3. KONYA’DA RESTORAN OLARAK KULLANILAN ANADOLU SELÇUKLU
3.2. HocacihanAkyokuş Han
3.2.4. Günümüzdeki durumu
O termo agroenergia quando mencionado é automaticamente associado ao etanol, afinal este é um combustível historicamente presente na matriz energética brasileira, e o Brasil desponta como importante detentor de tecnologia para a sua produção. Todavia a agroenergia vai além deste combustível, pois ela se refere a toda bioenergia produzida a partir de produtos agropecuários e florestais MAPA, , p. . Assim, além do etanol, o biodiesel e a biomassa florestal também compõem a cadeia da agroenergia.
O peso do etanol na matriz energética brasileira reflete‐se nas inúmeras usinas de cana‐ de‐açúcar instaladas no País e na proliferação da produção e venda de automóveis com motores bicombustíveis movidos a álcool ou a gasolina . Com efeito, em , foram produzidos mais de dois milhões e meio de veículos com essa tecnologia e neste mesmo ano a produção de etanol havia alcançado a marca de , bilhões de litros . Conforme abordado no capítulo , o destaque brasileiro na produção do etanol deve‐se à adoção do programa Pró‐álcool em , que incentivou sua produção e também a ampliação e modernização das usinas de cana‐de‐açúcar.
Fonte: ANFAVEA, Anuário Estatístico , disponível em www.anfavea.com.br <acesso em: . . >
Fonte: ÚNICA União da Indústria de Cana‐de‐açúcar , informações disponíveis em www.portalunica.com.br. <acesso em: . . >
Outro fator central a ser salientado é que o etanol é a principal agroenergia utilizada no mundo MAPA, , p. . De fato, em função das instabilidades do preço do barril do petróleo, do conturbado panorama que permeia seu consumo e produção mundial, e da emergência de um movimento mundial em torno da adoção de políticas com conteúdo ambiental – visando reduzir o consumo de energia e a emissão de gazes poluentes na atmosfera, e incentivar a produção de energia renovável –, criou‐se um cenário mundial favorável à expansão do consumo do etanol e, consequentemente, da produção e exportação brasileira deste combustível.
Guiado por esse objetivo, o governo brasileiro tem se empenhado em negociar multilateralmente não só a diminuição das barreiras tarifárias para a importação do etanol, como também a redução dos subsídios concedidos por países para a produção local do combustível. E a despeito das tarifas elevadas e das barreiras não‐tarifárias, o Brasil é hoje o maior exportador de etanol. Em , o volume exportado foi de , bilhões de litros , tendo como principais destinos os países da União Europeia, da América Central, Índia, Coreia do Sul e Japão.
Assim, o etanol destaca‐se no cenário da agroenergia brasileira por ser um produto com mercado desenvolvido, tendo em vista a sua produção e consumo doméstico, e também pela presença preponderante do Brasil no comércio internacional.
Com efeito, ao se observar a matriz energética brasileira gráfico , verifica‐se que a participação dos combustíveis renováveis responde por cerca de % do consumo de energia do Brasil o que, em termos comparativos é bem superior à média mundial de
, %, e à taxa de , % dos países da OCDE MME, a, p. .
Note‐se que do total de combustíveis renováveis, % refere‐se à agroenergia, composta por produtos da cana , % , lenha % e outros renováveis , % . Ou seja, os produtos derivados da cana‐de‐açúcar situam‐se em º lugar entre as fontes de energia
Apesar de o Brasil ser o maior produtor e exportador de etanol do mundo, o mercado internacional ainda é incipiente, fato observado se comparar a produção total do combustível e o volume exportado.
Fonte: ÚNICA União da Indústria de Cana‐de‐Açúcar , disponível em www.portalunica.com.br <acesso em: . . >
da matriz energética brasileira, ficando atrás apenas do petróleo e seus derivados % . Gráfico 1: Matriz energética brasileira – 2009 (Fonte: MME, 2010a) Fato a ser destacado é que a partir de assistiu‐se a um crescimento da participação de outras energias renováveis na matriz energética brasileira. Em este percentual era de , %; em de , %; em de , %, alcançando, em , o valor de , % MME, a, p. .
Segundo o MME, este crescimento deve‐se, entre outros fatores, ao crescimento ano a ano da produção do biodiesel, que só entre e cresceu , % de . m³ de litros para . . m³ de litros; MME, , p. e, entre e , o crescimento verificado foi de % produção de , mi m³de litros; ANP, .
Como referido, o biodiesel é um combustível que compõe a cadeia da agroenergia do Brasil. Este combustível agroenergético foi introduzido na matriz energética brasileira em , quando o governo federal lançou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel PNPB , em Dezembro de , no segundo ano do governo de Luis Inácio Lula da Silva.
Fonte: ANP : Produção Nacional de Biodiesel Puro B ; planilha disponível no site da ANP www.anp.gov.br , com valores até Julho de . <acesso em . . >.
O biodiesel é um combustível líquido derivado de biomassa renovável, que substitui o óleo diesel do petróleo e pode ser produzido a partir de diferentes oleaginosas, como mamona, girassol, nabo, soja, algodão, dendê palma e pinhão. Trata‐se de um combustível utilizado principalmente nos Estados Unidos, Alemanha, França e Itália e, desde , no Brasil. Com efeito, na Europa o interesse em biodiesel é crescente, uma vez que a frota de veículos movidos à diesel é expressiva. Por tal razão, a região concentra % do consumo mundial do combustível com a produção ultrapassando a marca de um bilhão de litros por ano, sendo que a Alemanha é responsável pela metade de sua produção PRATES et al., , p. ; CEIB, . Aliás, já há no país postos de combustível que comercializam o biodiesel puro CEIB, .
Há também fortes incentivos na União Europeia para ampliar o consumo e produção de biodiesel, por meio do incentivo à plantação de matérias‐primas agrícolas em áreas não exploradas e isenção de % nos impostos MAPA, , p. . Os Estados Unidos, que são o quarto maior produtor mundial de biodiesel, também oferecem aos produtores agrícolas incentivos tarifários e de crédito. Segundo o MAPA , o incentivo à produção do biodiesel nos Estados Unidos ocorre, principalmente em função da necessidade de dar vazão aos estoques extras de óleo de soja em vários estados, ajudando a equalizar o excesso de oferta agrícola para alimentação animal e humana
MAPA, , p. .
Considerando que o Brasil possui mais de milhões de hectares para expansão agrícola , clima favorável à produção de oleaginosas e que já possui um histórico de produção e consumo de biocombustível, o País apresenta um grande potencial tanto para produzir como para consumir o biodiesel.
Além desses importantes fatores, há incentivos de diferentes ordens que favorecem a sua produção e uso. No que tange a aspectos econômicos e de segurança energética, o Brasil é importador de diesel para o consumo interno, de modo que a produção local do
Fonte: página oficial na Internet do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, sob responsabilidade da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel CEIB . Página: www.biodiesel.gov.br <acesso em: . . >
PERES,J.; BELTRÃO, N. Oleagionosas para biodiesel: situação atual e potencial in MDIC, O Futuro da Indústria: biodiesel, Brasília, .
biodiesel representaria um impacto favorável na balança de pagamentos e reduziria a dependência perante um combustível importado.
No que se refere aos impactos positivos ao meio ambiente, tem havido grande incentivo em âmbito mundial para a substituição de combustíveis de origem fóssil – mais poluentes e um dos grandes responsáveis pelo efeito estufa – por combustíveis considerados ecologicamente corretos , isto é, que sejam renováveis e que emitam menores quantidades de gases nocivos na atmosfera.
Não se pode deixar de mencionar que o Brasil tem desenvolvido pesquisas sobre o biodiesel há décadas, de modo que o País detém o conhecimento tecnológico necessário para fomentar a produção e o consumo desse combustível em todo o território nacional. De fato, a primeira patente mundial do biodiesel, obtida em , é de autoria de um brasileiro CRISTO, , p. .
Ou seja, o Brasil possui tradição na produção de biocombustíveis, conhecimento
tecnológico e mercado interno receptivo para o consumo deste tipo de combustível. Como veremos a seguir, este legado contribuiu fortemente para a
formação da agenda do PNPB. 5.2 Biodiesel: da agenda de governo à agenda de decisão Para se compreender como ascende à agenda de decisão a ideia de se estruturar uma política federal de incentivo à produção e uso do biodiesel retomaremos, inicialmente, as diretrizes gerais que nortearam o Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores de , para identificar se esse tema já fazia parte das propostas de governo, ou seja, se a problemática estava presente na lista de temas que recebem atenção governamental. No Programa destaca‐se que a prioridade de governo seria a condução de um novo modelo de desenvolvimento do País pautado na sustentabilidade e inclusão social e que, com base nessa diretriz de desenvolvimento, o eixo referente ao setor da infra‐estrutura teria como alicerces a adoção: do Planejamento Estratégico, do Desenvolvimento
Econômico e da Energia para o Desenvolvimento. Este terceiro pilar procuraria articular o local, o regional e o social visando:
... viabilizar novas dinâmicas para os setores de hidroeletricidade, petróleo e gás natural, carvão, de geração nuclear, fontes alternativas eólica, solar e biomassa , de eficiência energética e co‐geração e geração distribuída, devolvendo ao Ministério das Minas e Energia as atribuições de principal gestor do sistema PT, Programa de Governo,
, p. ; grifos nossos .
Assim, já havia no Programa de Governo do PT a intenção de se incentivar a produção de energias alternativas originárias da biomassa. Todavia, esse aspecto é apenas mencionado no Programa, não se detalhando com maior profundidade quais alternativas, além do álcool combustível, seriam incentivadas, ou seja, não se explicitava a alternativa de se viabilizar a produção do biodiesel.
Fato peculiar é que, conforme explorado no capítulo anterior, já havia no governo de Fernando Henrique Cardoso uma política de pesquisa e desenvolvimento do processo de produção do biodiesel mediante a transformação de óleos vegetais, o Probiodiesel. Contudo, no Programa de Governo do PSDB referente à candidatura de José Serra, quando se menciona o uso de fontes alternativas de energias menciona‐se apenas o incentivo à pesquisa da energia eólica e solar, a despeito da existência do Probiodiesel.
Fontes alternativas de energia, como vento e radiações solares, que ainda têm custos elevados, continuarão a ser objeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico para que possam se viabilizar, sem prejuízo do aproveitamento das vantagens comparativas que a hidroeletricidade confere à economia nacional PSDB, Programa do Governo José Serra, , p. ; grifos nossos .
E no Programa, quando se menciona palavra biomassa, esta é utilizada para se referir exclusivamente ao álcool combustível:
Além disso, o firme apoio ao Proálcool cria oferta de combustível –
biomassa – para a geração de energia termelétrica no período seco do
ano, quando a hidroeletricidade tende a ter seu custo elevado PSDB, Programa do Governo José Serra, , p. ; grifos nossos .
Destacamos esse ponto pois, o fato de não se mencionar a continuidade de pesquisas de desenvolvimento da produção do biodiesel no Programa de José Serra ilustra a baixa prioridade dada pelo PSDB a essa política pública. Pode‐se inferir que o fato dessa
temática nunca ter ascendido à agenda de decisão e não ter sido foco no governo de FHC – conforme apontado no capítulo anterior – tenha tornado o Probiodiesel pouco visível ao partido.
Portanto, como no Programa de Governo do PT não se fala propriamente de uma política de promoção ao biodiesel, mas menciona‐se o propósito de se incentivar energias alternativas derivadas da biomassa, das quais o biodiesel faz parte, podemos concluir que havia espaço para que este tema entrasse na esfera da agenda governamental no governo de Lula. De fato, a ideia de se formular uma política pública de incentivo ao uso e produção do biodiesel inicia seu processo de ascensão à agenda governamental cf. Kingdon, , fazendo parte da lista de temáticas que recebem atenção do governo, quando o então Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, leva ao Presidente Lula, logo no início de seu mandato, a ideia de se criar uma política para a produção nacional do biodiesel. Nas palavras de Lula:
Eu me lembro que ... o companheiro Roberto Rodrigues entrou na minha sala e falou para mim: Presidente, eu queria discutir com o senhor a questão do biodiesel, que eu acho que pode ser uma grande solução para o país LULA, Discurso proferido na cerimônia de inauguração da Usina de Biodiesel Soyminas, de março de .
Segundo relatou Roberto Rodrigues, em entrevista para esta Tese, a proposta visava criar uma política de incentivo ao biodiesel:
... como uma forma de dar um destino adicional para as oleaginosas, criando‐se para elas um novo mercado, novas possibilidades. Com essa política, dois objetivos seriam atingidos: geração de emprego e renda, pois a criação de um mercado adicional para as oleaginosas incentiva sua produção e, consequentemente, geram‐se novos empregos; e mitigação do efeito estufa Roberto Rodrigues, ex‐ ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento .
Ao analisar a ideia de Roberto Rodrigues verifica‐se que é sugerida uma política pública de cunho agrícola e energético. E, como se pode observar em sua fala, o propósito era o
de criar um mercado adicional para o óleo vegetal, uma vez que o farelo é o principal produto obtido das oleaginosas . Note‐se ainda que nesta proposta de Rodrigues não se faz menção a questões relativas à inclusão social e de desenvolvimento regional. A geração de renda seria uma conseqüência do aumento da produção das oleaginosas e, no que tange à questão ambiental, o consumo e produção do biodiesel contribuiria gerando externalidades positivas perante a redução da emissão de gases do efeito estufa.
Todavia, Lula identificou nesta ideia uma boa oportunidade de incluir a temática social entre suas diretrizes. Em discurso preferido em janeiro de , Lula destaca esse aspecto:
Eu fiquei entusiasmado com a idéia. Fiquei entusiasmado porque, como sou nordestino, e tive que sair de lá em , por conta da seca, eu acho que não é possível que a seca ainda seja a razão pela qual as pessoas deixem algumas regiões do país LULA, Discurso proferido na cerimônia de lançamento do Pólo de Biocombustíveis, de janeiro de . Assim, a ideia inicial de introduzir o problema do desenvolvimento regional e da inclusão social em uma política de agroenergia devese ao interesse do presidente pela questão. Novamente, recorrendo às suas palavras: Se não tomarmos cuidado e não colocarmos num programa como esse uma determinada função social, obviamente que sem desprezar o econômico, nós corremos o risco de garantir que um projeto desse possa produzir biodiesel apenas de algumas coisas que já têm capacidade de produção extraordinária e que os pequenos não teriam condições de produzir LULA, Discurso proferido na cerimônia de lançamento do Pólo de Biocombustíveis, de janeiro de .
Com este propósito em mente, Lula reuniu um grupo de ministros para discutir o tema, já indicando que gostaria de uma política pública que lidasse com o problema do desenvolvimento agrícola regional e da agricultura familiar. Como narra Ricardo
No caso da soja, o teor de óleo do grão corresponde a % da composição física da soja e % ao farelo; no dendê, % corresponde ao óleo no cacho e % ao teor de farelo; no girassol, o teor de óleo varia entre % a % e o de farelo corresponde à % e %; no algodão, o teor de óleo varia entre % e % e o farelo entre % e %; no amendoim, o teor de óleo corresponde à % e o de farelo varia entre % e %; o caso da mamona é a exceção: o teor de óleo varia em torno de % a % e o de farelo entre % e % MAPA, .
Gomide, coordenador‐geral do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia:
O presidente chamou os principais ministros afetos e falou eu gostei dessa ideia, por ser uma forma interessante tanto para resolvermos um
problema de estruturação agrícola, em locais onde esta estrutura é
deficitária ou incipiente, como no norte e nordeste, com o pequeno agricultor... e ao mesmo tempo é uma boa oportunidade para o agronegócio brasileiro Ricardo Gomide, coordenador‐geral do
Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia; grifos nossos .
No discurso de lançamento do PNPB, em dezembro de , Lula destaca que essa questão foi discutida na reunião em que participou com os ministros:
Nós discutíamos, na reunião dos ministros em que eu participei, que o Programa tem uma função social no primeiro momento. Vocês perceberam que o Programa está dirigido, num primeiro momento, para tentar resolver os graves problemas sociais de uma região do Brasil que há muitos e muitos anos está esquecida LULA, discurso proferido no lançamento do PNPB, em dezembro de .
A partir dessa reunião, Lula solicitou um estudo sobre a viabilidade do uso e produção do biodiesel ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, vinculado à Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica SECOM . A apresentação do relatório destaca que o estudo havia sido solicitado pelo presidente:
No início de , o Senhor Presidente da República determinou ao Núcleo de Assuntos Estratégicos que desenvolvesse uma análise técnica de temas estratégicos para o país. O conteúdo deste número do Cadernos NAE apresenta uma análise de dois estudos abrangentes sobre a produção e uso do biodiesel, junto com uma avaliação da expansão do etanol no Brasil DIRCEU, ROUSSEFF, CAMPOS & GUSHIKEN, , p. .
Ademais, Lula criou, por Decreto Presidencial sem número de julho de , um Grupo de Trabalho Interministerial GTI , sob a coordenação da Casa Civil:
Entrevista gravada, realizada em Brasília, no dia de abril de .
Estudo publicado em julho de , intitulado: Biocombustíveis; Cadernos NAE, Processos Estratégicos de Longo Prazo, n , , SECOM. Este estudo está inserido nos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho Interministerial.
... encarregado de apresentar estudos sobre a viabilidade de utilização de óleo vegetal – biodiesel como fonte alternativa de energia, propondo, caso necessário, as ações necessárias para o uso do biodiesel Decreto Presidencial s/n, . . .
Formalmente, podemos considerar que a criação do Grupo de Trabalho
Interministerial representa o momento em que o problema do biodiesel ascende à agenda de decisão. Além do GTI ter respaldo para propor ações consideradas
relevantes para a implementação da política pública, sua coordenação estava sob o comando da Casa Civil, o que atribui um status diferenciado ao tema em análise e demonstra que, efetivamente, o problema da produção e uso do biodiesel já era foco de decisão deste governo. Conforme discutido no capítulo , na gestão de Lula a Casa Civil recebeu a atribuição de coordenar estudos e projetos intersetoriais coerentes com as diretrizes presidenciais.
Rodrigo Rodrigues, atual coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel e à época coordenador do GTI, aponta que a orientação sempre foi analisar a viabilidade de três vertentes – a econômica, a social e a ambiental:
O grupo é formalmente criado em julho de com a missão de analisar a viabilidade econômica, social e ambiental do uso de óleos vegetais para a combustão de veículos automotores para transporte Rodrigo Rodrigues, Coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel .
Por tal razão, o grupo foi formado por representantes de ministérios afetos: Casa Civil da Presidência da República Coordenador , Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA , Ministério de Minas e Energia MME , Ministério do Desenvolvimento Agrário MDA , Ministério da Ciência e Tecnologia MCT , Ministério dos Transportes MT , Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MDIC , Ministério da Fazenda MF , Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão MPOG , Ministério do Meio Ambiente MMA , Ministério da Integração Nacional
MI e Ministério das Cidades Mcidades .
A heterogeneidade da composição do GTI reflete o propósito de se pensar na viabilidade de uma política pública capaz de abordar diferentes problemas que perpassam a temática da agroenergia, mais especificamente do biodiesel, e que estavam em evidência no momento em que este tema ascende à agenda de decisão.
Neste sentido, Miguel Rossetto, então Ministro de Desenvolvimento Agrário , em entrevista para esta Tese, destaca as diferentes preocupações que faziam parte da