• Sonuç bulunamadı

Foto Elektrokimyasal Sistemlerde Kullanılan Elektrot Malzemeleri

2. FOTO ELEKTROKİMYASAL SİSTEMLERDE İNCE FİLM

2.1 Foto Elektrokimyasal Sistemlerde Kullanılan Elektrot Malzemeleri

A concentração geográfica ou setorial é um fator crucial para o surgimento da governança em dada localidade. Esta acontece de uma forma específica, podendo envolver tecnologia, política pública e, provavelmente, uma nova organização (aberta, flexível, institucionalizada e política). Nesse sentido, o aspecto estrutural da governança se torna importante para o desenvolvimento de um APL, principalmente pelos atores presentes e pela capacidade de influência no contexto institucional.

Esta pesquisa identificou o potencial inovador e a diversidade das atividades desenvolvidas pelos atores que compõem os principais APLs de software de Minas Gerais, reconhecendo que essas entidades contribuem de forma singular para o desenvolvimento e o aprimoramento das empresas que configuram os contextos institucionais estudados. Identificaram-se atores que representam e apoiam a indústria mineira de software, destacando suas ações, atividades, contribuições e benefícios para o desenvolvimento do setor, além da percepção dos empresários sobre o papel destas entidades no ambiente.

De maneira geral, na análise das organizações de apoio ou suporte e as organizações de negócios, identificaram-se ações pontuais para o desenvolvimento do setor. A FUMSOFT, por exemplo, com sede em Belo Horizonte, realiza ações para o aperfeiçoamento das empresas que desenvolvem software, a partir de programas direcionados, sendo destaque o modelo de melhoria de processos do software brasileiro (MPS.Br), que atesta a qualidade do processo de desenvolvimento nas empresas reconhecido em todo o mundo.

Dentre as associações identificadas no setor, destaca-se a atuação da ASSESPRO no APL de Belo Horizonte e de Juiz de Fora e a I9 no APL de Uberlândia. Por meio do portal Tecnoportal, a ASSESPRO auxilia os empresários a obter informações fundamentais sobre a competitividade no mercado e a I9 por meio de eventos específicos segue a mesma linha de raciocínio. O SEBRAE destaca-se por seus projetos específicos à micro e pequenas empresas nos três APLs estudados. Apesar de considerado por unanimidade pelos empresários como uma entidade com ações um pouco generalistas, pelo fator de atender diversos setores, a importância da entidade é

117

destacada entre os empresários. Dentre suas vantagens, destaca-se a capacidade de influência na competitividade das empresas.

Sobre a atuação das outras entidades, nota-se a presença de bancos privados em todos os APLs e bancos públicos como BNDES e BDMG em Belo Horizonte. No APL de Juiz de Fora, os entrevistados (entidades e empresas representantes do setor) percebem de forma geral uma carência do setor quanto a entidades financeiras.

Sobre a atuação de instituições de ensino e pesquisa, todos os APLs são contemplados por este tipo de entidade, todas com ações específicas para o setor. Em Belo Horizonte, por exemplo, destacam-se ações da UFMG, como a criação do parque tecnológico e da incubadora de empresas INOVE. No APL de Uberlândia, destacam-se a UFU (Universidade Federal de Uberlândia) com a CIAEM (centro de Incubação de Atividades Empreendedoras). Em Juiz de Fora, destaca-se o CRITT (Centro Regional de Inovação e Transferência Tecnológica). Todas estas incubadoras têm como objetivo fomentar o empreendedorismo em cada APL. Por fim, destaca-se a atuação de empresas âncoras em cada APL, com destaca ao APL de Uberlândia, na qual os entrevistados não consideram a existência deste tipo de empresa.

Em todos os APLs entrevistados, a partir dos empresários, foram identificadas demandas por mão de obras qualificadas. Uma vez que o setor é intensivo em mão de obra qualificada, uma política intensiva de qualificação dos docentes das universidades públicas e privadas seria ideal. Percebe-se que é necessário criar mecanismos atrativos para a concretização de parcerias entre universidades e empresas.

Percebe-se que a participação das principais entidades no APL de software de Minas, juntamente com as diversas esferas de governo, contribui para a elaboração de políticas públicas para o segmento de TI na capital mineira e no estado como um todo. A adoção de políticas recomendadas e o fortalecimento da governança no setor têm permitido o APL ampliar seu potencial e certamente têm contribuído para o desenvolvimento regional. Nota-se também que a governança estrutural condiciona a governança processual.

Sobre a governança processual, observou-se que no APL de Belo Horizonte existem características de uma governança complexa; em Uberlândia, uma governança unificada; e em Juiz de Fora, uma governança simples. Esta classificação diz respeito à característica de cada APL (heterogeneidade de atores, formas e modo de relacionamento). Aquele que apresenta uma diversidade de atores, diferentes formas de cooperação e modos de coordenação caracteriza-se como uma governança complexa, e

118

aquele que apresenta menor número de atores e relações é caraterizado como uma governança simples ou unificada.

No APL de software de Belo Horizonte, identificou-se uma governança complexa, devido ao grande número de entidades voltadas para o setor presente, causando uma complexidade na forma de cooperação e coordenação das ações. Neste APL, perceberam-se entidades com ações planejadas, com o intuito de melhorar o relacionamento entre elas e entre as empresas do setor ou de setores complementares. Quanto à cooperação no contexto institucional, os empresários têm a noção da importância do relacionamento entre eles, pois é possível obter vantagens que individualmente dificilmente conseguiriam, como troca de informações, parcerias, rodadas de negócios, treinamentos, desenvolvimento e melhoria do software, entre outros. Quanto à cooperação entre entidades e empresas, percebeu-se participação dos empresários em eventos, cursos, palestras, entre outras ações promovidas pelas entidades. Com referência à cooperação entre entidades, perceberam-se ações práticas entre as entidades com o intuito de melhorar a competitividade no setor, principalmente por meio de projetos específicos.

No que se refere ao planejamento das ações conjuntas no APL, foi possível identificar algumas entidades realizando este tipo de coordenação das ações, ora de modo centralizado, onde as ações cooperadas ficam por conta de uma entidade específica, ora de forma compartilhadas entre todas as entidades presentes na cooperação. A partir destas características de relacionamento, é possível concluir que a governança é formada por algumas estruturas institucionais, que se caracterizam pelos diferentes atores e as diferentes formas de cooperar e coordenar, mostrando que a governança não é única, mas apresenta-se como um todo com suas particularidades.

No APL de Uberlândia, identificou-se um menor número de atores no contexto institucional. As dimensões cooperação e coordenação mostram que o setor está se desenvolvendo quanto às interações entre empresas, empresas e entidades e entre entidades. A cooperação no setor tem feito com que ações sejam encaminhadas no sentido de sanar as dificuldades presentes no APL e a coordenação apresenta-se de forma compartilhada entre os atores presentes. Neste APL também destacam-se diferentes formas de governança.

Em relação ao APL de Juiz de Fora, as relações são dispersas entre os atores, o setor de tecnologia de informação está em desenvolvimento e as ações realizadas ainda são incipientes. Percebe-se coexistência no setor, e os empresários estão desligados de

119

alguma forma de cooperação. Neste APL, as empresas apresentam aversão à troca de informação e à ação conjunta. Sobre as entidades, perceberam-se ações voltadas para o setor, que apresentam caráter que são coordenadas de modo centralizado, não identificando coordenação compartilhada. Neste APL, existem poucas ações para sanar a pouca interdependência entre as entidades de apoio ao arranjo. Nesse APL, o primeiro passo para a desconstrução de posicionamentos individualistas e construção de atuações coletivas é a percepção de que ações coletivas geram vantagens competitivas.

Os resultados contribuem para os gestores públicos e para as entidades na medida em que mostram a interação nos APLs e contribuem para o desempenho do relacionamento entre entidade e entre empresários. O objetivo do estudo foi caracterizar o processo de cooperação e coordenação no APL de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora, entretanto estudos complementares sobre o setor de TI neste APLs são importantes, principalmente uma análise aprofundada das políticas públicas para o setor.

As principais discrepâncias na governança estrutural e processual percebeu-se que o APL de Belo Horizonte pode ser considerado a indústria de Software de Belo Horizonte, que responde por 1.300 empresas atuantes nos diversos segmentos da sua cadeia produtiva. Este APL apresenta atores com ações pontuais para o desenvolvimento do setor. O diferencial na governança estrutural está nas ações de entidades como a FUMSOFT, por exemplo, que realiza ações para o aperfeiçoamento das empresas que desenvolvem software a partir de programas direcionados, sendo destaque o modelo de melhoria de processos do software brasileiro (MPS.Br), que atesta a qualidade do processo de desenvolvimento nas empresas reconhecido em todo o mundo.

Dentre as associações identificadas no setor, destaca-se a atuação da ASSESPRO no APL de Belo Horizonte e de Juiz de Fora, e a I9 no APL de Uberlândia. Esta associação auxilia os empresários a obter informações fundamentais sobre a competitividade no mercado e a I9, por meio de eventos específicos, segue a mesma linha de raciocínio. O SEBRAE destaca-se por seus projetos específicos para as micro e pequenas empresas nos três APLs estudados. Sobre a atuação de outras entidades, nota- se a presença de bancos privados em todos os APLs, e bancos públicos como BNDES e BDMG em Belo Horizonte. O APL de Juiz de Fora é caracterizado pela carência de ações no setor.

Com relação ao desfecho da análise da governança processual, no APL de Belo Horizonte identifica-se uma governança dita como complexa, devido ao grande número

120

de entidades presentes no contexto institucional, causando uma complexidade na forma de cooperação e coordenação das ações. No APL de Uberlândia, identificou-se um menor número de atores no contexto institucional, no qual a cooperação objetiva pode sanar as dificuldades presentes no APL, e a coordenação apresenta-se de forma compartilhada e centralizada entre os atores presentes. Por fim, no APL de Juiz de Fora, as relações são dispersas entre os atores, o setor de tecnologia de informação está em desenvolvimento e as ações realizadas ainda são incipientes.

Este estudo demostrou as principais discrepâncias entre três APLs de Minas Gerais. Por sua vez, nota-se a importância de aumentar a prática de ações cooperadas por parte das empresas e de entidades, principalmente em Juiz de Fora. Este estudo pretende colaborar, na parte teórica, para futuras pesquisas referentes à governança estrutural e processual em aglomerações produtivas, principalmente em aglomerações incipientes, pois faltam estudos que analisem aglomerações incipientes e há receios dos empresários em contribuir com outras empresas do aglomerado. Em termos empíricos, o estudo colaborou para demostrar que o APL de software de Minas Gerais apresenta problemas que necessitam de ser sanados por meios de ações cooperadas e coordenadas entre os dos atores dos APLs.

Benzer Belgeler