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5. YAZILIM VE ARAYÜZ

5.3 Görüntü Arama Yazılımının YSA Arayüzleri

A amônia tem uma forte afinidade com a superfície do interior do sistema de amostragem do laboratório de emissões, superfície essa que é em grande parte metálica (CARB, 2009). Isso pode resultar em uma perda significativa na quantidade de amônia presente no gás de escapamento, desde a emissão pelo veículo até sua inserção, diluído com o ar ambiente, na célula de gás do FTIR. Outra característica da amônia é que esse gás rapidamente reage com água e NOx, fazendo com que a perda na amostragem seja um ponto chave quando se quantifica a emissão desse poluente (BIELACZYC et al., 2012).

do gás bruto (sem diluição), o que é também recomendado em CARB (2009). Outro benefício de se utilizar esse método, é que os valores medidos da concentração de amônia foram cerca de 15 a 20 vezes maiores do que seriam caso a medição fosse feita no gás diluído, já que são dessa ordem de grandeza as razões de diluição conseguidas pelo método de amostragem descrito em ABNT (2012). A amostragem do gás de escapamento bruto foi feita conforme o esquema mostrado na Figura 32.

Figura 32 – Esquema de amostragem do gás de escapamento

Legenda: 1- sonda de amostragem 2- condensador 3- filtro 4- rotâmetro 5- bomba 6- balões de amostra

A sonda amostra o gás logo na saída do escapamento do veículo. A linha feita de tubos de PTFE com diâmetro de ¼” é mantida o mais curta possível (cerca de 0,5 m), para minimizar perdas por condensação. Um rotâmetro é instalado para ajustar a vazão de amostragem de forma a otimizar a capacidade de armazenamento de volume nos balões de amostra. Esses balões são de Tedlar® , material inerte e impermeável.

A amostragem do gás de escapamento diluído, conforme prescrita na Norma ABNT NBR 6601, prevê a utilização de um sistema amostrador de volume

constante – AVC, conhecido também pela sigla em inglês CVS (Constant Volume Sampler). Para manter a vazão constante, o sistema utiliza um venturi crítico. Neste tipo de sistema, o fluxo total de gás diluído é mantido em velocidade sônica, a qual é proporcional à raiz quadrada da temperatura absoluta do gás, computada continuamente. A amostragem proporcional é feita através de outro sistema de venturi crítico, instalado no mesmo fluxo de gás. Como a pressão e a temperatura são as mesmas para as entradas dos respectivos venturis, o volume da amostra é proporcional ao volume total da mistura (ABNT, 2012).

Em uma medição utilizando o gás de escapamento bruto, para se determinar a massa emitida de amônia, segundo Livingston (2008), multiplica-se a concentração em g/m3, medida a cada segundo durante o ciclo de condução, pelo volume do gás de escapamento em m3. Como esse

cálculo é feito a cada segundo do ciclo, ao final soma-se os valores das massas obtidas e divide-se pela distância percorrida, para gerar a emissão na unidade g/km.

Nesse tipo de medição, o volume do gás de escapamento bruto não é calculado pelo sistema FTIR e tem de ser calculado manualmente (CARB, 2009). Esse cálculo requer a determinação da razão de diluição (RD) em cada segundo do ciclo de condução, para utilizá-la para determinar o volume de gás amostrado, conforme a fórmula a seguir.

V8 = VWX )

onde:

Ve é o volume do gás amostrado

VT é o volume total amostrado pelo sistema CVS

RD é a razão de diluição

) = YZ@[\

YZ@SQ YSQYZS ×< ^R , onde:

CO2es é a porcentagem teórica de CO2 resultante de uma combustão

estequiométrica. Para a gasolina, etanol e diesel esses valor é adotado como sendo 13,4; para o GNV é 9,5.

CO2e, HCe, COe são as concentrações medidas desses poluentes expressas

em % para o CO2 e em ppm para o HC e o CO.

Como, em paralelo à medição de amônia, esses poluentes também são medidos, é possível calcular a razão de diluição e consequentemente o volume do gás a cada segundo.

Neste estudo, no entanto, o equipamento FTIR utilizado não permitia a medição modal, sendo a amostragem do gás de escapamento bruto feita de forma contínua, através de uma vazão constante, armazenando-se o gás nos balões Tedlar®para posterior medição. Como nos ensaios foram realizadas também as medições dos poluentes regulamentados presentes no gás de escapamento diluído utilizando um sistema CVS conforme ABNT (2012) tinha-se disponível o valor da razão de diluição para cada fase dos ensaios.

Deve-se levar em consideração que o sistema CVS faz com que, ao promover uma vazão total constante, a razão de diluição varie, ao longo de cada fase dos ensaios, já que a proporção da mistura entre o ar ambiente e o gás de escapamento varia em função das condições de funcionamento do motor do veículo. Nos momentos em que a vazão do gás de escapamento aumenta, ocorre uma diminuição na vazão do ar ambiente de diluição, e vice versa. Assim, o método utilizado neste estudo implica em utilizar uma RD que reflete a média de cada fase do ensaio, o que possivelmente resulta em uma sub-estimativa em relação ao método descrito em CARB (2009).

4.3 PLANEJAMENTO DOS ENSAIOS

Neste trabalho foi utilizado o planejamento fatorial fracionado, para se estudar os efeitos dos fatores sobre as respostas, variando os níveis destes e observando os resultados obtidos. Em sua forma mais simples assumem- se somente dois níveis diferentes para cada fator (ABRANTES, 2007).

O interesse deste trabalho foi o de verificar a influência dos seguintes fatores na emissão de amônia:

1- Diferentes combustíveis,

2- Diferença na concentração de enxofre no gasool, 3- Presença de catalisador de três vias.

Todos os ensaios foram realizados no mínimo em duplicata. Dessa forma poderá ser estimada a dispersão dos resultados através do cálculo do desvio padrão da média dos ensaios replicados (BARROS NETO et al., 2007; FERREIRA et al., 2007).

Benzer Belgeler