V.3. Kayıtdışı Ekonomik Faaliyetlerle Mücadelede Denetimlerin Rolü ve Etkinliğ
V.4.2. Sosyal Güvenlik Boyutunda Denetim Yapısının Rolüne Mükelleflerin Bakışı ve Yargılarına İlişkin Değerlendirme
Para a sistematização e interpretação das informações e dados que foram coletados, foi utilizada a técnica de Análise de Conteúdo, que permite interpretar as respostas emitidas pelos sujeitos. Mediante a Análise de Conteúdo, pode-se encontrar respostas às questões que se pretende investigar na pesquisa. A “análise de conteúdo em si se refere a conteúdos de prática, deixando-se em plano secundário a roupagem formal da elaboração discursiva” (DEMO, 1999, p. 42).
A Análise de Conteúdo é entendida como técnica de compreensão, interpretação e explicação das formas de comunicação, tendo como objetivos centrais: ultrapassar as evidências imediatas; aprofundar a percepção da realidade - por intermédio de leituras sistematizadas; verificar a pertinência e desvelar a estrutura das mensagens. Para a realização da Análise de Conteúdo, o pesquisador deve ter uma percepção que observe e compreenda o real pelo enunciado da mensagem emitida pelo sujeito - atores da pesquisa.
Esse tipo de análise define “qualitativamente a presença de determinados temas, denota os valores de referência e os modelos de comportamento presentes
190 IBGE. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1>. Acesso em: 9 fev.
[...]” (MINAYO, 2004, p. 209). Esses enunciados extrapolam o conteúdo das mensagens, pois agregam significações referentes às experiências sociais e políticas dos sujeitos pesquisados (SETÚBAL, 1995). Isto significa que demonstra os valores e modelos de comportamentos dos sujeitos pesquisados, desvelando as relações com seus significados, assim como características da realidade e da vida cotidiana desses sujeitos.
Nesse sentido, nesse estudo foi utilizada a técnica de Análise de Conteúdo baseada em Bardin (1977). Essa técnica foi operacionalizada por meio das seguintes etapas:
a) Pré-Análise: constituída pela Leitura Flutuante, Constituição do Corpus e Formulação de Hipóteses e Objetivos. Nessa etapa são formuladas as unidades de registro, constituídas por palavras-chave, expressões e/ou frases. Também são estruturadas unidades de contexto, designadas pela delimitação do contexto social ou teórico, que agrega a unidade de registro, por meio da organização e preparação do material;
b) Exploração do Material: que consiste basicamente na codificação dos dados coletados. Nessa etapa podem emergir categorias empíricas, ou seja, aquelas que são oriundas da análise de campo, que podem ser acrescentadas às categorias teóricas;
c) Tratamento dos Resultados Obtidos e Interpretação dos Dados: nessa fase se dará significação e interpretação aos dados coletados, fazendo uma mediação com a teoria que fundamenta a pesquisa.
Empregou-se também, para complementar a análise qualitativa, a codificação191 dos dados quantitativos, por meio da tabulação192 simples. A tabulação simples “consiste na simples contagem das frequências das categorias de cada conjunto” (GIL, 1999, p. 169). Nessa direção, tabelas e gráficos foram utilizados para dar representatividade à sistematização dos dados quantitativos. “Dados [...] estatísticos auxiliam o pesquisador na investigação, mostrando que [...] é melhor buscar a ajuda dos números para deter o conhecimento mais detalhado da realidade” (MARTINELLI, 1999, p. 47).
191 “A codificação é o processo pelo qual os dados brutos são transformados em símbolos que
possam ser tabulados” (GIL, 1999, p. 168).
192 A “tabulação é o processo de agrupar e contar os casos que estão nas várias categorias de
A coleta e análise dos dados foram efetivadas tendo como norte as categorias teórico-metodológicas e temáticas. Destaca-se também que as informações obtidas por meio desta pesquisa serão amplamente divulgadas e difundidas, bem como transmitidas aos participantes da pesquisa - Senaes, Fóruns Nacional, Estadual e Regional de Economia Popular Solidária, sujeitos vinculados a instituições e experiências pesquisadas -, tendo como intencionalidade contribuir para a transformação da realidade. A produção desta tese, objetiva colaborar para o aprimoramento do Programa de Economia Solidária em Desenvolvimento e sua implantação no Rio grande do Sul e no Brasil, no que se relaciona a contibuição do mesmo para a viabilidade das experiências coletivas.
Dando sequência ao tema em estudo, com a crise econômica e social decorrente da reestruturação do capital e com a falta de postos de trabalho, os governos, pressionados pelos trabalhadores, adotam políticas de desenvolvimento de economias regionais (GIDDENS, 1991) com a finalidade de criar novas oportunidades de geração de trabalho e renda em empreendimentos populares e solidários. É “dever do Estado a promoção de um processo público de inclusão social, sustentando e treinando os desempregados, financiando e assistindo [...] pequenas empresas ou comunidades de trabalho” (SINGER, 1999, p. 63).
Diante dessa demanda, a Economia Popular Solidária adentrou na agenda pública brasileira, constituindo-se, no limiar do século XXI em um programa social. No próximo Capítulo serão apresentadas as informações obtidas por meio de análise documental do Programa de Economia Solidária em Desenvolvimento, bem como sobre a análise documental realizada sobre o mapeamento desenvolvido pela Senaes sobre estas experiências no Brasil e no Rio Grande do Sul, entre 2005 e 2007. Faz-se importante a apreensão das informações que foram mapeadas pela Senaes, como forma de apreender a demanda atendida por este programa social, de modo que a caracterize bem como justifique a existência e aprimoramento deste programa social, pois consiste na única ação do programa realizada em todos os estados brasileiros.
5 PROGRAMA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA EM DESENVOLVIMENTO
No Brasil, as políticas e programas sociais começaram a serem implementados como estratégia de Estado, bem como mecanismo de enfrentamento das manifestações da questão social, desde o capitalismo monopolista. Assim, as políticas sociais e o sistema de proteção social Brasileiro foram postos em prática de modo que atendessem de forma fragmentada as diversas demandas originadas da questão social. O papel central do Estado deveria ser de prevenir e de regular os conflitos sociais (RAICHELIS, 2000).
Neste Capítulo pretende-se introduzir o Programa de Economia Solidária em Desenvolvimento, juntamente com a forma em que o mesmo está sendo concebido e implantado no Brasil. Com o acirramento do desemprego e consequente exclusão e desigualdade social, desde 2003, o governo federal, por meio da Lei nº 10.683 e do Decreto nº 4.764, tornou a Economia Popular Solidária integrante da agenda pública brasileira.193 (E19, 2003).
Serão apresentados neste Capítulo os objetivos, as diretrizes e as principais ações e/ou atividades previstas pelo Programa de Economia Solidária em Desenvolvimento e pela Secretaria Nacional de Economia Solidária - Senaes. Também será abordada a articulação entre o referido Programa com os outros Programas e Políticas sociais existentes, de modo que este programa social, por meio das ações e programas transversais possa ser desenvolvido e efetivado. Por último, serão introduzidas as principais características apreendidas pelo Mapeamento de Economia Popular Solidária realizado entre 2005 e 2007 pela Senaes, tendo em vista uma aproximação e apreensão desta realidade que justifica a implantação do Programa de Economia Solidária em Desenvolvimento, e consequentemente, pesquisas sobre o mesmo. Para discorrer sobre o Programa de Economia Solidária em Desenvolvimento, porém, faz-se necessário, num primeiro momento, abordar sucintamente outros programas de geração de emprego e renda existentes no Brasil, bem como mencionar, também, a participação da sociedade civil nas políticas e programas sociais.
193 “A Secretaria Nacional de Economia Solidária – Senaes – foi criada no âmbito do Ministério do
Trabalho e Emprego com a publicação da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003 e instituída pelo Decreto n° 4.764, de 24 de junho de 2003, fruto da proposição da sociedade civil e da decisão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva” (Disponível em: <http://www.mte.gov.br/ ecosolidaria/secretaria_nacional_apresentacao.asp>. Acesso em: 27 fev. 2009).
5.1 INTRODUZINDO OS PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA E