Na década de 50, a escala de valores da família tendia a ser pautada pelo conteúdo exibido na programação da televisão, não apenas no sentido de produtos a serem consumidos segundo a lógica da cultura de massa63. Como foi visto no capítulo 2, a escala de valores ditou os bons costumes que deviam ser cultivados pela elite, as regras, as condutas, os caminhos a serem seguidos e as fórmulas de sucesso para o desenvolvimento das habilidades individuais que poderiam gerar o bem-estar social. Socialmente falando, a televisão seria responsável pela difusão da lógica de produção adaptada aos moldes de vida das famílias de modelo patriarcal da elite paulistana.
A partir de então, verificamos que família da elite paulistana se deparou com uma situação nova dentro de seus lares, de acordo com a mudança da comunicação
63 Neste contexto, entende-se cultura de massa como constituída pela economia de mercado,
desenvolvimento tecnológico, comunicação multiplicada à distância e por uma quase-indústria cultural, de acordo com a definição dada por Edgar Morin em seu livro Cultura de Massas no século XX: necrose.
primária, e fora deles, com a apresentação de diferentes valores sociais que eram apresentados pela TV. Este complexo jogo entre a esfera familiar e a televisão é um grande emaranhado de relações que ora pende para a impressão de uma possível ampliação da capacidade comunicativa de seus membros, considerando o papel da simulação, ora tende a representar uma comunicação pautada em um suporte que poderia levar à redução do diálogo entre os familiares.
A introdução da televisão e seus desdobramentos na esfera familiar paulistana propiciaram uma espécie de novo ambiente comunicacional. Podemos dizer que no momento em que a televisão passou a ser o suporte que representava o ponto central do processo de comunicação da família, um diferente paradigma de comunicação foi se desenhando dentro dos lares das famílias da elite paulistana. Desta forma, a televisão passou a transmitir programas, como os teleteatros, as telenovelas, os telejornais e os programas de variedades, que levavam consigo aspectos inseridos nessa atmosfera, tais como a criação de astros e estrelas e o fenômeno agenda-setting.
Nesse sentido, a análise surpreende quando revela que o fenômeno da alta veiculação de informações gerada pelos meios de comunicação não seja atual. Com o início da televisão nos anos 50 e a necessidade de apresentar atrações que preenchessem os horários livres, houve o início deste fluxo informacional. Em parte, o fluxo informacional foi resultante do grande número de informações exibidas por meio desses programas que visavam preencher um vazio que havia sido gerado na esfera familiar. Isso porque a comunicação pautada pela televisão fez com que os familiares mudassem suas posturas e não dialogassem mais entre si enquanto assistiam à televisão.
A introdução da televisão nos lares das famílias paulistanas de modelo patriarcal da elite paulistana gerou uma dinâmica pautada no suporte da televisão. Desta forma, a comunicação pautada no corpo, compreendida como comunicação primária, acabou ficando em segundo plano. É como se a comunicação entre dois corpos que se vinculam e se mantêm relacionados pelo diálogo no ponto de encontro tivessem se esvaziado de sentido, já que a introdução da televisão no ambiente do diálogo familiar acabou ocupando um espaço muito importante para a manutenção desses vínculos.
O surgimento de um vazio na comunicação entre os familiares estabeleceu uma dinâmica que legitimou, ainda mais, a interferência da televisão dentro da
esfera familiar. Ao invés do vazio servir como um alerta para que os familiares investissem no diálogo e na manutenção dos vínculos partindo da comunicação primária, a dinâmica foi estabelecida de modo a responsabilizar a televisão pelo preenchimento do vazio na esfera da comunicação familiar. Acontece que a saída para o vazio gerado no âmbito dos relacionamentos entre os familiares estava dentro desta própria esfera: a comunicação é vínculo. E o vínculo entendido como comunicação primária só pode ser estabelecido entre as pessoas que fazem parte desse universo familiar.
“Todo processo comunicativo tem suas raízes em uma demarcação espacial chamada corpo. O que se denomina ‘comunicação’ nada mais é que a ponte entre dois espaços distintos. (...) É com o corpo, gerando vínculos, que alguém se apropria de seu próprio espaço e de seu próprio tempo de vida, compartindo-os com outros sujeitos” (BAITELLO, 2005, p. 70/71)
A introdução da televisão na esfera da família de modelo patriarcal da elite paulistana alterou a dinâmica da comunicação interpessoal. Evidentemente, é necessário apontar que o rádio já havia interferido na comunicação interpessoal dos familiares quando foi introduzido nessa esfera. Uma comparação entre esses dois meios revela que o processo de introdução, tanto do rádio como da TV, gerou uma situação diferente da dinâmica de comunicação interpessoal dentro dos lares das famílias. Só que com a televisão o processo de reunião em torno de um suporte que servia como meio de comunicação gerou muito mais movimentação.
Se antes os familiares se reuniam para conversar e faziam uso do rádio após as refeições, depois desse advento os momentos de lazer tornaram-se sinônimos de assistir à televisão. Os vínculos interpessoais já não eram os principais fios condutores por meio dos quais os familiares mantinham seus relacionamentos. Os vínculos ainda estavam lá, mas de uma forma distinta. Os familiares se reuniam em um determinado ambiente propício à manutenção de vínculos, contudo o vínculo estabelecido entre eles ficava restrito.
Figura 16: O Estado de São Paulo - Caderno Principal - p.15 - Domingo, 23 de setembro de 1956.
Os familiares estavam ao mesmo tempo em um mesmo espaço, mas a principal atividade não era o diálogo. Os corpos postos em contato começaram a doar seu “biotempo” para o acompanhamento de programas exibidos pelo novo meio de comunicação. A questão dessa relação entre televisão e família é muito complexa, pois ao mesmo tempo em que a televisão une os familiares, os parentes, os vizinhos e os amigos em um mesmo ambiente, essas pessoas não estabelecem uma comunicação que parte do corpo e chega ao corpo do outro construindo vínculos.
No meio do processo de comunicação interpessoal entrou a televisão e todos os aspectos envolvidos nesse processo de desenvolvimento, o que por um lado gerou um vazio no seio da família e que, por outro, pareceu ser a solução a essa problemática. No entanto, a riqueza que está nos relacionamentos estabelecidos entre os familiares é a chave para toda essa problemática, já que o vínculo criado entre as pessoas é o que garante a
sobrevivência da espécie humana ao longo do tempo. Partindo desse princípio, o vínculo é o que possibilita o reconhecimento do eu no grupo da família e que, posteriormente, vem a ser uma condição essencial para que sejamos capazes de estabelecer conexões que desenvolvam nossa habilidade comunicativa em todos os ambientes sociais.
A comunicação partindo do homem e voltada para o homem quebra o esquema de uma via de mão única que tem a televisão, por exemplo, como geradora de informação e o telespectador como receptor. Partindo desse princípio, de um lado temos a televisão e seus padrões de conduta que visam ao consumo. De outro, está a massa de telespectadores, receptores dispostos a doarem grande parte de seu “biotempo” para a criação de um vínculo com o aparelho e seus programas. Como foi visto anteriormente, a televisão foi um meio de agregação de pessoas dentro dos lares das famílias da elite paulistana. Além disso, foi um agente responsável pela modificação na dinâmica da comunicação interpessoal desses familiares e de seus televizinhos.
Na verdade, a questão suscitada na relação entre a televisão e seus telespectadores não está somente na veiculação das informações que visam preencher o vazio desse ambiente comunicacional. Partindo do princípio de que a comunicação é um vínculo que deve ser estabelecido entre dois corpos relacionados em um tempo e espaço específicos e que trocam impulsos, sinais, símbolos e imagens (PROSS, 2000, p. 73), podemos nos perguntar se essa comunicação não deve sustentar distintos elementos conectados que, ao estabelecerem um vínculo, sejam ao mesmo tempo emissor e receptor.
O cenário em que foi introduzida, tal como foi apresentado até aqui, revela uma forma distinta de comunicação ao manter um suporte de um lado e o telespectador de outro. Essa forma básica de distribuição de apenas um emissor falando para mais de milhões de pessoas é uma problemática que suscita a avaliação da economia de sinais. A economia de sinais definida por Harry Pross (1989, p. 97) como “a tendência de superar no menor tempo possível os maiores espaços possíveis com o menor gasto possível para a comunicação individual” é uma faceta da comunicação introduzida pelo rádio e largamente difundida pela televisão.
A economia de sinais pode ser analisada como um avanço, já que a tecnologia empregada nesse sistema de informação desenvolveu o videotexto64 que permite a exibição de um programa gravado há mais de meses de forma atual e que traz novas temáticas para o cotidiano das pessoas.
O videotexto, “uma combinação de aparato de distribuição e mediação” (PROSS, 1989, p. 97), foi de extrema importância para o desenvolvimento da televisão, pois foi por meio dessa tecnologia que as emissoras passaram a se organizar melhor e não mais fazer uso de uma apresentação ao vivo, mais suscetível ao erro e menos eficaz para a publicidade. Organização em TV significa ter mais tempo para melhorar as condições de exibição da programação, ideologicamente preparada a fim de cumprir determinados objetivos pré-estabelecidos. De um modo menos detalhista, podemos dizer que o avanço do videotexto, aliado a melhora da programação, viria a garantir uma comunicação ecologicamente mais benéfica em relação aos telespectadores. Só que não é exatamente isso que acontece.
A economia de sinais que poderia colocar as facilidades da superação das diferenças de tempo e de espaço com um menor gasto de energia em prol da comunicação, acabou trazendo mais tensão nessa relação entre emissor-receptor. “Imobilidade e distância é a condição imposta ao corpo do homem contemporâneo midiatizado por infinitas telas” (CONTRERA, 2005, p. 57). Em ambientes diretamente afetados pelo vazio dos vínculos, a TV acaba desempenhando um papel importante de comunicação através do processo de abstração.
“A rede midiática aperfeiçoa a abstração. (...) A dramaturgia pode se meter na pele e desatar estímulos. Mas segue sendo uma ilusão, um vazio moral, um elemento no curso do aparelho comunicacional. Seus deuses dirigem os fios atrás dos cenários, como fazem os manipuladores de fantoche, fios que são, por sua vez, abstratos, títulos de empresas, balances, estruturas de mando...” (PROSS, 2000, p. 89)
Afirmar que o suporte da televisão surgiu na década de 50 sendo pensado para a realização de uma economia de sinais é um pouco precipitado. Além do espaço e do
tempo, temos que considerar o gasto de energia empregado para a realização da comunicação, o que se torna um fator extremamente vulnerável e que não representa muita coisa em termos reais. Afinal, quando se propõe uma economia de sinais, o que se entende por gasto? Podemos estabelecer que gasto seja referente ao dinheiro empregado neste sistema de emissão de informações, também pode ser um gasto em termos de produções que mantêm relação direta com o sistema do videotexto, por exemplo, ou ainda, gasto pode ser entendido como uma medida de cálculo para a quantidade de energia gasta pelos telespectadores.
Independentemente da definição do que é gasto em economia de sinais, é de fundamental importância reconhecer que a televisão fez uso (e continua fazendo) dessa fórmula de menos tempo, espaço e gasto para atingir suas metas comerciais e ideológicas. A questão ideológica na televisão nos força a analisar de que modo os meios de comunicação podem desempenhar um papel no ambiente comunicacional da família, quando estão regidos por uma dinâmica diferente da que se estabelece entre os familiares. Por trás da divulgação de uma escala de valores utilizada na comunicação dirigida por este meio de comunicação, estão algumas necessidades básicas.
“O vínculo, a função e o sentido (amar, trabalhar e construir uma
história), essas três condições de uma vida humana acabam de mudar de significado. O vínculo é cada vez mais formado fora da família ou do clã do vilarejo. Aprendemos a amar em instituições frias, onde a idolatria do desempenho contradiz o piedoso discurso igualitário”. (CYRULNIK, 2005, p. 57)
Considerando o vínculo, a função e o sentido que damos às coisas como condições básicas para a vida, devemos questionar se a criação de uma comunicação pautada nos meios de comunicação eletrônicos de fato esteja de acordo com a necessidade do desenvolvimento humano. Mais do que isso, devemos analisar se o não cumprimento dessas premissas vitais pode nos levar ao “empobrecimento sensorial por um embotamento de percepções (...) uma visão de mundo imprecisa” (CYRULNIK, 2005, p. 18). Com um embotamento de sentidos e uma conseqüente visão de mundo imprecisa se torna mais difícil identificar a problemática da introdução da televisão na esfera da família de modelo patriarcal da elite nos anos 50 e seus desdobramentos na comunicação.
O advento e o desenvolvimento da televisão trouxeram consigo toda uma estrutura que modificou as bases dos modelos de comunicação pautados no corpo. A comunicação primária, definida por Harry Pross como a comunicação que envolve o corpo e suas linguagens, começou a se perder em meio à utilização das imagens essencialmente criadas e pensadas em termos de suportes e telas. A comunicação pautada no corpo e o processo de vinculação possível nos relacionamentos interpessoais acabaram ficando em segundo plano em relação à novidade da televisão e seus programas de grande sucesso. Desse modo, a introdução da televisão na esfera da família de modelo patriarcal da elite paulistana nos anos 50 modificou a dinâmica comunicacional nesses ambientes e transformou os vínculos comunicativos estabelecidos entre os familiares.
“Sem habilidades comunicativas para se fazer entender, o homem acaba por se esconder atrás de telas e monitores que cada vez mais invadem seus lares e alteram a dinâmica de aproximação dos familiares. A falta de tempo, de espaço e de esforço energético empregado nos encontros interpessoais transformam a carência afetiva inata ao ser humano, num vazio sem começo e sem fim. Não se sabe o que poderia saciar o desejo/necessidade de comunicação quando os vínculos já não comunicam ou estabelecem laços entre as pessoas de um determinado grupo social”. (CYRULNIK, 2005, p. 121).
Por meio desta pesquisa foi possível avaliar que a introdução da televisão na esfera familiar paulistana foi um processo que interferiu na forma como os familiares se comunicavam. Acontece que esta afirmação só é possível se partirmos da premissa de que este trabalho avaliou uma parte do processo relativo ao desenvolvimento da TV no país. Na verdade, o principal aspecto que leva a esta conclusão foi a maneira como os objetivos foram previamente estabelecidos. O interesse em verificar se houve uma transformação nos vínculos dos familiares que se deparavam com a televisão dentro de seus lares estabeleceu um foco específico a ser analisado.
Sendo assim, foi necessário verificar que a história da televisão no Brasil começou em 1950 graças ao pioneirismo de Assis Chateaubriand e aos profissionais que experimentaram diversas formas e linguagens para esse novo meio de comunicação. A contextualização histórica foi fundamental para que se conhecesse o cenário histórico e o cenário das famílias que viviam nesse período na cidade de São Paulo. Foi mantido um enfoque nessa fase elitista a fim de que este trabalho pudesse verificar o grau de interferência da televisão na comunicação interpessoal dos familiares.
Primeiramente, o que deve ser levado em consideração, a fim de estabelecermos um panorama final sobre esta temática da história da TV e sua interferência na estrutura da comunicação familiar, é a dificuldade na compra dos aparelhos. Os 200 televisores instalados nos estabelecimentos comerciais e doados às famílias da elite paulistana por Assis Chateaubriand foram considerados símbolos de status. No começo, “o televisor é uma atração para a vizinhança, um símbolo de prestígio e diferenciação social” (SIMÕES, 1986, p. 26). Mesmo sabendo que após uma década de seu surgimento o número de televisores em uso no Brasil chegou a 598 mil65, é importante lembrar que até 1964 a televisão viveu seu período elitista. Houve um aumento considerável do número de aparelhos no país, mas isso não significa que a televisão tenha se tornado um bem tão acessível a ponto de perder o poder de diferenciar os grupos sociais.
No caso dos estabelecimentos comerciais, a questão da instalação desses aparelhos foi importante na medida em que ofereceu ao público o acesso a essa novidade. Só que a principal forma de diferenciação dos grupos sociais não era ter contato com os aparelhos distribuídos pela cidade, pois, dependendo da localização do ponto comercial,
ele podia ser freqüentado por pessoas de diferentes classes sociais. O mais relevante se refere à introdução da televisão nos lares das famílias paulistanas, pois foi essa escolha das famílias que podiam ter acesso ao novo meio de comunicação que gerou uma movimentação na ordem dos grupos sociais.
As famílias que receberam os primeiros televisores já eram famílias de notoriedade social. A melhor forma de exemplificar essa notoriedade foi o episódio, citado anteriormente no capítulo 2, em que o senhor e a senhora de uma determinada família de prestígio ligavam para a emissora quando acreditavam que uma determinada atração atentava contra o decoro familiar. O recebimento desses aparelhos acabou legitimando o status social que determinada família exercia dentro da estrutura social da época.
O que deve ser levado em consideração não é somente esse momento histórico dos primeiros televisores disponíveis na cidade de São Paulo. A partir desse princípio, que havia sido determinado pela posição social ocupada pelas famílias, foi verificado um processo que ampliava um pouco as condições de acesso aos aparelhos. Embora o televisor ainda estivesse associado a uma oferta às elites, é interessante observar que os aparelhos começavam a disputar o mercado dos eletrodomésticos. Em 1951, era possível encontrar televisores importados e televisores de marca Invictus, produzidos no Brasil.
Em 1950 apenas algumas famílias eleitas por Chateaubriand podiam desfrutar das atrações exibidas pelos televisores no conforto de seus lares. Apenas um ano depois, as famílias da elite paulistana que se interessavam por essa novidade podiam ir às compras para escolher qual televisor comprar. Foi nesse momento, em que a televisão se tornou um eletrodoméstico disponível nas lojas, que o processo de introdução da televisão na esfera familiar paulistana ganhou força, tal como foi analisado neste trabalho.
O comportamento das famílias que foram às lojas de eletrodoméstico e trouxeram a televisão para dentro de suas casas representou a mudança na organização de um ambiente comunicacional dentro desses lares. Não se pode dizer que a introdução dos televisores nas casas das famílias da elite tenha representado a criação de um novo cenário comunicacional. Utilizar a expressão “novo cenário” seria precipitado. O que se pode dizer é que a introdução da televisão nos lares das famílias paulistanas da elite foi o início de um processo que modificou a forma como os familiares se comunicavam nesse ambiente.
Partindo dessa consideração de que a incorporação da televisão na esfera familiar foi uma mudança no cenário da comunicação interpessoal, retomamos um aspecto verificado nesta pesquisa no que diz respeito ao cenário das famílias que se enquadravam no cenário familiar apresentado anteriormente. No capítulo 1, foi apresentada a estrutura principal das famílias que participaram desse processo no qual a introdução da televisão na cidade de São Paulo se iniciou. Não foi uma decisão movida por interesses pessoais que tenha determinado a análise de um determinado modelo de família.
A análise da família de modelo patriarcal da elite paulistana foi uma necessidade apontada pelo próprio objeto, uma vez que a introdução da TV ocorreu prioritariamente em um determinado grupo social. Essafamília foi o principal grupo social atingido pelo processo de introdução da televisão na sociedade brasileira, já que havia uma