• Sonuç bulunamadı

3. MESLEK PROFİLİ

3.1. Görevler, İşlemler ve Başarım Ölçütleri

As novas exigências de formação profissional em Engenharia Civil e Engenharia Metalúrgica, associadas às inerentes expectativas do mundo corporativo e da sociedade em relação ao exercício profissional do Engenheiro, representam demandas emergentes por mudanças na educação em Engenharia, cuja abordagem atual se revela em muitas situações (in)adequadas, conforme discussão que ocorre nos diversos setores da sociedade. Uma nova perspectiva educacional implica na necessidade, de uma outra concepção de currículo, ensino e avaliação.

Nas circunstâncias atuais, o trabalho do professor, vem sofrendo, consequentemente alterações significativas. Não se pode mais desenvolver o ensino como transferência de um conhecimento pronto e acabado, de um currículo engessado; cada vez mais o trabalho docente é essencialmente de mediação e conhecimento partilhado e coletivo, exigindo a reconstrução do mesmo, de forma dialógica e colaborativa.

Segundo Silveira (2005), uma proposta de formação profissional deve conter mecanismos de avaliação contínua, com a possibilidade de replanejamento e correção de direção ou de métodos, possibilitando que seus resultados sejam verificados e seus objetivos efetivamente alcançados. A proposta curricular necessita assegurar a possibilidade de contínua análise e atualização metodológica por ser essencialmente um caminho com constantes transformações.

As novas demandas nas engenharias, com a possibilidade de formação do Engenheiro cidadão, deve fomentar mecanismos de constantes consultas sociais a indicar a necessidade de mudanças nos caminhos da Educação em Engenharia na Avaliação Curricular. A formação profissional na área de Engenharia não pode mais se reduzir a uma concepção tecnicista de educação, devendo, ainda, inserir-se no contexto histórico da sociedade mundial, pois a analise desta formação, e ainda da concepção de ensino somente na perspectiva local e/ou regional, resultaria numa organização inadequada da formação profissional.

Por isso, faz-se necessário discutir essa temática abrangendo a conjuntura regional, nacional e internacional; o saber e as diversas posturas político- pedagógicas dos professores ao longo da história da educação nas engenharias, além do que se espera desse educador hoje; a prática docente para formar o Engenheiro Cidadão e as condições necessárias para a concretização dessas práticas a partir de elementos para uma sistemática de avaliação curricular mais dialógica.

A Educação em Engenharia se mostra protagonista na agenda estratégica dos setores produtivos no país. A qualidade do desenvolvimento e das aprendizagens do ser humano e de toda ação pedagógica passa, de uma maneira determinante, pela qualidade dessas relações:

[...]2 para competir em mercados nos quais produtos e processos têm

ciclos cada vez mais curtos, é crucial incrementar continuamente a própria capacidade de gerar, difundir e utilizar inovações tecnológicas. O preço de ficar à margem do processo de inovação acelerada não é a estagnação, mas o retrocesso (REVISTA DA CNI, 2008). Ver citação de artigo de periódico.

A avaliação curricular requer a confrontação entre a situação ideal e a real dos currículos dos cursos de graduação, entre as suas reais necessidades, os objetivos e os meios adequados para serem atingidos. Avaliação curricular envolve o

2Tarefa de avaliar um programa educacional abrangente, que inclui todas as múltiplas atividades de

aprendizagem, pode ser consideravelmente diferente da avaliação de um pacote de materiais elaborados para um único curso de uma determinada matéria. Avaliação de currículo/Ariel Lewy (organizador) USP, 1979.

processo de ensinar e aprender, nas dimensões técnico-instrumental, político-social e técnico-pedagógico.

Lewy (1979) afirma que, a palavra currículo, é usada com um sentido específico, selecionado da ampla variedade de significados atribuídos a ela, mas, apesar desta restrição do termo, ela ainda abrange uma ampla variedade de programas educacionais. (LEWY, 1979, p. 6)

As atividades de avaliação, auxiliam no processo de aprender. No entanto, a avaliação currícular não pode ser realizada através de um único foco, porque um problema que pode ser de grande interesse no processo de desenvolvimento de certo programa, pode perder o significado em outro projeto de currículo em um outro contexto.

Para Silva (2009),

O currículo é sempre o resultado de uma seleção: de um universo mais amplo de conhecimentos e saberes onde se seleciona aquela parte que vai constituir, precisamente, o currículo efetivo. [...], as teorias do currículo, tendo decidido que conhecimentos devem ser selecionados, procuram justificar por que é que “esses conhecimentos” e não “aqueles” devem ser selecionados (SILVA, 1999, p. 13).

Uma questão fundamental dentro da área de Engenharia na contemporaneidade é a avaliação de programas. Em abril de 2002, foi publicada a Portaria Nº 990 (02/04/2002) do Ministério da Educação (MEC) que “estabelece as diretrizes para a organização e execução da avaliação das instituições de educação superior e das condições de ensino dos cursos de graduação” em acordo com o Decreto Nº 3.860 (9/07/2001) da Presidência da República.

Para Oliveira e Pinto (2010), as diretrizes curriculares (Resolução CNE/CES 11/2002) e as diretrizes de avaliação (Portaria 63/2002) trouxeram mudanças significativas para serem implantadas nos cursos de graduação em Engenharia. Vale ressaltar que tais mudanças estão em fase de implantação e ainda não se tem um quadro claro do alcance e das consequências delas nos cursos em

termos de organização e formação profissional. Entendendo que este sistema de avaliação necessitava/necessita de alterações, por isso o governo brasileiro instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), o que unificam os sistemas de avaliação existentes e ainda propõe a avaliação interna nas instituições.

É válido destacar, aspectos basilares ao processo de avaliação curricular. Cronbach (1980) afirma que, no processo de avaliação, a decisão sobre esta ou aquela escolha, depende do que o pesquisador deseja conhecer a respeito do objeto que será avaliado, destacando-se importantes aspectos: a necessidade de uma clara consciência do que é indispensável saber para subsidiar as decisões que devem ser tomadas pela gestão e, principalmente, como coletar, processar e analisar essas informações a partir de uma visão clara da utilidade do processo de análise fenômeno para a instituição e os cursos investigados.

A avaliação curricular é, na nossa concepção, uma área estratégica para o alcance das mudanças estruturais e intervenções pedagógicas pretendidas nos cursos de graduação em Engenharia Civil e Engenharia Metalúrgica. A avaliação curricular focada apenas em métodos estatísticos é pouco dinâmica, havendo também a necessidade de coletar dados qualitativos.

O desenvolvimento de uma avaliação curricular exige ainda, uma postura profissional ética, proposições teórico-metodológica consistente, e práticas baseadas em dados de contextos. Evidentemente, o desenvolvimento de avaliações sobre a formação profissional, pressupõe um olhar sobre a dimensão política, a valorização de crenças e valores, assim como de informações que embasarão os processos avaliativos.

Para Cronbach (1980), a avaliação não pode ficar presa a simples aspectos rotineiros e ritualísticos da mensuração. Na sua concepção, a finalidade da avaliação curricular, não deve ser apenas um julgamento final, mas oferecer meios que possibilitem o aprimoramento dos currículos em processo, e de seu desenvolvimento. Para o autor é preciso compreender, o caráter multidimensional da avaliação, fazendo-se necessária uma coleta diversificada de informações para que

seja viável uma descrição e compreensão da lógica de organização dos currículos investigados.

Para Vianna (2000), as ideias que Cronbach, tiveram ampla ressonância na área da educação, e contribuíram para o surgimento de dois trabalhos fundamentais na área de avaliação educacional – The coutenance of educational

evaluation e The methodology of evaluation -, de Stake e Scriven respectivamente.

Decorridos mais de cinquenta anos, seus estudos ainda são relevantes e constituem um percurso de grande importância tanto para a avaliação curricular como para a comparação de cursos e sua dimensão política.

A avaliação curricular, atende ao objetivo: de auxiliar os gestores dos cursos de graduação em três tipos de decisões (identificar as necessidades dos estudantes, para possibilitar o planejamento da formação mais pertinente; julgar os efeitos das intervenções pedagógicas, no âmbito dos cursos; e analisar se os currículos utilizados atingem seus objetivos prescritos no PPP).

O currículo na perspectiva de alguns gestores, professores, alunos, representantes de classe e ainda especialistas na área, evidencia a importância de se estimar o crescimento educacional geral do estudante nas graduações, considerado por muitos curriculistas como mais importante do que o domínio de tópicos específicos estudados em sala de aula (CRONBACH, 1980; HAMILTON, DAVID e WILLIAMSON, DAVID, 1979).

Na medida do possível, a avaliação curricular deveria ser utilizada para esclarecer como um currículo produz seus efeitos e quais os parâmetros que afetam sua eficiência. Portanto, os estudos sobre avaliação curricular não devem se limitar a serem relatos sobre este ou aquele curso e/ou área de conhecimento, mas que, de fato, forneçam elementos que ajudem a compreender melhor a relevância do fator humano na Educação e no desenvolvimento curricular, e o processo da aprendizagem dos estudantes, a partir da concepção de educação dominante na instituição.

Concepções de avaliação baseadas em análises não dialógicas, estabelecidas na modernidade, são diretrizes pouco adequadas para a avaliação curricular na atualidade que é exigida quando se tem em vista o aprimoramento de programas ou projetos. A avaliação curricular hoje requer a descrição dos resultados a partir da averiguação das mudanças de concepções dos agentes da educação ocorridas no contexto investigado, além de identificar os aspectos da formação profissional que necessitam de revisão. Logo, é preciso levar em consideração também a relevância de ouvir o que está negligenciado na instituição escolar.

Portanto, a avaliação curricular deve ser encarada, como uma atividade complexa. O currículo é uma tradição inventada, pressupõe-se, portanto, que ele possa, a partir de sua análise crítica, ser reinventado numa perspectiva dialógica, possibilitando a sua releitura conceitual e prática, de forma elucidativa, a partir do diálogo intercrítico entre o paradigma dominante e os emergentes.

Benzer Belgeler