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DERECELER TANIM

2.12. Görmenin Kullanımını Arttırmak İçin Fiziksel Düzenlemeler

De antemão, é válido registrar que toda análise textual pressupõe a decomposição ou fragmentação de um texto em suas partes constitutivas, buscando seus elementos essenciais, assim como a identificação das relações existentes entre os mesmos. Com isso, pretende-se interpretar e apreender o texto como um todo, determinar seus temas, seu enredo, suas argumentações, explicações, descrições e conclusões, que, juntos, compõem a base de sustentação do texto.

Em face disso, ao estudar as etapas da análise categorial temática (ACT), percebeu-se similaridades com a análise facetada, princípio que norteia o desenvolvimento de taxonomias facetadas. Então, esse foi o principal motivo para a escolha do método da Análise de Conteúdo, utilizando a técnica da ACT, como metodologia de validação do conjunto de categorias fundamentais temáticas, determinado a partir de levantamento de normas e da literatura especializada da área.

Dessa maneira, já se verifica o fato de que tanto a Análise Facetada (AF) quanto a Análise de Conteúdo (AC), com sua técnica de análise categorial temática (ACT) possibilitam a análise de um mesmo conjunto documental sob diferentes aspectos e distintos objetivos. Com o objetivo de estender esta constatação, apresenta-se, a seguir, uma breve comparação, com apontamentos mais precisos referentes aos elementos similares entre essas duas formas de análise.

Primeiramente, é preciso ressaltar que, na atividade de AF, Ranganathan (1967) indicou três níveis distintos: o plano das ideias, para a análise conceitual; o plano verbal, concernente à expressão verbal (termos) dos conceitos; e o plano notacional, determinando

códigos para a localização dos termos e sinais que pudessem sugerir as relações entre os conceitos tratados nos documentos. Da mesma maneira, na ACT, podem ser ressaltados esses três planos, ainda que não sejam discriminados dessa forma. Para tal entendimento, basta refletir que o plano das ideias, na ACT, é representado pelas regras estabelecidas como critérios para a escolha das categorias, das unidades de registro e unidades de contexto, que devem, sempre, estar atreladas ao objetivo e à finalidade pretendidos. No plano verbal, também na ACT, tem-se a escolha do termo mais adequado, pertinente e válido, para representar um conceito. E, no plano notacional, mesmo que não se enquadre no sentido de armazenamento, a ACT determina critérios para a codificação do material a ser analisado, facilitando sua identificação e localização.

Para atender a esses três planos, necessita-se de três etapas para a AF e para a ACT, que são indicadas na sequência, fazendo-se considerações sobre suas similaridades.

Primeira etapa

Análise facetada: identificação do documento para análise.

Análise categorial temática: pré-análise com a escolha dos documentos, que sejam representativos em relação ao objetivo proposto. Essa escolha pode ser a priori.

Considerações: A análise facetada sempre será realizada para um domínio já definido a priori, pois se pressupõe que a análise seja efetuada em documentos de um domínio específico e para um objetivo pré-definido. Do mesmo modo, a análise categorial temática também almeja a análise de um domínio específico, com um objetivo pré-definido e formulação de hipóteses (ou pressupostos), mas difere quanto à seleção dos documentos que poderá acontecer a priori ou em uma seleção por amostragem. Isso, no entanto, é feito simultaneamente com a determinação dos objetivos. Como afirma Bardin (2009, p.121), “a escolha dos documentos depende dos objetivos, ou, inversamente, o objetivo só é possível em função dos documentos disponíveis”. Assim, essa particularidade não as torna diferentes sob esse aspecto.

Segunda etapa

Análise facetada: leitura do documento.

Análise categorial temática: leitura flutuante, para conhecer o texto.

Considerações: Na análise facetada, durante a leitura do documento, há o processo constituído pela identificação do assunto e sua constituição, que seguem orientações do tipo: dissecação, para segmentar o domínio em termos de mesmo nível; laminação, para combinar termos isolados, formando termos compostos; desnudação, para segmentar, ainda mais, o domínio e, assim, obter maior especificidade nos assuntos;

reunião livre de termos, para permitir a formação de assuntos complexos (isolado + composto); interpolação, que é a possibilidade de reunião de ideias isoladas (multidimensionalidade). Nota-se que algumas dessas orientações somente serão evidenciadas durante o uso da classificação facetada, tais como a laminação, reunião livre dos termos e a interpolação. Assim, tem-se, nesta fase, a dissecação e a desnudação, que são atividades de leitura do documento, que buscam a segmentação do domínio de forma que atenda ao objetivo proposto. Com relação à análise categorial temática, a leitura flutuante consiste em analisar e conhecer o documento, identificando e desmembrando o texto em “unidades de registro – UR”, quando é decidido se estas serão representadas por frases, expressões, palavras ou por categorias de palavras (substantivo, verbos, adjetivos), descobrindo os núcleos de sentido. Isso remete à dissecação e desnudação, da análise facetada, pois decide-se o grau de especificidade da representação, a partir do objetivo pretendido. Além disso, nesta análise, as outras orientações (laminação, reunião e interpolação) também podem ser evidenciadas ao final da atividade classificatória, pois a representação é referente a um texto completo, no qual as partes se combinam, juntam-se e interpõem.

Terceira etapa

Análise facetada: seleção de termos relevantes e categorias (facetas e subfacetas), ordenação das facetas, subfacetas e focos, e organização final.

Análise categorial temática: tratamento dos resultados, inferência e interpretação.

Considerações: Nas duas análises, este é o momento da atividade de categorização, na qual o método da análise facetada é desenvolvido até que se obtenha a estruturação final.

Na análise categorial temática (ACT), o “tratamento dos resultados” há a identificação das unidades de registro (UR), que são os conceitos relevantes dentro do domínio, que é representado pelas unidades de contexto (UC), e as UCs são as categorias mais gerais que contextualizam e dão significado às URs. É elaborada uma definição para as categorias de forma que o sentido das URs fique restrito à demarcação de cada UC, uma vez que uma UC (categoria) pode possuir diferentes URs (facetas, subfacetas e focos). Há, ainda, a categorização, realizada em um processo cíclico de análise, validação e reformulação. Essa é a atividade de agrupar as URs conforme suas semelhanças, a partir de critério único de divisão, obedecendo às características de adequação, exaustividade, homogeneidade, exclusividade e objetividade, em um contínuo que ultrapassa esta etapa três.

Em Ranganathan e CRG, a “seleção de termos relevantes e categorias” é a atividade de aplicar o método da análise facetada que fornece os princípios para a categorização de dado domínio, com o agrupamento de conceitos semelhantes (facetas e subfacetas) em classes mais gerais (categorias). Nesse processo de agrupar, ou de categorizar, são realizadas análises do domínio de maneira que se possa identificar os conceitos mais gerais (categorias) e os mais específicos (facetas e subfacetas). Para Ranganathan, todo o conhecimento humano, representado pelos assuntos (ideias, conceitos) tratados nos registros de documentos, em qualquer domínio a ser investigado, pode ser acomodado, e estruturado em cinco categorias fundamentais, o PMEST: Personalidade, Matéria, Energia, Espaço e Tempo. As facetas e subfacetas, que alimentam as categorias fundamentais, são os assuntos (ou conceitos) inscritos nos documentos, que estão representados por seus termos.

Em relação à ordem dentro de cada categoria (das facetas, subfacetas, cadeias, focos e renques), que é recomendada nos princípios do Ranganathan e do CRG, os procedimentos da técnica da análise categorial temática (ACT) a desconsidera. Entretanto, essa diferença não apresenta gravidade no contexto desta dissertação, pois em ambiente digital a ordem de apresentação não se mostra de grande importância. Houve a escolha por apresentar as facetas, subfacetas e focos na ordem alfabética.

Em seus estudos, Ranganathan (1967) ressalta que há liberdade para a criação de um maior número de categorias, desde que o uso delas seja empiricamente avaliado com a categorização de documentos utilizando tais categorias e que o resultado seja satisfatório (critério de utilidade). Para atender a essa recomendação, a técnica da ACT foi empregada para essa validação do conjunto de categorias estabelecidas a priori, assim como houve uma experiência utilizando esse conjunto na indexação dos documentos do corpus. Adicionalmente, a ACT indica que seja realizada a “inferência e interpretação” na qual se deve re-validar o conjunto de categorias a partir de um respaldo teórico ou sustentar uma nova teoria ou modelo desenvolvido.

De modo a ampliar o campo de discussão aqui proposto, resgatam-se os cânones do Plano das Ideias e do Plano Verbal de Ranganathan e do CRG, referentes às características e ao número de facetas, em relação às condições exigidas para as categorias na análise categorial temática (ACT), os quais podem ser considerados conforme o que se segue:

Plano das ideias

a) Diferenciação (Ranganathan): equivale à Sistematicidade e à Categorização da ACT;

b) Relevância (Ranganathan e CRG): equivale à Objetividade da ACT;

c) Verificação (Ranganathan e CRG): equivale à Adequação (válidas e pertinentes) da ACT;

d) Permanência (Ranganathan e CRG): equivale à Adequação (válidas e pertinentes) e à Objetividade (ou consistência e fidedignidade) da ACT;

e) Homogeneidade (CRG): equivale à Homogeneidade da ACT;

f) Mútua exclusão (Ranganathan e CRG): equivale à Exclusividade da ACT.

Plano verbal

a) Contexto (Ranganathan): equivale à Unidade de Contexto e à Adequação (válidas e pertinentes) da ACT;

b) Enumeração (Ranganathan): equivale à Codificação da ACT;

c) Aceitabilidade ou terminologia usual (Ranganathan): equivale à Adequação (válidas e pertinentes) e à Objetividade (ou consistência e fidedignidade) da ACT;

d) Restrição (Ranganathan): equivale à Objetividade (ou consistência e fidedignidade) da ACT.

Outro aspecto a ser considerado diz respeito à Exaustividade. Neste contexto, entende-se que “as classes, as cadeias de classes e a lista de isolados nas cadeias devem ser totalmente exaustivos em relação a seus respectivos universos em comum” (RANGANATHAN, 1967, p.158). Isso remete à Exaustividade (ou inclusividade) estabelecida pela ACT que determina que as categorias devem ser capazes de abrigar todas as unidades de registro (UR) selecionadas no texto, permitindo a inclusão de todo dado significativo, de acordo com o objetivo pretendido. Além disso, a Exaustividade, segundo Ranganathan, no que tange ao significado de “ser exaustivo em relação aos universos em comum”, alude ao sentido de “Conteúdo Manifesto” da ACT, quando esta última afirma que a análise deve limitar-se ao conteúdo explicitado no texto.

Finalmente, é preciso ressaltar que Ranganathan desenvolveu sua teoria em meio aos problemas de classificação de registros do conhecimento, elaborando melhores práticas para a indexação do conteúdo temático dos documentos, com a finalidade de destacar as ideias explicitadas no texto. Nesse sentido, há estudos que criam modelos para orientar os indexadores na análise documentária, tema que será apresentado no subcapítulo a seguir.