2.3. SİYASALLAŞMA DÖNEMİ
2.3.2. Yeşil Partiler
2.3.2.2. Fransa Yeşil Parti
A norma técnica insere-se no contexto da acessibilidade no momento em que, preocupados em estabelecer orientações sobre a eliminação das barreiras nos edifícios de uso público e vias urbanas, vários organismos internacionais (como a ONU, a RI, a OIT, a CEMT e o CE 9) sentiram a necessidade de estabelecer critérios para orientar a prática profissional de planejadores do ambiente.
As normas são especificações técnicas acessíveis ao público e aprovadas pela Organização Internacional de Normas – ISO, fundada em 1948. Este instrumento baseia-se em resultados conjuntos de ciência, da tecnologia, da experiência e tem como objetivo obter o fácil acesso das pessoas com deficiência no ambiente. A sua instalação é importante, no sentido de garantir uma uniformidade nacional no tratamento do assunto, existindo, portanto estudos específicos em diversos países (BAHIA et al, 1998).
Assim, através do Instituto Nacional de Normas Técnicas (ANSI), os Estados Unidos elaboraram especificações, que contemplam recomendações a serem consideradas pelo setor público e privado para a construção de edifícios e instalações acessíveis, que possam ser utilizados por pessoas com deficiência.
Na Europa destacam-se a Alemanha, com a DIN que, desde 1804, estabeleceu disposições construtivas para as pessoas com deficiência, as normalizações britânicas Standard 5629 (1988), sobre o código de boa conduta para construção de moradias adequadas às pessoas com deficiência e a ABS 55 que detalha aspectos de desenho com relação à segurança destas pessoas nas construções.
Segundo Guimarães (1995), no Brasil a acessibilidade passou a ter algum impulso a partir de normas, boletins técnicos e publicações de empresas públicas para pesquisa e gerenciamento da construção e transportes como, por exemplo, o Boletim Técnico do CET/SP nº 24, o Manual Construir da CAAPD/MG e a Norma 9050-1985. Antes disso, a abordagem às necessidades ambientais das pessoas com deficiência ocorria em tímidos artigos de revistas especializadas de reabilitação, e poucos iam além da simples verificação de barreiras à integração dessas pessoas. O resultado dessas medidas implicou no descrédito de que as necessidades das
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Organização das Nações Unidas (ONU), a Rehabilitation Internacional (RI), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Conferência Européia de Ministros de Transporte e o Conselho Europeu.
PDs pudessem ser contempladas através da aplicação conscienciosa de recursos técnicos e materiais, sem grandes custos adicionais para obras de arquitetura, de design industrial e de urbanismo (Idem).
De acordo com Bahia et. al (1998) a primeira norma brasileira foi publicada em 1985, e contou com a participação de profissionais de diferentes áreas, em conjunto com as PDs. A NBR 9050 foi elaborada por iniciativa da Associação Brasileira de Normas Técnicas com o objetivo de suprir a carência de referenciais técnicos na área da acessibilidade. Porém, a mesma apresentava lacunas, contendo falhas que demandavam sua revisão.
Em 1993, a ABNT instaurou uma comissão de estudos, com o apoio e a iniciativa do Governo de São Paulo, a fim de atualizar e ampliar o alcance da NBR 9050. Posteriormente, uma nova revisão foi executada, publicada em 2004, a qual, pela primeira vez, contempla o ambiente escolar, com um conjunto de especificações sobre a adequação do seu espaço físico como fio condutor para a inclusão das PDs.
Avançando neste sentido, atualmente, se reúne em São Paulo, uma equipe composta por pessoas de todas as regiões brasileiras envolvidas com a acessibilidade nas escolas, com a finalidade de elaborar regras específicas para o ambiente escolar. As discussões têm gerado meios para solucionar os problemas enfrentados no ambiente escolar que não foram contemplados na NBR 9050/2004. Após o período das discussões as medidas propostas serão testadas, com o intuito de serem aprovadas ou não pelo público alvo, sendo que a publicação do documento final está prevista para 200710.
Após o período de consolidação da norma brasileira como referencial técnico sobre acessibilidade, verifica-se o uso da NBR 9050 como instrumento confiável, indicador dos critérios mínimos de conforto ambiental e de qualidade para uso de ambientes acessíveis. Como decorrência da credibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em todo o país, tem sido atribuído à NBR 9050 (2004) o papel de complementar legislações municipais que regulam a atividade construtiva, numa busca à padronização da atividade de planejamento, de execução do espaço edificado, quer seja ele de domínio privado ou público (GUIMARÃES, 1995), como acontece, por exemplo em Natal-RN, onde por determinação da Lei
10A autora dessa dissertação participa do grupo na condição de representante do Ministério Público do Rio Grande do Norte com o apoio do Unicef.
Municipal 4090/92 essa norma embasou processo de adequação das escolas Municipais. Portanto, desenvolver o estudo desta norma é imprescindível como forma de orientação para o desenvolvimento da análise técnica ocorrida no decorrer desta pesquisa.
A NBR 9050 é uma norma extensa que define aspectos relacionados às condições de acessibilidade no meio urbano. Estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade, indicando especificações que visam proporcionar à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade a utilização segura do ambiente ou equipamento.
Os parâmetros estabelecidos na NBR 9050 compreendem a instrumentalização necessária para que qualquer indivíduo possa se adaptar às condições ambientais do espaço edificado, visto que o conforto e a funcionalidade devem acomodar níveis de segurança ajustáveis a diferentes habilidades, abrangendo a minimização de estresse, seja ele pelo esforço físico, pelo movimento ou pela percepção sensorial. Porém, a norma é um trabalho em evolução e não um produto acabado, razão pela qual se faz necessário avaliar as condições ambientais para verificar o atendimento às necessidades das pessoas com deficiência.
Em sua última versão, a NBR 9050/04 assume um enfoque diferente, considerando as diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente, com ou sem ajuda de aparelhos específicos como próteses, aparelhos de apoio, cadeira de rodas, bengalas de rastreamento, sistemas assistivos de audição ou qualquer outro que venha a complementar as necessidades individuais.
Entre os pressupostos adotados foram empregadas: acessibilidade, desenho universal, barreira arquitetônica e tecnologia assistiva. Além disso, a norma ressalta: dimensão do módulo de referência da cadeira de rodas (incluindo a área necessária para a sua manobra), referências para alcance manual e visual, formas de comunicação e sinalização horizontal e vertical, como é o caso da implantação do piso tátil e o Braille, dimensionamento de circulação, rampas (cuja inclinação foi alterada) e escadas, características de piso, especificações de equipamentos eletromecânicos como elevador, plataforma elevatória para percurso vertical e inclinado e esteira rolante horizontal e inclinada, estacionamentos e também
banheiros, inclusive ilustrando diversos modos de transferência para a bacia sanitária, como a lateral, a diagonal e a perpendicular.
Ficou determinado, ainda, que nos locais com sanitários de uso comum ou público, no mínimo, 5% do total de cada peça devem ser acessíveis, considerando para efeito de cálculo a divisão das peças por gênero. Com relação a esta medida, o Decreto 5.296, de 02 de dezembro de 2004, aprimora mais ainda esta indicação, e determina no seu Art 22, & 1º. que: “nas edificações de uso público os sanitários destinados ao uso da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida serão distribuídos na razão de, no mínimo, uma cabine para cada sexo em cada pavimento da edificação”. Tal decisão esclarece a situação de um deficiente masculino que, não possuindo autonomia para utilizar o equipamento sanitário necessita da companhia da mãe, ou vice-versa. Anteriormente, ficava a dúvida, se utilizariam o banheiro masculino ou o feminino.
Com relação às circulações a NBR 9050 determina, 0,90m para circulação de até 4m, e 1,20m para corredores com extensão até 10m. A primeira especificação não e aplicada a corredores que dispõem de acesso a ambientes, pois esta dimensão não possibilita ao usuário de cadeira de rodas (UCR) realizar o giro para ter acesso ao ambiente. Contudo, cabe destacar que, em relação ao ambiente escolar, deve ser considerado o fluxo de alunos como forma de garantir a locomoção confortável do usuário.
Vale ressaltar que a norma contempla especificações para bens tombados, locais de reunião, de exposição, de esporte, cinemas, restaurantes, meios de hospedagem, serviços de saúde, parques, praças, praias e escolas, indicando determinações específicas para cada edificação.
Apesar da grande aceitação alguns profissionais questionam determinados pontos da NBR. Rolim (2003), por exemplo, põe em dúvida a distância de 4 cm entre as barras para apoio e a parede, pois na sua opinião, tal distância não é suficiente para uma mão deformada ou para quem utiliza uma órtese11. Nesse sentido, o autor enfatiza a necessidade de desenvolver-se estudos relativos aos parâmetros antropométricos brasileiros, pois a ausência destas definições tem dificultado, entre outros, o estabelecimento da altura do bordo superior do vaso sanitário em relação
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Dispositivo terapêutico aplicado a qualquer parte do corpo (coluna vertebral, membros superiores ou inferiores, mão, pé), abrangendo uma ou mais articulações, cuja função é estabilizar ou imobilizar, prevenir ou corrigir deformidades, proteger contra lesões, auxiliar na cura ou maximizar a função (TEIXEIRA et al, 2003).
ao solo, a distância do corrimão em relação à parede e similares, para os quais é preciso considerar se o sujeito anda, deambula, usa cadeira de rodas ou muletas, bem como as forças transferidas no movimento em questão.
No que tange ao ambiente escolar a norma determina a implantação de uma rota acessível, interligando o acesso de alunos às áreas administrativas, de prática esportiva, de recreação, de alimentação, salas de aula, laboratórios, bibliotecas, praças, locais de culto e exposições, bancos e os demais ambientes pedagógicos. Estabelece critérios como altura da lousa, mobiliário escolar acessível a cada duas salas de aula para o UCR, o percentual de 5% dos sanitários acessíveis para o uso de alunos, número este que se repete para o uso de funcionários e professores.
Apesar de a norma enfocar a acessibilidade de modo abrangente, apresenta lacunas, notadamente, no que se refere ao ambiente escolar, em termos de imprecisão de informações e de ilustrações, como: (i) mobiliário escolar, para o qual não especifica dimensionamento; (ii) especificidades relacionadas a diversas restrições; (iii) indicações para a instalação do vaso sanitário infantil. Quanto a este critério também devem ser levados em consideração as crianças que não têm controle de tronco, sendo necessária a utilização de barras de apoio para facilitar a transferência ao equipamento, bem como, a presença do adulto no banheiro, nos casos de crianças que necessitam de auxílio.
Outro aspecto fundamental é a referência da dimensão da cadeira de rodas utilizada por crianças, para a concepção de espaços destinados à educação infantil, pois as medidas estabelecidas para adultos são diferentes sendo, portanto, necessário um estudo antropométrico para viabilizar equipamentos, como altura de mobília que atenda este segmento.