1.3. KAFKASLARDA OSMANLI-RUS MÜCADELESİ
1.3.4. Gürcistan Bölgesinde Osmanlı-Rus Nüfuz Mücadelesi
Por derradeiro, devemos analisar a joint venture como um dos meios associativos empresariais mais difundidos por todo o mundo. Sua origem, de acordo com o autor Aníbal Sierralta Rios103, remonta ao início do comércio com as associações comerciais desenvolvidas pelos fenícios, egípcios e asírio-babilônicos. Todavia, a figura nítida aparece no século XIII, com asassociações feitas em Gênova e Veneza, em que mercadores uniam seus esforços para as expedições internacionais com as mais variadas mercadorias, dividindo os benefícios e os riscos, o que era então chamado de Gentleman Adventures.
Com o desenvolvimento e ampliação da atividade mercantil, esta prática associativa surgida no Mediterrâneo foi aperfeiçoando-se com base no critério pragmático da Common Law, tornando-se mais tarde a chamada Partnership. De acordo com o Partnership Act de 1890 e o Uniform Partnership Act de 1914 podemos enteder partnership como:
[...] la relación entre dos o más personas destinada a realizar un negocio del cual las partes gozarán de las utilidades y responderán por las pérdidas, reconociéndoles un patrimonio propio. No significa el nacimiento de un ente jurídico diferente, sino que se entiende así como una ficción para fines prácticos solamente [...]104.
Historicamente, nos Estados Unidos um dos primeiros casos de empresa conjunta foi o da Terminal Railroad Assocation, na segunda metade do século XIX, quando se uniram 15 companias ferroviárias105. Em continuação, este fenômeno foi se repetindo e hoje o contrato de
joint venture é um dos principais instrumentos de desenvolvimento da economia norte-americana,
como forma de atuação desses empresários nos mais variados mercados.
Assim, o próprio termo joint venture pode ser entendido, conforme preleciona Aníbal Sierralta Rios, como “[...] joint significa unión, empalme, conexión o conjunción; en tanto
que venture o ventura en inglés o castellano significan simultáneamente riesgo, exponerse a la causalidad o fortuna [...]”106.
Estas novas modalidades contratuais surgidas a partir da prática cotidiana dos empresários muitas vezes gera confusões entre os doutrinadores e principalmente quando estes pertencem a países e tradições legislativas diferentes, como a common law e a corrente romano-
103 RÍOS, Anibal Sierralta. Joint venture internacional. Lima: Depalma, 1996, p. 42. 104 Ibid., p 43.
105 BONVICINI, Daniel apud FERRAZ, Daniel Amin. Joint venture e contratos internacionais. Belo
Horizonte: Melhoramentos, 2001, p. 109.
germânica. Por este motivo, assinala Anibal Sierralta Rios107, que autores nacionais confundiram o consórcio com a joint venture, como Arnold Wald e Waldirio Bulgarelli, dentre outros.
A dificuldade na sua conceituação tem como fundamento a variedade de casos práticos, bem como a existência de inúmeras óticas sobre o assunto, como a jurídica, econômica, administrativa e organizativa. Além disso, não existe uma legislação sobre o assunto, o que torna sua definição ainda imprecisa.
Neste sentido, o jurista Luiz Olavo Batista108 atesta que a joint venture é uma mescla da criação civilista com o interesse prático e consuetudinário da common law, o que justifica a dificuldade de enquadramento jurídico. Porém, isto não se torna um obstáculo para a sua disseminação nos negócios internacionais, mas pelo contrário, pois acaba tornando esta prática negocial ainda mais flexível e adaptável na prática comercial internacional.
De acordo com a Enciclopedia Garzanti Del Diritto joint venture é:
[...] espressione inglese che designa un contratto con il quale due o piú imprese si impegnano a collaborare, con obblighi e responsabilitá non solidali bensí ripartiti pro quota, alla realizzazione di un investimento o di um-opera, allo scopo di suddividere il rischio, congiungere know-how complementari, indispensabili al buon fine dell’attivitá intrapresa, e conseguire un utile da ripartire proporzionalment.109.
Grande estudioso do assunto o autor Aníbal Sierralta Rios110 elenca alguns elementos presentes na joint venture como sua natureza contratual; objeto específico, configurando uma meta única e predeterminada; prazo do contrato vinculado ao término da obra em comum; gestão e controle mútuo do negócio pelas partes envolvidas; a distribuição dos resultados; caráter intuito personae, ligado à origem do instituto de pacto entre empreendedores; natureza fiduciária e responsabilidade ilimitada.
Desta forma, devemos ressaltar como salienta a jurista Maristela Basso, o fato de ser muito difícil uma definição precisa de joint venture, sendo que por este motivo é mais importante, como salienta a autora entender seu conteúdo e assim reconhecer as espécies que apresentam. Além disso, a tarefa de definição se torna ainda mais complicada nos casos de joint
ventures transnacionais, tendo em vista a imprecisão de um eventual conceito que possa servir
para todas as legislações111.
Neste sentido, dentre os tipos existentes podemos destacar as joint ventures
107 RÍOS, op. cit., p. 58.
108 BAPTISTA, Luiz Olavo; RIOS, Anibal Sierralta. Aspectos jurídicos del comercio internacional. São
Paulo: IDRI, 1993, p. 185.
109 ENCICLOPEDIA Garzanti Del Diritto. Milano: Editore Garzanti, 1993, p. 696. 110 RÍOS, op. cit., p. 70-79.
nacionais e internacionais, que é determinada pela nacionalidade dos participantes, sendo que na
joint venture nacional tomam parte duas ou mais empresas da mesma nacionalidade e na
internacional, duas ou mais empresas de nacionalidades diversas. Cumpre mencionar que na
international joint venture a empresa estrangeira se associa com uma empresa do país onde
pretende ver executado o projeto ou operação específica.
Neste último caso existem vantagens para ambas as partes, sendo que para a co- venture estrangeira torna-se mais fácil o acesso ao mercado, tendo em vista o conhecimento pela empresa local do ambiente cultural e de negócios. Por outro lado, para a empresa nacional associada é bastante interessante o acesso à tecnologia, bem como capacidade empresarial e financeira da associada estrangeira.
No que tange à participação financeira dos co-ventures, quando existe a participação de sócios nacionais e estrangeiros, as joint ventures podem ser denominadas de
equity joint ventures quando o negócio implica a associação de capitais, e, non equity joint ventures quando os sócios não contribuem com capital para a formação do negócio112.
Outra definição que pode ser feita entre as joint ventures é sob o ponto de vista formal, sendo que as corporate joint ventures são as associações que dão origem a uma pessoa jurídica, ou seja, a uma nova empresa, na qual existem os elementos constituintes de uma sociedade como um contrato de sociedade, a entrada dos sócios, a repartição dos lucros e prejuízos.
Note-se que estes empresários não têm o intuito único de obter lucros de forma meramente especulativa, mas criam uma empresa a qual dirigem de forma conjunta, com o intuito de realizar determinado empreendimento econômico comum. Neste caso, as joint ventures possuem uma estrutura mais rígida e por este motivo implicam um grau de comprometimento maior entre as partes envolvidas.
Devemos salientar ainda os ensinamentos do eminente jurista Andrea Astolfi define a expressão joint venture corporation como:
[…] una sociedad por aciones constituída por acionistas locales de los países receptores de la inversión y teniendo por objeto la organización de la ejecución de un subyacente contrato de joint venture, en el cual se han precisado las modalidades de actuación de la inversión113.
112 MARANHA, Roberta Cintra. A joint venture e o processo de internacionalização das economias. In:
FIORATI, Jete Jane; MAZZUOLI, Valério de Oliveira (Coord.). Novas vertentes do direito do comércio internacional. Barueri: Manole, 2003, p. 169.
113 ASTOLFI, Andrea. El contrato internacional de joint venture. Cuadernos de la Revista Del Derecho
Em sua origem nos Estados Unidos, este tipo de joint venture teve o escopo de limitar os riscos da empresa, excluindo a responsabilidade ilimitada dos contraentes, mediante a constituição de uma sociedade por ações e não de uma partnership, modelo que consagra a responsabilidade ilimitada dos sócios.
Por este motivo, por muitos anos a jurisprudência estadunidense combateu as joint
ventures constituídas como sociedades de ações, alegando ser inconciliável a existência do partner e o acionista. Entretanto, devido ao pragmatismo da common law esta jurisprudência foi
paulatinamente modificada e as cortes estadunidenses foram aos poucos aceitando as peculiaridades das relações de joint venture114.
Assim, acerca do plano da responsabilidade com relação a terceiros, a joint venture de natureza contratual em regra possui responsabilidade solidária e ilimitada entre os co-ventures, enquanto que na joint venture corporation, esta última é o sujeito de direitos, que fará parte do contrato com terceiros, assumindo os custos e riscos.
Agora absolutamente diverso é o problema relacionado com a disciplina jurídica aplicável ao empreendimento empresarial. Isto porque, na joint venture corporation, como possui natureza societária, deve seguir o direito nacional do país em que será constituída, sendo que o contrato constitutivo nos moldes da lei local é que dará vida a esse novo sujeito de direitos e por este motivo a joint venture corporation é essencialmente um contrato de natureza nacional.
Por outro lado, as joint ventures contratuais são fruto de acordos de natureza associativa, cujo contrato possui os elementos e problemas típicos dos contratos internacionais.
Insta agora diferenciar o consórcio da joint venture, onde podemos destacar o que foi feito pelo autor Aníbal Sierralta Rios que, segundo o qual “[...] podemos entenderlo como una
asociación permanente de empresas cuyo objetivo principal es agrupar ofertas o demandas de productos y/o servicios [...]”115.
Além disso, o mencionado jurista complementa “en el consorcio no se establece
un objetivo común sino que hay un conjunto de intereses puestos em común”116.
Assim, a característica essencial da joint venture é a realização de um projeto comum ou empreendimento específico, que pode ter duração curta ou longa, para o qual os empreendedores se unem, dividindo os riscos e benefícios. Neste sentido, o fator tempo é imprescindível para a escolha da forma de joint venture a ser adotada, bem como o modo de contribuição dos participantes para o empreendimento.
114 ASTOLFI, op. cit., p. 36-39. 115 RIOS, op. cit., p. 91.
Por outro lado, o consórcio de exportação nos moldes desenvolvidos na Itália, as pequenas e médias empresas se unem com interesses muito maiores do que uma obra ou negócio específico, formando uma estrutura que propicia o desenvolvimento em conjunto e a consecução de um objetivo contínuo, qual seja a exportação dos bens produzidos, amparados pela estrutura legal existente que estudaremos em seguida.
CAPÍTULO 3 DISCIPLINA GERAL DOS CONSÓRCIOS DE EXPORTAÇÃO NA