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4. ARAŞTIRMA BULGULARI ve TARTIŞMA

4.3. Gübre Yönetimi

3.3.1. O curso de Letras

O contexto escolhido para ser pesquisado foi o curso de Letras com licenciatura dupla em Português e Inglês em uma universidade federal do interior do estado de Minas Gerais. O curso, que é noturno, foi reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em 1981, sendo que o profissional que se gradua nessa habilitação está apto não somente a lecionar, mas também a exercer atividades de redator, revisor e tradutor, entre outras funções que estejam relacionadas com as áreas de língua e literatura de línguas portuguesa e inglesa11.

O curso de Letras, em 2011, oferece licenciatura dupla que possui uma carga horária 3.675 horas, divididas em disciplinas obrigatórias (3.495 h), optativas (180 h), estágios supervisionados (480 h) e estudos independentes (210 h). No anexo II (p.146), há uma tabela na qual se encontram as disciplinas do curso separadas por áreas e formação especifica pedagógica em línguas e em educação. É possível verificar que existe um predomínio de disciplinas da área de línguas e literatura, principalmente de língua portuguesa. Além disso, disciplinas como fonética, semântica, sintaxe, entre outras não existem na área de língua inglesa aspectos que me parecem importantes na formação especifica de um professor de línguas. É importante apontar que as disciplinas da área de educação são oferecidas em turmas com alunos de todas as licenciaturas da universidade, de forma que não se aprofunda as questões específicas de cada área do conhecimento.

Aqueles que seguirem a sequência sugerida pelo catálogo escolar da universidade conseguem terminar o curso em quatro anos e meio, sendo que o mínimo para se formar é dentro de quatro anos e o máximo dentro de sete anos. Os alunos em questão estavam cursando o 3º período do curso (2º ano) e optaram pela língua inglesa no 2º período do curso (1º ano).

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Todos os dados referentes à matriz curricular e área de abrangência do curso de Letras-Português- Inglês, em 2011, foram extraídos do catálogo online disponível em: <www.dti.ufv.br/catalogo/arquivos/69%20Letras%20-

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3.3.2. A disciplina de Língua Inglesa II

O estudo foi realizado com os alunos na disciplina de língua inglesa II, no 3º período do seu curso de letras. A escolha por essa disciplina se deveu, inicialmente, à ausência de estudos que procuraram investigar a construção da identidade profissional dos professores na sala de aula de língua, considerando esta como um fator que pode contribuir para essa construção (ou não). Além disso, conforme apontado no capitulo 1 (seção 1.3) poucos foram os estudos que observaram a questão da identidade profissional do professor de inglês nos anos iniciais da graduação (TICKS, MOTTA- ROTH, 2010; TICKS, 2005).

A referida disciplina foi oferecida às segundas-feiras de 20:30 às 22h e às quintas de 18:30 às 20:00h. Na ementa da disciplina, disponível no site12 da universidade, consta que deve haver um “[a]profundamento de tópicos gramaticais básicos. Leitura de textos. Produção escrita. Compreensão e produção oral.”. Dessa forma, pude perceber que a aula deve ser delineada para formar os alunos em relação à aspectos linguísticos da língua inglesa, como gramática, leitura, compreensão, escrita e fala. Adicionalmente, notei pela descrição da ementa que há um pressuposto de que os professores em formação já sabem o conteúdo gramatical que deve ser ampliado e não ensinado, o que, como veremos, não é necessariamente a realidade dos alunos que estão cursando a disciplina.

O livro didático13 utilizado é bem colorido e com muitas figuras e textos. Há poucos exercícios de gramática no decorrer do livro, mas, ao final, há uma seção dedicada ao resumo dos tópicos gramaticais com exercícios. Há também, páginas dedicadas a exercícios em pares e também um CD-ROM com testes e atividades para os alunos fazerem. Há uma politica da área de inglês da universidade de se evitar a cópia de livros. Assim, todos os alunos devem comprar o livro original. Entretanto, de vinte e cinco alunos, apenas cinco possuíam o livro original, dezesseis possuíam cópia, e quatro não possuíam nenhum dos dois. Como foi o primeiro ano dessa política, a professora

12 https://www.dti.ufv.br/catalogo/arquivos/a%20103%20Departamento%20de%20Letras%20- %20Letras.pdf

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relevou o uso da cópia em sala de aula. Entretanto, a falta do material gerou alguns conflitos com a professora, conforme relatarei adiante.

Em relação ao espaço físico, as aulas eram oferecidas em uma sala quadrada e pequena, logo, devido ao número de alunos (25 alunos), ficava difícil fazer um semicírculo de forma que todos pudessem olhar uns para os outros ou para a professora. Além disso, as carteiras se encontravam sem seguir um padrão (enfileiradas ou em semicírculo), possivelmente em decorrência do pouco espaço disponível. A sala estava equipada com um aparelho de áudio (que não funcionava muito bem, por isso a professora levava seu próprio aparelho ou usava um móvel disponível na secretaria do departamento), um de vídeo, um quadro branco e um projetor multimídia (Datashow). Em relação à avaliação dos alunos, inicialmente, estavam marcados três testes escritos para os dias 26 de abril, 24 de maio e 14 de junho, avaliados em 22 pontos cada; seis compositions avaliadas em dois pontos cada, totalizando 12 pontos; workbook avaliado em 12 pontos, dois pontos por duas unidades feitas; e uma prova oral avaliada em 10 pontos. Até o dia 03 de maio ainda faltavam sete semanas para a última avaliação proposta. Contudo, duas semanas depois, foi deflagrada greve nas instituições federais que durou aproximadamente quatro meses. Quando as aulas reiniciaram no dia 24 de setembro, a professora reformulou como pontuaria as avaliações: três testes escritos de 25 pontos cada, workbook avaliado em 15 pontos e as compositions no valor de 10 pontos. Pelo currículo proposto, observa-se que não havia espaços para atividades extracurriculares que levassem os alunos a buscarem conhecimento fora da sala de aula.

3.3.3. Procedimentos éticos para entrada em campo

O período letivo da universidade iniciou-se no dia 27 de fevereiro de 2012. No dia 28 do mesmo mês, procurei a professora via e-mail pedindo uma reunião para lhe falar sobre a pesquisa. Essa reunião foi marcada para o dia 02 de março pela tarde. Ao me encontrar com a professora, falei sobre a pesquisa e entreguei a carta de apresentação (vide apêndice II, p.134) e o termo de consentimento (apêndice III, p.135) para que eu pudesse entrar em sala de aula e conversar com os alunos. Ficou acordado que eu deveria espera-la até que ela já tivesse maior proximidade com os alunos para dar início às observações. Gostaria de salientar que, todos esses procedimentos éticos

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foram aprovados pelo comitê de ética em pesquisa com seres humanos (vide anexo I, p. 145).

No dia 26 de março, a professora permitiu que eu entrasse na sala para os alunos irem se acostumando com minha presença. Já no dia 29, ela autorizou que eu fizesse anotações e levasse a carta de apresentação e o termo de consentimento para os PFs (apêndices I, p.133, e III p.135, respectivamente), o que foi realizado. Nesse dia, estavam presentes 17 alunos, dentre eles, três não eram do curso de Letras. Após entregar e ler os documentos, três estudantes de Letras decidiram não participar da pesquisa. No dia 12 de abril, ao aplicar o primeiro questionário, conversei com os cinco alunos que haviam faltado no dia 29 de março e eles aceitaram participar da pesquisa, após lerem a carta de apresentação e assinarem o termo de consentimento.

No início, procurei sentar-me mais ao fundo da sala ou na lateral perto da janela, locais que me permitiam maior visualização de como os PFs costumavam sentar e com quem eles mais conversavam. No entanto, a partir da terceira semana de observação, optei por me sentar em locais diversos para observar a repartição dos grupos. Essa mudança foi observada pelos participantes, que, por exemplo, ao verem que me sentei de forma a separar duas colegas, que sempre se sentavam próximas uma a outra, comentaram o fato. Quando me sentava perto de A1 e A10, elas sempre tentavam conversar comigo ou perguntar dúvidas de vocabulário em sala de aula, pois, como ia embora caminhando, alguns alunos me acompanhavam, sendo que A1 e A10 se tornaram mais próximas a mim.

Conforme carta de apresentação (apêndice I, p.133), ofereci monitoria a todos os integrantes da turma, independente de eles participarem ou não da pesquisa, como forma de oferecer algum benefício para os participantes. Essa monitoria ocorreu todas as terças e quintas das 15 às 16 horas, iniciando-se no dia 03 de Abril e encerrando-se no dia 15 de outubro. Infelizmente, a frequência dos alunos na monitoria foi baixa. Normalmente, apareciam de dois a três alunos, sendo que as participantes A1, A11 e A14 eram as mais frequentes no início do semestre, A10 apareceu nos três últimos encontros, A3, A7 e A8 foram uma vez, sendo que A3 trabalhava no horário da monitoria, estando presente no dia 29 de outubro. Procurávamos falar sobre questões do quotidiano, dúvidas que eles tinham sobre a matéria dada em sala de aula, e também sobre a vida acadêmica deles. Tentávamos ao máximo utilizar o inglês em nossas conversações. Durante o período de greve, pude me encontrar com as participantes A11

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e A14 nos dias 23 e 30 de maio. Nesses dias, discutimos um vídeo, trabalhamos questões de pronúncia e vocabulário sobre mentira. No último dia de observação, deixei claro aos alunos que, apesar de a monitoria ter sido encerrada, nós poderíamos nos encontrar antes da última prova final para discutirmos a matéria. Os alunos pediram o encontro que aconteceu no dia 29 de outubro das 16 às 17:30.

Benzer Belgeler