1.3. DÜNYADA ÜLKELER BAZINDA UYGULANAN TARIM
1.3.2 Avrupa Birliği Ülkelerinde Tarım Sigortaları Uygulamaları
1.3.2.7. Fransa’da Uygulanan Tarımsal Sigorta Sistemi
No que tange à natureza jurídica da adoção, há uma grande controvérsia doutrinária dentro do âmbito jurídico. O entendimento sobre a matéria nunca foi pacífico.
A maioria dos doutrinadores a considera como contrato, alguns como ato solene, ou então como filiação criada pela lei, ou ainda como instituto de ordem pública. Há também uma corrente intermediária de juristas que consideram híbrida a natureza jurídica da adoção, sendo um misto de contrato e instituto de ordem pública.
A primeira corrente, a dos contratualistas, também chamados de privatistas, apóia a idéia de que, para a concretização do ato, seria necessária a autonomia das vontades expressas pelas partes, convergindo num ato bilateral a ser homologado pela autoridade judiciária. Defende este pensamento, acerca dos contratualistas, o professor LIBERATI expõe que:
Entendem eles que o ato é bilateral tendo o seu termo, mútuo consenso das partes, produzindo, a partir daí, os efeitos pretendidos e acordados com plena eficácia entre as partes. 31
No entanto, é evidente que a noção civilista e clássica de contrato não resulta explicação adequada e suficiente para a adoção. Logo mais, a idéia de contrato deve ser afastada da essência do instituto da adoção, já que as relações contratuais são fundamentalmente de conteúdo econômico, ao passo que o vínculo que a adoção estabelece é essencialmente espiritual e moral.
A segunda corrente, que considerava a adoção como ato solene, possuía como principais defensores os juristas: Clóvis Beviláqua, Pontes de Miranda e Sílvio Rodrigues.
Destacamos as considerações de BEVILÁQUA:
A adoção se trata de um ato solene em que se exige o consentimento do adotando ou de seu representante legal. 32
31 LIBERATI, Wilson Donizeti. 1995, p. 17-18.
Para RODRIGUES:
A adoção é “negócio unilateral e solene”, muito embora essa unilateralidade seja discutível, uma vez que a lei reclama o consentimento dos pais ou do representante legal do adotado. 33
No Código Civil de 1916, a adoção consistia num ato bilateral e solene, sendo indispensável a manifestação da vontade do adotante e adotado e, imprescindível, a forma notarial. Era, portanto, um contrato de direito da família. Entretanto, com a promulgação do Novo Código Civil de 2002, esse conceito acabou desaparecendo. CARVALHO também adere a essa conclusão:
(...) porque se não podem contratar relações de paternidade e de filiação, máxime fictícias: filhos não são objeto do contrato matrimonial, não figuram neste, são um efeito, melhor, uma eventualidade; podem ou não, para assim dizer emergir. Se isto se dá na família propriamente natural – oriunda da união sexual – com maioria de razão deve dar-se na família fictícia, oriunda da paternidade e de filiação puramente civis. 34
Já a terceira corrente, que podemos nomear como a dos institucionalistas, defende que a adoção é um instituto de ordem pública, cuja plena virtualidade jurídica, em cada caso particular, depende de um ato jurídico individual.
Os institucionalistas também consideram a adoção como um instituto de profundo interesse do Estado, já que se originou da própria realidade social, não sendo somente criada pela lei em si. Na verdade, foi regulamentada pelo direito positivo, em função da realidade existente.
33 RODRIGUES, Sílvio. 1982. p. 332.
ALBERGARIA narra que, no Estado Democrático de Direito, prevaleceu o conceito da instituição jurídica aberta ao fenômeno social da adoção, sendo substrato de regras jurídicas, que disciplinam uma realidade psicossocial. E ainda escreve:
No Estado Democrático de Direito, potencia-se a sua função protetiva em face da infância abandonada, pois o que define esta proteção é estar a serviço da pessoa humana, isto é, de todos os cidadãos e não de uma minoria privilegiada. 35
Na mesma linha, MARMITT, também idealizador da corrente, textualiza:
Na adoção sobressai a marcante presença do estado, estendendo suas asas protetoras ao menor de dezoito anos, chancelando ou não o ato que tem status de ação de estado, e que é instituto de ordem pública. Perfaz-se uma integração total do adotado na família do adotante, arredando definitiva e irrevogavelmente a família de sangue. 36
Deste modo, os institucionalistas concluem que, a adoção define-se como uma instituição jurídica de ordem pública com a intervenção do órgão jurisdicional, para criar entre duas pessoas, ainda que estranhas entre elas, relações de paternidade e filiação semelhantes às que sucedem na filiação legítima.
Por fim, a última e quarta corrente, nomeada híbrida, considera que na constituição da adoção são reconhecidos dois momentos distintos: um, em que há manifestação das partes, sendo direito privado, e outro, de direito público consubstanciado pela decisão judicial.
A última corrente baseia-se principalmente no Estatuto da Criança e do Adolescente, já que, desde o advento deste, considera-se necessário, para a adoção, que exista declaração de
35 ALBERGARIA, Jason. 1988. p. 241. apud PICOLIN, Gustavo Rodrigo. 2007. Disponível em:
http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=128. Acesso em: 29/09/10.
vontade de várias partes como: os pais biológicos, os pais adotantes, a criança ou adolescente e a manifestação judicial por meio de sentença.
GRANATO verifica que a adoção assume caráter misto, visto que, em um primeiro momento, há caráter contratual e depois, com o processo judicial, surge o aspecto publicista da adoção, sem o qual é impossível se cogitar a constituição do vínculo. 37
É importante ressaltar que a adoção plena possui grande complexidade e, por esse motivo, é difícil enquadrá-la com uma natureza jurídica única sendo, portanto e a partir do exposto, mais adequado conceituá-la como híbrida.