3. YÖNTEM
3.6 Geçerlilik ve Güvenillirlik
Nome Idade
Trabalha desde quando? Quanto tempo ficou no México Que período (anos)
1. Distância do Poder
A distância do poder representa o quanto os membros menos poderosos de instituições e organizações dentro de um país esperam e aceitam que o poder é distribuído desigualmente (HOFSTEDE, 1997, p. 28). Em outro trabalho, Hofstede (1994, p. 3) altera um pouco esta definição, colocando a distância de poder como o que representa o nível de desigualdade da distribuição de poder entre as pessoas que a população de um país considera como normal. A escala da dimensão distância do poder vai de relativamente igual (zero) a extremamente desigual.
Ranking: Brasil 14º ; México 5º
Nos dois países uma alta hierarquização. Conseqüências:
Centralização das decisões nas mãos de poucos
atitude de espectador da massa geral de comandados, gerando pouca iniciativa.
Diferença marcante dos dois estilos é que, ainda que no Brasil se utilizem pronomes de tratamento nas relações profissionais, isto é parece ser muito mais importante no México. Enquanto no Brasil a reverência a uma pessoa se dá por uma necessidade de mostrar-se mais íntimo dela, no México o uso de títulos como “Ingeniero” e “Licenciado” é quase que obrigatória.
O individualismo pertence a sociedades em que as amarras entre as pessoas são soltas: se espera que cada um seja responsável si mesmo, ou pelo seu núcleo familiar. O coletivismo é o seu oposto, e pertence a sociedades onde as pessoas são, desde o nascimento, integradas a grupos fortes e coesos, nos quais ao longo da vida as pessoas estão protegidas em troca de lealdade inquestionável (HOFSTEDE, 1997, p. 50). O individualismo, portanto, se caracteriza pelo grau em que as pessoas em um país aprenderam a atuar como indivíduos ao invés de membros de um grupo coeso. A escala vai de coletivistas (zero) a individualistas (HOFSTEDE, 1994, p. 3).
Ranking: Brasil 27º ; México 32º
Ambos os países têm uma característica coletivista.
Em ambos os países existe a relação de chefe-pai-protetor em troca de fidelidade irrestrita dos liderados.
Fundamental importância a rede de relacionamentos para obter benefícios e proteção, se dá preferência a contratar conhecidos e familiares e os benefícios se dão mais em função de quem você conhece do que por mérito.
As qualificações pessoais têm a sua importância, mas podem não ser o suficiente. Na literatura observamos duas características que diferenciam neste aspecto:
a primeira é que a estrutura de capital das empresas mexicanas é muito mais familiar do que no Brasil, o que pode acentuar esta característica no estilo gerencial mexicano. a segunda é que aparentemente no México existe uma maior tendência a comprometer- se com atividades e prazos inexeqüíveis no afã de, num primeiro momento, agradar ao cliente, e também por uma dificuldade de dizer “não”, que é visto como um confronto direto, e é visto como algo negativo em sociedades coletivistas, pois cria distúrbios na harmonia do grupo.
3. Masculinidade
A masculinidade pertence a sociedades nas quais os papéis de gênero são claramente definidos (i.e., espera-se que os homens sejam assertivos, duros e focados em sucesso material, enquanto espera-se que as mulheres sejam modestas, suaves, e preocupadas com a qualidade de vida); feminilidade pertence a sociedades nas quais os papéis de
gênero coincidem, i.e., espera-se que tanto homens como mulheres sejam modestos, suaves, e preocupados com a qualidade de vida (HOFSTEDE, 1997, p. 82 e 83).
Ranking: Brasil 27º ; México 6º
No Brasil essa característica se manifesta, por exemplo, na maneira de lidar com os conflitos. Como em toda sociedade que tende ao coletivismo, o conflito é evitado, mas se ele é inevitável, o brasileiro trata de resolvê-lo de forma cooperativa.
Isto pode trazer dificuldades em estabelecer metas e objetivos claros a serem cumpridos, pois estes podem pressupor uma ação concorrencial, que vai contra a cooperação. No México, por sua vez, a masculinidade se faz notar:
na segregação de atividades entre homens e mulheres na sociedade
no uso de títulos e pronomes de tratamento que marcam as conquistas, poder e sucesso de cada um.
México é dual nesta dimensão, e apresenta características fortes de sociedades femininas também:
ter um ambiente de trabalho agradável, onde ele possa dedicar algum tempo a atividades pessoais que lhe dão prazer – como um almoço mais longo, por exemplo
é difícil que um mexicano interrompa uma reunião ou atividade que lhe dê mais prazer para ser pontual em algum outro compromisso, principalmente se este for com alguém que ele pouco conhece.
4. Controle de Incertezas
Controle de incertezas é definido como o grau do quanto os membros de uma cultura se sentem ameaçados por situações incertas ou desconhecidas (HOFSTEDE, 1997, p. 113), ou o quanto as pessoas de um determinado país preferem uma situação estruturada frente a uma desestruturada. A escala vai do relativamente flexível (zero) ao extremamente rígido (HOFSTEDE, 1994, p. 3).
No Brasil esta dimensão se manifesta pelo formalismo, isto é, tenta-se criar garantias de estabilidade para todos, mas nem sempre elas são exeqüíveis, abrindo caminhos para canais extralegais, ou mesmo legais, aceitos como procedimentos normais pela consciência coletiva para esquivar-se do que está formalizado.
Isto cria um senso comum onde se abre espaço para formalizar determinados objetivos sem necessariamente criar um compromisso real em cumpri-los.
Por outro lado, isto permitiu o desenvolvimento de uma forma bem característica de flexibilidade do brasileiro: ante a um impasse entre o pessoal e o impessoal, tentamos criar uma saída intermediária, algo inconcebível em outras culturas mais rígidas – entre o “pode” e o “não pode”, no famoso “jeitinho”.
No México, a forte tendência a controle de incertezas se reflete em pontos já vistos antes, como contratar pessoas conhecidas, pois são consideradas mais confiáveis. Mas esta tendência a querer ter controle das incertezas e não arriscar-se a situações inesperadas também é causada por uma falta de iniciativa que vem desde os tempos dos indígenas, onde a forte ligação com a natureza dava uma sensação de controle e fatalismo externos, e foi reforçada pelos conquistadores e pela igreja, que suprimiam a iniciativa e confiança em si mesmo, de maneira a poder exercer melhor o controle.