métodos e das perspectivas sobre um mesmo conjunto de dados, bem como procurou comparar os resultados com a teoria, para o alcance do rigor necessário ao tratamento de dados.
Ressalta-se que as referências teóricas apresentadas, especificamente a abordagem de interação do IMP Group (Hakänsson, 1982), foram utilizadas para orientar a caracterização do comportamento de compradores e vendedores num relacionamento organizacional, constituindo dentre as teorias de relacionamento no mercado B2B, um marco teórico consistente, necessário ao alcance dos objetivos específicos.
Para assegurar a confiabilidade e a viabilidade externa desta pesquisa, obedeceu-se à recomendação oferecida por Yin (2005) na utilização de múltiplas fontes de evidência, síntese de dados cruzados e comparação dos resultados com a teoria.