4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA
4.1. Büyüme Parametreleri Bulguları
4.1.2. Gövde kuru ağırlığı
A grande vantagem da operação do LNLS por uma OS não foi tanto o que permitiu alcançar, mas o que permitiu manter do modelo original do LNLS, sobretudo a cultura de laboratório nacional.
O LNLS sempre operou um pouco à margem da burocracia pública. Mas, a pressão para enquadrá-lo estava crescendo e iria se tornar irresistível. Pôde-se formalizar um regime de planejamento das atividades por meio de programas e metas.
Conseguiu-
anos 1987-1997, por intermédio de um contrato com a Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP (FUNCAMP69). Dessa forma, quando ele passa a ser operado pela ABTLuS (OS), os
empregados, contratados pela FUNCAMP, foram transferidos para a ABTLuS. Ou seja, desde o início, os empregados do LNLS foram contratados sob o regime CLT, não havendo mudança substancial neste aspecto.
Essa característica do LNLS facilitou a transição para o modelo de OS. A gestão, no que se refere a contratos de compra e venda de serviços, no entanto, foi alterada significativamente, passando de uma gestão de administração pública direta para uma gestão inspirada no setor privado, com regulamento de compra e alienação próprio. Isso veio a dar maior agilidade ao Laboratório e economia nas compras.
O MCT criou uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão. Essa Comissão desempenha um papel fundamental na contratação da OS uma vez que a gestão é umindo maiores responsabilidade e controle dos meios para melhor atingir os objetivos e metas
fundamental, uma vez que este é o mecanismo de fiscalização do modelo. O MCT, desde o início, criou essa comissão e apoiou o seu trabalho, permitindo que o modelo pudesse ser bem sucedido.
O LNLS, operado por uma OS, foi capaz de responder rapidamente a desafios técnicos bastante exigentes. Um exemplo que ilustra a capacidade do modelo de gestão ocorreu
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energia em 25%, como todas as instituições na época. O maior consumo de energia no laboratório é na operação do anel de armazenamento dos elétrons. Isto significava parar a sua operação às 17 horas em vez das 2 horas da manhã (hoje se opera 24 horas/dia), com prejuízo para os pesquisadores que utilizavam as suas estações experimentais, atrasando as pesquisas em curso.
Rapidamente o LNLS utilizou a sua capacidade de redirecionar recursos e o seu regulamento de compras próprio para adquirir um gerador de 1,8 MW. Ele foi capaz de manter toda a operação do laboratório e, em menos de três meses, voltou a operar o laboratório inclusive ampliando o tempo de operação (passando então para 24 horas/dia) para recuperar as horas perdidas. Com isso, evitou-se que um investimento da ordem de 100 milhões de dólares ficasse paralisado desnecessariamente.
Esse exemplo é considerado pela direção do LNLS à época como simbolizando a necessidade da agilidade no sistema de operação do laboratório, permitindo atingir as metas fixadas no Contrato de Gestão, mantendo sua operação contínua e com confiabilidade variando entre 93% e 98%.
Em geral, todos os indicadores são afetados pelo modelo, em diferentes níveis. Dentre os vários indicadores, o número de horas de linhas de luz, de feixe de elétrons, disponibilizados para os usuários, depende da confiabilidade do instrumento, a qual só é possível obter através de uma gestão rápida e ágil.
Devido à grande complexidade do anel de armazenamento, situações similares, que exigem rapidez na resposta técnica, e que acontecem constantemente na vida desse tipo de laboratório, só podem obter resposta satisfatória, hoje, mediante um modelo de gestão ágil e eficiente, livre das amarras do modelo de gestão da administração pública direta.
Na experiência dos dois dirigentes do LNLS entrevistados, aparentemente os órgãos de Em princípio, a CGU deveria auditar apenas o contratante, isto é, o MCT, cuja prestação de contas da OS o integra. No
entanto, adquiriram o direito, desde o início, de auditar diretamente também o contratado nos moldes do que já fazem na administração direta.
Ademais, continuam com o foco no controle de processos e não de resultados. No modelo original, a ideia do contrato de gestão é que a auditoria seria de resultados, não de processos. O princípio é que, se o Estado compra um bem ou serviço, o que lhe interessa é que este bem ou serviço atenda a suas necessidades por um preço razoável. Não é auditar os processos da empresa que os forneceu para saber como ela usou os recursos. No início funcionou assim, mas a tendência foi retornar à auditoria de processos.
Um exemplo da dissonância, segundo José Antônio Brum, é a questão da reserva financeira,
Novamente, não houve o entendimento que a entidade qualificada como OS é privada e que tem obrigações contratuais a cumprir, que não podem depender da liberação de recursos e, destarte, precisa ter uma reserva. O TCU já aceitou esse entendimento.
A experiência da ABTLuS sugere que, devido à cultura de instituições públicas, a CGU não está adequadamente capacitada para auditar instituições privadas. Em particular, justificando- se pela origem pública do recurso, há uma insistente interpretação de que o regulamento de compras deveria ser baseado na Lei No 8.666/93 de licitações públicas (ou com ela identificado), o que fere o princípio estabelecido na Lei das OS.
Essa situação se agravou nos últimos anos e, em 2005, pelo Decreto No 5.504/05, regulamentado pela Portaria Interministerial no. 217/06, que previu que as OS devem utilizar o pregão eletrônico, baseado na Lei No 8.666/93, para a aquisição de bens e serviços comuns. Além disso, o acórdão nº 2.490/2005 impôs à ABTLuS a utilização da lei de licitações da Administração Pública e, obrigatoriamente a modalidade do pregão eletrônico. Essa decisão, segundo consultas feitas pelo MCT à AGU, fere a legislação das OS e não deveria ser aplicada.
Outra questão fundamental para o modelo de OS e que está sendo questionada pelos órgãos de controle, refere-se à utilização dos recursos. Pela sua natureza contratual, o orçamento da OS
OS, a qual tem autonomia para utilizá-lo visando a atingir as metas e objetivos contratados (por exemplo: a OS contrata, custeia/opera e investe com esse recurso). A CGU, não reconhecendo a natureza contratual entre a OS e o MCT discorda da sua utilização além de