4.2. TÜRKİYE-AVRUPA BİRLİĞİ ARASINDA REKABET
4.2.2. Gümrük Birliğinin Rekabete İlişkin Kuralları
Shoemaker et. al. (2009) classificou os dispositivos mais comumente utilizados para mobilidade. Estes dispositivos aumentam ou substituem a deambulação para os indivíduos com limitações de mobilidade, e eles incluem muletas, bengalas, andadores, cadeiras de rodas (WCS), e scooters. Muitos usuários confiam em seus dispositivos de mobilidade para o desempenho das atividades diárias e participação em uma variedade de ações na comunidade. A demanda por recursos de tecnologia assistiva para a mobilidade está crescendo devido a uma variedade de fatores, incluindo o grande número tanto de pessoas idosas com dificuldade de mobilidade quanto de pessoas com deficiências de mobilidade. A alta demanda, associada aos avanços tecnológicos, tem trazido um leque de opção de dispositivos para adultos e crianças. (SHOEMAKER et. al., 2010)
Em propósito com a prática baseada em evidências, aumentou a pressão sobre os profissionais clínicos em defender as recomendações destes dispositivos. Infelizmente, pesquisas rigorosas para provar a eficácia, efetividade e custo-efetividade dos dispositivos de mobilidade e suas características não tem acompanhado o crescimento de opções de tecnologia. (SHOEMAKER et. al., 2010)
Segundo Cavalcanti, Galvão e Miranda (2007) a mobilidade pode ser dividida em: mobilidade funcional e mobilidade na comunidade. Estas são descritas nas áreas de ocupação como tipos de atividades respectivamente da vida diária e instrumental da vida diária. A mobilidade funcional é definida como a capacidade de o indivíduo mover-se ou mudar-se de uma posição para outra ao desempenhar atividades cotidianas como a movimentar-se na
cadeira de rodas ou na cama e realizar transferências e inclui o desempenho na deambulação funcional e no transporte de objetos.
3.2.3.1 Equipamentos de TA para mobilidade mais utilizados
As bengalas podem ser em madeira ou alumínio, em tamanho pequeno, médio e grande, como bengala de apoio simples, bengala de três pontas ou bengala de quatro pontas são os equipamentos mais comuns de ajuda para a manutenção da mobilidade. Uma vez que suportam em torno de 20% do peso corporal, são indicadas para o usuário que apresenta comprometimento apenas unilateral do membro inferior. O uso melhora o equilíbrio, auxilia na redução da descarga de peso sobre o membro acometido durante a deambulação e fornece estabilidade durante o deslocamento do usuário. (CAVALCANTI; GALVÃO; MIRANDA, 2007)
Os andadores suportam em torno de 50% do peso corporal do usuário e são mais estáveis que as bengalas. São indicadas quando é necessário maior suporte do usuário ou se a manutenção do equilíbrio é deficitária. É um equipamento que fornece equilíbrio, segurança, estabilidade e maior liberdade de transferência de peso na troca de passos. São comercializados nos tamanhos pequeno, médio e grande. Podem ser em modelo de apoio frontal ou posterior, ser fixo ou articulado, com formato triangular, possuir ou não rodas dianteiras e regulagem na altura. (ANSON, 2005)
As muletas são indicadas quando não é permitida descarga de peso corporal nas extremidades inferiores. Seu objetivo é fornecer mobilidade com independência e com a possibilidade de manutenção das AVD´s por proteção da extremidade inferior com redução da descarga de peso, entretanto, demanda absorção do peso corporal pelos membros superiores. Existem dois tipos de muletas: as axilares (conhecidas pelo dispositivo de apoio ser nas axilas do indivíduo) e as não axilares ou canadenses (o apoio está no terço distal do braço). As muletas canadenses são mais indicadas, pois absorvem melhor o choque e distribuem o peso corporal mais confortavelmente que os outros tipos. (LUZO; MELLO; CAPANEMA, 2004)
As cadeiras de rodas podem ser de propulsão manual ou motorizada. A mobilidade com a cadeira manual depende das habilidades do usuário ou da assistência de terceiros, enquanto as cadeiras de rodas motorizadas dependem de uma unidade de motor e do acesso aos controles do tipo joystick ou switch. Elas são indicadas de acordo com a necessidade do cliente e com base nas suas medidas antropométricas. (ANTONELI, 2003)
Segundo Crell, et.al. (2005) os equipamentos de transferência são dispositivos que auxiliam na mudança de posição dos indivíduos com dificuldades na mobilidade. Podem ser divididos em:
• Barra de segurança para banheiro: são indicadas para facilitar a transferência da cadeira de rodas para o assento sanitário com maior segurança e conforto. A seleção e colocação de um modelo variam de acordo com a necessidade do usuário e as barras de segurança podem ser fixadas tanto no chão quanto na parede.
• Acessórios para transferência na cama: a mobilidade na cama pode ser auxiliada pela fixação de uma barra tubular na beirada da cama, como forma de fornecer suporte para transferência da posição sentada para a posição de pé. Além desta, pode-se utilizar tábua de transferência que auxilia os indivíduos com as extremidades superiores e inferiores incapazes de suportar o peso do corpo.
• Poltronas adaptadas: os assentos de poltronas ou cadeiras conhecidas como “cadeira do papai”, podem ser adaptados com sistema de impulso para auxiliar na transferência da posição sentada para posição de pé.
Segundo Cavalcanti, Galvão e Miranda (2007) além dos equipamentos de transferências há os sistemas elevadores que também auxiliam na mudança de posição ou lugar de pessoas com limitações de mobilidade, exemplificando os guinchos de transferência elétricos e sistemas lift, elevadores e cadeira-elevador e rampas e plataformas.
No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), através da Norma Brasileira – NBR- 9050: 2004 especifica critérios e parâmetros técnicos para a normalização no campo da acessibilidade, de acordo com os preceitos de desenho universal, para que as edificações, espaços, mobiliários e equipamentos urbanos possam ser de utilização das pessoas com deficiência ou não, permitindo sua autonomia e independência
3.2.3.2 Barras de apoio existente no mercado
Dentre as adaptações para mobilidade, um dispositivo bastante utilizado atualmente são as barras de apoio. As barras de apoio hoje fabricadas no Brasil são todas regulamentadas por leis governamentais especificas a ABNT visando a segurança de usabilidade de seus usuários.
Ainda segundo a NBR 9050 (2004), quanto à empunhadura, objetos tais como corrimãos e barras de apoio, entre outros, devem ter seção circular com diâmetro entre 3,0 cm e 4,5 cm e devem estar afastados no mínimo 4,0 cm da parede ou outro obstáculo. Quando o objeto for embutido em nichos deve-se prever também uma distância livre mínima de 15 cm.
São admitidos outros formatos de seção, desde que sua parte superior atenda às condições desta subseção. (Figura 4)
Figura 4 - Empunhadura Fonte: NABNT9050, (2004) (adaptada de)
Segundo esta mesma norma, para barras de apoio fixas, ou seja, as barras de apoio utilizadas em sanitários e vestiários devem suportar a resistência a um esforço mínimo de 1,5 kN em qualquer sentido, ter diâmetro entre 3 cm e 4,5 cm, e estar firmemente fixadas em paredes ou divisórias a uma distância mínima destas de 5 cm da face interna da barra. Suas extremidades devem estar fixadas ou justapostas nas paredes ou ter desenvolvimento contínuo até o ponto de fixação com formato recurvado. Quando necessários, os suportes intermediários de fixação devem estar sob a área de empunhadura, garantindo a continuidade de deslocamento das mãos.
O mesmo ocorre de acordo com o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO, de 1993, os balaústres, corrimãos e colunas dos ônibus devem ser construídos com seção transversal circular com diâmetro externo compreendido entre 0,03 m e 0,04 m, resistindo a uma solicitação de 1500N aplicada no ponto eqüidistante das extremidades de fixação e, no caso de corrimão superior, a uma solicitação de 400N a cada 0,20 m de comprimento, tendo proteção superficial adequada quando necessária. (INMETRO, 1993)
As barras de apoio produzidas atualmente, no mercado brasileiro, são fabricadas em aço inox liso ou escovado, latão cromado, ou com pintura epoxi-branca. E a fixação da barra de apoio na parede ou no chão é feita através de parafusos, cimento, cal e areia.
Há mais de 500 tipos de modelos de barra de apoio para diversas necessidades, como principais têm-se as barra de apoio em banheiros, barra de apoio em vestiários, barra de apoio em sanitários, barra de apoio para lavatório, barra de apoio para box e barra de apoio para abertura de portas. (Figuras 5-7)
Figura 5 -– Barra de apoio utilizadas no banheiro, para sanitários e lavatórios Fonte: http://www.barrasdeapoio-seguranca.com.br/barrasdeapoio.htm