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As estruturas apresentadas aqui estão resumidas e simplificadas pois o objetivo maior é desenhar algumas ideias quanto às possibilidades do Impro.

DIE-NASTY:

é uma novela em opera improvisada ao vivo, apresentada semanalmente na cidade de Edmonton, Alberta, Canadá desde 1991. A Die-Nasty é um formato de comédia improv com enredo contínuo e personagens recorrentes, música ao vivo, e um diretor que cria cenas para o público (e performances) em narração.70 (Improvisation Theatre in Canada,

2010, p. 11).

TEATRO-ESPORTE:

É uma forma de teatro de improviso, que usa o formato de competição para o efeito dramático. Times opostos podem performar cenas baseadas nas sugestões da plateia, com classificações feitas pela plateia ou por um painel de juízes (geralmente eles mesmos são improvisadores treinados). Desenvolvido pelo diretor Keith Johnstone em Calgary, Alberta, em 197771 (Improvisation Theatre in Canada, 2010, p. 35).

GORILLA THEATRE:

Este jogo formato também de competição criado por Keith Johnstone veio da necessidade do aprimoramento das habilidades de treinados. Seus jogadores que competem são diretores de cenas.

Três jogadores experientes entram e (se não há um Comentarista) então um deles torna- se um MC temporário que recebe a plateia , explica o jogo, e anuncia que o vencedor irá premiado com uma semana de “tempo de qualidade” com o “Gorila” (como se isto fosse um grande privilégio). Então o vencedor da última semana é apresentado, e entra de mãos dadas com alguém vestindo uma fantasia de gorila72 (JOHNSTONE, 1999, p.42).

Quando gosta da cena, o público grita “banana” e quando não gosta, grita “forfeit”, algo como “falta” ou “prenda”. O ganhador é aquele que ganhar mais “bananas”.

70 is a live improvised soap opera, running weekly in the city of Edmonton, Alberta, Canada since 1991. Die-Nasty’s

improve comedy format features a continuing storyline and recurring characters, live music, and director who sets up scenes for the audience (and performers) in voiceover.

71 is a form improvisation theatre, which uses the format of a competition for dramatic effect. Opposing teams can

perform scenes based on audience suggestions, with ratings by the audience or by a panel of judges (who are usually trained improvisers themselves). Developed by director Keith Johnstone in Calgary, Alberta, in 1977

72Three experienced players enter and (if there’s no Commentator) one of them becomes a temporary emcee who

welcomes the audience, explains the game, and announces that the winner will be awarded a week of ‘quality time’ with the ‘Gorilla’ (as though this was a great privilege). Last week’s winner is then introduced, and enters hand in hand with someone wearing a gorilla suit

175 HAROLD:

Formato longo desenvolvido por Del Close. Apartir de uma única sugestão da plateia uma série de cenas são improvisadas como uma colagem, criando assim uma conexão entre elas. Normalmente é composta de uma abertura e três cenas intercaladas entre jogos e monólogos. O The Harold já sofreu transformações, como se apresenta no capítulo The New Harold (O Novo Harold) do livro Art By Committee de Charna Halpern, mas em suas adaptações ainda mantém a estrutura básica.

BAT:

“Também conhecido como Harold no Escuro, o Bat é uma estrutura de formato longo performada inteiramente no escuro.”73 (The Improv Wiki.: Category: Improv Forms. Disponível

em : <http://wiki.improvresourcecenter.com/index.php?title=Category:Improv_Forms>. Acesso em 20 de dezembro de 2012.)

EVENTÉ

É uma forma que se envolve acerca de um único evento. A primeira cena estabelece o evento. Aquela cena é seguida por várias outras focadas em um personagem em particular do evento. Então a cena do evento é feita novamente, levando em conta as novas informações descobertas pela cena de fundo. Pode ser seguida de mais cenas de fundo focando em um personagem diferente, e então um segundo retorno ao evento, e assim se segue74. (The Improv Wiki: Category: Improv Forms. Disponível em:

<http://wiki.improvresourcecenter.com/index.php?title=Category:Improv_Forms>. Acesso em 20 de dezembro de 2012.)

MONOSCENE

“É um formato de improv que toma lugar num único local em um único espaço de tempo, com nenhuma edição externa de nenhum tipo.”75

(The Improv Wiki.: Category: Improv Forms.

Disponível em:

<http://wiki.improvresourcecenter.com/index.php?title=Category:Improv_Forms>. Acesso em 20 de dezembro de 2012.)

73 Also known as Harold in the Dark, the Bat is a long form structure performed entirely in the dark.

74 The Eventé is a form revolving around a single event. The first scene establishes the event. That scene is followed

by several more which focus on a particular character from the event. Then the event scene is performed again, taking into account new information discovered by the background scenes. This can be followed by more background scenes focusing on a different character, then a second return to the event, and so on.

176 APOCALYPSE

É um formato criado por Will Hines em 2009 durante o curso Fim do Mundo na Up[right Citizens Brigade New York. Usa o gênero da ficção apocalíptica (e outras ficções especulativas). [...] Uma única sugestão é usada. O formato consiste em duas metades, A primeira metade é um Eventé, a cena de abertura que culmina com o fim do mundo. [...] A segunda metade é uma Monoscene que se posiciona em algum tempo depois dos eventos da primeira metade, talvez um pós-apocalipse ou um mundo diatópico.76 (The Improv Wiki: Category: Improv Forms. Disponível em:

<http://wiki.improvresourcecenter.com/index.php?title=Category:Improv_Forms>. Acesso em 20 de dezembro de 2012.)

CHIMICHANGA

Criada por Travis Ploeger, este é um formato musical composto de várias pequenas cenas diferentes, realizadas por diferentes grupos de improvisadores. A medida que as cenas seguem, segundo as regras da estrutura, os personagens de cenas diferentes se encontram entre canções, finalizando com toda a companhia.

DESCONSTRUCTION

Formato longo desenvolvido por Del Close e “A Família” (um grupo de ex-alunos de Del Close composto originalmente por Matt Besser, Ian Roberts, e Adam McKay). Após a cena de abertura seguem-se outras cenas que desenvolvem a informação da primeira. Depois se retorna a cena inicial expandindo a ideia. Seguem mais cinco cenas de comentários sobre o que deu errado para os personagens. Retorna-se mais uma vez a cena de abertura. Desta vez é mais rápido e é influenciada pelos comentários. Etapa “A Corrida” (The Run) combinando paz e conteúdo das cenas anteriores. Finaliza-se com o retorno final a cena de abertura onde se encontra a paz.

ORACLE

Um jogador é o oráculo enquanto os outros são como seus sacerdotes gregos. A plateia contribui com uma importante pergunta. Após um “ritual” criado de improviso para o “transe” em uma espécie de Gibberish. Os jogadores então improvisam as cenas a partir da informação do oráculo. O fechamento é direcionado para responder a pergunta.

76 is a form created by Will Hines in 2009 during the End of the World class at the Up[right Citizens Brigade New

York. It uses the genre of apocalyptic fiction (and other speculative fiction tropes). […]A single suggestion is taken. The form consists of two halves. The first half is an Eventé, the opening scene of which culminates in the end of the world […] The second half is a Monoscene that takes place some time after the events of the first half, perhaps a post apocalypse or dystopian world.

177 DETOURS

“é um formato que examina todas os possíveis caminhos que uma única cena curta poderia ter seguido mas não seguiu.”77

(The Improv Wiki.: Category: Improv Forms. Disponível

em: <http://wiki.improvresourcecenter.com/index.php?title=Category:Improv_Forms>. Acesso em 20 de dezembro de 2012.) Após a sugestão do público, a cena original é feita entre 2 a 5 minutos e em seguida são criadas suas variações. Normalmente não se repete totalmente a cena original.

HOT TAMALE

Formato musical derivado do TAMALE. A partir de uma sugestão de local o improvisador “A” a cena começa a cena até a inferência do pianista (sinal para a canção improvisada começar). “B” se junta a “A”. Depois outros improvisadores, menos “A” entram e constroem uma cena envolvendo o personagem de “B” até que ele decida ser um bom momento para recomeçar a canção. A próxima cena incluiu “A” e traz o desfecho de cenas e música.

MONOLOGUE DESCONSTRUCTION

Formato longo que parte de uma história real, normalmente de um improvisador convidado, da qual os improvisadores iram expandir e interpretar partes.

STEVE v BRAIN

“um espetáculo de uma pessoa com três pessoas dentro”78 (The Improv Wiki.: Category:

Improv Forms. Disponível em:

<http://wiki.improvresourcecenter.com/index.php?title=Category:Improv_Forms>. Acesso em 20 de dezembro de 2012.) Steve é o único personagem real, e mais dois personagens: Brain, o cérebro, normalmente só a voz em off amplificada, que, na história, só pode ser ouvida por Steve; e Everyone Else, ou seja, Todo Mundo que não é Steve interpretados por um único ator. Normalmente se situa em um único lugar.

77 is a form that examines all the possible ways that a single, short scene could have gone but didn't. 78 "a one-person show with three people in it."

178 THE LIVIN ROOM

Todos em cadeiras começam uma discussão sugerida pela plateia até que um improvisador se levanta e começa uma cena a partir do que foi discutido. Quando um novo assunto aparece na cena, quem ainda está sentado inicia uma nova discussão que culminará em novas cenas e o ciclo segue.

THE TRIP

Formato longo desenvolvido por Mission IMPROVable e Liz Allen. É um formato orgânico que estimula call backs, pois a partir de uma sugestão uma cena leva à outra tentando manter todos os atores (de 5 a 7) envolvidos em todas as cenas.