2. KURAMSAL TEMELLER
2.5. Gürültü
2.5.2. Gürültünün sınıflandırılması ve ölçümü
A utilização das matrizes de insumo-produto globais permite o rastreamento do valor adicionado ao longo de todo o processo de produção de uma indústria, a identificação dos insumos utilizados, sua origem em nível industrial domesticamente e externamente. Portanto, é capaz de avaliar mais do que um único produto dentro de uma indústria, como nos estudos de caso, e fornecer um panorama mais macroeconômico da inserção das indústrias nacionais por toda a extensão das CGV. Ademais, a utilização de métodos de decomposição das exportações brutas expressas nas matrizes I-O em termos de valor adicionado leva em consideração não só os efeitos dos insumos intermediários fornecidos no estágio imediatamente anterior da cadeia de produção, como também todos os outros estágios anteriores.
Essa literatura de valor adicionado está originalmente relacionada com os apontamentos teóricos relacionados à fragmentação da produção, que foca no desenvolvimento matemático de formas para medir a magnitude da especialização vertical da produção via decomposição das estatísticas brutas de comércio em termos de valor adicionado.
O trabalho pioneiro, nesse sentido, é de Hummels, Ishii e Yi (2001). De acordo com eles, um país pode participar dos movimentos de fragmentação internacional da produção de
duas formas: 1º) importando produtos intermediários estrangeiros para produção de bens voltados à exportação; 2º) exportando produtos intermediários nacionais que são usados como insumos por outros países para produzir bens voltados à exportação. A partir dessa constatação, os autores desenvolvem matematicamente um índice denominado VS61: conteúdo estrangeiro importado, direta ou indiretamente, embutido nas exportações de um determinado país. Esse índice é utilizado vastamente por trabalhos empíricos como uma proxy da fragmentação internacional da produção ou da especialização vertical dos países.
Além disso, sugerem a constituição de um índice, denominado VS1, para expressar o conteúdo doméstico de um determinado país presente nas exportações de países terceiros, ou seja, as exportações de intermediários nacionais exportados indiretamente através de tais países para o destino final (HUMMELS et al., 2001). No entanto, os autores não desenvolvem o cálculo matemático do VS1 e utilizam dados de exportações brutas de produtos intermediários como um indicativo para o mesmo.62
A partir da matriz I-O inter-regional da OECD63, eles verificam a evolução dos índices
VS e VS1 e os calculam para 10 países no período de 1970 a 1990. Os principais resultados apontam para uma parcela significativa do comércio envolvido na fragmentação internacional da produção, cerca de 30%, e para um crescimento de 40% do grau de especialização vertical ao longo do período analisado. Segundo eles, a intensificação do comércio de intermediários é doravante, em grande medida, do aumento da liberalização comercial que reduziu as barreiras comerciais, das reduções das tarifas comerciais e dos custos de transporte.
Ainda que pioneiros, os índices VS e VS1, possuem duas hipóteses restritivas: 1º) assumem que 100% dos insumos importados por um país é composto de conteúdo estrangeiro, ou seja, não há a possibilidade de existir conteúdo doméstico que retorna ao país via importações. Isso tende a superestimar a parcela do valor adicionado estrangeiro (VAE) e a subestimar a parcela do valor adicionado doméstico (VAD) nas exportações (expresso por VS1) - o que é particularmente relevante para os países desenvolvidos que tendem, frequentemente, a importar uma grande parte de seu próprio valor adicionado; 2º) a intensidade do uso de insumos importados é a mesma para a produção de bens voltados à exportação e à demanda doméstica final - hipótese restritiva, especialmente, para países especializados em
61 VS: acrônimo de Vertical Specialization.
62 Muitos estudos posteriores utilizam apenas o VS para se referir à especialização vertical da produção. Nesse
caso, seu conceito fica limitado ao conteúdo estrangeiro presente nas exportações domésticas.
processamento, como os países em desenvolvimento, cuja parcela de insumos nas exportações tende a ser muito alta (KOOPMAN et al. 2014).
Koopman, Powers, Wang e Wei (2010) desenvolvem uma estrutura matemática que permite superar as restrições das hipóteses presentes em Hummels et al. (2001), por meio da decomposição das exportações brutas de um país em mais categorias, dentre elas, o conteúdo doméstico que retorna para o país de origem e o conteúdo que é apenas dupla contagem (valores que já tenham sido contados nas exportações brutas de um país. Por exemplo, se um país exporta um produto que contenha insumos importados, ao passarem pela fronteira novamente eles são considerados dupla contagem nas exportações do país). Ou seja, ao invés de excluir ou ignorar a dupla contagem das estatísticas, eles provêm uma decomposição que quantifica diferentes tipos de dupla contagem. Ademais, a importância relativa de cada dupla contagem contribui para medir a intensidade da participação nas CGV, já que quanto maior a dupla contagem, significa que mais vezes um mesmo produto retornou ao país para alguma etapa de processamento.
Portanto, a decomposição realizada por Koopman et al. (2010) é relevante, pois permite expurgar dos índices VS e VS1 as categorias de dupla contagem e encontrar um conceito de valor adicionado que de fato líquido. De outro modo, o índice de especialização vertical proposto por Hummels et al. (2001) envolve valores que aparecem nas exportações em mais de um país e, portanto, requer algum grau de dupla contagem. Sendo assim, quanto mais vezes os produtos intermediários atravessam as fronteiras, maior será o valor de dupla contagem e maiores serão as diferenças entre esses dois tipos de medidas (KOOPMAN, et. al. 2014).
Além disso, Koopman et al. (2010) fornecem uma medida matemática para o índice VS1 e desenvolvem dois índices: um para capturar a posição nas CGV (GVC position) e outro para captar a participação nas cadeias de maneira mais integrada, ou seja, incluindo conjuntamente os índices VS e VS1 (GVC participation). De acordo com eles, as economias participam nas CGV de duas formas: “para trás” na cadeia (backward participation), usuários de insumos estrangeiros, também chamada de ligações a montante (upstream links) e, “para frente” na cadeia (forward participation), como fornecedores de produtos e serviços intermediários nas exportações de países terceiros, denominada ligações a jusante (downstream links). Portanto, uma visão completa do grau de especialização vertical da produção de um país ou da sua inserção em redes internacionais de produção envolve a identificação e quantificação da posição dos países nas CGV, seja a montante ou a jusante.
Sendo assim, empiricamente, a fragmentação internacional da produção é por vezes calculada como o valor adicionado estrangeiro (importação de insumo, peças e componentes)
para posterior exportação. Enquanto que, a participação em CGV é calculada como uma combinação de duas vias: importação de conteúdo estrangeiro para exportar e exportação de insumos, peças e componentes domésticos presente nas exportações de países terceiros.
Daudin, Rifflart e Schweisguth (2011) partem das medidas propostas por Hummels et al. (2001) e propõe um terceiro índice como uma forma de superar a hipótese restritiva adotada no calcúlo do VS1. Denominado VS1* 64, a nova medida é composta pelo valor de produtos
intermediários exportados por um país que é utilizado como insumos por indústrias de outros páises e que retorna como bens importados.
Os autores calculam as três medidas para uma amostra de 66 países e 55 setores nos anos 1997, 2001 e 2004 e calculam também o valor adicionado no comércio para 113 países em 2004, através da matriz inter-regional contida na base de dados da GTAP-7. Eles concluem que a participação do comércio de intermediários aumentou drasticamente entre 1997 e 2004. Ademais, demonstram a relevância de se avaliar o comércio por meio dessas medidas de valor adicionado, 27% do comércio internacional em 2004 é caracterizada pela especialização vertical da produção (VS), e que há diferenças relevantes entre essas medidas e as medidas brutas de exportação no que tange aos indicativos de regionalização do comércio (o comércio aparece muito mais globalizado quando avaliado por valor adicionado).
Dessa forma, é possível interpretar as mudanças na razão do valor adicionado em relação ao comércio bruto ao longo do tempo como mudanças na estrutura de especialização comercial dos países no contexto das cadeias de fornecimento transfronteiriças. De acordo com Johnson e Noguera (2012a), tais medidas são fundamentais para trabalhos empíricos que objetivam identificar as causas e/ou consequências do aprofundamento da fragmentação e da formação de CGV. No nível da indústria, o valor adicionado estrangeiro representa uma proxy da extensão em que CGV estão segmentadas ou “fine-sliced” dentro de diferentes tarefas e atividades que geram comércio, compondo um efeito de dupla contagem.
Johnson e Noguera (2012a) seguem de perto a metodologia desenvolvida por Hummels et al. (2001), mas propõem um índice novo para medir a intensidade da fragmentação da produção65, denominado– VAX ratio, que representa a razão do valor adicionado produzido
em um país, mas absorvido em outro país de destino (valor adicionado nas exportações (doméstico) - VAX), em relação às exportações brutas. Eles calculam o VAX a partir das estatísticas bilaterais da matriz inter-regional contida na base de dados GTAP (versão 7.1), para 94 países e 57 setores (agrupados em quatro categorias de atividades: 1. agricultura, floresta e
64 Por ser um subconjunto do índice VS.
pesca; 2. produção industrial não-manufatureira; 3 .indústria de transformação; e 4. serviços) no ano de 2004.
A conclusão é de que há uma grande parcela de bens intermediários no comércio internacional e diferenças significativas entre as medidas brutas e as medidas de valor adicionado. Em termos das relações bilaterais, por exemplo, há diferenças consideráveis: o desequilíbrio comercial entre a China e os Estados Unidos em 2004 foi 30-40% menor quando avaliado em termos de valor adicionado ao invés de termos brutos. Além disso, apontam que os países que exportam uma parcela maior de manufaturas apresentam razões VAX menores (JOHNSON; NOGUERA, 2012a).
Johnson e Noguera (2012b) calculam também o mesmo índice a partir da construção de uma matriz de insumo-produto para 42 países66, quatro categorias de atividades produtivas67 no
período de 1970 a 2009, na qual associam tabelas nacionais de insumo produto com dados de comércio bilateral. Além disso, utilizam modelos de painel para identificar os fatores determinantes da variável VAX ratio, dentre eles: barreiras comerciais e acordos comerciais regionais. Como resultado, eles apresentam alguns fatos estilizados com relação à evolução da fragmentação da produção em termos mundiais, nacionais e entre parceiros comerciais:
i. O índice VAX ratio está diminuindo ao longo do tempo, caiu de 10% a 15% nas últimas quatro décadas, isso significa que a parcela do VAD está diminuindo frente a um aumento do VAE;
ii. Tal declínio ocorreu de maneira diferenciada entre os países e entre relações comerciais bilaterais - foi maior em países que têm crescido rapidamente em função de mudanças estruturais, com exceção de alguns países avançados, como a Alemanha, que também apresentou essa queda da VAX ratio;
iii. As barreiras comerciais são determinantes significantespara a fragmentação. A distância geográfica entre os países também é um fator relevante – maiores quedas do VAX estão concentradas em relações comerciais entre parceiros próximos. Acordos regionais de comércio também têm efeitos importantes sobre a razão VAX, especialmente, sobre o índice calculado para comércio bilateral: grandes quedas do VAX estão associadas a acordos comerciais mais intensos (mercados comuns e uniões aduaneiras) do que com acordos mais superficiais, como acordos preferenciais ou acordos de livre comércio.
Koopman, Wang e Wei (2014) atualizam a metodologia desenvolvida em 2011 e propõem uma estrutura matemática de decomposição das exportações, que possibilita unificar
66 Combinam dados de duas bases: OECD Input-Output Database e IDE-JETRO Asian Input-Output Tables. 67 As mesmas descritas no artigo anterior dos autores.
todas essas medidas propostas na literatura. Eles calculam todos os índices mencionados e realizam várias aplicações, a partir da base de dados GTAP (versão 7) conjuntamente com informações adicionais da Comtrade, para o ano de 2004, cobrindo 26 países e 41 setores. Eles demonstram que 25,6% do total exportado, em média, pelos países da amostra corresponde a dupla contagem. No caso dos Estados Unidos, 9% das exportações são formadas por valor adicionado estrangeiro, enquanto que 11,3% do valor adicionado doméstico retornam para o país, indicando que a maior parte das exportações reflete seu próprio valor adicionado.
Além disso, tais autores desenvolvem uma adaptação do cálculo do índice de Vantagem Comparativa Revelada, VCR68, baseada no valor adicionado doméstico embutido nas
exportações totais e por indústria ao invés das exportações brutas. Os autores encontraram diferenças significativas entre o índice tradicional e o baseado no VAD na maior parte dos setores analisados. Por exemplo, no caso do desempenho do setor de equipamentos e máquinas da China, o VCR se mostrou bastante elevado pelo cálculo tradicional, enquanto que pelo novo índice, usando o valor adicionado, a China apresentou desvantagens reveladas, um VCR negativo, dado o alto conteúdo importado nas exportações desse setor na China (KOOPMAN et al. 2014).
Timmer, Stehrer, Los e Vries (2012a) utilizam a matriz I-O global da base de dados WIOD para também desenvolver um método de decomposição por valor adicionado, que permite a avaliação temporal da participação de cada país/indústria nas CGV. Entretanto, ao invés de decompor as exportações brutas, os autores decompõem o PIB, ou seja, a renda gerada por cada país no processo vertical de produção: medida denominada GVC income share. Além disso, os autores utilizam dados de emprego para avaliar o número de trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente na produção fragmentada: GVC jobs.
Timmer et al. (2012a) analisam a indústria de transformação da União Europeia no período de 1995-2008 (período, como já descrito, marcado pelo aprofundamento da fragmentação). Para avaliar a competitividade comercial, os autores constroem o índice VCR com base na GVC income (valor adicionado na produção, que é igual à soma do valor adicionado exportado com o valor adicionado consumido domesticamente). De maneira geral, eles verificam uma modificação no padrão de especialização comercial dos países em direção a atividades relacionadas aos setores de “equipamentos de transporte” e de “máquinas não elétricas”. Em termos de emprego, concluem que o número de trabalhadores envolvidos em
atividades de serviços nas CGV cresceu relativamente às atividades de fabricação e, que há um aumento de VCR nos setores baseados em trabalho qualificado.
Ao avaliar todos os países da amostra da WIOD69, Timmer, Erumban, Stehrer, Los e
Vries (2012b) constatam que a taxa de crescimento da GVC income nos países avançados é baixa enquanto que nos países emergentes tem se acelerado desde 2002. Ademais, apontam que o aumento da fragmentação está beneficiando atividades intensas em capital e em trabalhadores altamente qualificados, e um aumento do emprego em atividades de serviços da indústria manufatureira.
Timmer et al. (2014) buscam avaliar como os padrões de especialização comercial têm se modificado entre países desenvolvidos e em desenvolvimento de 1995 a 2008. Para tanto, os autores utilizam uma técnica de decomposição do valor adicionado no produto que eles denominam de “slice up the global value chain”, pela qual analisam a composição dos fatores de produção no processo produtivo, dividindo-os em: capital (deduzido como resíduo e definido como o valor adicionado bruto menos o rendimento do trabalho70) e trabalho (subdividido em
três categorias em termos de nível de educação: baixa, média e alta qualificação, de acordo com a International Standard Classification of Education - ISCED). Ou seja, eles avaliam o quanto de valor adicionado pelo fator trabalho e pelo fator capital foram necessários, direta e indiretamente, para a produção de produtos manufaturados finais dentro de CGV. Alguns dos principais resultados dessa análise parecem ser contraditórios:
1) Dentro das CGV, países desenvolvidos têm intensificado seu padrão de especialização em atividades intensivas em trabalho qualificado, dado que os países em desenvolvimento têm cada vez mais assumido as etapas de montagem, intensivas em mão de obra barata, permitido novas oportunidades para a fragmentação (offshoring). Sendo assim, há evidência de um aprofundamento de um padrão de especialização baseado nas vantagens comparativas, tal como apontando no modelo tradicional de comércio de Hechscher-Ohlin;
2) No entanto, as economias emergentes também estão se especializando em atividades intensivas em capital e trabalho qualificado: a parcela de valor adicionado do capital está aumentando enquanto a parcela de trabalho não qualificado está diminuindo, contradizendo, portanto, o modelo H-O;
69 Já descrita na seção anterior.
70 “It represents remuneration for capital in the broadest sense, including physical capital (such as machinery and
buildings), land (including mineral resources), intangible capital (such as patents and trademarks), and financial capital” (TIMMER et al., 2014, p.102).
3) Evidenciam-se mudanças no conteúdo de fatores de produção em nível global. Sendo que na maioria das CGV, há um aumento do valor adicionado por capital e trabalho altamente qualificado, e uma queda do valor gerado por trabalho menos qualificado, demonstrando um aprofundamento da mudança tecnológica, baseada no uso de trabalho qualificado e capital.
Baseado no modelo Modelo Heckscher-Ohlin-Vanek, Steher (2012) distingue duas medidas de valor adicionado nos fluxos de comércio entre os países: ‘comércio de valor adicionado’ (Trade in value added) – valor adicionado de um país embutido direta e indiretamente no consumo final de outro país e, ‘valor adicionado no comércio’ (Value added
in Trade) – valor adicionado contido nos fluxos brutos de exportações entre dois países.
Utilizando a base de dados WIOD, para a União Europeia, EUA, Japão e China (1995-2008), o autor calcula esses indicadores e os associam com o conteúdo dos fatores de produção.
Os resultados empíricos mostram que os superavits comerciais em termos de "comércio de valor adicionado" dos países emergentes é menor em comparação com o "valor adicionado no comércio", no comércio com países desenvolvidos, ou os deficits comerciais tendem a ser menores. Os fluxos comerciais por fatores de produção tendem a reforçar o modelo Heckscher- Ohlin, permitindo diferenças de produtividade.
Steher, Foster e Vries (2012) desenvolvem uma abordagem alternativa para decompor os fluxos de comércio em valor adicionado e seus componentes capital e trabalho (diferenciado pelas categorias de nível de instrução). Os resultados para a amostra de países e indústrias da WIOD (1995-2009) apontam para um padrão esperado: países desenvolvidos são exportadores líquidos de valor adicionado intensivo em trabalho altamente qualificado e países emergentes são exportadores de trabalho pouco qualificado. Outra constatação é sobre o papel dos serviços, que apresentam um peso muito maior nas exportações, quando analisado em termos de valor adicionado do que pelas estatísticas brutas.
Johnson (2014) resume as principais evidências sobre as diferenças entre as estatísticas brutas de comércio e em termos de valor adicionado: 1) as diferenças são grandes e estão crescendo ao longo do tempo, atualmente em torno de 25%; 2) o comércio de manufaturas (relativamente ao de serviços) aparece mais relevante nas exportações brutas do que em termos de valor adicionado; 3) as diferenças são heterogêneas ao longo dos países, com a razão das exportações de valor adicionado doméstico em relação as exportações brutas (VAX ratio) variando de 50% (Taiwan) a 90% (Rússia); e, 4) as diferenças estão mudando desigualmente
ao longo do tempo entre países e parceiros, com os mercados emergentes obtendo declínios maiores nos valores adicionados em relação às exportações brutas.
Por fim, mais recentemente a literatura de valor adicionado passou a desenvolver índices de posicionamento na cadeia ou de “upstreamness” da indústria (FALLY, 2012; ANTRÁS et al., 2012; FALLY E HILLBERRY, 2013) 71 tais como: 1) Índice dos números de estágio de
produção (Length of GVCs - Number of production stages) – que refere-se a média ponderada do número de estágios de produção (plantas) sequencialmente necessários (envolvidos) para produção de um determinado produto, sendo o peso equivalente ao valor adicionado em cada estágio; e 2) Índice de distância da demanda final (Distance to final demand) – que é a média do número de estágios entre a produção e o consumo final. Em conjunto, esses dois índices fornecem informações sobre a posição de cada produto ao longo de sua CGV.
Assim como o índice ‘GVC position’ de Koopman et al. (2010), esses índices foram construídos matematicamente para posicionar as indústrias em CGV a partir de informações disponíveis em matrizes I-O. A localização da indústria em questão depende de como as outras indústrias compram sua produção e, por sua vez, o quanto essas indústrias a jusante são de