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2. BDS 700, BDS 705 STANDARTLARININ İNCELENMESİ VE DENETİM

2.1. BDS 700 FİNANSAL TABLOLARA İLİŞKİN GÖRÜŞ

2.1.6. Denetimde Görüş Türleri

2.1.6.1. Olumlu Görüş

Com o intuito de facilitar a apresentação e a análise dos dados, será apresentada, por Instituições de Ensino Superior, a concepção de formação do gestor escolar contida no Projeto Pedagógico e nos planos das disciplinas, de forma subjacente ou explícita, de modo a permitir a visualização das informações por instituição pesquisada individualmente, evitando, assim, comparações e primando pelo objeto do presente estudo, que é a formação do gestor escolar.

Quadro 1: Concepção de formação do gestor nos cursos de pedagogia na cidade de São Paulo – Instituição A.

Formação do Gestor Escolar

- Formar p/ saber, saber fazer e ser.

- Formar para dimensão pedagógica, educacional e p/ produção científica das diferentes áreas do conhecimento.

- O PP destaca a importância da formação de profissionais de educação e da importância da atuação do docente na gestão de processos educativos, na organização e funcionamento de instituição de ensino, participando e intervindo política, competente e solidariamente.

- Propiciar, através de reflexão crítica e experiência no planejamento, execução, avaliação de atividades educativas, a aplicação de contribuições dos diversos campos de conhecimentos: o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico, o psicológico, o linguístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural. Esses conhecimentos possibilitarão ao educador condições para observar, analisar, executar e avaliar a ação docente e suas repercussões, ou não, em aprendizagens, bem como orientar práticas de gestão de processos educativos escolares e de organização, funcionamento e avaliação de sistemas e de estabelecimentos de ensino.

- Visa consistente formação teórica, diversidade de conhecimentos e de práticas ao longo do

curso.

- Formação autônoma e solidária.

De outra perspectiva, e com o objetivo de verificar – a partir das informações nos documentos dos cursos de Pedagogia – a concepção de formação subjacente do gestor escolar, foi realizado um exercício de analisar alguns conceitos implícitos, tendo como referência o Projeto Pedagógico e o Plano das disciplinas dos cursos de Pedagogia nas Instituições de Ensino Superior pesquisadas.

Na instituição A, tem-se, no projeto em análise, a formação para a gestão escolar, contemplando o desenvolvimento do saber, para saber fazer e assim ser, o que pressupõe, a princípio, uma formação completa do indivíduo. Em seguida, a Instituição A traz, em seu bojo, uma formação para a dimensão pedagógica (docência e gestão), educacional e para a pesquisa, o que denota uma preocupação tanto com uma formação para as mais diversas áreas que o pedagogo poderá trabalhar, segundo suas aptidões e escolhas, quanto uma preocupação com o conhecimento visto como algo instável que pode e deve ser ampliado e divulgado através da pesquisa.

Posteriormente, define-se que o projeto está voltado à formação do indivíduo participativo, político, competente e solidário. Ainda considerando as informações obtidas da Instituição A, destaca-se a importância de a formação se dar por meio da “reflexão crítica e experiência no planejamento, execução, avaliação de atividades educativas, a aplicação de contribuições dos diversos campos de conhecimentos”, conceitos que, por si só, já traria a relevância que se dá às disciplinas de filosofia, história, antropologia e sociologia, pois se acredita que elas são extremamente relevantes para a reflexão e, portanto, a realização do processo de formação de um indivíduo crítico e reflexivo, conforme o projeto propõe formar.

Por fim, os últimos dois itens encontrados nos documentos da Instituição A caracterizam, mais uma vez, o compromisso com uma formação reflexiva que pressuponha o domínio de conhecimentos sobre o campo educacional, visando conciliar uma relação aprofundada com os conteúdos e as práticas educacionais, formando um indivíduo autônomo e capaz tanto de ampliar seus conhecimentos, quanto de conciliá-los com sua prática escolar.

Quadro 2: Concepção de formação do gestor nos cursos de pedagogia na cidade de São Paulo – Instituição B

Formação do Gestor Escolar

- O Colegiado do Curso é integrado pelo coordenador, que o preside, os professores do curso e de um representante do corpo discente ligado ao curso e eleito por seus pares.

- Formar profissional competente para a docência, na Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, para planejamento e desenvolvimento de políticas educacionais, formando a criança cidadã, fruto da missão de uma escola vista como instituição social e socializadora.

- Incentivar uma sólida formação geral.

- Estimular práticas de estudo independentes, visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno.

- Encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar.

- Fortalecer a articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva, assim como os estágios e a participação em atividades de extensão.

- Formação de profissional condizente com a realidade educacional; disciplinas convencionais, voltadas para a área de atuação profissional, além da flexibilidade das disciplinas, buscando atender as necessidades dos profissionais, respeitando a diversidade e também as características específicas e regionais onde está inserido o curso.

- Formação docente diferenciada, comprometida com a superação de dicotomias e incongruências presentes nos tradicionais cursos de formação de professores vigentes no sistema brasileiro, visa oferecer conhecimentos pertinentes à dimensão pedagógica e educacional e à produção científica das diferentes áreas do conhecimento.

- A formação oferecida abrangerá a docência, integradamente, à gestão de instituições de ensino em geral, para a elaboração, a execução, o acompanhamento de programas e atividades educativas.

Um olhar inicial para as informações da Instituição B chama a atenção para a formação do colegiado que tem uma composição desproporcional ao admitir apenas um representante do corpo discente, fato que não favorece uma discussão justa e igualitária, mas uma composição, por parte dos alunos, enfraquecida e sem força para fazer resistência ao sistema de ensino que lhe é proposto. Em outras palavras, sem força para rejeitar as pressões sociais e tão pouco fortalecida para uma educação política conscientizadora das relações de poder, tal como Adorno (1996) propõe. Ora, os espaços de discussão e de convivência são tão importantes quanto a sala de aula.

Analisando as informações a respeito da concepção de formação do gestor escolar, verifica-se a valorização da formação de um profissional competente para a docência, caracterizando que o foco do curso é na docência, o que é bastante comum nos cursos de pedagogia. Outro aspecto refere-se à visão de uma formação do professor que o prepare para formar a criança cidadã e a visão de uma escola social e socializadora. Esse aspecto é importante, mas acredita-se que, mais do que social e socializadora, a escola é

um local para formação intelectual, moral e da personalidade da criança e propiciadora do esclarecimento geral.

Nos 4 (quatro) itens seguintes, o projeto utiliza os seguintes termos: “incentivar”, “estimular”, “encorajar” e “fortalecer”, o que nos remete uma idéia mais próxima às questões psicológicas do que relativas a uma formação do indivíduo de fato, pois acredita-se que, através da elevação do nível de esclarecimento, ele será estimulado a fazer resistência contra a adesão cega ao coletivo em razão das pressões sociais – consequentemente, sentir-se-á fortalecido sem precisar de estímulos externos para isso.

Outro questionamento se faz ao item seguinte – “uma formação profissional condizente com a realidade educacional”. O sistema educacional, tal como a sociedade, está impregnado com ideologias, submetido à dominação e aos ditames do capitalismo. Então, tal formação seria para manter o que já está dado? E, ainda, a colocação “disciplinas convencionais, voltadas para a área de atuação profissional, além da flexibilidade das disciplinas, buscando atender as necessidades dos profissionais, respeitando a diversidade e também as características específicas e regionais onde está inserido o curso”, passa a mensagem de um ensino para profissionais que serão os mesmos sempre, portanto, incapazes de obter o esclarecimento e a reflexão: serão “pseudoformados” para trabalharem apenas em locais com as características do local onde está inserido o curso.

Pressupõe-se, dessa forma, que essa seja a vontade de todos, o que não parece respeitar as diversidades e características específicas de cada indivíduo. A região na qual está inserido o curso é uma região pobre, basicamente de trabalhadores sem qualificação, que dispõem, em muitos casos, apenas do horário noturno para estudar; logo, oferta-se um ensino medíocre e empobrecido para pobres pouco esclarecidos.

Posteriormente, encontramos “formação docente diferenciada, comprometida com a superação de dicotomias e incongruências (...)”. Tal discurso não esclarece que tipo de formação diferenciada está ofertando, pois pressupõe um conhecimento dos tradicionais cursos. Nos dois itens seguintes, relata-se, novamente, a formação para a docência, porém inclui a formação também para a gestão de instituições de ensino em geral, denotando uma

preocupação com a formação de um professor para ser gestor escolar, embora não deixe claro que tipo de gestor escolar se propõe a formar. O que fica é que o instrumentalizará para “(...) a elaboração, a execução, o acompanhamento de programas e atividades educativas”.

Por fim, esse projeto trata da formação para atuação do docente na gestão de processos educativos. Entretanto, se não houver reflexão, aprofundamento em relação à cultura e condições favoráveis para o fortalecimento do indivíduo, para promoção de suas aptidões, percepções e conhecimentos, tendencialmente, este não fará resistência necessárias e não estará fortalecido, tornando-se um profissional com conhecimentos técnicos, sem reflexão e instrumentalizado, incapaz de, posteriormente, e como gestor escolar, relacionar seus conhecimentos com as práticas no cotidiano escolar – isso se considerarmos apenas o que está expresso no projeto aqui analisado, pois acredita-se numa formação além da obtida na sala de aula; logo, não se pode afirmar que todos os profissionais formados nessa instituição serão pseudoformados. Como já ressaltado, deve-se considerar o esforço individual, as relações que serão estabelecidas com o professor e com outras pessoas, bem como a capacidade de todos em buscar o esclarecimento.

Quadro 3: Concepção de formação do gestor nos cursos de pedagogia na cidade de São Paulo – Instituição C.

Formação do Gestor Escolar

- Formação que visa o preparo de um professor capaz de atuar no ensino, na organização e gestão de sistemas e experiências educacionais escolares e populares, tendo as seguintes características: pesquisador, intelectual auto-reflexivo, sensível à multiculturalidade, com domínio de conhecimentos teórico-práticos, políticos.

Diante das informações obtidas junto ao Projeto Pedagógico e ao Plano das Disciplinas, numa tentativa de analisar tais informações, observa-se, primeiramente, um projeto voltado para o “preparo de um professor capaz de atuar no ensino”. Aqui, a atuação do professor está no ensino, o que é diferente de uma formação para a docência. Isso porque ensino é a administração de conteúdos escolares ao aluno, enquanto que docência engloba toda uma prática educativa, envolvendo o ensino e a aprendizagem do aluno.

Posteriormente, tem-se uma formação voltada para a “organização e gestão de sistemas e experiências educacionais escolares e populares”. Tal proposta denota uma formação orientada a fim de o professor aderir à educação popular para os indivíduos das classes sociais menos abastadas, o que não propicia uma formação conscientizadora das relações de poder, tal qual Adorno (1995) propõe.

Por fim, têm-se as características que tal formação propiciará ao professor: “pesquisador, intelectual auto-reflexivo, sensível à multiculturalidade, com domínio de conhecimentos teórico-práticos, políticos”. Tais aspectos são importantes para o professor, entretanto, cabe ressaltar que a formação implica a apropriação da cultura na qual o indivíduo está inserido. Assim, o curso deve propiciar condições para o professor desenvolver tais características e para, além disso, ser participativo e consciente das relações de poder, sem apelar unicamente à autopreservação ao tomar suas decisões (ADORNO, 1995).

3.4. Análise das atribuições conferidas ao Gestor Escolar nas Instituições