8. UYGULANAN TESTLER VE ANALİZLER
9.3. Zirkonya W Kodlu Bloktan Frezelenen Diş Formundaki Numunelere Ait Sonuçlar ve
9.3.1. Görsel analize ait sonuçlar ve değerlendirmeler
O marco regulatório do programa prevê o estabelecimento de contrato de “parceria”
entre agricultores familiares ou suas cooperativas e as empresas processadoras de matéria- prima. Uma iniciativa que estimula a interação entre agricultores familiares e produtores de biodiesel. Jan/Jun2008 2% Jul/2008 a Jun/2009 3% (obrigatória) Jul a Dez/2009 4% Dez/2010 5%
Salientamos que o termo “agricultor familiar”, aqui será tomado segundo definição da
Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006 (ANEXO B), que define o mesmo como “aquele que
pratica atividades no meio rural”, atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos: não
detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais3; utilize
predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.
A Instrução Normativa nº 1, de 19 de Fevereiro de 2009, (ANEXO C), prevê uma série de cláusulas obrigatórias que devem ser observadas quando da celebração dos contratos entre agricultores familiares ou suas cooperativas e a indústria de biodiesel. Dentre essas cláusulas estão: a participação de pelo menos uma representação dos agricultores familiares durante as negociações contratuais; a identificação das partes integrantes do contrato, inclusive o número da Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP) do agricultor ou cooperativa; a quantidade contratada de matéria-prima e a especificação da área equivalente em hectares (ha); o prazo contratual; o critério de formação de preço, referencial de preço ou valor de compra da matéria-prima; os critérios de reajuste de preço contratado; as condições de entrega da matéria-prima; a responsabilidade do produtor de biodiesel pela prestação de assistência Técnica; entre outras.
Nos contratos entre agricultores familiares e empresas a questão social é salientada pelas recomendações, planejamento, assistência técnica e capacitação para os agricultores, o que confere características positivas a esses contratos e facilita a aceitação por parte dos mesmos. Azevedo, (2000) apud Trentini & Saes (2010, p. 127) atenta para o fato de que esses contratos “apresentam-se sob a forma de contrato de adesão”, ou seja, “as partes contratantes não discutem o conteúdo negocial, já que uma parte estabelece as cláusulas e condições, e a
outra possui pouca ou nenhuma possibilidade de alterá-las”.
3 Uma propriedade rural pode ser classificada em pequena, média ou grande de acordo com o tamanho da área
do imóvel, expresso em módulos fiscais. Por sua vez, o tamanho de um módulo fiscal, unidade de medida expressa em hectares, é fixado para cada município, considerando os seguintes fatores: Tipo de exploração predominante no município (hortifrutigranjeira; cultura permanente; cultura temporária; pecuária; florestal); renda obtida com a exploração predominante; outras explorações existentes no município que, embora não predominantes, sejam significativas em função da renda ou da área utilizada. Essa unidade de medida também serve de parâmetro para definir os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). (Fonte: http://senado.jusbrasil.com.br/politica/6312827/perfil-agricola-do-municipio- determina-tamanho-do-modulo-fiscal).
Celebrações de contratos à parte, o fato é que para harmonizar as relações entre dois grupos tão contraditórios foi criado o Selo Combustível Social,
[...] um componente de identificação concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário com base nas INs - Instruções Normativas 01 e 02, aos produtores de biodiesel que promovam a inclusão social e o desenvolvimento regional por meio de geração de emprego e renda para os agricultores familiares enquadrados nos critérios do PRONAF. [...] (BRASIL/SAF/MDA, 2010, p. 1).
O texto explica ainda que,
Por meio do selo de combustível social, o produtor de biodiesel terá acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados, acesso às melhores condições de financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e suas Instituições Financeiras Credenciadas, ao Banco da Amazônia S/A – BASA, ao Banco do Nordeste do Brasil – BNB, ao Banco do Brasil S/A ou outras instituições financeiras que possuam condições especiais de financiamento para projetos com Selo Combustível Social. O produtor de biodiesel também poderá usar o selo para fins de promoção comercial de sua empresa (BRASIL/ SAF/MDA, 2008, p. 1).
Quando da instituição do Programa, para que tivessem direito a esse selo os produtores de biodiesel deveriam obedecer aos seguintes critérios: comprar matéria-prima da agricultura familiar em percentual mínimo de 50% na região Nordeste e semiárido, 10% das regiões Norte e Centro Oeste e 30% das regiões Sudeste e Sul; fazer contratos negociados com os agricultores familiares constando, pelo menos o prazo contratual, o valor de compra e reajuste de preço contratado, as condições de entrega da matéria-prima, as salvaguardas de cada parte e a identificação e concordância de uma representação dos agricultores que participou das negociações e; por fim, aqueles que assegurarem assistência e capacitação técnica aos agricultores familiares.
Na atualidade, esses percentuais sofreram mudanças, de acordo com a Instrução Normativa nº 1 de 19 de Fevereiro de 2009 (IN nº 1). No quadro 01 é possível observar essas alterações.
Quadro 01: Percentual mínimo de aquisição de matéria-prima da agricultura familiar por região Região Percentual Vigente até 18/02/2009 Percentual até a safra 2009/2010, vigente a partir de 19/02/2009 Percentual a partir da Safra 2010/2011, vigente a partir de 19/02/2009 Centro-Oeste e Norte 10% 10% 15% Nordeste e Semiárido 50% 30% Sudeste e Sul 30% 30%
Fonte: BRASIL/MDA. Instrução Normativa nº 1 de 19 de Fevereiro de 2009.
A IN nº 1 também esclarece que esse percentual mínimo é calculado sobre o custo de aquisição de matéria-prima adquirida do agricultor familiar ou de sua cooperativa agropecuária, em relação ao custo de aquisições totais de matérias-primas utilizadas no período para a produção de biodiesel.
Verifica-se que num primeiro momento, as regiões mais beneficiadas eram Nordeste e Semiárido (50%), regiões historicamente mais carentes e, consequentemente, as que necessitam de maior incentivo. Num segundo momento essas duas áreas simplesmente são equiparadas às regiões Sul e Sudeste, e passam a ser beneficiadas da mesma forma (30%). A explicação para tais mudanças estaria nas dificuldades encontradas para a inclusão da agricultura familiar nessas áreas devido a fatores como a desconfiança suscitada por um cultivo estranho à região (com exceção do Estado da Bahia onde o cultivo da mamona já existe há um tempo considerável); o baixo conteúdo técnico desse segmento; os aspectos histórico-culturais etc.
Quanto às regiões Norte e Centro-Oeste, a equiparação pode se explicar pelo fato de que no Norte, a produção de biodiesel ainda não atinge números muito substanciais e, fixar a aquisição de um percentual de aquisição muito elevado seria inviável. Ao passo que esse
percentual para o Centro-Oeste pode ser considerado “adequado” por ser uma região onde
predomina o agronegócio. Esse percentual de aquisição menor no Centro-Oeste pode exercer grande atração sobre os produtores de biodiesel, inclusive de outras regiões, já que estes não precisam necessariamente adquirir a matéria-prima da mesma região onde estão sediados.
2.2.2 A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a